terça-feira, 3 de junho de 2014

O FOGO DA PERSONALIDADE, O FOGO DO EGO E O FOGO DO ESPÍRITO - IRMÃO K - 03-12-2011 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
IRMÃO K
03/12/2011
 
 
 
 
O FOGO DA PERSONALIDADE,
O FOGO DO EGO E
O FOGO DO ESPÍRITO
 
 
Eu sou IRMÃO K.

Irmãos e Irmãs, presentes na humanidade,
eu apresento minhas saudações a vocês.
 
Eu venho exprimir uma série de elementos que são suplementares ao que eu pude trazer-lhes nas intervenções anteriores.

Minha intervenção se inscreve no contexto do que lhes deu Omraam Mikaël (ndr: O.M. AÏVANHOV) e referente ao Amor.

Isso se inscreve na sequência lógica da maior parte das minhas intervenções com relação a conceitos (que, eu espero, começam a ser-lhes familiares, agora), referentes à Liberdade, à Autonomia, ao conhecido, ao Desconhecido.

Eu vou falar, também (e isso completará o que eu exprimi), sobre o Fogo da personalidade, o Fogo do ego, e o Fogo do Espírito.

Desde que muitos Irmãos e Irmãs começam a viver estados de Consciência que parecem sair, eu diria, do ordinário (da fragmentação), é importante dar-lhes esses elementos, não tanto como elementos de reflexão mental, mas, bem mais, de reflexão da própria Consciência com relação a essa palavra essencial que é a palavra «amor».

Este amor pode se exprimir de diferentes modos e todos nós o sabemos.

Se vocês bem o quiserem, para a clareza do que eu vou expor (através das minhas palavras e da minha Presença), nós tentaremos compreender o que pode existir como diferença entre o amor que se expressa em meio à personalidade e o Amor que se aplica em meio ao Estado de Ser.

Nós iremos, primeiramente, se vocês o desejarem, tentar apreender, de algum modo, o amor, no sentido o mais comum e o mais nobre, tal como ele é compreendido (vivenciado ou não), tanto por uma consciência humana como pela sociedade, em seu conjunto (e pela própria humanidade, eu diria, em seu conjunto), qualquer que seja a cultura, as religiões, a origem ou as concepções.

O primeiro princípio é compreender (e todos vocês sabem) que o amor é uma manifestação, quase constante, nos Universos, qualquer que seja a Liberdade desses Universos ou o confinamento desses Universos.

Não pode existir (como o especificava de novo A FONTE) qualquer vida, nem qualquer criação, possíveis, sem o amor e sem sua antítese.

Naturalmente, o amor é colorido, sempre, por um conjunto de elementos que pertencem, propriamente, a uma pessoa, que estão ligados, é claro (vocês podem imaginar) à sua educação, à vivência de seus primeiros relacionamentos e comunicações (em meio à sua família, aos seus irmãos, ao seu meio social, ao seu meio afetivo).

Logicamente, o amor vai se colorir, também, das diferentes experiências vivenciadas pela própria Consciência, em sua infância (em sua presença na encarnação), que são, eu diria, circunstâncias que vão favorecer ou constranger, de algum modo, a expressão do amor através das experiências vivenciadas (felizes ou infelizes) e, sobretudo, durante a primeira parte da encarnação.

Obviamente, em seguida, o amor vai se tingir de diferentes acepções que estão, diretamente, conectadas ao que é veiculado por um conjunto de crenças ou de morais (oriundas, elas mesmas, das religiões, oriundas, elas mesmas, dos sistemas filosóficos ou de pensamentos).

Este amor está presente, é claro, em todo ser humano, mesmo naquele que apenas manifestava seu contrário.

Evidentemente, o Amor que nós começamos a falar-lhes (e que corresponde à Luz Vibral) não é, absolutamente, possível de ser sobreposto ao amor existindo em meio à personalidade.

E, no entanto, este Amor, nós tentamos falar-lhes, agora (nós o fazemos, justificadamente, durante este período), porque, graças às experiências que vários de vocês começam a viver, vai se tornar cada vez mais fácil para vocês reconhecer o amor em meio à personalidade (e, então, oriundo do Fogo do ego), do Amor, não altruísta, mas do Amor Vibral, inscrevendo-se em meio à Unidade (que nada mais tem a ver com o amor que se exprime, de alguma forma, em meio à Dualidade).

O conjunto dos relacionamentos humanos pode se definir por uma dose (mais ou menos importante) que existe, de amor ou de não-amor.

Quantas religiões, quantas guerras, quantos desentendimentos (ou acordos) foram produzidos com o próprio princípio do amor?

Parecia, então, que essa palavra fosse indissolúvel e indissociável, na totalidade, de todas as esferas de expressão da vida, em meio a este mundo chamado de 3ª Dimensão.

Todos nós sabemos que o amor (que ele seja entre dois seres, entre dois povos, para com uma religião, para com uma filosofia) se elabora, constrói-se e evolui segundo certo número de sequências que podem ser diferentes, para cada ser, para cada sistema social, mas que vão, por assim dizer, traduzir-se por uma maior ou menor identificação (uma maior ou menor adesão) ao princípio e ao preceito do amor (exprimindo-se, tanto entre dois seres, construído através dos relacionamentos, chamados de laços da carne ou laços de convenções familiares, sociais, morais ou espirituais).

Este amor foi, também, denominado «condicional» por oposição a um Amor que seria, ele, «incondicional».

Fica, então, pressuposto (e prefigurado, de alguma forma) que todo amor manifestado em meio à personalidade apenas pode se exprimir, se manifestar, através de certo número de condições.

Essas condições, elas são evidentes e caem sob o senso comum, a partir do momento em que, por exemplo, nós falamos do amor de uma mãe para com seu filho ou de um pai para com seu ascendente ou seu descendente.

Existe, portanto, um amor que está inscrito, de algum modo, em uma espécie de sentimento, em uma espécie de laço materno, afetivo.

Existem, também, é claro, relacionamentos de amor entre seres que não são oriundos do mesmo sangue e que, no entanto, se descobrem, através de uma reconexão ou de um reconhecimento (que este reconhecimento recorra a coisas invisíveis ou a coisas mais palpáveis, em todo caso, entre dois seres, como entre dois países ou entre dois indivíduos), de noções que eu qualificaria, de bom grado, de afinidades.

Na realidade, o amor vai se definir segundo certo número de afinidades ou de repulsões.

Todos nós sabemos, também, que este amor vai passar por uma série de etapas que não estão, sempre, no mesmo desenrolar e no mesmo sequenciamento, mas que vão resultar em modificações de percepções e de expressões do dito amor, gradualmente e à medida do que é chamado de tempo que passa.

Todos nós sabemos isso, por tê-lo vivenciado, em um dado momento ou em outro.

Há amores que, quando eles desaparecem, por um final trágico, como o falecimento de um próximo (e eu vivenciei isso, sendo jovem em minha última encarnação), é suficiente para revolucionar, totalmente, as concepções do amor, e representa um choque tão importante que ele leva a se colocar a questão, em sua própria Consciência, desses sentimentos e deste amor que desaparece e que, de um dia para o outro, nos escapa porque ele se torna invisível (não palpável, não manifestado), não dando mais acesso aos sentimentos, nem à comunicação.

Isso, todos nós sabemos.

E depois, existem, também, amores independentes do que é conhecido, palpável e apreciável (e que caem sob o senso comum) com relação, tanto às filosofias, como às espiritualidades (quaisquer que sejam).

O ser humano é um ser de amor, inegavelmente, mesmo em meio à sua personalidade, e é apenas uma falta de amor que vai se traduzir por comportamentos que poderíamos chamar de opostos ao amor (que isso seja o sofrimento, o ódio e mesmo a guerra), que são, de alguma forma, apenas um incompreensão do amor ou da relação.

O que é, evidentemente, bem visível, em meio a todo amor (qualquer que seja, manifestado nesse mundo), é que ele desaparece um dia ou outro, ou pelo desaparecimento do sujeito que é amado (em uma relação afetiva ou ligado à hereditariedade) ou, ainda, na adesão ou na não adesão a princípios, a filosofias, a regras morais ou a espiritualidades ou, ainda, a religiões.

Este amor é, então, uma afinidade que pode se traduzir, também, por uma forma de atração fazendo com que haja uma necessidade, uma vontade de querer, de qualquer modo, comunicar-se e trocar com o objeto ou com o sujeito que cai sob nosso amor, ou que é nosso amor.

Todos nós sabemos que essas relações evoluem por fases, mais ou menos cíclicas, mais ou menos reprodutíveis, que, em geral, terminam, de uma maneira ou de outra, pelo desaparecimento desse dito amor, mesmo se o amor, em certas formas de expressões românticas ou idealizadas, possa durar por toda uma vida.

Mas que pode dizer que este amor vai se encontrar em uma outra vida ou que pode dizer, ainda, que esta relação (que flutuou, em um tempo mais ou menos breve, mais ou menos longo) vai ser capaz de se estabelecer além do desaparecimento do ser amado ou da não adesão a uma religião (por exemplo, para um determinado indivíduo que mudaria de religião).

Entretanto, vocês hão de convir, o conjunto do amor, idealmente, é sempre concebido como invulnerável, indestrutível, eterno.

A personalidade é estruturada (como vocês sabem e como todos nós vivenciamos, em um momento ou outro) como algo que é efêmero, perfectível, e que é, sobretudo, levada a desaparecer, já que jamais a consciência da personalidade pode se estabelecer em uma duração que está além do nascimento e da morte.

Ora, o princípio do amor, tal como é veiculado pela própria consciência, em meio à personalidade, é sempre construído sobre a noção de durabilidade, sobre a noção de eternidade.

Coisa, evidentemente, que jamais pode ser já que ele estará, de todo modo, limitado pela experiência do nascimento e pela experiência da morte.

Podemos dizer, de algum modo, que este amor é um amor ideal, idealizado e cuja consonância, quer gostemos ou não, é sempre marcada, fundamentalmente, por um elemento denominado medo.

De fato, quem poderia pensar amar seu filho, seu pai, seu companheiro (como ele o ama), como havendo possivelmente um fim, como podendo desaparecer, em momento ou outro.

Todos nós passamos por episódios de luto, de perda, de abandono, que nos reconduzem à fragilidade do amor humano, tal como ele é expresso e manifestado (que isso seja através de dois seres, através de um filho ou um ascendente, que isso seja em um sistema social, qualquer que seja).

O amor é, portanto, condicionado, permanentemente, por algo que deve transcorrer em um determinado tempo e trazer, de qualquer forma, um alimento que é trocado (compartilhado), que permite (a dois seres, a duas situações ou a uma religião, em relação àquele que ali adere) um sentimento de satisfação, um sentimento, às vezes, de plenitude.

Mas que, ele também, vai flutuar no tempo, segundo os humores, segundo a possibilidade de se preencher, de algum modo, deste amor, de uma maneira ou de outra.

Este amor está, sempre, ligado (como eu expliquei), é claro, à ATRAÇÃO e à VISÃO (ndr: ver
“protocolos/Reconstrução do Corpo de Estado de Ser”).

O amor é uma ‘atração’, mesmo neste mundo, em todos os mundos.

Não pode ser de outra forma.

O amor está, evidentemente, condicionado a certo número de sinais que são, ou imaginados, ou pensados, ou reais.

E se exprimindo, essencialmente, pelos sentidos, que esse sentido seja o sentido amoroso, que esse sentido seja o sentido da carne ou, ainda, da adesão a rituais ou a crenças, quaisquer que sejam.

Este amor pode, também, se exprimir em uma plenitude, mas todos nós notamos que esta plenitude jamais é duradoura, e ainda menos eterna, porque ela passa, sempre, por uma satisfação ou uma insatisfação.

O grau de satisfação deste amor ou desta insatisfação está apenas ligado à manifestação (inconsciente, muitas vezes) de certo número de medos que nós podemos chamar, além da atração, de ‘apegos’.

Eu insisti longamente, em minhas últimas intervenções, sobre a Liberdade, sobre a Autonomia, sobre os princípios que são um pouco ao oposto, de certa forma, do que o ser humano, em meio à personalidade, chama de amor.

E, no entanto, será que há uma diferença fundamental entre o amor manifestado pela personalidade e o Amor manifestado, no sentido Vibral, ou no sentido do Coração?

Então, é claro, a linguagem atual emprega as expressões que recorrem ao coração como «ter coração» ou dizer que alguém não tem coração.

E, entretanto, será que é desse coração que nós falamos quando nós falamos do Coração, no sentido Vibral, no sentido do Si, no sentido da Unidade?

Vocês sabem muito bem que aqueles que fazem a experiência da Vibração do Coração jamais podem confundir (nem se enganar) o sentido e a qualidade do Amor que é vivenciado, porque o amor da personalidade jamais poderá ser assimilado ao Amor que se exprime em meio ao Estado de Ser, ao Si, à Unidade.

Então, realmente do Coração, não como o coração concebido enquanto princípio moral, mas em meio a um espaço Vibratório particular (alojado no peito) e se traduzindo por uma modificação, perceptível e completa, da Consciência.

Será que o amor da personalidade pode existir ou coexistir com o Amor do Estado de Ser?

De um conjunto de elementos que lhes foram dados, é evidente que isso é impossível, porque o amor da personalidade está ligado ao eixo ATRAÇÃO/VISÃO.

Ele está ligado ao Fogo do ego, ao Fogo da personalidade, traduzindo-se por uma necessidade de atrito, por uma necessidade de contato, por uma necessidade de visão, de atração, de provas, enquanto que o Amor que está situado (uma vez que a Porta Estreita é atravessada) ao nível do Coração, não tem necessidade de provas já que ele é, ele mesmo, sua própria fonte.

Dessa maneira, então, o amor, no sentido humano e pessoal, reflete-se por uma espécie de atração e de projeção a algo que é exterior, que isso seja o amor de Deus ou o amor de outro ser humano ou de um filho.

Evidentemente, no amor pessoal, existe uma enorme dificuldade para viver o outro, mesmo na empatia e no carisma onde é perfeitamente possível se colocar no lugar do outro, mas sem, no entanto, tornar-se o outro.

E, obviamente, não viria à mente de qualquer personalidade poder substituir (ou se tornar) aquele que amamos já que este amor apenas nasceu na visão e na atração do que é visto, é claro, no exterior de si, mesmo se este objeto, este sujeito nasceu no interior de si (eu penso, em particular, na relação mãe-filho).

Naturalmente, tudo isso é conhecido.

Tudo isso é perfeitamente reconhecido e perfeitamente viável, para todo ser humano, qualquer que seja seu caminho, qualquer que seja sua experiência, onde há a possibilidade de viver uma maior quantidade e qualidade de amor (em função de suas crenças, de suas mágoas, de suas esperanças, de suas experiências).

Existe, portanto, um contexto, por definição, pessoal, à expressão e à manifestação do amor, para um ser humano, em função de suas próprias mágoas, de seus próprios afetos, em suma, tudo o que faz o conjunto da personalidade.

Para muitos de vocês, nós começamos a falar de Luz Vibral.

Nós lhes falamos de Estrelas e de Portas, dos Novos Corpos, das novas estruturas que os levam a experimentar o Amor de outro modo onde não pode mais existir o menor apego, a menor, de qualquer forma, personalização.

Que esta personalização seja o objeto de uma idealização Interior, como de uma projeção exterior através de um ser amado, que isso seja um filho, um parente, uma relação ou uma religião.

Deste modo, passar do Fogo da personalidade (ou do amor pessoal) ao Fogo do Espírito, traduz-se por uma série de mudanças e de reversões que vêm, de algum modo, substituir a um amor por falta (atração), um amor que se estabelece, sobretudo, na ressonância, proporcionando, para os seres que o vivem, a capacidade para Comungar, além dos sentidos, além da carne, além das convenções, além das religiões, em suma, independentemente de toda história pessoal.

O Amor vivenciado ao nível do Coração torna-se, então (como nós lhes dissemos), uma Vibração.

E, sobretudo e antes de tudo, um estado de Consciência profundamente diferente que se manifesta, hoje, tanto mais facilmente, quanto se realiza, em vocês, o que foi chamado de Fusão dos Éteres, permitindo-lhes, de alguma maneira, sobrepor o amor da personalidade (ou expresso em meio à personalidade) e o Amor do Estado de Ser (expresso em meio ao Coração).

Do encontro desse Fogo do ego (e dos conjuntos das características da personalidade) com o Fogo do Amor (ou o Fogo do Espírito ou Fogo do Coração), traduz-se uma espécie de ‘alquimia’.

Esta alquimia se reflete, para a Consciência, por modificações da percepção, bem reais, bem concretas, do conjunto das manifestações afetivas e de amor.

Há, também, paralelamente a isso, a instalação (como vocês sabem, para aqueles que o vivem) de certo número de elementos, fazendo-os dizer que vocês realizaram a Alegria, a Unidade, a Visão do que está além da aparência (pela Visão Etérea ou pela Visão do Coração), levando-os a conscientizar, literalmente, um outro mecanismo da vida (aplicado e explicado, também, pelo Amor), mas que não depende mais de outra coisa senão de si mesmo.

Não em um amor egoísta (contrariamente a um amor altruísta), mas, sim, um Amor que é, de alguma forma, irradiado desde A FONTE, e manifestado, desde A FONTE (como a palavra que eu empreguei), que não tem mais necessidade de projeções, mas, que é, na totalidade, uma introjeção.

A diferença essencial vai se traduzir ao nível dos comportamentos.

Porque o amor pessoal tem sempre, subtendido, a noção de falta, a noção de medo da perda ou a noção de Abandono, enquanto que o Amor, vivenciado no sentido Vibral, satisfaz-se dele mesmo, não ao nível da personalidade, mas da qualidade deste Amor que vem, de algum modo (como vocês sabem), mudar a lei de ação/reação em um estado de Graça aonde o Abandono à Luz (a Renúncia à personalidade) vai se traduzir por uma maior fluidez na vida, por uma maior aceitação do princípio do Amor, não mais confinante, não mais limitante.

Este Amor era para vocês, então, Desconhecido.

E muitos de vocês, hoje, começam a viver isso e a torná-lo, de alguma maneira, um elemento conhecido e, sobretudo, um elemento de aprendizagem, permitindo distanciar (separar) o que é oriundo do amor da personalidade (ou em meio à personalidade) e do Amor em meio ao Estado de Ser ou à Unidade.

Assim, é claro, aquele que não vive o Amor, em meio à Unidade, sequer pode conceber o que é este Amor enquanto ele não o vivenciou.

Porque o amor da personalidade é a única coisa acessível aos sentidos, acessível ao afeto, acessível às emoções, acessível ao mental, mas, também, acessível à carne (ou, ainda, à estrutura causal quando se trata de uma relação amorosa), exibindo, de algum modo, os indivíduos que, no passado, tiveram um relacionamento (qualquer que seja).

Hoje, reproduz-se um relacionamento com uma sensação de já ter visto [“déjà vu”], de já ter conhecido, de reconhecimento e de reconexão.

O Amor Vibral nada tem a ver com isso porque a diferença essencial, como eu disse, é que este Amor Vibral se inscreve no contexto de uma introjeção onde não há mais necessidade de qualquer projeção, no exterior de si, de um amor idealizado ou romântico.

O Amor Vibral se basta, por assim dizer, a ele mesmo.

Ele não é, no entanto, egoísta.

Ele é o altruísta o mais total porque ele é Doação e Abandono, contrariamente ao amor condicional, expresso pela personalidade, mesmo quando ela exprime certa forma de altruísmo.

A diferença, como vocês sabem, encontra-se nos comportamentos e, sobretudo, na Vibração.

Todos nós conhecemos o amor, em meio a uma perda: quando um ser querido desaparece, nós experimentamos agonia, medo, tristeza, depressão, traduzindo-se por percepções corporais extremamente específicas.

Do mesmo modo, quando nós reencontramos um ser que nos é caro e que nós amamos (de maneira mais privilegiada, eu diria), qualquer que seja esta relação (entre pessoas ou em relação a uma religião ou em relação a um filho), há uma espécie de arrepio superficial, uma energia que se põe a circular (e, mesmo, no peito), que estritamente nada tem a ver com a Vibração do Coração e com o Fogo do Coração.

Esta vibração (esta pele arrepiada, este estremecimento) traduz a reconexão ou o reconhecimento, em meio à personalidade, de uma estrutura ou de um indivíduo que foi amado anteriormente, ou reconhecido, nesta vida.

O Amor Vibral não tem o que fazer de qualquer projeção exteriorizada.

O Amor, no sentido Vibral, é um estado de Consciência que se basta a ele mesmo.

Agora, aquele que vive isso, vive a Vibração do Fogo do Coração e se torna, por ele mesmo, em seu estado de Ser, uma irradiação de Amor que modifica o espaço-tempo, que modifica o ambiente, que modifica, até mesmo, a vida da personalidade.

Porque, a partir do momento em que esse Fogo do Coração (pela Fusão dos Éteres ou pela instalação do Fogo do Coração pela Coroa Radiante) ocorre, em vocês, é que vocês começam a ter percepções, cada vez mais claras, cada vez mais lúcidas, além dos sentidos, além de toda intuição e de toda visão (diretamente pela Visão Etérea, diretamente pela Visão do Coração), da realidade do que é o Amor: independente de toda projeção, independente de toda personalização e, sobretudo, independente de toda condição.

Existe um princípio de vasos comunicantes (isso são as palavras que lhes foram dadas) entre o amor pessoal e o Amor do Coração, mesmo se, evidentemente, a personalidade vai chamar de «amor» o que, para ela, representa, de alguma forma, o Amor.

Mas, a representação do amor, no sentido da idealização, no sentido, até mesmo, da relação e da comunicação (mesmo a mais harmoniosa) entre dois seres (entre um pai e um filho, por exemplo), não pode ser, em caso algum, o Amor, no sentido Vibral.

Porque, justamente, existe um laço, que esse laço seja da carne, que esse laço seja kármico, que esse laço seja ligado, tão simplesmente, à projeção exterior do amor.

O Amor é uma Irradiação, no sentido Vibral.

Não é, em caso algum, uma projeção.

Ele confere o que nós chamamos de Alegria, de Samadhi, de Paz, de serenidade, com diferentes expressões (dificilmente traduzíveis no idioma francês) como Sat Chit Ananda ou, ainda, Maha Samadhi.

Jamais uma relação amorosa entre duas pessoas poderá fazê-los viver o Samadhi.

Somente alguns seres foram capazes, em um momento de sua vida, de se extrair de sua personalidade, na totalidade, que isso seja por uma forma de tensão para a Luz ou de tensão para o Abandono (como exprimiu HILDEGARDE DE BINGEN) ou, ainda, este Amor indizível que animava outras estrelas, como GEMMA ou, ainda, SANTA TERESA.

É extremamente difícil, para o comum dos mortais (que nós somos e que nós fomos), poder, de qualquer modo, identificar-se a esta tensão.

Muitas vezes, o Amor Vibral vai nascer de um encontro que está além de um encontro exterior.

Mas é bem mais um encontro Interior que vai expressar, ou a ocasião de um sofrimento (a perda de um ser querido), ou a ocasião de uma dor ou, ainda (como lhes disse SRI AUROBINDO) a ocasião do
‘choque da humanidade’, ou seja, a Fusão dos Éteres ocorrendo ao nível dos corpos, não mais somente no céu, não mais somente na Terra, mas sobre o conjunto da Consciência da Terra e das Consciências que ali são apoiadas e sustentadas.

Existe, então, uma diferença fundamental: é que o Amor, no sentido Vibral, é suficiente em si mesmo.

O que não significa que convém, naquele momento, separar-se de quem quer que seja ou do que quer que seja.

Mas, toda relação (toda comunicação) torna-se transcendida, não por uma vontade de idealização, não por uma vontade de bem, mas porque, tão simplesmente, a relação não acontece mais em uma relação de dois objetos separados, mas Unificados (ou de duas Consciências separadas, mas, sim, Unificadas) pelo princípio da Comunhão, da Graça, tal como lhes foi dado pela Nova Aliança.

Vocês têm, então, a possibilidade, hoje (bem maior do que desde algum tempo) de perceber a diferença, pela sua Consciência, do que é o Amor Vibral e do que é o amor pessoal.

Obviamente, a Consciência que se estabelece em meio ao Amor Vibral vai ampliar e transcender suas próprias relações, vivenciadas em meio ao amor pessoal, não para se libertar (ou se liberar ou romper o que quer que seja), mas, bem mais, para iluminar a relação, bem além de todo laço, bem além de toda condição.

Ou seja, para permitir, naquele momento, viver, por intermédio do Amor Vibral, a Liberação de todo laço e, então, aproximar-se da Liberdade, aproximar-se do Desconhecido e viver a Autonomia e a Liberdade.

Será que isso significa que não há Autonomia e Liberdade em meio a uma relação pessoal?

Isso está perfeitamente correto.

Porque, se o ser humano é honesto com ele mesmo, independentemente do grau de satisfação de uma relação, qualquer que seja (ainda uma vez, mesmo a mais harmoniosa, a mais feliz, a mais autêntica, no sentido da personalidade), ela jamais substituirá a Comunhão que pode ser vivenciada, de Coração a Coração, além de todo laço.

Dessa maneira, então, quando o CRISTO veio, Ele lhes disse que vinha libertá-los da carne.

Ele o ilustrou, aliás, sobre a Cruz, através dessas palavras, que ele dirigiu a MARIA, referindo-se àquele que era, naquele momento, São João, dizendo a ele e a Ela: «Mãe, eis teu filho. Filho, eis tua mãe».

O que isso significava?

Seria uma transferência de laço?

Absolutamente não.

Era uma transferência do amor pessoal, em meio ao Amor Vibral, pela vivência do Espírito Santo.

A descida do Espírito Santo (ou a polaridade feminina, se o podemos dizer, d’A FONTE, expressa por diferentes termos, e como Ela se apresenta, sobre a Terra, desde agora uma geração), é o elemento motor, de qualquer forma, que iniciou a Passagem do amor pessoal ao Amor Vibral.

Esta Passagem, hoje, está inteiramente realizada para aqueles que o vivem (está em via de realização para aqueles que não o vivem ainda).

Porque, lembrem-se: a única maneira de poder conscientizar a diferença entre o amor pessoal e o Amor Vibral é, evidentemente, viver o Desconhecido, a fim de que isso se torne, para vocês, um campo de experiências conhecido.

Vocês não podem se tornar Autônomos, vocês não podem se tornar Livres, enquanto o Fogo do Coração, enquanto o Amor Vibral não está instalado.

Não pode existir a verdadeira Autonomia, efetivamente, enquanto existe o menor laço situado ao nível da personalidade.

Isso, naturalmente, presume, não uma separação de quem quer que seja ou do que quer que seja, mas, sim, uma revolução interior, levando a reconsiderar os relacionamentos e a substituí-los por uma Comunhão.

Esta Comunhão, que ela seja entre um pai e um filho, entre um indivíduo e outro indivíduo, passa das palavras.

Ela passa dos sentidos.

Ela passa dos comportamentos já que é, justamente, algo que transcende a personalidade, a partir do momento em que os seres que estão nesta ressonância, vivem, eles mesmos, sua própria Comunhão Interior à sua Liberdade, à sua Autonomia, permitindo, então, uma troca (que não é mais uma troca, mas uma identificação) onde o outro se torna, na totalidade, si.

E onde o um se torna o outro, e o outro se torna o um.

A partir do momento em que a Vibração do Coração é ativada e se instala em uma forma de permanência, torna-se cada vez mais difícil, de algum modo, confundir o amor pessoal e o Amor Vibral.

Como vocês sabem, um é confinamento, outro é Liberação.

Evidentemente, as próprias leis deste mundo (que foram, como vocês sabem, falsificadas) através do eixo ATRAÇÃO/VISÃO, vieram substituir o Alfa e o Ômega, ou seja, AL/OD (ou o Fogo do Espírito) por um Fogo da personalidade.

Este Fogo da personalidade inscreve-se em uma noção de ‘limites’.

Esses limites se expressam, tão naturalmente, em meio ao amor pessoal: vocês têm sua mulher, seu marido, seu filho.

Mas o marido de uma não é o marido da outra, e tudo é recíproco.

Um filho que considera que seus pais são seus pais, jamais irá chamar um outro casal de «papai» e «mamãe».

Esses são, em certa medida, os próprios princípios que associaram o princípio da Ilusão, através dos laços (da hereditariedade, da carne e do sangue, os laços afetivos), exprimindo-se ao nível de memórias de ressonâncias ditas kármicas ou emocionais ou mentais.

Assim, cada sistema social, cada indivíduo, exprimindo-se e criando leis, através da personalidade, dos comportamentos (morais ou imorais), vai fundamentar-se nesta noção do amor e da própria falsificação do amor.

O que não quer dizer, ainda uma vez, que o amor não existe, mas que este amor é condicionante, confinante, limitante e os impede, por ele mesmo, de viver a Autonomia e a Liberdade.

Compreendam bem o sentido de minhas palavras.

Não é se liberando de qualquer laço que seja (decidindo romper o que quer que seja ou com quem quer que seja) que vocês irão encontrar o Amor Vibral.

É, sim, Vibrando e passando no Amor Vibral do Abandono e da Renúncia que vocês irão permitir a uma relação evoluir no sentido de um amor pessoal, de um Amor mais altruísta porque vivenciado, realmente, no Coração (e na Vibração) e não mais nas concepções da carne, da moral, da sociedade na qual vocês estão ou, ainda, da adesão a princípios filosóficos, espirituais ou morais.

A experiência da Vibração é aquela que é capaz de fazê-los, não compreender, porque isso estritamente de nada serviria.

Vocês podem compreender a Unidade enquanto conceito sem, no entanto, vivê-la.

Vocês podem reivindicar a Unidade enquanto conceito sem, no entanto, vivê-la.

Porque a Unidade, como vocês sabem, está além do bem e do mal.

Ela está além do princípio de Atração e de Visão e se situa no eixo retificado AL/OD (ou seja, Alfa e Ômega) e se inscreve em uma retidão que nada tem a ver e que não é absolutamente tributária de qualquer regra social, moral, afetiva, hereditária ou cármica.

A Liberdade é a esse preço.

E é com o que vocês são confrontados, Interiormente: a Passagem da projeção de um amor pessoal à introjeção de um Amor que é a Verdade Vibral e que é a Luz.

Naturalmente, como vocês sabem, todo ser humano que se volta para a espiritualidade reivindica a Luz e reivindica o amor, como um estado de ser que vai poder se manifestar através do conhecimento exteriorizado.

O Amor não é um conhecimento exterior.

O Amor Vibral é um estado de Ser que se manifesta pela Vibração e pela própria Consciência que vem pôr fim à Ilusão de todos os apegos, sem qualquer exceção.

Viver a Liberdade e viver a Autonomia, viver o Amor, no sentido Vibral, necessita não mais estar apegado ao que quer que seja, não mais ser identificado ao que quer que seja, nesse corpo.

Isso significa estar, plenamente, nesse corpo a fim de viver a Liberação.

Ou seja, que naquele momento, não pode ali haver qualquer confusão entre o Amor manifestado e Vibrado, no Coração, e o amor da personalidade.

Porque, em meio ao Coração e à Vibração do Coração, manifesta-se o Amor, no sentido Vibral, que torna livre, que liberta e que mostra, realmente, o que é um amor limitado (contrariamente ao Amor Ilimitado vivenciado no Coração) porque o Amor Ilimitado (o Amor Vibral) jamais irá depender de qualquer circunstância deste mundo.

Então, é claro, aqueles que não vivem isso e que não estão inscritos no contexto da Vibração, mais ou menos permanente, do Coração, vão justificar o amor da personalidade por um lado que todos vocês conhecem, que se chama «o salvador»: ou seja, aquele que vai querer agir para o bem do outro.

Não há nada pior do que aquele que deseja agir para o bem do outro porque ele se coloca, ele mesmo, sob o princípio da Dualidade.

A Unidade Vibral e o Amor, ao nível do Coração, não têm o que fazer desta
‘vontade de bem’, não têm o que fazer desta ‘luta contra o mal’, porque eles se situam, de maneira definitiva e irremediável, além desta oposição, além deste antagonismo, além de todo laço e além de todo apego.

Naquele momento (uma vez que o Supramental, como irá explicar-lhes SRI AUROBINDO, penetrou suficientemente as Coroas Radiantes, o corpo e a Consciência, assim como os corpos sutis), o ser começa a manifestar a Liberdade e a Autonomia, renunciando, e se Abandonando, e atravessando a Porta Estreita.

Naquele momento, os Quatro Pilares (tais como lhes foram dados: do Coração), tornam-se a evidência da instalação em meio ao Coração (ver
“protocolos”).

Não pode existir Amor Vibral sem Humildade.

A Humildade consiste em nada ser, sobre este mundo, para ser tudo, no outro mundo, como o exprimiu, à sua maneira, o Mestre PHILIPPE.

Vocês não podem estar na Unidade e estar na Dualidade.

Vocês não podem ser Transparentes e ser opacos ao Amor de todos os seres humanos da Criação.

Vocês não podem estar na Pobreza (no Caminho da Infância) enquanto vocês reivindicam qualquer intelecto, qualquer controle ou mestria do seu próprio afetivo, da sua própria vida ou da vida de quem quer que seja.

Na realidade e em última análise, existe uma total oposição e um total antagonismo entre o amor pessoal e o Amor Vibral.

Entretanto, o Amor Vibral deve se confrontar, pela transmutação da Passagem da Porta e da Ressurreição (pelo princípio da Fusão dos Éteres, vivenciado ao nível do corpo), com o amor da personalidade.

E, através desta confrontação (que é mais uma forma de alquimia, uma forma de iluminar, uma forma de Revelação), vai se viver, pouco a pouco, o que vocês chamam (o que nós nomeamos, com vocês) de Translação Dimensional ou Ascensão, que não é nada mais, em última análise (agora que vocês começam a vivê-lo), senão a etereação do seu próprio corpo e da sua própria Consciência, assim como do corpo da Terra.

Este mecanismo de etereação do planeta, assim como seu próprio desaparecimento, enquanto lagarta, acontecem nesse momento mesmo.

Muitos de vocês vivem as primícias, ou seja, um desaparecimento de toda consciência pessoal (podendo, aliás, trazer problema), um desaparecimento de todo amor pessoal e de todos os laços, fazendo-os penetrar no Amor Vibral onde tudo é Liberdade, onde tudo é respeito e restituição da Liberdade de cada um e de cada ser.

Respeitar o outro é deixá-lo Livre.

Respeitar a sociedade é não interferir em uma sociedade dual.

Isso não quer dizer deixar, entre aspas, «apodrecer as coisas» ou, ainda, degradar uma situação, mas é tomar consciência de que, enquanto vocês agem em um sistema que é desejado para a Dualidade, vocês não podem instalar qualquer Unidade.

Viver o Amor Vibral não pode tirar o melhor partido de qualquer amor pessoal.

Evidentemente, isso não é algo que convém aceitar, enquanto princípio.

É algo que convém viver e que culmina, necessária e obrigatoriamente, nesta mesma conclusão: eles não podem coexistir.

Eles podem se confrontar, transmutar-se, alquimiar-se.

Pode ocorrer um processo de Fusão dos Éteres, ao nível da célula, pela descida do Supramental (eu deixarei SRI AUROBINDO exprimi-lo), mas deve se tornar cada vez mais evidente que vocês não podem ser um e outro.

Entretanto, mais uma vez, a relação pessoal tornar-se-á transmutada pela relação do Amor Vibral, que não é mais uma relação nem uma projeção, mas, sim, uma introjeção correspondendo, assim, ao que nós lhes dizemos quando nós estamos no Interior de vocês.

Quando um Arcanjo ou um Ancião lhes diz que estamos no Interior de vocês, isso não é uma invenção da imaginação.

Isso não é uma projeção.

Isso não é uma quimera, mas, sim, uma realidade Vibratória.

Ou seja, quando vocês tomam consciência de que seu filho, de que o conjunto da sociedade, de que o conjunto da humanidade (amigo como inimigo, amado como não amado) encontram-se no Interior de vocês, vocês não poderão, evidentemente, mais entrar em qualquer amor pessoal.

Vocês permanecerão no Amor Vibral que irá lhes conferir a Alegria, na totalidade.

E esta Alegria irá aumentar, gradualmente e à medida de sua aceitação do que foi denominado este Abandono à Luz e esta Renúncia.

Enquanto vocês quiserem expressar ou manifestar o amor, isso será apenas o reflexo da personalidade.

Se o amor escapa de vocês, naquele momento, isso não é mais uma projeção, mas, sim, uma introjeção.

Vocês Irradiam.

Vocês difundem.

Mas, esta Irradiação e esta difusão, vocês tomam consciência de que não são voltadas para outra coisa que vocês mesmos, mesmo sendo o objeto de uma Comunhão entre duas pessoas.

Na realidade, amar o outro é amar-se a si mesmo.

Mas se amar a si mesmo, não é um amor no sentido pessoal.

É um estado de Vibração que confere a Alegria, a Liberdade, a Autonomia total.

É somente naquele momento que vocês poderão decidir, conscientemente, estabelecer-se, de maneira constante e cada vez mais importante, neste Amor Vibral.

Dessa maneira, portanto, o Amor Vibral vai obrigá-los, de algum modo, a desprender-se de todos os conceitos errôneos de todas as transposições do amor, em relação com as mágoas ou com os contentamentos que vocês podem experimentar, em relação a um ser humano, a um sistema social, a um sistema moral, espiritual ou religioso.

Vocês irão compreender, como eu disse em minha última vida, que não existe, para a Liberdade, caminho conhecido.

Que, para viver a Liberdade, não é preciso ser dependente de qualquer crença.

Porque, enquanto existe a menor crença, vocês não são Livres porque a crença (e mesmo no amor, idealizado, de uma religião ou de um salvador exterior ou de um deus qualquer) apenas reflete a incapacidade para viver a plenitude e apenas reflete um vazio Interior referente ao objeto desta projeção do amor para o exterior.

Há apenas muito raros casos onde esta projeção pôde ser vivida com uma tensão para o Abandono, como eu disse anteriormente.

Assim, todos nós somos tributários de relacionamentos que nós podemos dizer condicionais, e eles são condicionados, ainda uma vez, pela educação, pelos laços da carne, do sangue, pela experiência em meio à personalidade e em meio à alma.

Mas a alma jamais será o Espírito.

Isso, eu expliquei.

O Fogo da alma, sobre este mundo, está exclusivamente voltado para a matéria.

O Fogo da alma não conhece o Espírito, pelo menos enquanto não há inversão e Reversão do Triângulo Luciferiano (ou fazendo passar do Fogo da personalidade ao Fogo do Coração), enquanto não há Passagem da Porta Estreita, pela terceira vez, permitindo estabelecer-se no Coração.

Que é, eu os lembro: Liberdade, Autonomia.

Que é Desconhecido.

Que é, sobretudo, satisfação permanente e perpétua (não dependendo de qualquer relação efêmera), principalmente, não dependendo de qualquer humor, de qualquer afeto, de qualquer mental, de qualquer concepção e, sobretudo, de qualquer crença.

O Amor Vibral torna-os Livres e vocês se tornam fortes porque, justamente, não dependente de nada do exterior e, sobretudo, de uma projeção da Consciência no exterior.

O Amor Vibral torna-os fortes porque vocês irão considerar (porque vocês o vivem) que não há diferença e que não há necessidade de qualquer projeção deste Amor para um exterior que apenas existe na Ilusão da consciência deste mundo.

Realizando o Amor Vibral, vocês se aproximam (como isso foi dito por vários Anciãos e por várias Estrelas) do que nós denominamos Alegria, do que nós denominamos Samadhi, da Paz Eterna.

Se vocês raciocinarem bem e se vocês compreenderem bem, além do mental, as relações (quaisquer que sejam, no sentido pessoal) são sempre condicionadas pela sua própria possibilidade de desaparecimento, que isso seja uma relação de casal, de pai a filho, em um sistema social, em uma sociedade ou em não importa o quê.

O que não é o caso desde que vocês passam em meio e ao sentido do Amor Vibral, pela percepção da Vibração, e pelo estabelecimento da Consciência neste estágio particular da Consciência.

Como vocês sabem, as emoções se manifestam no plexo solar.

Uma perda vai se manifestar na garganta.

O corpo vai ressoar e manifestar o que está em relação com o sofrimento, vivenciado no plano da alma e no plano do que é chamado de psicologia.

Aquele que realiza o Espírito não pode ser afetado, de forma alguma, por um estado emocional, por um estado mental.

Então, é claro, para alguns, isso vai se estabelecer progressivamente e, para outros, isso vai ocorrer de um único golpe, porque cada um é diferente no seu processo de integração do Amor Vibral, permitindo-lhe passar de um ao outro e se estabelecer, finalmente, na Vibração do Coração, ou seja, na Unidade e no Si.

A experiência que vocês estão prestes a fazer, individual e coletivamente, leva-os a reencontrar o Amor, não mais como um Fogo pessoal, mas, sim, como o Fogo da Luz, vindo assumir seu lugar e os devolvendo ao seu próprio lugar.

Existe uma diferença essencial, mesmo ao nível das percepções ditas espirituais.

Eu os remeto, para isso, ao que disse
NO EYES, sobre o 3º Olho, sobre a visão do 3º Olho e a Visão do Coração.

Podemos, também, falar, novamente, de diferenças ao nível dos sentidos.

Efetivamente, no sentido do astral (ou seja, da personalidade), a visão espiritual do 3º Olho remete-os a mundos extremamente coloridos (extremamente físicos, de algum modo), mesmo estando situados no plano astral.

Ao passo que desde que vocês penetram a Fusão dos Éteres, do seu próprio Éter, desde que vocês passam as Portas do Coração e que vocês se estabelecem, de maneira quase permanente, na Consciência Vibral e no Amor Vibral, existe apenas uma Consciência que não está mais limitada, nem por esse corpo, nem por qualquer corpo.

Vocês estão, naquele momento, na Luz Branca, e o que vocês veem, pelos seus olhos (como quando vocês viajam no Estado de Ser), é apenas a Luz Branca.

Esta Luz Branca não é uniforme, mas, no entanto (e isso é dificilmente exprimível pelas palavras), quando vocês penetram esses mundos, vocês sabem que vocês penetram as Moradas da Eternidade, porque há numerosas Moradas, mas todas essas Moradas, presentes em meio à Luz Unificada, não possuem coloração no sentido em que vocês o entendem.

O som do astral não é o Som, tampouco, nem a Música das esferas.

A Música das esferas, que acompanha o Samadhi, nada tem a ver com a música do astral associada ao 3º Olho.

Tudo isso, é claro, não me cabe desenvolvê-lo.

Cabe-me, por outro lado, dizer-lhes que lhes é, hoje, fácil (e lhes será cada vez mais fácil) de distinguir, pela experiência, o que é o amor pessoal do que é o Amor Vibral.

Esta confrontação, esta Fusão dos Éteres (que vocês têm a oportunidade de viver antes do momento coletivo da humanidade), leva-os a posicionar-se, e, evidentemente, não pode ali haver dúvida quanto ao posicionamento.

Somente o mental vai tentar interferir para dizer-lhes que isso não é verdadeiro, para dizer-lhes que, se vocês se estabelecerem nesta Luz Vibral e neste Amor, vocês irão perder todos os amores que constituem suas relações, seus afetos e seus laços.

Não.

Eles vão, simplesmente, se transformar por uma maior Liberdade, por uma maior Clareza e pela capacidade, também, pelo que vocês se tornaram, para transformar seu ambiente, sem nada desejar, sem nada pedir, mas, simplesmente, pelo que nós chamamos de sua Presença.

O Amor Vibral é transformador, por si mesmo, mesmo em meio às relações limitadas da personalidade.

É o próprio princípio da Inteligência da Luz que é Graça e que não tem o que fazer de sua intervenção, em meio à personalidade.

Hoje é preciso colocar-se a questão: «o que é que vocês querem ser?» e «o que é que vocês querem fazer?».

«Será que vocês querem buscar uma luz no exterior, ou através de um conhecimento, ou será que vocês querem se estabelecer na Luz Vibral que é Unidade, Simplicidade?».

A Porta posterior do Coração, denominada KI-RIS-TI, deu-lhes, para muitos, os meios de estabelecer-se (de maneira muito mais direta) no Coração, incitando-os, de alguma forma, pela Espada de MIGUEL ou pela Espada de METATRON (como eles mesmos dizem), a estabelecer-se, ainda mais, no Coração, e a se afastar de tudo o que é limitante, de tudo o que é condicionante, não por qualquer ação da vontade própria que é a sua, mas, bem mais, pela ação direta da Luz.

Ela própria, levando-os (pela Irradiação e pela Fusão dos seus próprios Éteres) a recolocarem-se, permanentemente, sem o desejar, segundo o princípio da Graça, da Abundância, da Serenidade, da Paz e da segurança (não aquela ilusória, ligada a uma condição material ou afetiva, mas, bem mais, ligada ao seu próprio estado de ser), porque é em meio a este estado de Ser que não pode existir a menor falta.

Eis as algumas palavras que eu tinha para dar a vocês e para trazer à sua reflexão e à sua Consciência, não tanto para fazê-los interrogar ou compreender, mas, mais, para verem o que vocês estão prestes a viver ou não viver.

Muito queridos Irmãos e Irmãs, na humanidade encarnada, eu rendo Graças pela sua Presença e pela sua escuta atenta.

Eu os convidaria a reler essas palavras, além da própria Vibração da minha Presença, a fim de situá-los, não intelectualmente, mas, bem mais, pela sua própria Vibração.

Lembrem-se de que o Amor Vibral é evidência, de que o Amor Vibral é Luz, de que o Amor Vibral não é o amor pessoal, mas que vem transcendê-lo, transformá-lo, liberá-lo e torná-lo autônomo.
 
Eu lhes digo até dentro de alguns minutos.

No Amor.
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Francês

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Áudio da Mensagem em Português

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Mensagem de IRMÃO K,
pelo site Autres Dimensions
em 03 de dezembro de 2011
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
Tradução: Zulma Peixinho
Áudio:http://mensagensdeamor.webpt.net
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A ASCENSÃO - GEMMA GALGANI - 12-11-2011 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
GEMMA GALGANI
12/11/2011
 
 
 
 
A ASCENSÃO
 
 
Eu sou GEMMA GALGANI.
 
Irmãos e Irmãs,
que a Paz e que a Luz vibrem em nossos Corações.
 
Eu venho, hoje, para expressar-me enquanto portadora da Vibração UNIDADE, a fim de dar certo número, não de detalhes, mas de generalidades referentes ao processo, em si mesmo, denominado Ascensão.

Eu tentarei exprimir as palavras que são as mais corretas para um processo que está eminentemente associado à experiência e à vivência e que apenas pode se traduzir dificilmente com palavras.

Mas eu colocarei, de algum modo, as bases do que será dado e desenvolvido, posteriormente, pelos Anciãos, por outras Estrelas ou pelos Arcanjos, em função, se eu posso dizer, do grau de adiantamento do estabelecimento da Luz, sobre este mundo.

Em suma, eu poderia dizer que existe tantos mecanismos ascensionais como seres humanos e eu poderia, também, dizer, resumidamente, que a Ascensão é um mecanismo único referindo-se à totalidade da humanidade.

Vocês irão compreender facilmente que tudo depende do ‘ponto de vista’ no qual podemos colocar-nos para falar de tal fenômeno e de tal mecanismo.

O ponto de vista coletivo corresponde, efetivamente, a um determinado momento, específico, observável, avaliável, pelo conjunto da coletividade humana, seja neste corpo ou ainda no que resta da matriz astral para aqueles que nós costumamos chamar de desencarnados, que fizeram parte desse ciclo de experimentação, desse ciclo de confinamento (pouco importa o nome que nós lhe dermos).

Antes de mim, nossa Irmã MA (ndr: intervenção, no mesmo dia, de MA ANANDA MOYI (em tradução) abordou alguns processos relativos à alternância de duas consciências.

O processo da Ascensão, em si mesmo, é justamente o momento em que esta alternância, a título individual, termina, para vocês, individualmente.

Permitindo-lhes, então, estabelecer-se em seu futuro Vibratório, de alguma forma, aguardando (e essa palavra aguardar não é insignificante) o processo coletivo que, ele, é claro, é sincrônico para o conjunto das consciências presentes deste lado do véu, como do outro lado do véu (nas portas da morte astral, para os Irmãos e Irmãs que estão sem corpo, no momento).

De maneira muito pertinente, muitos seres humanos, hoje, vivem estados que os fazem passar, como dizia MA, de um estado a outro.

Chegará um momento (que talvez já tenha chegado, para alguns de vocês) em que, quaisquer que sejam as oscilações da Luz podendo apresentar-se a vocês (que isso seja nos Alinhamentos, em suas meditações ou em atos bem corriqueiros), esta oscilação, este basculamento de um estado a outro, simplesmente, não mais existirá.

Ou seja, vocês estarão, de maneira constante e na maior parte de sua vida, em um determinado estado.

Este estado vai corresponder, primeiramente, à permanência, mais ou menos completa, de mecanismos correspondentes ao que foi chamado de Coroas (Coroa Radiante da cabeça e Coroa Radiante do Coração).

Chegará um momento em que as oscilações associadas a momentos, observáveis ou não, em que a intensificação da Luz Vibral se manifesta, onde vocês não farão mais diferença entre estes momentos e, justamente, os momentos ordinários.

Novamente, que isso se refira à Coroa Radiante da cabeça, à Coroa do Coração ou, ainda, ao sacro.

Paralelamente a isso, vocês irão constatar, muito facilmente, que o que constitui o conjunto do corpo de desejo (seja através do corpo, através das emoções, através mesmo do mental e da razão) não apresenta mais oscilação, que seu humor, que seu estado vai permanecer em certa estabilidade.

Nesta estabilidade, não haverá mais manifestação de qualquer questão, de qualquer desejo.

Naquele momento, vocês próprios irão se surpreender em nada desejar e em estar, simplesmente, na aceitação total do que vocês estão prestes a viver, sem exaltação, sem possibilidade de colocar-se a menor questão, sobre o futuro, sobre o passado ou sobre o próprio sentido do que é dado para viver, neste instante.

Resumidamente, podemos dizer que, a um dado momento, o próprio mecanismo de ‘vasos comunicantes’, palavras empregadas por MA, não existirá, simplesmente, mais, porque a consciência estará em equilíbrio.

Este equilíbrio é um equilíbrio que não é ainda o mecanismo da Ascensão coletiva final, mas que contribui, grandemente, a título individual, para estabelecer, para a Terra, o momento de sua escolha.

Através deste estado (no qual vocês estarão, ainda uma vez, na sua hora, se eu posso empregar essas palavras) será, de algum modo (e, aí também, eu retomo a expressão de MA), a sentença Vibratória.

Esta sentença não é um julgamento porque a Luz é justa e ela não pode julgar, ela pode apenas constatar.

E isso irá permitir-lhes constatar, vocês mesmos, quem permanece neste estado estável.

Dessa maneira, então, vocês o compreenderam, existe uma amplitude de movimentos e de oscilações que irá culminar (no final, que é o seu) em uma estabilidade e, então, em uma forma de permanência da própria consciência, em um estado ou em outro.

O que quer que aconteça, naquele momento, isso será, muito exatamente, para vocês, o que é justo e a sentença a mais consoante à sua consciência.

Permitindo, então, no momento coletivo, apreender-se do justo estado do seu futuro.

Então, é claro, aí também, e dependendo do estado de sua consciência (no seu final, que é o seu), irão resultar os diferentes mecanismos possíveis da Ascensão.

Para alguns de vocês, ou já lhes foram mostrados, ou já foram vislumbrados, ou foram objeto de especulações, de diversas maneiras.

O que é para reter, e que é essencial, é que, nesse momento coletivo, que ninguém sabe a data, vocês todos estarão (de maneira milagrosa, se o podemos dizer) absolutamente sincrônicos com seu próprio Futuro.

Não pode ser de outra forma, e não poderá ser de outra forma, naquele momento.

A Inteligência da Luz é total.

Ela respeita, totalmente, sua Liberdade de Ser.

Sua Liberdade de Ser passa pela liberdade total, de cada ser, e pela aceitação total, durante esse momento coletivo, de que cada consciência está, muito precisamente, colocada em seu lugar correto, de que este lugar correto assume um dos aspectos possíveis das diferentes ascensões.

Quais são esses diferentes aspectos possíveis?

Eles serão os seguintes, insistindo no fato de que não haverá qualquer interrupção da própria consciência.

Ou seja, o que vocês conhecem, ainda hoje, como a alternância vigília-sono, por exemplo (onde, além do estado de sonho, nenhuma lembrança emerge da noite), tão simplesmente não existirá mais.

Chegará simplesmente um momento em que a consciência não poderá mais, de forma alguma, ser obstruída ou interrompida, de nenhuma maneira.

Seja pela alternância vigília-sono, seja pelas oscilações (de qualquer modo, normais), da integração da Luz, naqueles momentos, a consciência será Una, permanente e indivisível, traduzindo-se por diferentes consequências, para cada um, dependendo, justamente, desta famosa sentença Vibratória.

Alguns irão ver sua consciência e o corpo, nos quais eles estão, elevar-se, real e concretamente, do solo, para serem levados e conduzidos, pelos raios de Luz branca, ao seu destino.

Isso diz respeito, também, às consciências que fizeram a escolha, desde muito tempo, além da sentença, de acompanhar esta Dimensão até seu extremo limite, a fim de receber os códigos que eu chamaria de semeadura (que serão desenvolvidos posteriormente) da nova Dimensão de vida, denominada 5ª Dimensão ou além.

Retenham bem que o processo que eu descrevo para vocês será simultâneo e sincrônico, mesmo se, é claro, existe e existiu, desde as Núpcias Celestes, a possibilidade, para algumas consciências (e, em particular, de outros continentes que o seu), de experimentar a consciência plena, sem o corpo, enquanto permanecendo nesta Dimensão e de se tornar, de alguma forma, o que o olhar da personalidade poderia denominar, de maneira divertida, um fantasma (mas que não é um).

Outras consciências irão escolher, pela sentença Vibratória, deixar a Luz dissolver, inteiramente, o conjunto das últimas Ilusões, desnudando a consciência em seu novo corpo: a lagarta se torna borboleta, por completo.

A lagarta não será despojada, mas, sim, de alguma maneira, transmutada e fagocitada, diretamente, pela Luz.

A consciência irá se encontrar, então, em dissolução na Luz, no corpo de Estado de Ser, sem qualquer interrupção de consciência, sem qualquer dificuldade.

O ‘choque da humanidade’, para estas consciências, será reduzido à sua simples expressão, como durante o momento de despertar após um sonho, diretamente de um estado a outro, sem poder, no primeiro momento, diferenciar entre o antes e o depois deste acontecimento.

Para as consciências cuja sentença Vibratória é a perpetuação da alma, durante certo tempo, a perpetuação desse corpo (quaisquer que sejam as razões que nenhuma consciência tem que julgar), então, o caminho poderá ser diferente.

Poderá ali haver translação desse corpo pelas Forças que nós denominaremos (de maneira ampla, e é voluntária, hoje) Forças da Confederação Intergaláctica dos Mundos Livres, tendo relação e pertencendo aos mundos em estrutura de carbono Unificados, como alguns de nossos irmãos que foram mencionados: Pleiadianos, Vegalianos, Arcturianos, por exemplo.

Para outras consciências chamadas, cuja liberdade corresponde à perpetuação da consciência, além desse corpo, em uma estrutura de carbono, haverá, naquele momento, contato com a Luz, estabelecimento da Unificação, não dissolução da alma, mas, consciência da alma e da própria consciência, para viver a experiência desejada em um novo corpo.

Esse novo corpo não passa pelas portas do esquecimento (chamadas de nascimento, sobre este mundo), como todos nós vivenciamos, mas, sim, como a continuação da consciência no que ela se tornou, na idade e na consciência da sentença Vibratória do momento, permitindo, então, à alma perpetuar-se, durante o tempo necessário que ela irá julgar bom para ajustar-se a fim de encontrar a Liberdade total.

Todos esses processos referem-se ao conjunto da vida, deste lado do véu, como para as almas que estão aguardando esse momento.

Vocês têm a possibilidade, enquanto mantendo esse corpo, a partir de hoje, de aproximar-se, cada vez mais facilmente, de sua sentença Vibratória.

Isso irá permitir, quer vocês estejam na consciência limitada, ou na Consciência Ilimitada, viver o mesmo processo de absorção da Luz, cuja consequência será, evidentemente, diferente, segundo sua Liberdade e segundo o que vocês concebem e Vibram da Liberdade.

No que se refere a um número importante de consciências não tendo, até agora, se o podemos dizer, qualquer consciência dos processos em curso, ou uma negação, mesmo, absoluta dos processos em curso, se essas pessoas fazem parte do que vocês chamam de seus próximos, não há qualquer preocupação porque, para cada consciência, há um plano justo, um destino justo que pode, de qualquer forma, ir ao encontro da lei de Liberdade.

Se, obviamente, a Liberdade de uma consciência é permanecer na ação-reação, essa será sua Liberdade, mas em toda consciência do que é a Luz e do que propõe a Liberação total, em meio à Unidade.

A partir deste instante, ou a partir do momento em que vocês terão conscientizado (não pelas minhas palavras, mas por sua própria experiência individual que deve ocorrer durante este período extremamente curto), vocês não terão mais, é claro, qualquer interrogação, qualquer medo, contrariamente ao que acontece habitualmente durante o anúncio de sua morte, neste mundo.

O que vem, ainda uma vez, não é a morte, mas a Vida, em sua plenitude, em sua Liberdade e no respeito a cada consciência, integralmente.

A ação coletiva da Luz, é claro, passará por certo número de desaparecimentos, totais e instantâneos, de uma série de elementos que não existem.

Tudo o que foi elaborado, construído (como elemento de proteção, como elemento não natural) será tão simplesmente eliminado pela Luz.

O que é eliminado é estritamente o que não existe, e absolutamente não o que existe (mesmo fora da Luz) e que se refere à consciência.

Esta convicção irá se estabelecer, em vocês, mesmo se, para alguns, em um primeiro momento inicial, isso irá se traduzir, efetivamente, por um choque ou um terror.

Mas o choque ou o terror será apenas um instante extremamente breve e transitório não podendo resultar, de forma alguma, na persistência de qualquer ilusão, de qualquer sofrimento ou de qualquer alteração da própria consciência.

Em suma (e como isso lhes foi dito), quanto mais o tempo transcorre e passa, neste mundo onde vocês ainda estão, mais vocês se aproximam do seu estado de consciência que há de vir, e menos resta tempo para viver o choque da transição.

Novamente, irá parecer-lhes, cada vez mais claramente (seja na consciência limitada, seja na Consciência Ilimitada), que não pode resultar qualquer dano, qualquer sofrimento desse mecanismo de passagem à Luz, qualquer que seja seu futuro Vibratório.

Aqueles de vocês que irão se desviar (com justa razão, porque eles nada vivem) da Luz viverão, muito exatamente, a mesma certeza Interior que aquela que é a sua, com relação à Luz.

O conjunto do que foi nomeado medo ou apego coletivo ou individual está em fase de dissolução.

O anúncio realizado pelo Arcanjo MIGUEL corresponde, em vocês, a uma nova dinâmica de sua consciência, uma nova dinâmica de percepção e de distanciamento, ou não, entre a Vibração da consciência Una e a Vibração, se podemos assim exprimir, da consciência limitada que é, ela, justamente, ausência de Vibração.

Imergir no Supramental, tornar-se Luz (qualquer que seja seu mecanismo ascensional, próprio e individual), ver-se-á despojar-se e se livrar (devido mesmo ao desaparecimento individual e, depois, coletivo, do sistema de controle do mental humano) das emoções escravizadoras, da identificação à personalidade, permitindo-lhes viver isso sem medo.

O choque, se atraído para que ali houvesse um, lembrem-se, será cada vez mais curto quanto mais o tempo da Terra avançar.

Não peçam, então, absolutamente, que as coisas se acelerem, não estejam, como isso foi explicado pelo Comandante, no aguardo, mas na esperança, porque é o que vocês vivem, nesse momento.

E a esperança não é uma espera, a esperança é um estado Vibratório no qual, colocado no centro dos Quatro Pilares do Coração [Humildade, Simplicidade, Transparência e Caminho da Infância/Pobreza de Espírito], realiza-se a Passagem da Porta Estreita.

Tendo realizado essa Passagem, individualmente, depois, coletivamente, vocês irão se aperceber, de maneira muito simples, de que todas as apreensões, de que todas as interrogações, referentes à aniquilação da personalidade ou da consciência limitada, não terão mais qualquer sentido.

Quanto mais vocês se aproximarem deste estado (que lhes diz respeito individualmente), quanto mais vocês constatarem isso, ao redor de vocês, mais vocês saberão, de maneira inequívoca, que vocês se aproximam desse choque.

Eu os lembro (e eu terminarei nessas palavras, não desejando, neste dia, abrir um espaço para perguntas, porque várias respostas lhes serão dadas pela sua própria experiência, a partir de agora) de que quanto mais vocês forem para esta Vibração, ou para a negação da Vibração, mais vocês irão constatar que as zonas de sombras ou as zonas de resistências, que as zonas de interrogação, afastam-se de vocês, de sua vida, cada vez mais rápido.

Preparando, então, pelos sinais do Céu e da Terra (que são apenas seus próprios sinais: de fato, o Céu vai rasgar-se, do mesmo modo que seu envelope cardíaco [pericárdio] vai rasgar-se), liberando, então, a Essência do Ser, a fim de viver a borboleta.

Aquele que deseja, por uma razão que lhe é própria e íntima que ninguém tem que julgar, permanecer lagarta, permanecerá, sem qualquer problema, a lagarta que ele deseja se tornar.

Nós lhes dissemos que esta época é o período da cocriação consciente: isso não é uma palavra em vão, isso não é uma expressão ou uma alusão ao que quer que seja, mas, sim, a verdade do que é para viver, para cada um.

A Unidade não é um estado a conquistar, é um estado que se estabelece.

Ele se estabelece, como isso foi dito, pela Graça e pela Comunhão cada vez mais abundantes sobre esta Terra, para um número de consciências cada vez mais considerável.

Portanto, apenas as consciências que desejam manter a antítese do Amor (isto é, o medo e o poder) viverão, em última análise, o confronto com a Luz Vibral como um fogo devorador.

E isso será um fogo devorador, não para a consciência, mas para o que, em meio à consciência, se opõe braviamente à Vida.

Porque a Vida é Una, nos mundos de carbono Livres, como nos mundos multidimensionais Livres.

O que vem é o retorno da Liberdade.

O que vem é Alegria, em vocês, como para o conjunto da Terra.

Admitam que somente aquele que não conhece a verdadeira Alegria, da Vibração do Amor e do Coração, não pode aceitar, enquanto ele não a vivenciou, a Luz.

Mas a Luz se estabelece para todos: mesmo aqueles que desejariam extrair-se, não poderão dali se extrair, onde que quer que eles estejam, quando o momento coletivo for anunciado.

Dessa maneira, então, pela ação do Arcanjo MIGUEL, pela sua ação, e pela nossa ação conjunta (de onde nós vínhamos, dos espaços multidimensionais, dos Multiversos ou dos Universos), a única finalidade, qualquer que seja o ponto de vista e a forma de olhar, é unicamente a Alegria, a Liberdade, o Amor e a Unidade.

Cada dia que vocês têm que passar deve ser preenchido da Vibração da Luz ou da ausência da Vibração.

Mas, a cada dia (que se refere, ainda uma vez, à grande maioria da humanidade; eu não falo, é lógico, das forças ferozmente opostas à verdadeira Luz, que são em número extremamente limitado em relação à massa da humanidade, qualquer que seja sua origem estelar, Dimensional, tendo vivenciado o confinamento), a sede da Liberdade, expressa e visível na superfície desta Terra, desde o início deste ano, qualquer que seja o aspecto, às vezes incoerente, apenas traduz a aspiração da humanidade à sua Liberdade e à sua Liberação.

Não é mais tempo, hoje, de deixar o menor medo substituir a Alegria da Liberdade e da Liberação.

Há, apenas, qualquer que seja seu futuro Vibratório, que viver plenamente a Alegria da Luz.

A maneira que vocês irão viver este período, apreendam-se bem, depende, em última análise e como sempre, de vocês e de vocês somente, mas com uma acuidade da consciência a nada comparável em relação às experiências que vocês puderam realizar, desde alguns meses ou desde alguns anos desse tempo terrestre.

Eis os alguns elementos que eu retransmiti, em nome das Estrelas, pela Vibração que é minha e de vocês.

Outros elementos, referindo-se mais diretamente aos mecanismos Vibratórios e não mais somente à consciência Vibratória, serão trazidos pelos especialistas da consciência e da Vibração.

Eu simplesmente desenhei o quadro geral desse processo ascensional referente, sem qualquer exceção, ao conjunto da humanidade.

Vários Arcanjos e Anciãos lhes disseram que tudo estava realizado nos Universos Unificados.

Tudo está, efetivamente, realizado e tudo irá se realizar, nesta Dimensão, agora, de maneira mais ligeira, qualquer que seja o choque da humanidade.

Irmãs e Irmãos encarnados, que a Paz da Unidade seja, para sempre, sua Morada.

A hora da Ressurreição é uma hora de Alegria.

Os tormentos que sua consciência pôde vivenciar, nas semanas e meses transcorridos, para aqueles de vocês engajados mais lucidamente, talvez, no caminho da Luz, não têm que ser julgados, condenados ou rejeitados porque representou, para vocês, seu caminho e seu encaminhamento para aceder a isso.

Que a Graça seja, então, dada para o caminho de cada um, para o Amor de cada um.

A ação da Graça e a Comunhão do conjunto dos Despertos da Terra vão tornar, de algum modo, a cada dia, a tarefa mais evidente e fácil, para a Luz, no seu estabelecimento total.

Eu terminarei com essas palavras, com Amor, pelo Amor, e no Amor da Luz Una.
 
Que a Alegria seja sua Morada.

Até uma próxima vez.
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Francês

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Áudio da Mensagem em Português

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Mensagem de GEMMA GALGANI,
pelo site Autres Dimensions
em 12 de novembro de 2011
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
Tradução: Zulma Peixinho
Áudio:http://mensagensdeamor.webpt.net
 
 
 
 
 

domingo, 1 de junho de 2014

QUESTÕES CONCERNENTE A CONSCIÊNCIA FRAGMENTADA E A CONSCIÊNCIA UNIFICADA - MA ANANDA MOYI - 12-11-2011 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
MA ANANDA MOYI
12/11/2011
 
 
 
 
QUESTÕES CONCERNENTE A
CONSCIÊNCIA FRAGMENTADA
E A CONSCIÊNCIA UNIFICADA
 
 
Eu sou Ma Amanda Moyi.

Irmãos e Irmãs na carne,
eu venho entre vocês com todo o meu Amor e toda a Graça.
 
Como Portadora da Vibração da Estrela AL, eu me colocarei entre vocês, hoje, numa troca.

Essa troca inscreve-se, preferencialmente, se efetivamente quiserem, entre o que – eu espero – inúmeros de vocês vivem, cada vez mais, concernente às passagens e aos momentos que ilustram sua consciência, nos momentos em que ela é fragmentada e nos momentos em que ela é Unificada.

É claro, muitos de vocês experimentam, nesse momento, essa passagem de um estado a outro, mais ou menos feliz, mais ou menos agradável, quando vocês estão, por vezes, perfeitamente à vontade nesse corpo, em sua vida, e momentos em que vocês podem estar tão à vontade ou, ao contrário, desconfortáveis, ou reciprocamente, nos momentos em que sua consciência tende a tornar-se Ilimitada, não mais fragmentada, não mais isolada.

Esses momentos específicos de que posso falar-lhes porque, aqueles que se interessaram pelo que eu vivi, em minha última encarnação, sabem, pertinentemente, que eu passava inúmeros momentos nesses estados de Consciência Unificada, na qual eu, de algum modo, não existia mais para o mundo que me rodeava, mas no qual eu me tinha, na Presença Eterna do Si.

Esses momentos específicos, com graus de intensidade que lhes são próprios, ou vocês os vivem, ou vocês serão chamados a vivê-los.

Do modo pelo qual vocês viverem esses estados decorrerá, de algum modo, o próprio futuro do que vocês são, em sua Consciência, de acordo com sua capacidade para aceitar ou para recusar tal ou tal consciência.

Virá um momento no qual vocês se estabelecerão, de maneira definitiva, num estado ou no outro.

Então, eu venho entre vocês, sobretudo, para interagir, porque suas questões são as questões de todo Irmão e Irmã que está na carne, hoje.

Diante de algumas mudanças dessa consciência, que nos interessam agora, é, talvez, útil ter alguns elementos que vão ajudá-los não a escolher, mas, antes, a facilitar a orientação e a própria consciência, do estado no qual vocês estão, quer seja em seus momentos de Alinhamento, quer seja de modo totalmente imprevisto, quer seja algo que lhes pareça demasiado raro ou demasiado presente.

É cada vez mais evidente e claro que, para muitas consciências presentes na carne, hoje, muitos vivem estados diferentes da consciência.

Alguns não têm a chance de ter explicações, e contentam-se em viver, sem poder explicar o que lhes acontece.

Outros, enfim, por suas leituras, pela confrontação de sua experiência de vida, com parentes, podem dialogar sobre o que eles vivem.

Desses movimentos da consciência, dessas passagens de um estado a outro se condicionarão, de algum modo, os mecanismos que lhes são pessoais, concernentes à elevação de sua Consciência, a um dado momento, que permitirá estabilizar, de algum modo, o que vocês são, em um estado ou em outro.

Aí está o quadro no qual se inscreve minha intervenção desta noite.

Para ilustrar o que eu já disse, em numerosas reprises, o desenvolvimento da Estrela AL, na porta AL está, é claro, ligado à alma.

A alma está ou voltada para o corpo ou começa a voltar-se para o Espírito, e é dessa Passagem, de uma polaridade da alma para a matéria ou para o Espírito que decorrem as flutuações e as modificações da consciência, bem como tudo o que houve, quer concirna ao humor, às percepções, às Vibrações, à Energia que é percebida e à Luz que é percebida.

O quadro de minha intervenção estabelece-se, portanto, nessas oscilações e nesses basculamentos de consciência.

Então, Irmãos e Irmãs na carne, eu escuto seus questionamentos em relação a isso.

Esses questionamentos permitirão reforçar meu discurso e minhas Vibrações, no sentido de sua espera, em relação a esse mecanismo que se inscreve, é claro, na linha reta do que lhes foi anunciado por Miguel e pelo Anjo Uriel, mecanismos que se desenrolam, atualmente, em vocês, e que concorrem – ao seu modo, através de experiências de sua consciência, que vocês vivem – a fazer a experiência de algo de diferente, de novo, que pode traduzir-se ou pela Alegria ou pelo medo, em função, eu diria, justamente, da parte da personalidade e da parte da Unidade que é a sua, nesses momentos específicos da Terra.
 
Questão: na meditação, a que corresponde o fato de ter os braços que se movem?
 
Minha Irmã, certo número de processos pode produzir-se durante o que você chama meditação.

A meditação pode traduzir-se, efetivamente, por movimentos do corpo, diversos e variados, que traduzem, simplesmente, o que eu chamaria um mecanismo de ajuste energético e, por vezes, Vibratório.

Convém, contudo, estabelecer a diferença entre uma meditação na qual circula a Energia, que pode induzir um movimento do corpo, do estado específico que eu descrevo e que chamo a Consciência porque, na Consciência Ilimitada, o próprio corpo parece dissolver-se na Unidade, na Luz Vibral e, naquele momento, não pode haver movimentos de percepção no corpo, mas, antes, um sentimento, efetivamente real, de dissolução total do que faz, justamente, o corpo de desejo e a consciência limitada e, de maneira essencial, o corpo, no sentido de sua percepção física.

O processo da Consciência Unitária vai, antes, ter tendência a traduzir-se, ao nível do corpo, por uma parada de todo movimento e pela distorção, de algum modo, da percepção de localizações de diferentes partes do corpo.

Pode haver uma impressão de movimento, mas sem movimento.

Pode haver a impressão de que a cabeça inclina-se, enquanto ela permanece no mesmo movimento, na mesma posição.

Pode haver alterações, portanto, da percepção da localização do corpo, o que é diferente de movimentos.

Assim, portanto, não há que procurar explicação sobre «porque o corpo, submetido a tal energia, faz tal movimento ou tal outro movimento».

Movimentos são perfeitamente conhecidos e, aliás, foram utilizados em alguns movimentos espirituais ou em algumas religiões.

O movimento é diretamente ligado, é claro, à Energia.

A Energia pode ser portadora de Luz, mas não sempre, enquanto a Vibração é a característica essencial da Luz.

E, frequentemente, as percepções que vocês vão manifestar e viver, no momento em que, justamente, a Consciência aproxima-se e vive a experiência da Unidade, será, antes, um sentimento de dissolução do corpo, de entorpecimento do corpo e de uma incapacidade para fazer reagir o corpo e, portanto, para manifestar qualquer movimento.

Aí também se situa, já, uma das diferenças importantes, se não fundamental, entre a Energia no corpo e a vibração da Luz no corpo, cujo efeito não é o mesmo.

A Consciência da Unidade faz com que a alma, pela experiência que é vivida, desvie-se do corpo de desejo e do conjunto de princípios inferiores da personalidade, para aceder à Luz Vibral e, portanto, a Dimensões não comuns, nas quais a consciência, mesmo estando presente no Aqui e Agora, está, ao mesmo tempo, no corpo – que é o Templo -, mas não está mais no corpo.

E, naquele momento, o corpo pode ser transportado por uma Vibração que vem parar, totalmente, a percepção desse corpo, provocando ou o desaparecimento puro e simples do corpo, ou um peso ou uma Vibração muito densa, ao nível do corpo.

Isso foi perfeitamente descrito por alguns Irmãos que estavam encarnados e que são, hoje, Melquisedeques, e que descreveram, de maneira muito ampla, a chegada do Supramental ou da Luz Vibral no corpo e de seus efeitos sobre a célula, sobre a Consciência e, também, sobre próprio corpo, sobre seus movimentos ou ausência de movimentos.

É necessário, portanto, diferenciar o que é da ordem da Energia – que é, portanto, submissa à personalidade – e o que é ligado à Vibração, em ressonância direta com o Corpo superior ou Princípio superior, que nada mais tem a ver com o corpo de desejo e com seus componentes.

Aí, não se pode falar de movimento.

Há, simplesmente, um movimento da Consciência que, justamente, estabelece-se porque o corpo não existe mais, na Consciência.
 
Questão: a estabilização do estado Unificado far-se-á, para cada um, num momento inesperado?
 
Minha Irmã, não.

O momento inesperado é o momento do Choque da humanidade.

Isso, ninguém conhece a data, e uns e os outros, umas e as outras, nós sempre lhes dissemos para não procurar a data.

Em contrapartida, há um mecanismo que é absolutamente fundamental nessas experiências que há a viver e que vocês vivem, eu espero.

É que, progressivamente e à medida que lhes parece estabelecer-se na Consciência da Unidade, através de diferentes marcadores (dos quais, do primeiro, eu acabo de falar: o quase desaparecimento do corpo), mas, também, tudo o que é ligado ao complexo inferior, ou seja, o corpo de desejo.

Quaisquer que sejam os desejos, eles se esvaem diante da potência da Luz Vibral.

Não existe mais desejo, mesmo para mais Luz, porque, naquele momento, o próprio corpo de desejo está como em suspensão.

É naquele momento, e unicamente naquele momento, que vocês realizam a Passagem da Porta.

E, progressivamente e à medida que essas experiências, com sua intensidade que é própria a vocês, forem ou mais frequentes ou mais longas, vocês constatarão, de maneira evidente, que a maior parte dos desejos, que constituíam a vida da personalidade, desvanece.

Então, é claro, podem existir momentos de resistência.

E, nesses momentos de resistência, naquele momento, os desejos podem tornar-se como incontroláveis e incontrolados, como concernem a algum setor da personalidade.

Mas, a termo, quanto mais vocês vivem a imersão na Luz Vibral, no Supramental, mais o corpo de desejo torna-se inexistente em seus diferentes componentes (quer isso concirna à atividade do mental, quer concirna à atividade de emoções ou do conjunto de desejos que possa existir).

Lembrem-se, contudo, de que a personalidade não pode forçar-se, a si mesma, porque tudo o que vocês forçam, por um esforço de vontade, reforçar-se-á, de maneira inexorável, sobretudo durante este período.

É nesse sentido que inúmeros de nós falaram-lhes de Abandono à Luz, de ausência de vontade, de ausência de fazer, mas, antes, de estabelecimento no Ser.

Vocês não podem Fazer e, ao mesmo tempo, estabelecer-se no Ser.

Apenas as experiências de sua vivência da Unidade é que podem confortá-los no que eu lhes digo.

Enquanto vocês não tiverem feito a experiência, é claro, vocês podem, sempre, colocar-se a questão de por que existe tal ou tal outro desejo, e tentar agir nisso.

Mas isso não será a ação da Unidade, mas a ação da personalidade.

Vocês podem, também, vislumbrar os momentos em que vocês estão na Consciência Ilimitada como porções, etapas de tempo que vocês vivem.

E há um sistema, efetivamente, de vasos comunicantes, entre um estado que é limitado e habitual e um estado que é Ilimitado e não habitual, até o momento em que esse estado da Consciência Unificada tornar-se-á habitual.

Naquele momento, é claro, e de acordo com esse princípio de vasos comunicantes, não haverá mais suficientemente energia da alma para alimentar o corpo de desejo.

E isso se traduzirá pela cessação consciente, total e sem qualquer vontade, do conjunto de desejos, que podem ir muito, muito longe, ao nível desses desejos que correspondem à personalidade.

Compreendam, efetivamente, que eu não exprimo, através do desejo, qualquer tara ou qualquer anomalia, mas, efetivamente, duas polaridades diferentes de manifestação da alma, na vida: ou voltada para a personalidade, ou, enfim, voltada para o Espírito.

E os mecanismos que são implementados, nos dois casos, não são, absolutamente, os mesmos.

Porque a personalidade funcionará, sempre, de acordo com o princípio da falta a preencher, enquanto o princípio da Unidade funcionará, sempre, no princípio do Ilimitado, da Abundância e do sem fim, no qual não pode existir qualquer carência nem qualquer desejo outro que não aquele de ser si mesmo.

É claro, aquele que não fez a experiência disso pode colocar-se, eternamente, a questão.

Enquanto ele não a vivenciou, ele não resolverá a equação.

E há apenas esse modo, atualmente, para o conjunto da humanidade estabelecer-se, pouco a pouco, nessa Consciência nova, de maneira mais ou menos perturbadora, para alguns de vocês, a fim de favorecer o mecanismo final, entre aspas, chamado Ascensão, mas que vocês estão vivendo, nesse momento.

Eu deixarei minha Irmã Gemma exprimir, justamente, as diferentes modalidades concernentes a essa Ascensão.

O que vocês vivem, hoje (e conforme, não sua vontade ou sua capacidade, mas, efetivamente, a realidade da experiência vivida, do estabelecimento de sua Consciência ou na personalidade ou na Existência), permite, justamente, ter uma visão correta e não mental, ou seja, Vibratória e comportamental, de onde vocês estão hoje.

Progressivamente e à medida que vocês vivem experiências de Unidade, cada vez mais amplas, cada vez mais profundas, vocês constatarão, por si mesmos, fazendo a experiência, que nada há a rejeitar da personalidade, que nada há a combater, porque esta, pouco a pouco, dissolver-se-á, de algum modo, na Vibração e na Consciência do Si.

Não é um trabalho, hoje.

Não é uma ascese, mas é, bem mais, a própria Consciência e o acolhimento que vocês fazem da Luz, ou não, que decide.

E não sua vontade.

Muitos Irmãos e Irmãs encarnados ainda têm dificuldade com essa noção.

Enquanto eles não tiverem feito a experiência da Unidade, ao menos uma vez (qualquer que seja o tempo e qualquer que seja a profundidade ou a intensidade – porque vocês sabem que existem muito numerosos Samadhi, diferentes em sua manifestação, e em sua profundidade ou sua intensidade e, também, em sua duração), a partir daquele momento, vocês constatarão, por si mesmos, que não há mais questão.

E, quanto mais e melhor vocês deixarem a Luz agir, no Interior de vocês, melhor vocês serão transcendidos pela própria Luz, e vocês não terão mais necessidade de lutar contra o que quer que seja que exista na personalidade, porque ela será, realmente, dissolvida na Existência.

Não é um combate, mas a evidência de uma Consciência em relação à outra.
 
Questão: que se torna o papel de Miguel após a passagem da tocha a Uriel?
 
Minha Irmã, jamais foi dito que Miguel não interviria mais.

Simplesmente, foi dito que ele havia consumado sua missão.

E, nesse sentido da consumação dessa missão (que era o que havia sido anunciado pelos Casamentos Celestes e as Etapas, os Degraus), ele consumou seu trabalho.

Ele entrega, portanto, agora, a tocha, ao Anjo da Presença, que é, justamente, aquele que permite, por sua Vibração, se ela está presente em vocês, viver aquilo de que estamos falando, de maneira, talvez, mais lúcida e mais consciente porque, até o presente, talvez, muitos de vocês viveram estados em que o corpo não existia mais, em que o pensamento não existe mais, em que os desejos não existem mais e, no entanto, vocês têm consciência de que, em alguns momentos, mais ou menos importantes, mais ou menos amplos, o corpo de desejo exprime-se e, por vezes, com mais violência, quaisquer que sejam os desejos.

Tudo isso, hoje, tornar-se-á cada vez mais nítido na Consciência, pela própria ação do Anjo Uriel, que lhes permite, aí também, ainda uma vez, posicionar-se, em consciência, em relação à sua evolução.

Esse posicionamento, eu repito, não é ligado a uma interrogação ou a uma escolha, tal como isso foi feito há alguns anos, mas, bem mais, ao estabelecimento da Consciência em tal Vibração ou tal outra Vibração.

Há, de fato, aí também (e eu falei de oscilação ou de vasos comunicantes da consciência), pode-se tomar exatamente a mesma analogia, entre o que é chamada a energia do Prana, a energia vital, que foi chamada, por Irmão K, o fogo elétrico da encarnação, que não é o Fogo do Espírito.

De fato, quando o Fogo do Espírito aparece, aquele do Fogo do Coração, aquele da Unidade, da Luz Vibral, não há mais lugar para o fogo elétrico, não há mais lugar para tudo o que constitui o corpo de desejo.

É isso que vai conscientizar-se em vocês, de diferentes modos.

E isso vai permitir-lhes definir, claramente, não intelectualmente, não com emoções, mas, efetivamente, pela própria Vibração, o que vocês estão se tornando.
 
Questão: a que correspondem sensações de descargas elétricas no corpo, quando da intervenção Vibratória de Miguel e Uriel?
 
Isso corresponde, geralmente, à confrontação, nesse corpo, que é o Templo no qual se realiza a Alquimia, do fogo elétrico e do Fogo do Espírito.

O fogo elétrico, que dá essa percepção elétrica, traduz a penetração do Fogo do Espírito nesse corpo, coisa realizada pelo Arcanjo Miguel e pelo conjunto de Querubins que penetram nesse Templo que é seu corpo, aí, onde vocês estão.

A maior parte dos Despertos desse mundo, qualquer que tenha sido sua origem, falaram, em diferentes termos, desse princípio de Abandono à Luz, de renúncia.

Existem muito numerosos modos de definir a coisa com palavras (e eu não me estenderei mais muito tempo sobre isso), que se resumem nessa frase que pronunciou o Cristo: «Ninguém pode servir a dois mestres ao mesmo tempo».

Quem é o mestre, no que vocês são?

Será que são seus desejos?

Será que é a carne?

Ou será que é o Espírito?

É essa consciência que está, muito precisamente, esclarecendo-se em vocês, inteiramente, dando-lhes acesso, de acordo com a escolha Vibratória que vocês fazem, a mais Luz ou a mais personalidade, sem qualquer julgamento por parte da Luz, sem qualquer julgamento de quem quer que seja, porque não há julgamento, há, simplesmente, de algum modo, uma sentença Vibratória, mas que não é um julgamento (porque é a própria Vibração que decide).

Ou a Energia situa-se na personalidade e no conjunto do que vocês conhecem na consciência comum, ou a Energia aceita o Fogo da Luz, ou seja, a Vibração.

Naquele momento, a personalidade transmuta-se, inteiramente, e vocês constatam, cada vez mais claramente, o desaparecimento dos desejos, o desaparecimento de tudo o que fazia a vida no comum da personalidade.

Não são vocês que decidem, é a Luz, por sua Inteligência, que trabalha em vocês, mesmo para aqueles que não têm conhecimento dessa Luz Vibral ou que não sabem nem pôr em palavras, nem qualquer percepção ou sensação.

Isso também se realiza, de maneira, por vezes, mais violenta, concernente à própria vida da personalidade ou do corpo de desejo.

Mas lembrem-se de que, em definitivo, não são vocês, como entidade, que escolhem, é a Luz que trabalha em vocês quem escolhe (se vocês estão abandonados a Ela).

Vocês creem que, quando eu vivia meus Samadhi, durante vários meses, eu decidia o que quer que fosse?

Não.

Enquanto vocês creem que decidem o que quer que seja, é apenas a personalidade que se exprime no que vocês chamaram o livre arbítrio.

A Liberdade não se importa com o livre arbítrio.

A Lei da Graça não é a lei do livre arbítrio.

A ação/reação da personalidade não é a Ação de Graça da Unidade.

Tudo as opõe, eu diria.

As leis não são as mesmas.

Os princípios e as manifestações não são os mesmos.

Aí também, tudo os opõe.

Eu repito: isso deve ser vivido e não exprimido.

Nos momentos em que vocês viverem a Unidade, há algo que aparece.

O que aparece é a evidência.

A evidência que o que vocês vivem é verdadeiro, porque é a Alegria, porque esse estado é a Eternidade e a própria natureza do que nós somos, todos, Uns e os Outros.

E, naqueles momentos, é claro, não há questionamento.

Então, é claro, quanto mais vocês deixam essa ausência de questionamento invadi-los, mais a evidência da Luz torna-se, ao mesmo tempo, flagrante, patente e cada vez mais extensiva e expansiva.

São esses elementos que, na consciência, em sua mistura, justamente, limitada e Ilimitada ou comum, quando vocês voltam ao corpo de desejo, que participa, justamente, dessa escolha Vibratória ou dessa sentença Vibratória, que não é, de modo algum, uma decisão da personalidade porque, é claro, não existem – ou muito pouco – Irmãos e Irmãs que não reivindicam nem o Amor nem a Luz.

E, no entanto, há tanta diferença entre falar de Amor – mesmo com as palavras as mais exatas – e Viver o Amor pela Vibração da Unidade.

E é essa diferença que vai aparecer-lhes, cada vez mais claramente.

Não há, contudo, aí também, absolutamente que culpar, nem que forçar, num sentido ou no outro.

Quanto melhor vocês aceitarem, quanto melhor vocês aquiescerem ao que acontece, melhor vocês viverão a integração da Luz, melhor vocês se juntarão ao seu próprio Samadhi.

Então, é claro, nos momentos em que a consciência comum for preponderante, inúmeras questões podem subir, nos primeiros tempos: «o que eu vou tornar-me, se não consigo levar a efeito tal ou tal tarefa?», «e se eu me enganei?», «e se tudo isso fosse falso?», «e se isso não conduzisse a nada?», «e se isso não correspondesse a minhas escolhas?».

Digam-se que, naqueles momentos, é, justamente, a sentença Vibratória que trabalha.

São vocês que são capazes de definir o que vocês vivem.

Quando a Luz toma posse e torna-os Livres, naquele momento, vocês têm a Consciência e a lucidez, com mais ou menos nitidez, de que vocês vivem a Verdade.

É claro, enquanto tudo isso não estiver estabelecido, de maneira definitiva, a personalidade vai retomar a dianteira e vai lembrá-los de suas obrigações, quer elas sejam morais, sociais, afetivas, profissionais, ligadas, eventualmente, à Crença, à religião, ao próprio mundo.

É a vocês que cabe, naqueles momentos, pronunciar a sentença Vibratória.

«Que vocês querem Ser?», «quem vocês São?».

Aí está a única questão de que vale a pena conscientizar-se.

Cada vez mais, a Luz Vibral e o Supramental, as Partículas Adamantinas, que estão cada vez mais presentes sobre a Terra, incita-os, de algum modo, a responder.

Mas não responder com a cabeça, mas a resposta far-se-á pela Vibração, o que quer que vocês afirmem, o que quer que digam ou o que quer que desejem, porque é a Vibração que determina e não o que possam exprimir suas palavras ou seus desejos.

Isso, nós sempre dissemos.

Mas, hoje, vocês são chamados e vão conscientizar-se disso, inteiramente, nesse lapso de tempo que se abre a vocês.
 
Questão: quando se interage com alguém e sente-se, naquele momento, próximo do Samadhi, é, realmente, um Samadhi ou é a personalidade?
 
Cara Irmã, eu não posso responder com certeza à sua questão, porque ela é, obviamente, muito variável, de acordo com o indivíduo que recebe e o indivíduo que faz.

É necessário compreender que, hoje, a Passagem que está em curso leva-os a viver a Unidade, a Existência, o Si, quaisquer que sejam os nomes que vocês aportem, eles são o reflexo da Consciência Pura, Uma e revelada a Ela mesma.

A Consciência não tem necessidade de uma vontade do que quer que seja.

A ação, nesse mundo, será sempre o reflexo da personalidade.

O Cristo sempre disse isso.

Ele disse: «Meu reino não é desse mundo».

Então, é claro, vocês estão sobre esse mundo, e o conjunto de leis desse mundo fazem-nos crer que há evolução, que há bem, que há mal, que há progresso, que há carma e que há experiência.

Mas no reino do Espírito, tudo é absolutamente perfeito, de toda a Eternidade.

Não há, portanto, nem evolução, nem bem, nem mal, nem progresso, nem regressão, nem carma.

Cabe a você saber o que você quer viver.

Daí decorrerá, verdadeira e inteiramente, o que vocês vão tornar-se nova Consciência.

Não é, eu repito, nem um carma, nem uma vontade que vai mudar o que quer que seja, mas é, simplesmente, sua capacidade para viver a Unidade ou para não vivê-la.

Cabe a vocês ali estabelecer-se, de maneira definitiva ou não definitiva.

Mas a Luz não julgará, jamais, porque, em definitivo, e como foi dito por inúmeros Anciões, há uma Liberação total da Terra, de todas as leis ilusórias do confinamento.

Agora (e como a Luz disse, e como numerosos Arcanjos disseram), vocês são totalmente Livres de sua Vibração.

É próprio, mesmo, da Liberdade da Graça na Luz.

Então, em nome de que um Irmão, uma Irmã, um filho, um pai, um marido ou uma mulher iria ao mesmo lugar que vocês?

Quando vocês morrem nesse mundo, e quando vocês se reencarnam, vocês sabem com quem vão casaram-se?

Talvez, vocês se casaram com aquele que os mutilou, horrivelmente, numa vida passada.

Vocês não têm qualquer meio de verificar isso.

Então, se essa memória desaparece de vida em vida, vocês devem, também, aceitar que o acesso à Unidade não possa permitir-se obstruir do que é ilusório e do que pertence a uma Dimensão determinada (que é uma Dimensão de confinamento que foi alterada).

Vocês são Espírito, nós somos Espírito, e nós o somos de toda a Eternidade.

Nós, e alguns de vocês ainda esquecemos isso e não conseguimos vivê-lo porque, obviamente, o desejo de experiências, o desejo de serviço na matéria, chamada cartonada, está, ainda, intacto.

Nada já a julgar, dado que o Espírito é intacto e perfeito, de toda a Eternidade.

Cada Espírito pode efetuar as experiências que quiser, na alma, num corpo carbonado ou na Fonte, desde a Dissolução a mais total Brahmânica, passando pelo acesso às multidimensões antropomorfizadas, passando pelo retorno aos Mundos Carbonados Livres, vocês são totalmente Livres.

Mas, eu repito, não é o mental que decide, é, unicamente, a Vibração.

Cabe a cada um posicionar-se, cabe a cada um fazer a experiência da Vibração.

Mas o melhor dos Samadhi (no sentido o mais autêntico) é aquele que se estabelece quando não há qualquer ação exterior, qualquer que seja.

Assim que há ação nesse mundo, há ausência de renúncia.

Assim que há ação, há reação (seja ela a mais luminosa) e mantém, de algum modo, uma forma de Dualidade.

Mas isso não é um julgamento, uma vez que existem Mundos chamados Dualitários, mas Unificados, o que quer dizer que a lei de ação/reação existe, mas não há limitação à Consciência (a Consciência pode penetrar num corpo e sair, e voltar, sem qualquer obliteração da Consciência.

Eu repito: não há escala de valores.

É, simplesmente, sua Vibração que os leva para onde vocês devem ir (não porque vocês devam ir, mas porque sua Vibração e sua Consciência ali se situam).

Para a Luz, não há qualquer diferença entre aquele que se dissolve na Luz, inteiramente, e aquele que quer manter uma alma, para experimentar os Mundos Carbonados.

Mas é hoje (e vai tornar-se, hoje, cada vez mais claro para cada Irmão, para cada Irmã, qualquer que seja sua sentença Vibratória), que vocês não podem mais ser um e o outro.

Vocês serão, cada vez mais, um ou o outro, ou seja, a Consciência Ilimitada ou a consciência limitada.

E isso vai aparecer-lhes cada vez mais claramente, nos próprios eventos que vão desenrolar-se em suas vidas, quaisquer que sejam os setores referidos.

O Cristo ilustrava isso, também, perguntando àqueles que duvidavam: «será que o pássaro preocupa-se com o que ele vai comer amanhã, e onde ele vai dormir?».

O Amor é a ausência de medo.

A Unidade é a ausência de medo porque, entre dizer que esse mundo no qual vocês estão é uma ilusão e vivê-lo, há uma grande nuance.
 
Questão: se os contratos da alma dissolvem-se, o que é do acompanhamento de nossos guias?
 
O contrato de alma pertence à matriz.

Ele liga seres, ainda mais; ele não os libera, jamais.

Agora, qual é a ressonância que pode existir em relação a guias?

Um guia, se você está além da matriz, nos Mundos Unificados, não há contrato algum.

Como é que pode existir o mínimo contrato ao nível do Si, ao nível do Ilimitado?

Há, simplesmente, uma Comunhão.

A Comunhão não é um contrato.

Um contrato é um engajamento.

Esse engajamento recorre à moral ou a uma moral espiritual, em todo caso.

Mas um guia, que evolui como tal, não poderá, jamais, chamar-se um guia, porque ele nada tem a guiar.

Ele sabe que apenas o próprio ser pode realizar o Si.

Não há qualquer guru, não há qualquer salvador, não há qualquer mestre.

Enquanto o ser humano é subserviente a uma Crença de um guia exterior, de um Salvador exterior, apenas você, e você sozinho é que pode viver a Unidade.

Ninguém pode viver a Unidade em seu lugar e ninguém pode fazê-lo viver a Unidade em seu lugar.

É claro, nós podemos dar Vibrações, informações, elementos, mas, jamais, jamais, nós poderemos fazer o que cabe a vocês fazer, ou seja, Ser.

O único objetivo de um guia pertencente aos Mundos Unificados, e não à matriz, é o de torná-los Livres.

Portanto, como poderia existir um contrato, entre um Espírito Livre, com a própria Fonte, a não ser o Juramento e a Promessa que vocês haviam feito, de tornarem-se, novamente, o que vocês São?

É o único Juramento, é a única Promessa, mas isso não é um contrato, é um dever.
 
Questão: se se abandona à Luz, isso significa que se abandona todo papel social?
 
Isso, minha Irmã, não é você que decide.

Viva, primeiro, o Abandono à Luz, e você viverá, por si mesma, o que acontece naquele momento.

Porque não é você que decide abandonar um papel social.

Nada há a abandonar.

Há a abandonar-se à Luz, o que é profundamente diferente.

Enquanto há uma vontade própria de abandonar o que quer que seja ou quem quer que seja, é apenas a personalidade que se exprime.

Em contrapartida, a partir do instante em que a Inteligência da Luz vai trabalhar, de maneira forte, em você, então, naquele momento, as circunstâncias da vida, as circunstâncias das Vibrações vão fazer com que tudo o que era confinante, tudo o que era Ilusão desapareça, qualquer que seja esse elemento.

Mas jamais foi questão de abandonar quem quer que seja ou o que quer que seja, mas abandonar-se à Luz.

Observem, efetivamente, como a personalidade tem, sempre, tendência a querer inverter.

Se vocês estão abandonados à Luz, então, vocês vivem o Si.

Vocês penetram nas Esferas da Eternidade e do Ilimitado e o conjunto de circunstâncias da vida não acontecerá mais de acordo com a lei de ação/reação, mas de acordo com a Lei da Graça na qual, aí, efetivamente, vocês não têm que se preocupar com nada, porque a Abundância Interior será aquela que é exata para vocês, quer vocês sejam alguém esteja alojado à esquerda e à direita, quer seja alguém que faz fortuna, isso não terá mais qualquer espécie de importância, porque nem um, nem o outro, poderá afetá-los.

Enquanto um elemento os afeta, qualquer que seja, em sua vida, é que o corpo de desejo está presente,

Isso, eu repito, não é nem um julgamento nem uma condenação, mas, efetivamente, um estado de fato, que será cada vez mais evidente à Consciência.

Vocês vão dar-se conta, por si mesmos, pela experiência da Vibração, como foi dito, das últimas zonas de Sombra, mas, além mesmo dessas zonas de Sombra, ver, por si mesmos, aí onde vocês estão, não onde vocês creem estar, não as questões que possam vir à consciência, mas, verdadeiramente, a Vibração os porá na Alegria.

Porque, efetivamente, na Vibração da Unidade (como nós o dissemos, amplamente), a Vibração da Unidade é uma Alegria, que não conhece medo algum.

Não pode existir o medo.

O medo faz parte da limitação.

A Luz é Abundância; a Unidade é Abundância; a Existência e o Si são universos de Abundância, nos quais, eu repito, nenhum limite, nenhum contrato, nenhum Salvador existe que não a Consciência Pura, Sat Chit Ananda.

Todo o resto, naquele momento, aparecer-lhes-á pelo que é, não pelo que vocês creem ser, mas porque vocês o vivem, ou seja, uma ilusão.

Naquele momento, vocês serão o que se chama seres liberados.

Se esse é seu objetivo.

E que esse objetivo não seja um desejo, mas, efetivamente, um estado, de fato, Vibratório.
 
Não temos mais perguntas, agradecemos.
 
Irmãos e Irmãs na carne, eu lhes agradeço por suas questões e interrogações.
 
Que a Graça inunde-os e que a Paz de sua Presença seja sua Morada.

Com Amor, eu lhes digo até já.
 
 
 
 
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Mensagem de Ma Ananda Moyi,
pelo site Autres Dimensions
em 12 de novembro de 2011






Rendo Graças às fontes deste texto:
www.autresdimensions.com
Versão do francês: Célia G.
http://leiturasdaluz.blogspot.com
Áudio:http://mensagensdeamor.webpt.net





 
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