domingo, 2 de dezembro de 2012

TERESA DE LISIEUX - 24-11-2012

Rendo Graças ao autor desta imagem
TERESA DE LISIEUX
24/11/2012


 Eu sou THERESA DE LISIEUX, Irmãos e Irmãs em humanidade,
permitam-me instalar a minha Presença em vocês, ao seu lado.
... Compartilhando a dádiva da Graça ...

O que vou lhes dizer vem completar o que eu chamo o pequeno Caminho ou o Caminho da Infância. Eu não vou falar-lhes novamente da Humildade, mas, bem mais, do que há a encontrar, a ganhar, nesse Caminho da Infância. Uma vez que, por muitos lados, o que lhes disseram os Anciãos, que intervieram antes de mim (ndr: intervenções de UM AMIGO e de IRMÃO K de 24 de novembro de 2012), pode também ser exprimido à minha maneira.

O Caminho da Infância (aquele da Humildade e da Simplicidade) arrisca aparecer-lhes, cada vez mais, como uma coisa indispensável, diante, justamente, do que os Anciãos chamaram “os movimentos ao redor do centro do Centro” e diante da incapacidade do mental, dos pensamentos, de aí responderem, de maneira adequada.

Talvez colocar-se a questão de desaparecer, de ir na Profundeza a mais íntima, ali onde não há movimento, ali onde não há desejos, ali onde há, para a personalidade, o que eu chamaria de uma submissão. Há, para a Eternidade, uma exultação, uma Paz, a nenhuma outra comparável. A Luz não faz mais do que unicamente chamá-los. Ela não faz mais, unicamente, do que bater à sua porta ou a uma das Portas : ela investiu para vocês, ela despertou e se revelou a vocês.

Para lembrar minha última intervenção (ndr:
de 31 de outubro de 2012), eu lhes disse que minhas experiências (que hoje vocês chamam, místicas) foram muito limitadas e, no entanto, isso jamais alterou o que eu chamei, e chamo sempre (mesmo se hoje, o sentido é um pouco diferente): a fé a mais total.

Não a fé daquele que vai acreditar, mas daquele que faz “como se” para que esse “como se” torne-se a Verdade. Como se houvesse, realmente, um Céu, ao longe, e esse Céu nos era prometido e essa Luz nos era prometida. A grande diferença, em relação ao que eu pude viver, em minha época, é que era necessário esperar partir da Terra para realizar meu Céu.

E, contudo, eu tinha a impressão de viver o Céu sobre a Terra já que, em minha pequenez, eu encontrei a maior das forças que não era minha força, mas a força de meu modelo, de meu ideal: do CRISTO. Não, é claro, o Cristo histórico tal como foi apresentado, mas sim tal como eu o vivia, realmente, em meu coração, como uma fonte benfazeja de Amor, como uma Paz, que nada deste mundo podia satisfazer.

Experimentando a Humildade, experimentando o que eu percorri como Caminho, eu pude encontrar uma Paz, uma Paz tal que jamais, desde jovem, não pôde se apresentar a menor variação de meu objetivo. Então, é claro, os Anciãos lhes dizem, hoje, que não há objetivo, que o objetivo já está aí, que é somente uma questão de olhar. Eu acrescentaria, quanto a mim, que é somente uma questão de Humildade.

Isto quer dizer ser Humilde e reconhecer que vocês não têm nenhum meio de modificar outra coisa a não ser a vida que vocês vivem (que, eu os lembro, é efêmera e que apenas passa).

O Caminho da Infância os convida a deixar a vida se desenrolar. Tudo o que era proposto, quaisquer que fossem o teor, a textura, eu permanecia fixada no Céu, no Céu que eu vivia, em mim, mesmo que me fosse necessário esperar a confirmação.

Vocês têm, hoje, a chance de ter essa confirmação presente, mesmo sobre este mundo. Vocês veem, todos os dias, a ação da Luz, mesmo se vocês não compreendem sempre o objetivo, mesmo se vocês não apreendem sempre o alcance. Se vocês aceitam esse princípio, vocês relaxam todas as tensões que podem existir nessa vida efêmera, qualquer que seja sua idade, qualquer que seja sua saúde e eu diria mesmo, hoje, o que quer que seja que vocês viveram ou não, das Vibrações da consciência, de seus estados diferentes.

Aceitar não ser parte interessada, mas fazer o que é para fazer, distanciando-se do efêmero. Isso não basta, certamente, para estabelecê-los além de qualquer estado, mas contribui para isso, uma vez que, nos momentos em que vocês têm a impressão de controlar e de dirigir suas vidas, vocês a dirigem sempre para um objetivo (mesmo se ele é de Luz) que os faz percorrer um caminho, mais ou menos fácil, mais ou menos árduo.

Então, se vocês deixam suas vidas se desenrolarem, se vocês fazem o que lhes pedem, se fazem exatamente o que a vida propõe, fazendo-se cada vez mais pequeno, cada vez mais insignificante, então, nesse momento, essa fé absoluta faz aparecer (aos seus olhos, à sua alma) a beleza do Amor.

Essa beleza da qual vocês não podem apreender, da qual vocês não podem se apropriar, é, muito exatamente, o que nós Somos. E, para ver isso, é necessário aceitar, efetivamente, não mais ver outra coisa, não como uma recusa ou uma ocultação, mas sim, colocar-se, não acima, não abaixo, mas colocar-se em um lugar diferente.

Um lugar diferente desse que nós chamamos a vida sobre a Terra, com seus objetivos, com suas dores e suas alegrias. Isso não impede nem as dores, nem as alegrias. Isso muda, simplesmente, as necessidades e a expressão tanto dos desejos como das necessidades, como do que está sempre aí.

Há, em cada um de nós, uma potência de Amor, infinita. Essa potência de Amor, pelo peso dos hábitos, pelo peso dos sofrimentos também, nos tem, pouco a pouco, uns e outros, distanciado da Infância. A partir do instante em que há essa palavra “criança”, há a inocência. Há, também, em relação a este mundo, talvez, uma fragilidade de onde, muito rápido, nós somos todos educados para estarmos adaptados a este mundo.

E nenhuma adaptação a este mundo permite ser adaptado ao Infinito. Reconhecer isso, é já um grande passo para a Infância e para a sabedoria, porque não pode haver sabedoria sem Infância. A sabedoria não é o resultado de um conjunto de experiências. A sabedoria não é a resultante de conhecimentos que foram adquiridos. A sabedoria não está ligada à idade. E, quanto mais vocês estão na Infância, mais vocês são sábios.

Mas vocês percebem, claramente, em vocês, que o mais importante não é o efêmero, não é o que passa, mas o que, justamente, está sempre aí. Ora, o que é que pode estar, sempre, aí, se não é o Amor, que é o próprio fundamento de todos os mundos?

Mesmo se houve alterações, se houve ocultações, isso não é em nada comparado à Paz. Porque a Paz Suprema (da qual falam nossas Irmãs orientais) é o que eu vivi. O que eu vivi qualquer que fosse o sofrimento de meu corpo. Mesmo se eu não tinha as palavras (pela minha juventude e minha experiência), eu sabia que a experiência da Luz era bem mais importante do que a realização de não importa qual objetivo humano.

Já, eu me colocava na Eternidade. A partir de minha mais jovem idade, isso foi meu universo. Mesmo se eu participei do jogo da vida (que eu tinha escolhido, inicialmente), eu percebia, cada vez mais claramente, à medida que minha doença de languidez se propagava, uma espécie de distanciamento, mas que jamais foi uma recusa, mas sim uma escolha deliberada, de minha parte, da Eternidade.

Então, hoje, em que a Luz está cada vez mais penetrante para a personalidade, vocês também, coloquem-se a verdadeira questão. E a verdadeira questão será sempre: o que é que eu escolhi? O efêmero ou a Eternidade?

Então, nós todos sabemos que tudo o que está sobre a Terra é efêmero: sejam nossos parentes que desaparecem um dia, sejam nós mesmos que desaparecemos, seja um amor de infância ou um amor de adulto. Nós todos sabemos, pertinentemente, que tudo o que se desenrola, sobre este mundo, tem apenas um tempo.

Ora vocês devem ser apaixonados, no sentido o mais nobre do termo, pela verdadeira Vida, pelo que é Eterno, pelo que lhes enche de Amor e que não enche, necessariamente, a personalidade e a vida que vocês vivem.

É, em certo sentido, uma escolha. Mas essa escolha não é mais uma escolha da Vibração e da consciência. São vocês que decidem se colocarem aí, ou lá. E as consequências, é claro, não são as mesmas.
O Caminho da Infância os fará descobrir, muito rápido, esse centro do Centro e a Paz que daí decorre.

Ao passo que qualquer resistência (tudo o que vocês conduzem por uma luta, por um aspecto que não lhes parece fácil) bem, é que, em alguma parte, vocês se distanciaram do centro do Centro. Uma vez que, quanto mais este tempo se desenrola (e os leva aos famosos encontros, esses prazos astronômicos, esses prazos humanos e os Prazos terrestres), mais vocês se reaproximam disso, mais vocês têm a capacidade e a oportunidade, reais, de descobrir esse caminho da Infância. E é o Caminho mais direto para a Eternidade.

Ter um Coração de criança, é ter um Coração que está instalado, totalmente, no presente. Mesmo se há, não essa projeção, mas o que minha Irmã HILDEGARDE tinha chamado a “tensão para o Abandono” (ndr:
ver a intervenção de HILDEGARDE DE BINGUEN de 25 de outubro de 2010). Eu diria que a tensão para o Abandono do Si, e a tensão para o Abandono à Luz, são a mais bela prova, que vocês podem se atribuir, de sua descoberta da Eternidade.

É um atalho e é um atalho imediato. É tão abreviado que viver, realmente, a Humildade e a Infância, é descobrir a Eternidade. E vivê-la, aí se estabelecer, e aí permanecer firmemente ancorado (contra ventos e marés, qualquer que seja o olhar de um Irmão ou de uma Irmã que não vive isso).

Irradiar o Amor, é ser o Amor. Senão vocês não irradiam o Amor: vocês projetam o amor que vocês pensam. Ser Amor não tem necessidade de nenhuma projeção, há apenas a necessidade de irradiar. E esse irradiar se faz sozinho. Não há necessidade de vocês. Não há necessidade de sua resignação.

Tornar-se uma Criança, é isso. É reencontrar a espontaneidade. É estar, cada vez mais, inscrito no que o Arcanjo ANAEL nomeou “Aqui e Agora”, o famoso “tempo presente” (ndr:
ver a intervenção de ANAEL de 1º de abril de 2011). Mas lembrem-se de que, mesmo nesse tempo presente e mesmo quando vocês vivem a Paz, quando vocês vivem a Alegria, quando vocês descobrem a ação da Luz, em vocês e em suas vidas, isso não basta. Porque nesse momento, a personalidade vai procurar (e é seu papel) apropriar-se dessa Luz para ir no sentido em que a personalidade quer.

Então (e isso foi facilitado por minha jovem idade, mas, hoje, isso está ainda mais facilitado por suas condições de vida sobre a Terra), lhes é necessário redescobrir a espontaneidade e a Infância: a criança que não se coloca questão sobre o amanhã, nem sobre ontem, e é livre para viver cada instante presente.

Uma vez que cada instante presente que é vivido não pode ser condicionado nem por sua história nem pelo seu futuro, exceto por essa tensão para a Luz. Mas tender para a Luz, é também deixá-la investir para vocês. É também deixá-la dominar. É somente assim que vocês se tornam o que vocês São, realmente. Não enquanto vocês acreditam dominar.

Aliás, as circunstâncias da Terra não vão demorar a lhes mostrar que a natureza e os elementos estão sempre mais potentes. E que o efêmero do homem não é absolutamente nada em relação à potência dos elementos, seja o do Sol, seja o dos ventos ou ainda da Terra ou da água. Tudo isso vai colocá-los face a si mesmos, em diferentes níveis, em diferentes lugares: seja de um lugar que é efêmero e que passa, seja de um lugar onde tudo é imutável, onde tudo é eterno, onde qualquer movimento não é um movimento.

De sua capacidade, hoje, para manifestar essa Tranquilidade, de sua capacidade de aproveitar o que a vida lhes oferece (seja na natureza, em suas relações, ou em suas dificuldades), isso é sempre um presente. Uma vez que esse presente, mesmo se ele pode lhes parecer, em um primeiro momento, envenenado, se vocês permanecem firmes em sua Infância, se vocês permanecem firmes em sua espontaneidade, deixando a Luz ser, então nenhum problema poderá ter a menor ação ou implicar a menor reação.

Eu diria, portanto, que estes tempos particulares são tempos que os convidam a ir, ainda mais, na Profundez, ainda mais profundo para a Inocência e a Simplicidade. Então, é claro, sua personalidade lhes dirá, sempre, que há aquilo a fazer, que há tal constrangimento, que há tal coisa a conduzir, e que se opõe à Luz.

Mas vocês, são obrigados a aderir a isto ou aquilo?
Vocês são obrigados a acreditar nisto ou naquilo? Não.

Desenvolvam essa fé particular, essa fé que está além de qualquer crença em um paraíso, de qualquer crença no que quer que seja, mas, simplesmente, a crença na Infância e em seu estado de espontaneidade do instante presente.

Se vocês se empenham nesse caminho da Infância, não esqueçam que eu disse, antes de partir: que eu passaria meu Céu a fazer o bem sobre a Terra. E fazer o bem, não é lhes trazer aquilo de que vocês têm necessidade, sobre esta Terra, mas é Encontrá-los, Fusionar-me com vocês, a fim de permitir-lhes aproximarem-se dessa Infância e daí serem vocês mesmos.

Uma vez que se eu me aproximo de vocês (porque vocês me chamaram), então, nós Fusionaremos. Então vocês verão que não há distância entre vocês e eu e que vocês podem, totalmente, encarnar essa Infância e essa Profundez. Façam o ensaio. Façam a experiência. Já que (eu o repito ainda uma vez), nas circunstâncias da Terra que se desenvolvem, e em vocês, não há Caminho mais simples, mais evidente, do que o caminho da Infância.

É claro, as circunstâncias da vida podem chamá-los (por meio da ação dos elementos) a alguns ajustamentos, conforme o local em que vocês vivem sobre esta Terra. A ação dos Cavaleiros está privilegiada em alguns lugares, e diminuída em outros lugares. Em outros locais da Terra, como em vocês, são outros elementos que se colocam em operação. Mas vocês não podem se medirem aos elementos.

Eu os lembro de que vocês são constituídos (como todos nós quando estamos sobre a Terra) dos mesmos elementos. Esse corpo de carne pertence à Terra e ele retorna à Terra.
Como os pensamentos, as ideias, as crenças, as emoções, nada de tudo isso existirá, exceto, talvez, para a Terra, como memória. Mas as circunstâncias da Terra visam, justamente, colocar fim a todos os pesos e todas as memórias.

A Liberdade é, justamente, não mais depender de uma memória, não mais depender de uma história com suas alegrias e suas dores. É, justamente, ser Liberado dessa alternância de alegrias e de dores, e essa alternância que faz tudo o que se desenrola em nossas vidas, seja na vida de um assassino (como eu pude orar por eles) ou de um santo (como eles me eram caros, ao meu coração). Vocês se apercebem que, finalmente, há, nesses dois seres que aparentemente tudo opõe (o santo e o assassino), fundamentalmente e em Profundez, a mesma Luz: simplesmente, um aceitou a Luz e o outro desviou-se dela de maneira provisória. Mas, fundamentalmente e em Profundez, não há nenhuma diferença. A única diferença se vê apenas para a personalidade.

É por isso que o CRISTO nos disse para nos amarmos uns aos outros, como ele nos amou. E não como nós queremos amar: é profundamente diferente. Uma vez que nós concebemos, frequentemente, o ato de amor, sobre a Terra, como uma atenção, uma intenção e como o fato de manifestar esse amor, de uma maneira ou de outra.

Quer seja um amor adulto, quer seja uma amor fraternal, quer seja o amor de um parente ou de um filho, é exatamente a mesma coisa: há necessidade de manifestar esse amor através de atenções, através de olhares, através do que nós exercemos como papel ao lado dessa pessoa amada.
Mas viver o Amor não é amar uma pessoa. Viver o Amor, é amar qualquer pessoa, da mesma maneira, com a mesma igualdade. É ver o CRISTO tanto em um assassino como no santo. É ver além de todas as aparências e ver além de tudo o que é efêmero. É já, inscrever a si mesmo em sua própria Eternidade.
E vocês não podem julgar ninguém sem julgarem a si mesmos uma vez que o CRISTO disse: “a medida com a qual vocês julgam, vocês julgarão a si mesmos”. Não há ninguém que os julga senão vocês mesmos. Mas o julgamento não vem da personalidade: o julgamento vem da alma. E vocês sabem, acima da alma, há ainda outra coisa: há o Espírito, há o CRISTO, há esse Amor Infinito, o Absoluto. E que, para esse Amor Infinito, a experiência da encarnação não tem sentido nem direção.

Então, é claro (e os ensinamentos modernos lhes têm dito de múltiplas maneiras), o pensamento é criador: vocês podem criar tanto as condições agradáveis quanto as desagradáveis, conforme seu mecanismo de pensamento. E a Luz alterada deste mundo seguirá sempre seu próprio pensamento e criará, mais ou menos rapidamente, as circunstâncias do que vocês acreditaram e aderiram. Mas lembrem-se de que nenhuma dessas circunstâncias que vocês criaram (ou à qual vocês aderiram), em definitivo, pode representar o Céu e a Eternidade.

E, aí também, cabe a vocês saberem. O que vocês querem?
Vocês querem o Céu ou vocês querem a Terra?
Porque a Terra, ela, decidiu reunir-se ao Céu.
Então que vocês decidam, também?

Mas, para isso, para decidir, eu lhes responderei que a melhor maneira não é fazer uma escolha, nem mesmo decidir, doravante: é deixar trabalhar a Eternidade, em vocês. Porque se vocês deixam a Eternidade trabalhar (quaisquer que sejam a recompensa ou o preço a pagar) vocês não verão jamais as coisas da mesma maneira. E o que lhes aparecia, antes, como uma recompensa ou um desagrado, não terá mais o mesmo valor uma vez que vocês não serão mais tributários do que quer que seja pertencente à Terra.

Como lhes disse o CRISTO: “vocês estão sobre esta Terra, mas vocês não são desta Terra”. O que é desta Terra é o efêmero, são seus corpos, são as estruturas que se chamam as auras do corpo sutil, os casulos de luz e os envelopes. Mas vocês não são nenhum de seus envelopes. Não mais do que vocês não são esse corpo que perecerá um dia. Não mais do que vocês não são seus pensamentos.

Então, isso, eu não lhes peço para acreditarem, mas, simplesmente, vivê-lo. E cada dia que vai aproximá-los de 1º de dezembro (e desse último mês deste ano particular que vocês vivem), a cada dia, vocês constatarão que se vocês vão para a evidência, e a Simplicidade, e a Infância, melhor vocês serão preenchidos. Mas não preenchidos como a satisfação de alguém que tem um desejo e que deve reproduzi-lo, mas, bem mais, como a evidência do que vocês São, muito simplesmente. E é isso que pode satisfazê-los de maneira Eterna.

Nada deste mundo pode satisfazê-los, mesmo a coisa mais perfeitamente realizada. Unicamente a quantidade de Amor que está em seu coração, unicamente o Amor que vocês São (não como um desejo, não como um ideal, mas sim, realmente, o que emana de vocês) os coloca de imediato na Infância ou na dificuldade.

Pensem bem em minhas palavras porque é, verdadeiramente, através disso que vocês poderão estar em Paz com vocês mesmos ou então em cólera contra vocês mesmos ou contra o mundo.

Enquanto vocês não tocaram essa indizível Graça do Absoluto, do CRISTO, vocês apenas podem viver as compensações, as flutuações de alegrias, as flutuações de dores. Tudo isso é efêmero e passará, mas vocês não Passarão jamais.

Assim, para descobrir, realmente, isso (não para fazer uma adesão ou uma crença), vocês são convidados, cada vez mais, a essa Profundez e a essa Simplicidade. Vocês estão convidados a se despojarem, de algum modo, cada vez mais, de tudo o que é supérfluo.

Tudo o que lhes parecia vital, em um dado momento, vocês perceberão bem (se vocês estão atentos) que isso desaparecerá. Então, é claro, as modificações fisiológicas vocês aí conduzem, à sua maneira: que seja através do sono, dos alimentos e da própria consciência que vocês manifestam em suas relações humanas e em suas relações conosco.

Quanto mais vocês são Simples, mais vocês são espontâneos mais vocês estão na Infância e mais isso será fácil. Quanto mais vocês querem controlar as rédeas, mais vocês querem ser mestres de vocês mesmos e de suas vidas, mais vocês se distanciam, e mais é difícil. Isso vai lhes aparecer de maneira cada vez mais flagrante.

O que, em meu tempo, necessitava, eu diria, de uma força de alma particular, para uma missão particular que eu cumpri naquele momento (e minha missão foi muito curta) era, simplesmente, deixar a marca de minha Vibração e de minha Presença para permitir, com a impulsão dessa Profundez, atualizar o caminho da Infância, o caminho da Inocência. E é, hoje, nestes tempos particulares, que esse caminho da Infância deve lhes aparecer e se revelar como evidência.

Lembrem-se bem: a Criança está, totalmente, imersa no que ela faz, no que ela é, no instante. Os desejos os distanciam do instante. As projeções, quaisquer que elas sejam (sobre uma data, sobre um evento) os distanciam, também, do instante. E a solução está somente no instante.

Então, tornar-se Simples, voltar a ser uma Criança, voltar a ser Humilde, é, certamente, a coisa mais difícil de aceitar para a personalidade. Mas é, também, a coisa mais simples de realizar, hoje. Porque ela não pede nada de vocês. Ela não exige nenhum esforço. Ela não requer nenhum hábito. Ela não requer nenhuma meditação. Qualquer que seja sua atividade (quer vocês estejam colhendo uma flor ou amando um próximo), tudo isso deve se fazer, simplesmente, com a maior das espontaneidades. Porque a Criança é, também, essa espontaneidade.

Assim vocês não podem cogitar sobre um futuro, sobre seu futuro, saber agora se vocês Vibram ou se vocês não Vibram, saber se vocês sentem as energias, saber se vocês vivem o Estado de Ser (Êtreté). Porque o que é importante, é a Paz ou a ausência de Paz. E a cada dia que vocês se aproximam dos diferentes encontros com a Luz os faz ver isso, de maneira cada vez mais clara.

Se vocês são Simples, se vocês aceitam tudo o que se apresenta (que seja um ato, aparente, de submissão da personalidade) é um ato de grande força.

É isso o que dá, precisamente, a força da alma, de uma alma que está voltada para o Espírito e, não mais, para a matéria. Não por considerar que a matéria deste mundo está suja ou corrompida, mas, bem mais, por saber que qualquer matéria deste mundo é efêmera e que jamais um efêmero poderá preenchê-los para a Eternidade: somente a Eternidade o pode.

Assim, eu os convido a olhar bem o que se desenrola em todos os atos de suas vidas, em tudo o que se produz em suas vidas. Mas para reconsiderar isso se perguntando como uma criança agiria, como agiria a espontaneidade, qualquer que seja a circunstância.

E se vocês dizem (como o fez o CRISTO), mas em suas vidas, sem serem torturados, sem sofrerem na cruz: “Pai, que sua vontade seja feita”, qual é esse Pai? Não é um deus. É, simplesmente, o que vocês São, em Eternidade. De fato, vocês são o Pai de vocês mesmos. Nós todos somos os genitores de nós mesmos, em alguma parte.

Então, estar na Humildade e na Infância, é aceitar não compreender tudo, aceitar nada dominar, nada controlar, deixar a vida trabalhar e não interferir com essa vida. É tornar-se também, é claro, Transparente à Luz, em totalidade. É deixar-se guiar pela Luz. É não mais se deixar guiar pelo seu interesse próprio e pessoal, pelo seu medo e sua proteção de amanhã, qualquer que seja, porque mesmo o amanhã será apenas um tempo. E esse amanhã será apagado por um outro dia, ou pelo fim dos dias, o que é o mesmo.

Assim vocês estão convidados, mais do que nunca, a me chamar. Eu não falo, é claro, de seus Alinhamentos, mas dos momentos em que isso não lhes parece, justamente, infantil, não fácil, em que isso parece escapar à sua compreensão ou colocá-los em cólera. Porque é, precisamente, nesse momento, que eu posso estar mais próxima de vocês. Chamem-me e eu responderei, como sempre fiz. Simplesmente, isso se tornará, para vocês, mais sensível, mais fácil, mais evidente.

Tudo isso são apoios da Humildade, da Simplicidade. Mas guardem que, enquanto vocês não se esquecerem de vocês mesmos (e que existe, em vocês, o sentido de uma importância desse corpo, dessa pessoa, dessa vida, desse papel que vocês mantém hoje, dessa função que lhes é atribuída, ou que a vida lhes atribuiu) vocês estão dependentes das circunstâncias da vida e seguros de se afastarem da Luz.

O que era dificilmente perceptível, há somente alguns anos deste tempo Terrestre, vai lhes aparecer, cada vez mais, de maneira, eu diria, estrondosa para a consciência. É o momento em que vocês aceitam que, finalmente, não existe, em meio a esse corpo e essa vida, outra possibilidade senão Ser o que vocês São. O que, eu creio, IRMÃO K chamou de maturidade, maturidade espiritual (ndr:
intervenção de IRMÃO K de 16 de outubro de 2012
). Descobrir isso (a maturidade espiritual e a sabedoria) é a Infância. Não é o resultado de uma ascese. Não é o resultado de um jejum. Não é o resultado de uma oração, mas, bem mais, de um estado de alma.

Assim quando eu mantive meu diário (que se tornou o que vocês conhecem, talvez, hoje, como “história de uma alma”) eu dei, muito exatamente, todos os elementos que constituem o Caminho da Infância. Então o que podia parecer tão distante de suas vidas, ainda, até há pouco tempo, eu lhes asseguro que hoje vocês têm a maior das facilidades para percorrer o Caminho da Infância. É, eu diria, um ascensor direto para o que vocês São e eu posso, de maneira privilegiada, ajudá-los, se vocês são sinceros.

Eu não estou aí para lhes dar uma vantagem Terrestre. Eu não estou aí para responder a uma necessidade Terrestre, mas, sim, uma necessidade da alma: aquela de sua Eternidade. E, mais do que nunca, nisso eu estou no meu lugar.

Apelar à minha Ressonância, apelar ao meu Elemento, apelar à minha Presença, os ajudará, verdadeiramente, a viver a Infância e, portanto, a Simplicidade. Não haverá mais zona de resistência à Luz, em vocês. A Transparência se tornará total. Vocês não serão mais afetados por todas essas mudanças que estão em curso em suas fisiologias. Vocês as viverão sem serem afetados e vocês aceitarão, por exemplo, a modificação de suas necessidades, quaisquer que elas sejam, não como uma punição, não como uma restrição, mas sim, como a evidência da Luz.

Eis as palavras que eu tinha a lhes dar, e a Vibração de minha Presença.
Assim, Irmãs e Irmãos, vivamos um momento de Paz, um momento de Amor, na Simplicidade da Infância. Eu lhes digo, quanto a mim, até uma próxima vez. E não se esqueçam: eu estou à sua disposição.

... Compartilhando a dádiva da Graça ...
Eu sou THERESA. Eu terminarei por esta frase que não é minha e que,

no entanto, faz ressonância com o que eu sou.

Eu lhes direi: “deixem a vossa vida ser a de uma rosa que exala seu perfume,

sem se colocar a questão do perfume”.

E vocês descobrirão, se isso já não é fato, a Eternidade.

Eu lhes digo, até breve.





Mensagem de Teresa de Lisieux,
pelo site Autres Dimensions
em 24 de novembro de 2012





Rendo Graças às fontes deste texto:

sábado, 1 de dezembro de 2012

IRMÃO K - 24-11-2012 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
IRMÃO K
24/11/2012
 
 
Meu nome é IRMÃO K.
 
Irmãos e Irmãs, aqui e em outros lugares, estabeleçamos, se vocês bem o quiserem, um momento de Paz e de silêncio, antes que eu retome, de todo modo, a sequência lógica de minhas diversas intervenções recentes, entre vocês, a respeito do conhecido e do Desconhecido, a respeito da Autonomia e da Liberdade e também, o que eu chamaria, se vocês quiserem, a própria dinâmica da consciência. Eu abrirei, em seguida, um espaço de questionamentos.

Mas, instalemo-nos, primeiramente, neste espaço de Paz e silêncio, em que as palavras são os suportes da própria consciência e não mais, simplesmente, a expressão de uma ideia ou de um pensamento.


...Compartilhamento do Dom da Graça...

Nós vamos, primeiramente, se vocês quiserem, colocar as circunstâncias de suas vidas atualmente sobre a Terra, e da vida sobre a Terra de uma maneira geral. A penetração da Luz, em sua expressão Supramental, bem como a penetração da Onda da Vida (ou a Onda do Éter), bem como a aproximação do que nós chamamos estados multidimensionais, levam a Terra, e tudo o que vive nela, a mudar de paradigma.

Essa mudança de paradigma não é somente uma progressão e ainda menos uma forma de linearidade da consciência. Existe, pois, uma descontinuidade. Face à descontinuidade, a consciência (de uma maneira geral e qualquer que seja ela) vê seus marcadores, suas normas, suas percepções modificarem-se.

Esta modificação se faz (como vocês constataram), em um primeiro tempo, de maneira progressiva, como uma espécie de aclimatação, resultando e ressonando diretamente em ligação com a interação das diferentes formas de consciência, bem como do Absoluto (portando e suportando a Luz).

Este ajustamento é, pois, além mesmo da mudança de paradigma, uma modificação total das próprias percepções da consciência, pondo fim ao que eu tinha chamado, há mais de um ano, o Eixo ATRAÇÃO/VISÃO ou Atração da alma pela materialidade (ndr: intervenções de
IRMÃO K de 6 e 7 de julho de 2011). O que se expressa hoje em vocês, de diferentes modos, é a Reversão da alma.

Essa Reversão (ilustrada, já há um certo tempo, pela Reversão do Triângulo do Fogo no nível Elementar, logo no nível das Estrelas de MARIA) permitiu criar, por diferentes mecanismos, de todo modo, as condições e as circunstâncias mais adequadas para vocês a fim de viver essa mudança.

Essa mudança é uma Transição, uma Translação, uma Ascensão, uma metamorfose, uma Transfiguração: as palavras podem ser múltiplas, o significado também. Mas, além de todo significado, e além mesmo da percepção, mais ou menos clara, que vocês têm, isso vem, bem evidentemente medir-se com os hábitos (tais como eu os defini) da vida a que todo ser humano encarnado está submisso e aos quais ele se submete pelas leis fisiológicas da Ação/Reação (normais neste mundo).

Isso ao que vocês se encontram postos face à face é, de fato, apenas a antecipação e a prefiguração de seu próprio face à face (final, terminal), do Encontro entre o conhecido e o Desconhecido, entre o efêmero e o Eterno. Isso, é claro, pode acontecer (como vocês o vivem e como, talvez, vocês se comunicam, através de suas trocas, a vivência) por um posicionamento que será mais ou menos agradável, mais ou menos pacífico, mais ou menos próximo da Verdade Última, que é o Fogo do Amor, da Luz.

Viver o Fogo do Amor se acompanha de um certo número, aí também, de transformações dos hábitos, de modificações e de supressões dos hábitos mais correntes. Esta supressão de hábitos vai tocar todos os setores de apropriação da consciência, ou seja, todos os movimentos que visam a fazer penetrar, no nível de seu campo/coerência consciente, tanto um alimento quanto pensamentos, quanto interações com o conjunto dos Irmãos e Irmãs que podem estar em contato com vocês de diferentes modos.

Eis já mais de um ano e meio que vocês experimentam (para a maioria de vocês) estados particulares da consciência, vividos enquanto experiências e, por vezes, enquanto estado definitivo. Nos mundos de expressão da consciência (pois é preciso, todavia, permanecer consciente que toda forma, a priori, nesse mundo onde vocês estão, se acompanha de ocultação, de limitação da própria consciência) a limitação e a ocultação de certos aspectos da consciência os faz experimentar os que nós nomeamos, todos, quando estamos na Terra, o fato de “viver”.

Esta vida se traduz, para muitos Irmãos e Irmãs, ainda, pelo sentimento de ter de procurar algo. Esta procura de algo pode concernir, bem evidentemente, tanto a própria consciência e sua expansão quanto a elementos temporais de natureza a lhes trazer uma prova exterior das transformações em curso. Ainda que essas transformações sejam visíveis, de maneira estendida e ampla, sobre o conjunto do planeta (concernindo a ação dos Cavaleiros sobre os Elementos, sobre o aspecto geofísico da Terra e sobre o próprio corpo de vocês), é inegável que aqueles de vocês que não Transitaram no seio do Absoluto, vivem ainda, como exprimiu nosso Comandantes (ndr: O.M. AÏVANHOV), mecanismos de oscilação da consciência.

Esta oscilação da consciência, passando de um estado a outro, pode parecer-lhes, por momentos, muito desagradável, com uma impressão de não poder estabilizar um estado ou outro, colocando-os face a mudanças incessantes, traduzindo-se não somente por uma atividade qualquer do mental, mas bem mais, por uma modificação do comportamento de vocês, bem como da própria percepção de suas Vibrações, ou ainda, da qualidade e da quantidade das energias que animam esse corpo.

Esse movimento em torno do centro do Centro (tal como foi explicado, a seu modo, por nosso Comandante) corresponde, de fato, a um movimento que permite, pelo seu próprio movimento e por sua existência (para aqueles de vocês que não Transitaram no Absoluto), descobrir, de maneira cada vez mais próxima, cada vez mais imediata, o coração do Coração, que os faz aproximarem-se de uma posição (se posso dizê-lo assim) de sua consciência, que se situaria (de maneira difícil, para alguns de vocês) como uma dificuldade em assumir e em assegurar o funcionamento da antiga consciência em relação ao novo que está aí (para muitos de vocês).

Isso pode se traduzir por reajustes diversos concernindo tanto seu modo de ver as coisas quanto seu modo de pensar as coisas ou de deixá-las emergir em meio à consciência de vocês. Paradoxalmente, é em meio a esse movimento, aparente, que se encontra a Paz real.

Quando o movimento torna-se extremo em vocês, com uma oscilação ou uma amplitude de variações que lhes parece desmesurada em relação ao que vocês comumente têm o hábito de experimentar, vocês não devem zangar-se com o que acontece, mas, bem mais, ver aí uma oportunidade suplementar para se aprimorar no plano do posicionamento de vocês, de seu ponto de vista, de seu olhar, mas também do que representa a consciência.

Através dessas diferentes passagens, desses diferentes movimentos, desenha-se claramente (mesmo se vocês ainda não têm consciência disso) o acesso ao Absoluto e ao Encontro (consciente, total e definitivo) com o Fogo do Amor.

O que se apresenta a vocês, quer seja por um sintoma corporal, quer seja por um Encontro, quer seja por incômodo, não deve fazê-los participar desse Encontro e desse incômodo. O conjunto do que é para viver (para vocês, de maneira individual, antes do momento coletivo) aproxima-os do que vocês terão a viver, quando chegar o momento.

Existe, pois, uma forma de antecipação da consciência, saindo de sua linearidade, saindo de sua temporalidade. Retenham que além do agradável ou desagradável, vivido no momento em que isso se produz, existe, após ter vivido esses momentos (e vocês constatarão cada vez mais facilmente) uma capacidade cada vez maior, em extraírem-se dessas ditas manifestações, desses ditos Encontros ou, ainda, dessas ditas Vibrações. Virá um momento (se ele já não chegou em vocês) em que vocês viverão, intencional e conscientemente, o fato de não ser realmente nem esse corpo, nem o que se exprime como agradável ou desagradável na percepção mesma da consciência.

Existe, pois, através da Liberação da Terra, existe, pois, através do Desdobramento do que foi chamado Coração Ascensional, uma capacidade, cada vez maior, de não mais ser afetado pelos movimentos vividos, mesmo pela consciência (ndr: ver a Seção:
"Protocolos/Implementação do Coração Ascensional").

A experiência é, de todo modo, uma forma de hábito a esses movimentos, que conduzem vocês mesmos a estabelecerem-se fora desse movimento e de considerar esse movimento somente como uma expansão ou uma contração da consciência, fazendo-os viver, segundo a personalidade, segundo a alma, mas sempre em contextos definidos e limitados, tornando-se perceptíveis e conhecidos, ao fim e ao cabo que o hábito desse movimento se instale. E é bem (como eu disse) em meio desse movimento da consciência que se encontra, de todo modo, a chave do Abandono do Si.

O que era (até agora, para muitos de vocês) difícil de realizar, realiza-se espontaneamente desde o instante em que seu posicionamento não é mais aquele que participa do que acontece, mas aquele que observa o que se desenrola. A posição da testemunha (ou do observador) torna-se totalmente distinta daquele que age, daquele que pensa, daquele que interage, nos Encontros, nos elementos supervenientes no curso de suas vidas.

É desta maneira que vocês conseguirão discriminar (sem nenhum julgamento e em perfeita neutralidade) o que depende da expressão de uma forma, de uma personalidade e o que depende, principalmente, da Luz que age em vocês. Isso os aproxima, inevitavelmente, de sua identificação com a Luz, isto é, com sua essência e a natureza profunda: o que foi exprimido como o que jamais se moveu, o que jamais nasceu e o que jamais desaparece.

O que é para viver se traduz (e se traduzirá, cada vez mais, para vocês) por uma capacidade mais e mais vasta, mais e mais ampla, de extraírem-se de todo movimento da consciência, qualquer que ele seja. Qualquer que seja a intensidade, ou qualquer que seja o desaparecimento, das Vibrações que vocês viveram nas etapas anteriores (se vocês as viveram), vocês constatarão, cada vez mais facilmente, que o que se traduz, para vocês, na manifestação de suas vidas, aqui sobre esta Terra, tornar-se cada vez mais incompatível, eu diria, com uma certa normalidade, com um certo hábito e uma certa reprodução do que parecia adquirido de maneira definitiva.

Eu expresso, com isso, tanto as percepções do corpo em si mesmas quanto às manifestações de sua consciência nos locais de ação e nos locais de suas ações respectivas. Tudo isso concorre a uma só coisa: a aproximá-los, sempre mais, do que vocês puderam perceber como afastado de vocês. A penetração da Luz (no mais profundo dos átomos, no mais profundo do conjunto desse sistema solar, em cada uma de suas partes) se traduz, para vocês, por um fenômeno que é dificilmente qualificável pela expressão mesma da consciência ou pela percepção da consciência. Isso satisfaz, em totalidade, o que foi definido e nomeado Infinita Presença ou Última Presença.

É no próprio coração do que lhes parece, hoje, agradável (ou desagradável) que se situa a solução para encontrar a Eternidade que vocês sempre Foram. A consciência os convida (bem como vocês mesmos se convidam) além mesmo desta consciência, a viver um certo número de estados, cada vez mais diferenciados da consciência ordinária. Nesta diferenciação e nesta diferença (às vezes importante) que está para viver, em vocês, de maneira individual, se desenrola muito exatamente a ação Elementar principal concernente ao estabelecimento da Eternidade de vocês.

O conjunto dos processos que estão em jogo (que eles sejam chamados Elementos, Hayot Ha Kodesh, Irradiação dA FONTE, Radiações do Ultravioleta, Radiações do Espírito Santo), as múltiplas influências que lhes são desconhecidas, são, pois, programadas, de todo modo, em vocês, para se reativarem muito precisamente neste momento.

Eu não vou traçar novamente nenhum momento histórico concernente à história da humanidade, exceto esse: há mais de cinquenta mil anos, um conjunto de Seres de Luz veio para esta Terra a fim de permitir evitar o desaparecimento do princípio da individualidade da consciência, pois, com efeito, a consciência pode desaparecer de dois modos: seja em sua aniquilação total (não permitindo mais a expressão de uma forma qualquer ou de uma consciência qualquer), seja na Passagem, pelo nariz (ndr: o 12º corpo, ou Ponto AL do nariz, cuja raiz está acima da ponta do nariz, no limite da cartilagem), da consciência, correspondendo ao centro do Centro e permitindo estabelecer o Absoluto.

A maior das dificuldades (conceitual e perceptual) está ligada, em vocês, à dificuldade em conceber, em imaginar, em se representar o que é oriundo do Absoluto, uma vez que (do ponto de vista da lógica, da consciência ordinária, como do Si) isso é chamado, ao mesmo tempo, o nada, o vazio ou o ausente. Ora, vocês sabem pertinentemente (ao menos para aqueles que o vivem conscientemente) que isso não é estritamente nada, mas que, do ponto de vista da personalidade de vocês, em sua consciência limitada, ou ainda, do ponto de vista da alma, na consciência ilimitada, isso não lhes dará a oportunidade de perceber o que está além. Retomando uma expressão de BIDI: vocês só veem as camadas adjacentes daí onde vocês estão (as camadas da cebola), mas vocês não têm nenhuma possibilidade de conceber, de imaginar, de representarem-se a totalidade da cebola, porque esta cebola não é nem representável, nem imaginável, nem projetável.

Através disso vai se desenrolar, em vocês, um mecanismo que pode ser (e que foi) qualificado de “medo”, este medo do Desconhecido, mesmo esta cólera (como mais recentemente), do fato desta justaposição do Absoluto com um Plano manifestado e que, no mais e além do mais, foi separado da FONTE de maneira artificial.

A criação desta individualidade, há mais de cinquenta mil anos, permitiu preservar a essência e o núcleo do que vocês São, isto é, permitir quando será chegado o momento (e ele chegou) de viver esse Retorno a Eternidade de vocês, ou seja, de não mais ser afetado por qualquer circunstância (temporária, efêmera) assim como por esse corpo e por qualquer consciência expressável no seio desse mundo.

O que vocês descobrem (para muitos de vocês), é que existe um ponto (na falta de melhor definição) que não está inscrito em nenhum espaço, nem em nenhum tempo qualquer que seja, mesmo ultratemporal, e que desse ponto (que não é A FONTE, mas que A contém) encontra-se a realidade de tudo possível, de todas as expressões e de tudo o que está inscrito no durável, no Eterno e que não é absolutamente concernido pela evolução de qualquer efêmero que seja (seja seu corpo, sua própria vida, seus próprios apegos e seus próprios acontecimentos de vida em seus diferentes cenários).

Isso é bem exatamente o elemento perturbador que pode, do fato da ausência de marcadores, desencadear, ao mesmo tempo esses medos, essas cóleras, mas também momentos de Êxtase em que a Paz Suprema está presente em vocês e os faz descobrir esta Verdade Última. Esta Verdade Última, que nada pode qualificar, traduz-se, pois, no relé da própria consciência, do fato que esta consciência ainda está presente no seio de uma limitação chamada corpo, que não é o de vocês, mas que, entretanto, vocês habitam. O corpo da Terra pertence à Terra.

O conjunto dos envelopes sutis (que vocês nomeiam: corpo etérico, corpo astral, corpo mental e corpo causal) está inscrito no corpo causal da Terra. A Liberação da Terra (através da manifestação prévia de Fusão dos Éteres, através, agora de maneira mais evidente, da Onda da Vida) se traduz por uma expansão da própria Terra, da própria consciência que descobre que, finalmente, mesmo em meio ao Ilimitado, este Ilimitado não pode dar-se conta do que É o Absoluto.

Assim, pois, o cenário preciso que lhes é próprio, coloca-os (de repente e, aí também, por antecipação) a experimentar, à maneira de vocês, na ordem que fora dada pelo Bem Amado João, as 5 etapas do Choque da humanidade (ndr:
intervenção de SRI AUROBINDO de 17 de outubro de 2010). Esse Choque da humanidade é, antes de tudo, a título individual, o Choque da personalidade.

É o momento em que o conjunto das convicções, das crenças, das suposições, dos ideais, das identificações cessa. Quando isso cessa, é claro, a personalidade estando ainda, em uma certa medida, presente (mesmo no nível do Si), isso se traduzirá por uma impressão de vazio, de nada, de grande vertigem e de distância incomensurável a atravessar. Ora, isso é somente e justamente a expressão da consciência que não permitirá, em nenhum caso, viver a a-consciência.

Viver a a-consciência vai poder se realizar, de maneira tanto mais precisa e exata quanto mais vocês aceitarem, nesta fase particular, o que acontece em suas vidas. Retenham que a emoção, em si mesma, traduz-se sempre pela reação em relação a qualquer coisa oriunda da própria consciência, que isso concerne à consciência corporal, como uma das consciências inscritas no nível do corpo astral, do corpo mental, do corpo causal.

Vocês não ignoram que o corpo etérico, que é o de vocês, vive uma Transubstanciação essencial, que é ligada à adição, ao glóbulo habitual de prana (glóbulos que foram descritos de múltiplos modos nesta Terra), de sua parte amputada: ou seja, que o prana não é mais dividido e separado, mas reunificado, ele mesmo, ao seio de sua Vibração original, que eu qualificaria de Luz Vibral Essencial.

Viver a Luz Vibral Essencial (o que dá e proporciona essas oscilações) apenas traduz em vocês, a dificuldade, real, em se conformarem, de qualquer modo, a um novo hábito que tem por nome Eternidade.

O que quer que se manifeste no corpo de vocês, o que quer que se manifeste em seus envelopes sutis, todas essas manifestações são apenas o reflexo desta interação e da cessação de um plano de Vibração substituído por um outro Plano de Vibração, muito mais leve, muito mais Luminoso, muito mais, também, indiferenciado: o que a consciência vai chamar seu próprio fim.

Quer seja a consciência pessoal ou a consciência do Si, trata-se exatamente do mesmo processo que, do ponto de vista da personalidade, como do Si, será sempre interpretado (e vivido) como a cessação da própria consciência. Cessação da consciência assimilada pela própria consciência como o desaparecimento, a morte ou qualquer coisa onde não há mais, efetivamente, solução de continuidade.

Aceitar a ausência de continuidade da consciência habitual e conhecida (quer ela esteja em meio à personalidade ou em meio ao Si) é, certamente, durante este período, o melhor modo de viver e de antecipar o que vocês São, antes do Retorno total e completo da Luz, visível no nível dos sentidos.

Visibilidade no nível dos sentidos não quer dizer somente visual, mas claro, pelo conjunto dos sentidos: quer seja pelo Som ouvido no Céu, na Terra e em vocês, quer seja pelas percepções Vibratórias ou de circulação de energia, vindo modificar o próprio equilíbrio de vocês.

O que quer que aconteça, se vocês não procuram aí uma explicação ou uma causalidade, extremamente rápida, vocês se darão conta, em meio à consciência, que há algo de inteiramente novo, de inteiramente diferente. Quer vocês chamem isso de desapego, quer vocês chamem de ausência de emoção, quer vocês chamem a pacificação do mental; tudo, sem exceção, concorre a se reajustar à nova frequência do corpo etérico.

Este corpo etérico novo é, muito exatamente, o que é nomeado o Éter de Fogo ou, se vocês preferem, em linguagem suméria original silábica: KI-RIS-TI. KI-RIS-TI ou KIR-IS-TI. Isso corresponde, se vocês quiserem, a uma Transmutação. Esta Transmutação muda, de qualquer modo, a própria textura da matéria visando a torná-la mais leve. Se eu lembro a linguagem alquímica: é a transformação de chumbo em ouro.

A transformação do chumbo em ouro necessita a presença de um certo número de elementos chamados catalizadores, cuja presença basta para desencadear a transmutação. O catalizador não é a consciência, o catalizador é, justamente, o que resulta da interação entre o Fogo da Luz Vibral, no nível do Éter Primordial chegando na Terra por ocasião do alinhamento galáctico, ao mesmo tempo que os sinais celestes os devolvem a sua própria Dupla Eternidade.

Esse mundo em que vocês estão colocados vive, pois, uma expansão. Esta expansão concerne tanto ao átomo quanto à célula e ao corpo. Expansão que permitirá, por sua vez, em um dado momento, pôr fim ao próprio senso de expansão, pelo desaparecimento do ponto de partida. O ponto de partida da expansão corresponde ao ponto habitual de consciência de vocês.

Quando o hábito se desagrega, quando o conjunto dos marcadores (que lhes são habituais e ordinários) parece escapar sob seus pés, sob seus olhos, em sua própria consciência, então vocês podem estar seguros e certos que para onde vocês se dirigem é o Retorno da Luz e da Eternidade de vocês.

O conjunto das circunstâncias prévias, vividas desde muitos anos, bem antes das Núpcias Celestes (quer seja pelos testemunhos vividos durante o vigésimo século por alguns Anciões, por algumas Estrelas e por outros que não fazem parte das estruturas organizacionais temporárias que nós colocamos para essa Transição), proporcionaram inúmeros meios de assegurarem-se no nível mental (ndr: “Núpcias Celestes” é o nome dado às intervenções de MIGUEL de 17 de abril a 12 de julho de 2009). (Nota MM: Estamos organizando para disponibilizar em breve, todos os links das "Núpcias Celestes".)

Mas, lembrem-se que o fato de sentir-se seguro não basta para viver o que eu chamaria a Transcendência de uma certa forma mental e de mentalidade. Esses mecanismos precisos, vocês (e somente vocês) podem vivê-los, claro, com nossa Presença a seu lado, pelo fato de lhes ter chamado, pelo fato de ter-nos tornado perceptíveis a seu lado esquerdo que é, de qualquer modo, o catalizador deste Encontro Último consigo mesmos.

O mais difícil, para a consciência, qualquer que ela seja, é admitir (e conceber) que possa existir outra coisa além dela mesma, que possa existir qualquer coisa de invisível que ela nunca poderá atingir, seja qual for seu estado de expansão.

Integrar isso (do fato mesmo dos movimentos da consciência de vocês, do fato mesmo do deslocamento de seus hábitos) é certamente a via mais adequada para viver, de agora em diante, o que vocês têm a manifestar, a encarnar, a viver e a Ascensionar.

Lembrem-se também que na Terra, a título coletivo, existem o que nós chamamos as resistências à Luz. Essas resistências à Luz não estão, hoje, tão ligadas à ação das forças opostas à Luz, mas bem mais, ligadas aos pesos do hábito, das experiências de vida, das experiências de encarnação e de reencarnação que ocultaram (como isso foi especificado), de qualquer modo, pelo próprio hábito, o que vocês São, em Verdade.

Sair do hábito, enfrentar o Desconhecido, é aceitar a possibilidade do Desconhecido. Aceitar a possibilidade do Desconhecido e do próprio fim da consciência é permitir-se verificar (nesta forma e mesmo neste mundo, onde vocês estão) o que vocês São, em Verdade.

Esta verificação não é nem lógica, nem mental, nem astral, nem causal. Ela ultrapassa, largamente, o âmbito da causalidade. A ação do Fogo do Éter (magnificado e amplificado pela Onda da Vida, pelo Canal Mariano, pela Porta KI-RIS-TI e pelo Apelo de um dos Anciões ou de uma das Estrelas) realiza as condições ideais para permiti-los atravessar o que lhes parece, do ponto de vista da consciência, intransponível.

Cada dia, cada hora, cada Alinhamento, cada estado modificado de sua consciência habitual, será um passo a mais para sua Eternidade. Quer haja aceitação, quer haja recusa, quer haja medo, quer haja cólera, quer haja negação; isso não mudará estritamente nada.

À maneira de vocês, qualquer que seja seu tipo de reação, seu tipo de comportamento, seu tipo de energia; o conjunto do que se manifesta, ultrapassado o primeiro olhar, os conduzirá inexoravelmente para a Verdade. O Choque da Revelação da Luz não passa mais pelo filtro da cabeça (como eu os lembro), uma vez que o Supramental chega agora, diretamente no nível do chacra do coração: quer seja sobre o centro do chacra do coração ou, ainda, por uma das Portas chamadas: UNIDADE, AL, ATRAÇÃO, VISÃO ou KI-RIS-TI (ndr: esquemas abaixo).

Seguidamente, essas Portas agem em conjunto e lhes permite, pela atividade da Lemniscata Sagrada, desdobrar o centro do Centro, como se vocês retornassem, de qualquer modo, um tantinho a fim de ver o que há do outro lado. Do mesmo modo, vocês entenderão que este outro lado é apenas um artifício construído pela consciência que lhes permite diferenciar o que vocês chamam de vida do que vocês chamam de morte; o que vocês chamam de encarnação e o que vocês chamam de desencarnação.

Mas, definitivamente, somente a personalidade e a alma participam desta alternância de encarnação e de morte. O que é a Verdade, além das aparências é o que vocês São, em Eternidade, não participando em nenhuma encarnação, como em nenhuma morte, como em nenhum início, como em nenhum fim. Realizar isso e ver, e sentir, eu diria, com os olhos da alma, permite-lhes de maneira inegável de dirigirem-se, cada vez mais facilmente, além dos hábitos, além do conhecido, para encontrar a Liberdade e a Autonomia, muito além, simplesmente, da Liberdade e da Autonomia da consciência, mas bem mais, a Autonomia do Amor.

A Autonomia do Amor é, justamente, não mais depender de nenhuma circunstância, de nenhuma Dimensão, de nenhuma experiência, de nenhum estado, de nenhuma dificuldade como de nenhuma facilidade. A imobilidade da consciência, a imobilidade do estado extremo de expansão da consciência (correspondendo ao que fora chamado Comunhão, Fusão, Dissolução e Deslocalização da própria consciência) permite-lhes, através da experimentação de estados prévios, aproximá-los, sempre mais, do centro do Centro.

Assim, pois, ao invés de se irritar ou de reagir a uma manifestação mórbida, a uma manifestação difícil (em qualquer plano que seja), se vocês aceitam observar isso, não na passividade, mas naquele que observa além do olhar, além das ideias, além dos pensamentos, o que acontece em sua própria vida, vocês serão, neste momento, surpreendidos pela irrupção da Luz Vibral sobre aspectos de suas consciências, desse corpo, como dos envelopes sutis, que lhes eram desconhecidos até agora.

Assim, viver o Desconhecido é estabelecer-se além de toda consciência, além de toda manifestação e além de toda Dimensão, como de toda Origem Estelar. A única Paz durável, chamada Shantinilaya, não pode se encontrar senão aqui e em nenhuma outra parte. E é vivendo-a que vocês entendem o que eu chamaria, do ponto de vista do Absoluto, o absurdo e a inutilidade da encarnação, como de toda noção evolutiva, como de toda noção de Deus, exterior ou Interior. Não haverá mais nada a projetar. Não haverá nenhum objetivo, nenhum caminho a percorrer, nenhuma distância: tudo tornar-se-á imanente, intemporal e não localizado.

Aí se encontra a essência real, e a manifestação, além da manifestação, de algo que não aparece em nenhum lugar, nem em uma Dimensão, nem em um tempo, nem em um espaço, nem em uma forma ou outra. Como isso foi explicado, dito e redito (e talvez, por alguns de vocês, percebido): não existe nenhuma diferença entre o que eu Sou e o que vocês São. Não há tampouco entidade chamada IRMÃO K, do mesmo modo que não há entidade chamada pelo seu nome e sobrenome, ou ainda, pelo seu nome de alma, ou ainda, por seu nome de Eternidade. Viver isso põe fim, definitivamente, a toda Ilusão.

Todavia, como vocês o vivem hoje (para aqueles que o Realizaram), vocês estão presentes em meio a uma forma. Mas, nada desta forma, como nada deste mundo, nunca mais poderá (neste momento e somente neste momento) interromper, alterar ou falsificar o que vocês descobriram, isto é, o que vocês São, além de todo ser.

Assim, o movimento aparente concorre para a imobilidade. Os deslocamentos aparentes concorrem para a ausência de deslocamento. O que vocês não podem apreender, na lógica humana, virá de uma lógica transcendental ligada à própria vivência, além da expressão da consciência e da percepção da consciência.

Não há, no sentido humano, garantia possível concernente a este estado, do qual nada pode ser dito uma vez que ele não é um estado e compreende a totalidade dos estados, transcendendo-os. Mas, simplesmente, a certeza absoluta onde não existe mais o mínimo lugar para a mínima dúvida, a mínima interrogação concernente ao que vocês São, o que vocês se tornarão, porque não há nada a ser além disso, não há nada a tornar-se além do que vocês São, em Eternidade.

Um processo de aquiescência, vivido em consciência (que não depende de nenhum protocolo, de nenhuma circunstância anterior), os permitirá viver, pela Paz interior em seu estágio mais avançado, esta Beatitude própria a todos os seres que os precederam nesta Terra e que manifestaram, seja qual for a corrente da qual eles são oriundos, este estado de Plenitude, este estado de Absoluto, este estado de Beatitude, que não depende de nenhuma circunstância tanto Interior quanto exterior.

Vocês estão prometidos a isso. A reminiscência disso, pela sua vivência, é diretamente oriunda da expansão da Terra e do Sol. Expansão que está em curso: ela está em curso em vocês, ela está em curso no exterior. O movimento é a característica do Elemento Ar. Esse movimento do Ar é diretamente impulsionado (como vocês sabem), desde pouco tempo, pelo Arcanjo URIEL, que é o Arcanjo da última Hora, da Última Passagem, da Reversão e Anjo da Presença.

A ação de URIEL pode ser definida, à primeira vista, como uma ação de um Arcanjo exterior a vocês, vindo ao seu encontro no seio do Canal Mariano ou, diretamente, pela Porta Estreita, ou ainda, pela Porta Posterior do Coração (ndr: Porta KI-RIS-TI das costas). O que quer que isso seja, em um dado momento deste Encontro e desta alquimia, vocês apreenderão que vocês mesmos também são (do mesmo modo que URIEL lhes disse) tudo isso. A ausência de distância, a ausência de movimento, a ausência de deslocamento, a ausência de expressão e de manifestação traduz-se, exclusivamente, por Shantinilaya.

A Onda da Vida, que era Êxtase, torna-se Beatitude. O Fogo do Coração torna-se Última Presença a si mesmo, momento em que o Si se contempla em seus últimos sobressaltos e em suas últimas interrogações em relação ao Absoluto. A mitigação das interrogações (e a cessação delas) não pode ser obtida através de vocês, nem do seu mental, uma vez que o princípio mesmo do corpo de vocês, como deste mental (eu os lembro) está baseado sobre a ação/reação no meio da própria Ilusão.

Assim, pois, o testemunho direto do que vocês São não é a expansão da Terra através de datas e da ação dos Elementos (mesmo se isso é real em vocês), mas, simplesmente, a qualidade em se estabelecerem na imobilidade de Shantinilaya. Esta imobilidade não deve ser tomada no sentido literal (ela pode sê-lo em alguns casos) mas, o mais frequente, ela concerne, diretamente, aos movimentos nos envelopes sutis, correspondendo tanto ao nível do Éter quanto do corpo astral, corpo mental ou ainda, corpo causal. Assim, presente em meio a uma forma e deste modo vocês porão fim, instantaneamente, às ilusões que foram chamadas evolução, mestre, Deus, carma ou outra.
Vocês descobrirão a Verdade nua e esta Verdade nua não necessita de palavras porque ela se basta a si-mesma. Esta Verdade nua, esta Verdade absoluta vem opor-se às verdades relativas do sentido de uma existência. No seio desta Verdade absoluta há bem mais que a Alegria: há esta Beatitude, esta Paz a nenhuma outra comparável, que não depende de nenhuma circunstância exterior, como de nenhuma circunstância Interior.

Vocês notarão, então, que quaisquer que sejam as Vibrações percebidas, qualquer que seja sua presença, qualquer que seja sua ausência, qualquer que seja seu humor, qualquer que seja o que vocês têm a fazer no que a vida lhes pede nesta Terra (por seus compromissos, por suas profissões, por suas relações sociais), quaisquer que sejam os setores, vocês notarão que neste momento vocês permanecerão na mesma Paz.

Indo até o extremo, eu poderia dizer que vocês poderiam estar encolerizados, sem por isso sentir a cólera e não ser afetados pelas manifestações concernentes ao efêmero deste corpo, como do Si. Vocês estão definitivamente, neste momento, fora de todo efêmero, como fora do Si. Não é algo que vocês possam contemplar, não é algo (como isso foi dito) que vocês possam experimentar e retornar a uma situação anterior. Essa Passagem, de qualquer modo, é uma Passagem sem retorno.

É uma Liberdade que não tem nada a ver com o que lhes é proposto no seio desse mundo, quaisquer que sejam seus meios (sejam meios ditos financeiros, materiais, afetivos ou, mesmo ainda, meios ditos espirituais) ligados à aquisição de certos poderes como, por exemplo, intuição, carisma, compaixão ou os poderes da alma, de maneira mais geral.

Assim, este período é extremamente propício (e se tornará cada vez mais, a partir da abertura do último mês deste ano), permitindo-lhes realizar o que, até agora, por uma razão que lhes é própria, que lhes é particular, não pôde ser realizada. Vocês não têm de se preocupar com uma qualquer Realização, vocês têm simplesmente que levar sua vida na maior Humildade e Simplicidade e vocês verão, por si mesmos, que a ação da Luz, bem mais que sua própria Inteligência, virá varrer o que deve ser varrido, tanto no Interior de vocês quanto no exterior, no conjunto dos setores de suas vidas.

Enquanto vocês se questionarem para saber se vocês devem meditar mais, estar mais Alinhados ou enfrentar suas obrigações, isso significa que vocês ainda estão em movimento. Desde o instante em que vocês se aproximam do centro do Centro, de diferentes maneiras (e eu deixarei, para isso, a Estrela
NO EYES se expressar, à sua maneira particular, concernente a esta abordagem do centro do Centro), vocês constatarão por si mesmos, que o que quer que lhes aconteça, sem nenhuma exceção, como o que quer que aconteça a esse mundo sobre o qual vocês estão colocados, vocês não serão afetados de maneira alguma.

Do mesmo modo que SNOW lhes disse que os Elementos e os Cavaleiros não poderiam alterar o que quer que seja do que vocês São, é exatamente a mesma coisa em relação ao Fogo do Absoluto, ao Fogo do Amor que já se derrama, atualmente, sobre esta Terra e que sobe das profundezas da Terra (ndr:
intervenção de SNOW de 01 de setembro de 2012).

Resta-lhes, a vocês também, de qualquer modo, efetuar esta junção Interior-exterior, alto-baixo, quaisquer que sejam os nomes e apelações que vocês formulem em relação a isso. Quer vocês falem de consciência limitada ou de consciência ilimitada, ou ainda da a-consciência; o resultado será estritamente o mesmo.

Desde o instante em que vocês aceitam observar, olhar, agir e não estar implicados na mínima lógica, habitual e formal, da vida, isso reforçará o que vocês São, em Eternidade, em detrimento, é claro, do que vocês são em meio do efêmero. Dito de outro modo: o estado de borboleta tornar-se-á cada vez mais aparente. E é desta maneira que a maioria de vocês que seguiu o que eu chamaria, talvez, uma via espiritual, uma via energética ou uma via da consciência, conseguirá ultrapassar e transcender as ilusões e os limites que ainda são os seus, aí onde vocês estão, atualmente.

Quanto a todos aqueles de nossos Irmãos e Irmãs encarnados que estão estabelecidos no Absoluto: viver a Paz, viver a Morada da Paz Suprema é uma evidência cada vez mais confortável a viver. Isso se traduz por uma equanimidade da consciência, uma equanimidade das emoções, o desaparecimento da preeminência do mental, a capacidade cada vez maior de ser o que a personalidade poderia definir como sendo o nada, como sendo o vazio absoluto, a ausência de movimento e a ausência de consciência. É aí que vocês serão o mais Presente para vocês mesmos, para sua própria Eternidade.

O que se desenrola e se desenha (através dos sinais visíveis tanto em vocês como na Terra e no conjunto do sistema solar) não poderá mais ser ocultado por muito tempo, assim como pela consciência de vocês e pela consciência coletiva, no nível dos diferentes sistemas de confinamento que pode ainda resistir à ação da Luz.

A amplificação dos movimentos, quer eles sejam dos Elementos sob a ação do Ar, quer seja a manifestação do Fogo, como da Água: disso resultará exatamente a mesma coisa no Interior de vocês. O que a personalidade poderia chamar um sismo, uma destruição, é claro, o que vocês São chama de Retorno.

Este Retorno não é, em nenhum caso, um desaparecimento da vida (como nós sempre lhes dissemos), mas, bem mais, o Nascimento para a Verdadeira Vida, para a Vida Eterna, para a Vida do que todos nós Somos: Amor, Luz, Eternidade e Beleza. Lembrem-se que o melhor terreno (e a melhor argila) de sua própria experiência acontece no campo de sua consciência.

E é através desse campo da consciência (qualquer que seja sua expressão) que vocês poderão, através dos diferentes movimentos, aproximarem-se, sempre mais, do centro do Centro. Qualquer que seja a facilidade (ou a dificuldade) lembrem-se que o sentimento de facilidade (como o de dificuldade) virá somente, sempre, da expressão pessoal da consciência, no seio de seus próprios limites.

Se vocês conseguirem transcender isso (e a melhor maneira de chegar a isso é, efetivamente, de ficar Tranquilo) haverá uma espécie de sideração das emoções, do mental, dos envelopes mais sutis (como o causal), como uma sideração do corpo físico ou, ainda, uma sideração do corpo etérico sob a ação do Fogo do Éter, que lhes dará a viver (de maneira cada vez mais ampla, eu diria também, cada vez mais segura) a Realidade do que vocês São.

Neste momento, vocês não serão mais dependentes nem de uma circunstância exterior, nem de um estado Interior de sua consciência. Vocês estarão estabelecidos no centro do Centro, no Absoluto com uma forma. Qualquer que seja esta forma (esta ou uma próxima), isso para vocês não fará nenhuma diferença. Haverá uma Transcendência do conjunto das memórias. Haverá um apagamento do conjunto do que é efêmero, sem nenhuma dificuldade, sem nenhum remorso, sem nenhuma dificuldade em largar ou em Abandonar o Si.

Nesse momento, aproveitem, pois, os Apelos: Apelo da Luz, cada vez mais insistente, cada vez mais violento, cada vez mais intenso, mas ao mesmo tempo pleno de Amor cada vez mais e de certeza de Luz, pois vivido enquanto Luz. Isso só complementa o que eu tinha a acrescentar concernente ao conjunto de minhas últimas intervenções.

Irmãos e Irmãs, presentes aqui e alhures, então, é no Silêncio e na Paz que eu terminarei minha intervenção, unindo-os todos nós, em meio à proximidade, para vocês, a mais imediata, deste coração do Coração, ou do centro do Centro, a câmara mais íntima do Coração. Então, se vocês quiserem fechem os olhos e instalem-se em uma respiração serena, sem procurar dirigi-la a nenhum lugar do corpo.
 
...Compartilhamento do Dom da Graça...

IRMÃO K os saúda.

E eu lhes digo: até uma próxima vez.

Até logo.





Áudio da Mensagem em Português
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     Nota:    
 
 
Triângulo do Fogo
 
 

 
Chacra do Coração
 

 
AL, UNIDADE, ATRAÇÃO, VISÃO
 

 
KI-RIS-TI
 
 

 
Lemniscata Sagrada
 
 
 
 
 
 
Mensagem de IRMÃO K,
pelo site Autres Dimensions
em 24 de novembro de 2012





Rendo graças às fontes deste texto:
Tradução para o português: Dionéia Lages

UM AMIGO - 24-11-2012 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
UM AMIGO
24/11/2012
 
 
Eu sou UM AMIGO. De meu Coração para o Coração de vocês, em Comunhão e na Paz, na Alegria do Amor. Vivamos um instante de Fusão, no coração do Coração.

...Compartilhamento do Dom da Graça...
 
Irmãos e Irmãs em humanidade, minha intervenção, hoje, está diretamente ligada, pelas palavras e pela Vibração, ao que pode representar a consciência, substituindo esta consciência em seus diferentes componentes em relação ao que foi chamado a a-consciência ou ainda Absoluto ou ainda Parabrahman.

O desdobramento do Coração Ascensional, a Ascensão da Terra, assim como a de vocês, inscrevem-se em suas vivências (ou não, no momento), segundo o lugar em que vocês estão manifestados, segundo o lugar para onde vocês olham e segundo a qualidade, eu diria, da expansão, do desaparecimento, de sua própria consciência.

Nós devemos, para isso, se vocês quiserem, retornar à própria fonte da consciência. A consciência é sempre uma manifestação, uma expressão, um sentimento, uma percepção, ligados aos campos de experimentação da própria consciência: percepção do ambiente e definição de um ponto de vista em relação a um outro ponto de vista.

Existe uma consciência limitada, fragmentária e parcelar que é aquela do modo de expressão da consciência em meio a esse mundo da Terra. Existe uma consciência que eu tinha exprimido (desde já, à época, dando-lhes o Yoga da Eternidade) como: consciência igual Vibração
.

As manifestações Vibratórias que lhes foi possível viver (durante esses anos e ainda agora) lhes permitiram constatar que existia uma adequação, perfeita e total, entre o estado da expressão desta consciência e o estado das Vibrações percebidas e vividas nesse corpo, bem como muitas experiências vividas possivelmente fora desse corpo (quer seja em Estado de Ser, quer seja em sonho, quer seja quando dos diferentes Samadhi ligados ao Si).

Tudo isso desembocou em mecanismos Vibratórios intensos dos quais muitos de vocês são portadores hoje (tremores do corpo, variações térmicas, variações fisiológicas dos mecanismos de funcionamento e de percepção mesmo da consciência), estendendo-se bem além do que era norma correntemente admitida, anteriormente, deste período particular ligado à preparação da Ascensão e à própria Ascensão.

Desde menos de 01 ano do tempo Terrestre de vocês, foi-lhes adiantado algo que ultrapassa toda consciência porque inscrita, justamente, na não expressão e na não manifestação de uma consciência (qualquer que ela seja, em meio a este mundo como em meio ao Estado de Ser).

Não existe, como isso foi definido, solução de continuidade ou de passagem, permitindo-lhes ir de um ponto a outro, exceto entre a consciência limitada e a consciência Unificada. Mas, mesmo a consciência Unificada pode representar, em definitivo (como isso lhes foi explicado de diferentes modos, e como possivelmente vocês viveram-no), uma total oposição com o Absoluto, o Parabrahman, ou a consequência que é Shantinilaya.

A acentuação da percepção Vibratória podia confinar, durante esses últimos tempos, quando do desdobramento do Coração Ascensional de vocês, a mecanismos Vibratórios e tremores tomando o conjunto da caixa torácica ou o corpo todo. A vibração da própria consciência é, pois, de todo modo, modificável para atingir uma espécie de limite de expansão correspondente, no nível de seus envelopes sutis, ao que foi chamado o Corpo Causal, ou se vocês preferem, a heliosfera do Sistema Solar.

O último confinamento ligado ao corpo causal (e, logo, à causalidade da ação/reação) está, aí também, inscrito em meio a um mecanismo Vibratório. A amplificação da Vibração, da percepção clara e consciente dos diferentes níveis Vibratórios do ser que anima esse corpo, vai, em dado momento, (correspondendo ao que foi chamado o Abandono do Si, a Crucificação e a Ressurreição, ou o Renascimento, se vocês preferem), acompanhar-se de um desaparecimento instantâneo do conjunto das Vibrações.

É justamente neste momento (quando a Vibração foi possivelmente vivida e possivelmente cessada) que a consciência não acha mais como se exprimir, se manifestar, segundo um quadro de referência, conhecido ou desconhecido, ou ainda a se manifestar em uma Dimensão ou em outra.

Essa Passagem (que não é uma, uma vez que não há solução de continuidade ou, se vocês preferem, o que é a mesma coisa, ativação do coração do Coração, ou do centro do Centro), chamada a Porta Estreita corresponde muito precisamente à Vibração do Timo, ou ainda do que foi chamado o 9º Corpo ou ponto ER do peito.

A ativação do ponto ER do peito é, ao mesmo tempo, implicado na realização do Si (chamado o Despertar) e também no desaparecimento deste Despertar, não retornando ao sono, mas sim levando à verdadeira Liberdade, traduzindo-se pela movimentação da Lemniscata Sagrada, pela movimentação da Vibração celular, pela movimentação do Canal do Éter, da Onda da Vida, ou ainda do Canal Mariano em vocês, ou ainda pelo Fogo do Coração.

O conjunto desses processos de percepção Vibratória os leva, em um momento preciso que lhes é próprio (aguardando o momento coletivo), a atravessar as limitações de qualquer encarnação, como de qualquer mundo, como de qualquer Dimensão.

Vocês sabem que nada pode ser dito disso, porque isso não concerne uma manifestação qualquer, uma expressão qualquer da consciência, mas sim seu desaparecimento total. Do ponto de vista da personalidade, como da alma (inscritas em uma consciência mais ampla), isso, representando o fim da consciência, põe fim, pois, à experiência da consciência, mas não ao que vocês São.

Do ponto de vista da personalidade, como do ponto de vista da alma, esse ponto de Passagem (que não é uma Passagem), esta Porta Estreita, ou o centro do Centro, representará sempre, para vocês, o medo e o nada porque pertencem ao que não lhes é conhecível nem conhecido, deste lado do Véu. Somente passando para o outro lado (pela cessação da manifestação do Si, como da personalidade, que não é uma negação, mas um princípio de Transcendência e de ultrapassagem) que lhes aparecerá, pelo ímpeto da Onda da Vida, o que vocês São, em Verdade, além de toda consciência (pontual, localizada ou deslocalizada).

Viver isso é viver o que nós chamamos Shantinilaya, porque viver isso os conduz a experimentar não a Paz, mas o estabelecimento da Paz, de maneira permanente, imutável, indefectível e que se amplifica dia a dia.

Enquanto vocês giram (se eu posso me expressar assim) em torno do centro do Centro, isso significa simplesmente que existe, em vocês, no seio da consciência (seja ela limitada, fragmentária, como consciência expandida do Si ou ilimitada), elementos chamados de resistência, de oposição ou de confrontação à Luz que vocês São.

Esses elementos podem pertencer tanto aos últimos medos da personalidade vindos à tona atualmente como ao apego ao próprio Si, ou seja, a Luz vivida como exterior, como objetivo, como meta, como ideal e não como Verdade eterna que não depende de nenhuma distância, de nenhum tempo, de nenhuma evolução.

Vocês devem passar esta Porta Estreita. Essa Passagem (que não é uma Passagem) foi chamada o centro do Centro ou Porta Estreita, em referência ao momento em que é preciso deixar tudo o que vocês se atém, mesmo a expressão do Si, mesmo a expressão de sua consciência a mais infinita e a mais ilimitada.

Enquanto vocês permanecem no nível da personalidade ou do Si, este aspecto de não consciência, ou a-consciência, representa e representará sempre (tanto para a consciência fragmentada quando para a ilimitada) um paradoxo, algo de antinômico, algo que evoca o nada, o vazio e, sobretudo, o medo arquetípico da perda de si mesmo. É este medo que lhes é dado a viver, que lhes é dado a estar confrontado.

Segundo os movimentos que vocês mesmos manifestam, em meio à sua consciência em relação a esta a-consciência, traduzem-se em vocês momentos cada vez mais rápidos e fugazes de expansão e de contração. Se a expansão tende a tornar-se muito importante, fazendo partir e voar em brilhos os últimos limites do confinamento devidos a sua presença na Terra, neste momento, se restabelecem (como, talvez, vocês o vivem) sensações de laços no nível dos punhos e das virilhas impedindo-os literalmente de desdobrar o Coração Ascensional além deste universo.

Isso foi colocado a fim de permitir-lhes oscilar em torno desse ponto central, a fim de aproximá-los o mais possível. O ponto mais próximo foi definido, no seio da consciência, como a Infinita Presença ou a Última Presença, representada pelos diferentes Samadhi e, em particular, o Maha Samadhi da consciência Turiya.

Colocar fim a isso (não por um ato de vontade ou de decisão, pessoal ou da alma, mas sim por uma rendição sem condição à Luz) os faz viver o que não é uma Passagem, mas que, contudo realiza a oportunidade de estabelecê-los no que foi chamado Absoluto na forma.

Vocês estão simplesmente inscritos em uma forma que vocês sabem e reconhecem como efêmera. Vocês estão inscritos em uma manifestação da consciência (quer ela seja ampla ou restrita) que também (mesmo em seu aspecto ilimitado e mais expandido possível) lhes aparece como efêmera e não eterna. Com efeito, nenhuma consciência (qualquer que ela seja, mesmo a mais ampla em meio a esse mundo) não pode revelar outra coisa além de seu aspecto ilimitado. A própria consciência ilimitada permite estar ligada ao conjunto das dimensões, ou seja, de não mais estar localizada, tributária de uma forma, de um tempo ou de um espaço. Mesmo se existem (se podemos dizer) outros tempos, outras formas, outros espaços, que lhes apareceriam, do ponto de vista de vocês, como ilimitados.

Esta ilimitação não é a Eternidade: ela é uma aproximação, uma condição primeira. A refutação da Vibração, como a refutação do Si (não mais levada de modo longo, por uma pesquisa exaustiva e um princípio de refutação do que é efêmero, mas sim como a aceitação total e incondicional da Luz) os conduz a ser o que vocês São, na Eternidade, ou seja, o Absoluto, que contém e manifesta a Luz.

A analogia que nós podemos encontrar na presença do mundo de vocês seria o que foi chamado o elemento central representando a Fusão dos quatro Elementos (chamado o Éter). O Éter da Terra foi rarefeito e amputado, de diferentes modos, não lhes dando possibilidade de conceber, de perceber o que há além da consciência.

Somente um evento maior (este evento maior que pode ser definido mesmo como traumatizante pela própria consciência) deve se produzir a fim de fazê-los (se já não foi feito) descobrir (qualquer que seja o objetivo, qualquer que seja a finalidade, qualquer que seja o desejo de vocês) o que vocês São, além, justamente, de qualquer desejo, de qualquer finalidade e de qualquer objetivo. Isso pode representar uma carga emocional e uma angústia importantes para os que não o viveram.

Vocês sabem, a Liberação está diretamente ligada à ativação total das estruturas Vibrais presentes nesse corpo, bem como seu desaparecimento, pelo princípio da Unificação Elementar. A ação da Onda da Vida, bem como do Canal Mariano e do Coração Ascensional, permite, para o conjunto da humanidade, realizar (nas condições que eu qualificaria de ideais) essa Passagem, que não é uma Passagem.

Qualquer que seja o destino de vocês, qualquer que seja o que vocês supõem como evolução, como transformação e como Ascensão, a passagem para este Absoluto (do ponto de vista de vocês, enquanto que nada, vazio, fim da consciência) põe fim a um certo número de ilusões concernentes à própria consciência (quer ela seja limitada, fragmentária ou ilimitada).

O Absoluto contém todas as experiências, mas não é nenhuma experiência, em particular. Passar da consciência Desperta à consciência Liberada e à própria Liberação, passa bem, efetivamente, pela passagem dessas diferentes etapas chamadas Choque da Humanidade, a título individual e, enfim, coletivo.

O conjunto da ação dos elementos se produz, antes de tudo, sobre o que é observável. Eu não retornarei sobre isso porque aquele que tem olhos para ver, orelhas para ouvir e um intelecto como ferramenta que lhe permita se informar, está em condições de achar o conjunto das modificações da consciência da própria Terra, assim como de sua expansão (bem real) precedendo sua Ascensão.

O que se passa na Terra, se passa em vocês. Alguns de vocês, tendo liberado sua própria consciência dela mesma (isto é, estando estabelecidos Absolutos e manifestando, pois, Shantinilaya) são, como vocês sabem, os Liberadores da Terra que, por sua presença, permitem à consciência de se expandir sempre mais.

O limite da expansão da consciência ilimitada não é propriamente um limite, mas sim um Basculamento e uma Reversão, que se produz pelo centro do Centro, permitindo-lhes passar ao outro lado do Véu, do conjunto dos Véus (quaisquer que sejam: astral, mental, ou causal). Isto está diretamente ligado à capacidade de vocês de não mais interrogar a própria consciência.

Os elementos lhes foram dados. Os apoios sobre os quais vocês podem se apoiar, com força, foram representados (e são sempre representados) pela Humildade, a Simplicidade, a Transparência e a Infância. Aplicar isso no nível de sua vida, de maneira natural e simples, pode favorecer o desaparecimento das oscilações entorno desse centro do Centro, dando-lhes uma estabilidade, em um primeiro tempo, de sua consciência. É no seio desta estabilidade (feita de não-movimento, de não-percepção, de Alegria extrema) que pode produzir-se a vertigem do Vazio e do Nada (através do Abandono de seus próprios apegos à sua própria personalidade), que pode se realizar a Fusão da Onda da Vida com o Fogo do Coração, com o Canal Mariano, permitindo-lhes estabelecer-se além de todo estado, ou seja, no Absoluto.

O que se desenrola atualmente sobre a Terra, como em vocês, é uma espécie de confrontação, de justaposição e de superposição entre a consciência limitada de uma parte, e a consciência ilimitada de outra parte; e de um outro lado, entre a consciência ilimitada e o que nós chamamos a a-consciência (Absoluto com forma ou sem forma). Este Absoluto de que nada pode ser dito, uma vez que, propriamente falando, não existe mais percepção, definição de uma qualquer consciência, mas simplesmente seu reflexo, que é Shantinilaya.

Quanto mais vocês se aproximam do centro do Centro, paradoxalmente mais podem se produzir Vibrações intensas da consciência, até mesmo desestabilizantes, e, ao mesmo tempo, em superposição, algo de indefinível assemelhando-se a uma Paz ou a uma Alegria, mas imóveis.

É em meio da Imobilidade a mais total, no “permanecer tranquilo e nada fazer”, que se situa o desaparecimento da própria consciência, em prol da a-consciência. Tanto para a alma como para a pessoa, como para tudo o que é expressão da consciência, a não expressão da consciência não faz sentido.

Este é o ponto de vista da consciência, mas vocês não são simplesmente uma consciência que se exprime e se manifesta. Vocês são o próprio suporte desta consciência, situando-se, por essência e por definição, no montante, se eu posso me expressar assim, ou na finalidade, no aval, de toda expressão e de toda manifestação da consciência. Vocês não podem manter este estado por uma definição qualquer. Vocês não podem apreender disso outra coisa que, justamente, o que nós chamamos a Morada da Paz Suprema.

A Morada da Paz Suprema (qualquer que seja a consciência: limitada e ilimitada, presente ou não presente) não pode, em acaso algum, afetar o que quer que seja que vocês tenham vivido, o que vocês vivem, enquanto Shantinilaya. A consciência torna-se, então, o servidor não da vontade pessoal, não mais o da vontade da Luz (que representa o Abandono à Luz), mas sim a expressão de uma forma de Totalidade infinita, indefinida, indescritível, não localizável, não perceptível e não manifestada.

As oscilações da consciência, ou as diferentes passagens, de uma a outra, os estados até a Infinita Presença, são responsáveis (neste período de justaposição das diferentes consciências, como das diferentes roupagens da Terra, em vocês) do que podem representar as flutuações vividas como agradáveis ou desagradáveis, segundo o que é tocado, segundo o que é impactado.

Se vocês conseguem permanecer Tranquilos, transcender e ultrapassar a manifestação, qualquer que seja ela (eu digo bem: qualquer que seja ela), de sua consciência, quer seja na maior Alegria como no maior sofrimento, isso não fará nenhuma diferença. Existe, com efeito, algo que subentende a consciência, que não é manifestado, que não é expresso e é muito precisamente o que vocês São, quando da cessação de toda consciência, de toda individualidade, de toda personalidade, como de toda alma.

Vocês são (e nós lhes repetimos vária vezes) totalmente livres para estabelecerem-se onde vocês desejarem. Tanto mais que vocês não podem fazer (contrariamente à consciência, em seus aspectos limitados ou ilimitados) do Absoluto, um objetivo qualquer. Pois, toda noção de objetivo cria uma separação e uma distância e, pois, mantém a ilusão de um caminho a percorrer.

Enquanto vocês creem estar submetidos a um caminho a percorrer, enquanto vocês estão submetidos a uma consciência (quer ela seja a de sua personalidade ou sua história, quer ela seja mesmo a do Si), vocês ainda estão na Ilusão em relação à Verdade do Absoluto. É claro, as verdades, relativa e absoluta, são contextos que lhes foram amplamente explicados pelo Arcanjo ANAEL, mas também, em parte, por mim mesmo, como também por IRMÃO K.

Tudo isso são elementos que representam, de todo modo, marcadores e limites sobre o que representava, até agora, para vocês, um caminho de evolução, de transcendência ou de Ascensão. Realizar o que vocês São (além de tudo isso e além de toda consciência) põe fim à ilusão de um objetivo, à ilusão do tempo, à ilusão do espaço, à ilusão deste corpo. E o único testemunho disso será sempre (quando da aceitação, quando da ultrapassagem e da transcendência dos medos e dos apegos da própria personalidade): Shantinilaya.

Enquanto vocês se colocam a questão do Absoluto, vocês não estão nele. Do mesmo modo, enquanto vocês se colocam a questão da ilimitação da consciência, partindo do ponto de vista de sua consciência limitada, não existe praticamente nenhuma possibilidade, nenhuma possibilidade para que vocês realizem o Si.

O Si somente sobrevém pelo Abandono à Luz, quer este Abandono à Luz seja realizado pela amplificação Vibratória, pela experiência da quase-morte, pela meditação ou por qualquer outro processo, possível e imaginável (e eles são inúmeros).

Porém, o Si é ainda uma manifestação da consciência. Manifestar a a-consciência é estabelecer-se além de toda projeção, de toda manifestação, de toda percepção. A Vibração os conduz até aí, porque o Si era, até o momento, o melhor modo de realizar o que vocês São, pelo Abandono do próprio Si.

Hoje, pelo fato das circunstâncias da Liberação da Terra, pelo fato da ação conjunta dos Elementos (em vocês e na Terra) bem como da Fusão deles, levando-os ao que eu chamaria o Éter primordial, na falta de outro termo, aparece-lhes nesse corpo um certo número de modificações vividas com mais ou menos Transparência, mais ou menos facilidade e mais ou menos evidência.

No máximo, vocês aceitarão (como eu lhes repeti inúmeras vezes) permanecer Tranquilos face a isso, no máximo vocês realizarão o que vocês São, além de qualquer estado de consciência, de qualquer expressão dela mesma, de qualquer manifestação dela mesma. Encontrar isso é encontrar sua herança, é viver (talvez por antecipação) o Juramente e a Promessa dA FONTE.
Isso necessita ultrapassar um certo número de medos, mas essa ultrapassagem não pode se fazer, de modo algum, agindo contra esses medos.
Porque tudo o que vocês querem se opor, inevitavelmente se reforça.
Aí está o papel da consciência, pela Atenção e Intenção, de realizar e criar, real e concretamente, seu próprio papel, seu próprio mundo de manifestação que lhes é próprio. Isso foi levado em conta, porque foi testemunhado, de múltiplos modos, por inúmeros seres, durante o século XX, sendo testemunhado seja do além, seja de suas vidas ou de sua experiência no momento de uma experiência de quase-morte [EQM], ou ainda, de uma experiência espontânea.

Porém, o que se situa no nível deste invisível não pertence à consciência ilimitada. É o outro lado da moeda, mas vocês estão sempre na moeda e são parte interessada. Ir além é aceitar, em princípio e em Verdade, que tudo isso tem somente um tempo, é somente efêmero e que, como isso foi expresso, nenhum Efêmero da consciência os conduzirá à sua Eternidade. No máximo, poderá levá-los a viver a consciência infinita e ilimitada da expressão do Si, em seus aspectos mais bem-sucedidos.

A reminiscência dA FONTE, como a reminiscência do Absoluto, põe fim ao confinamento. A Onda da Vida espalhou-se pela Terra. É a própria Onda da Vida, por meio do Núcleo Cristalino da Terra, que reconectou o centro vital chamado Baço, à sua Eternidade, pondo fim à atração da alma para a materialidade e permitindo, realmente, não de renegar a Terra, não de renegar a materialidade, mas sim de conduzi-la a sua própria transcendência, a sua espiritualização, a sua elevação e a sua Ascensão.

O que acontece na Terra, no nível dos Elementos (como vocês o sabem e o vivem), se desenrola do mesmo modo em vocês.

Este período que vai se abrir em uma semana vai conduzi-los a experimentar, nesse corpo em que vocês estão, cada vez mais manifestações do Éter. Quer seja por modificações térmicas, múltiplas e fisiológicas, estas tornar-se-ão cada vez mais consequentes e os levarão, se já não é o caso, a reconsiderar o Absoluto, não como um conceito, mas mais como um impulso para deixar todo apego a qualquer Efêmero, a qualquer corpo, a qualquer pessoa, como a qualquer consciência, qualquer que seja a sua expressão e manifestação.

Isso não necessita nenhuma prática, nenhum exercício, mas simplesmente de deixar fazer o que se desenrola em uma ou no conjunto das estruturas que estão ativas em vocês. Como eu já exprimi, os diferentes yogas que eu lhes comuniquei permitiram focalizar a consciência em nós Vibratórios que permitiam a superposição progressiva do corpo efêmero com o Corpo do Estado de Ser.

A justaposição do Corpo de Estado de Ser e do corpo de personalidade os conduziu a viver o Si. A justaposição da Onda da Vida com o Si deve conduzi-los a abandonar o Si, se tal é sua Liberdade de estar.

Sem, todavia, fazer outra coisa que Abandonar o Si, não por um ato de vontade, não por uma ação da Luz dirigida a alguma parte em si ou ao exterior de si, mas sim como a vivência da evidencia da Inteligência da Luz, a vivência de seu sentido organizacional, de sua comunicação, de sua Radiância, de sua Irradiação, não levando em conta qualquer Atenção, qualquer Intenção, qualquer Ética e qualquer Integridade que foram, entretanto, necessárias para estabelecer o Si.

Ver a Ilusão não permite extrair-se dela, mas sim compreender suas regras, não mais do interior mas sim de um outro ponto de vista que é aquele seja da consciência ilimitada, de maneira mais fundamental e direta, pela presença do Absoluto, cujo testemunho será e permanecerá sempre, nesse tempo, o que nós chamamos Shantinilaya.

A Morada da Paz Suprema não é uma Alegria. É um estado de Paz intensa, que se traduz por processos de entorpecimento do corpo, podendo suceder a fenômenos de Vibrações ou de tremores de tal modo intensos que o corpo fica muito sensível, hipersensibilizado, até o momento em que, cessando toda atividade da consciência, vocês deixam desaparecer esta sensação.

Quando não existe mais percepção do corpo, quando não existe mais percepção da própria consciência, quando não existe mais a percepção de um tempo e de um espaço, de uma limitação ou de uma localização qualquer, então, o movimento em torno do coração do Coração pode, enfim, cessar. Pela Tranquilidade de seu ser, vocês descobrirão o não-Ser, o Absoluto que vocês São, de toda Eternidade, que jamais se moveu, jamais foi consciente, jamais se exprimiu e jamais se manifestou, em qualquer Dimensão que seja.

Esse desafio vocês são chamados a viver, isso lhes foi reafirmado, há pouco tempo: quer isso seja sob a forma de Choque, quer seja sob a forma de medo, de cólera, pouco importa. Virá, inevitavelmente (se já não o vivem), esta negociação com sua própria consciência, isto é, o momento em que vocês discutem entre o que vocês São, o que vocês creem ser e o que, possivelmente, vocês poderiam ser.

Essas oscilações em torno do centro do Centro são as interrogações da consciência. É em meio a este espaço de flutuação que se manifestam, em vocês, ao mesmo tempo, os sintomas corporais, como os sintomas do humor ou de seu comportamento. Sendo confrontados, vocês mesmos, a essas oscilações e esses movimentos (muito lógicos e muito justificados, pelo fato mesmo do princípio de superposição e de justaposição), então, neste momento, vocês saberão, de maneira indefectível, que vocês estão lá, quase completamente.

Basta, neste momento, distanciarem-se de qualquer manifestação da consciência, quer seja a Alegria, quer seja a cólera ou o medo, ou ainda a expressão do próprio Amor. Se vocês conseguirem ir, de todo modo, além disso, a atravessar isso, vocês constatarão que sempre estiveram do outro lado.

Neste momento, somente neste momento, vocês viverão o que quer dizer Shantinilaya, não mais como uma experiência, mas como um estado cada vez mais permanente, cada vez mais profundo, cada vez mais estável, cada vez mais imóvel, do que representa o seu Ser, aqui, nesse mundo, não mais dependendo de qualquer circunstância temporal, qualquer circunstância ligada a sua história pessoal, como esse corpo ou como ao conjunto dos diferentes setores da vida de que vocês levaram até agora.

Isso os conduzirá, então de maneira cada vez mais tangível para vocês, a ser o que vocês São, além de todo ser. Esse movimento, eu os lembro, é totalmente natural. Ir da personalidade ao Si necessitou um caminho (ou, em todo caso, a ilusão de um caminho) em meio a uma verdade relativa, tendo os levado a focalizar sua consciência e a viver experiências e estados cada vez mais intensos e cada vez mais marcados.

Como vocês, talvez, constataram, sua própria confrontação entre a consciência pessoal e a consciência ilimitada do Si permitiu-lhes criar um sentimento, talvez de expectativa, talvez de esperança, talvez de impaciência, até mesmo uma solução de rejeição dos processos Vibratórios, pelo fato que vocês não tivessem encontrado até agora, talvez, correspondência ou ressonância entre o que era vivido em vocês e o que vivia o mundo, de uma maneira geral.

Todavia, se vocês aceitarem largar também isso, e de largar, desse modo, também, todo ponto de comparação, todo ponto de justaposição e todo ponto de possível confrontação, então, vocês se fundirão no que vocês São, além de todo ser. O que acontece, nesse momento, não é, pois, nada além da observação, não mais das sombras (como foi o caso da clarificação pela Luz), mas sim de assistir em si mesmos o desenrolar da ação da Luz.

Seja se vocês veem a Luz e estão Despertos; seja se vocês percebem a Luz e estão, também, Despertos; seja se vocês tornam-se o que vocês São, em Eternidade, além de toda consciência, ou seja, a Luz e o próprio Amor. Neste momento não pode existir a mínima dúvida, a mínima interrogação, a mínima questão. Porque a resposta será sempre a Morada da Paz Suprema.

Várias Estrelas testemunharam, no curso desses anos. Vários místicos também trouxeram sua pedra ao princípio da Unidade e a este Absoluto que subentende tanto a Unidade como a Dualidade. Assim, sejam não mais somente atentos, não mais somente o observador do que acontece (tanto neste corpo como no mundo), mas tornem-se, realmente, esta Luz que parece chegar do cosmos, do centro da galáxia, do Sol, como também do Núcleo Cristalino da Terra.

Integrando esta tripla União vocês integrarão a tripla Liberação de vocês: a de Samsara (dos ciclos da reencarnação), dos ciclos da Ilusão e dos ciclos do Si. Vocês serão liberados do corpo, da matéria, da alma e viverão os domínios da Eternidade do Espírito e do Absoluto.

Eu torno a precisar esses elementos, a fim de bem fazê-los compreender que é diferente de integrar o Si por uma ascese e um caminho percorrido (mesmo se foram, para muitos de vocês, etapas indispensáveis).

Hoje, a Liberação da Terra, a aproximação do Centro Galáctico, bem como do que será visível, em muito pouco tempo em seus Céus, de maneira indiscutível e coletiva, vai permitir-lhes integrar este último Choque de compreensão do Efêmero em relação à Eternidade.

De compreensão e de vivência do que representa a consciência, em seus diferentes aspectos, em suas diferentes facetas e o que representa o que é a a-consciência, não como uma abordagem possível de experiências, mas, nós esperamos, para muitos de vocês, como um estado de fato já cumprido, já manifestado. Extraindo-se assim, de maneira definitiva, de tudo o que nós, Orientais, chamamos, desde séculos, de Maya.

Minha exposição é bem curta, porque é, antes de tudo, portadora desta Vibração da Infinita Presença. Se vocês têm (e nos resta tempo) interrogações em relação à própria consciência, eu posso trazer um esclarecimento suplementar. Mas, eu lhes peço para evitar a armadilha de me pedir para falar do Absoluto, do qual nada pode ser dito.
 
Questão: que fazer para viver esses estados de maneira permanente?
 
Justamente: nada fazer.

Isso foi explicado e demonstrado de múltiplos modos. Mas enquanto tu persistires em querer fazer ou em perguntar o que fazer, tu não podes Estar neles. O próprio sentido da existência desta questão, em ti (e não necessariamente dirigida a mim) traduz a lacuna. Esta lacuna é crer que há um “fazer”.

O próprio modo pelo qual tu colocas esta questão traduz a vontade de fazer. É justamente no aniquilamento de todo fazer e de toda vontade, realizado pela Crucificação e o Abandono do Si que se vive o Absoluto. Certamente não fazendo outra coisa. Eu os recordo também que o fim das Linhas de Predação coletivas da Terra (como isso foi explicado por nosso Comandante) (ndr:
ver a intervenção de O.M. AÏVANHOV de 04 de setembro de 2012) bem como o enfraquecimento de suas próprias Linhas de Predação (ligadas apenas aos reflexos de sobrevivência ligados à competição, à predação e à consciência desse mundo), também desaparecem desde o instante em que tu aceitas algo que te parece um nada.

A percepção de um nada é apenas o reflexo da inversão de vocês e do confinamento desse Sistema Solar. Se tu imaginas ainda um “fazer”, eu só posso te aconselhar a ler novamente o que foi dito por nossa Estrela THERESA (ndr: ver sua intervenção de 24 de novembro de 2012). Mas, eu lembro também, para aqueles que ainda não estão estabelecidos no Absoluto, que esse movimento em torno do centro é uma constante.

Quer isso seja em Alinhamento, em meditação ou de maneira inesperada, vocês têm experiências de consciência cada vez mais profundas, cada vez mais expandidas e cada vez mais (às vezes) confusas quanto a esta noção de passar de um estado a outro com cada vez mais facilidade.

É justamente esta mobilidade da própria consciência (nas manifestações Vibratórias, no aparecimento das modificações fisiológicas), é esta aparência, para vocês, de movimento e fugacidade que, justamente e paradoxalmente, os conduzirá, de maneira mais segura, à Imobilidade e ao “permanecer Tranquilo”.
 
Questão: quando a personalidade se agarra, no momento do Basculamento, não há nada a fazer?
 
Estritamente nada. É sempre a consciência da personalidade que te fará crer que há alguma coisa a fazer, alguma coisa a construir, alguma coisa a desconstruir. A lógica da ação/reação será sempre ação/reação. Quer seja na forma de emoção, quer seja na forma de compreensão mental, nenhuma dessas soluções está em condições de fazê-los sair do que vocês creem ser.
 
Questão: o que foi chamado planeta-grelha seria o momento em que cada um pode sentir ou viver a Vibração da consciência em si?
 
Sim. O que foi chamado, com um certo humor, o “planeta-grelha” corresponde ao Fogo do Amor que vem queimar o conjunto e a totalidade do que é efêmero. Há, pois, esse processo de encontro entre os aspectos multiformes da consciência coletiva, desde a consciência limitada, pessoal e individual, passando pela consciência coletiva ou egrégora de pensamento, ou Sistema de Controle do Mental Humano, ou ainda egrégora emocional da humanidade, representando o que pode restar de crenças, de ideais e de ilusões.
No momento em que o Fogo do Amor se derrama, em totalidade, não mais somente no ser Interior que vocês são, mas sobre a Terra, há, neste momento, um aspecto Vibratório extremo que não pode se acomodar em nenhuma presença de matéria carbonada, qualquer que seja. É o momento de Transcendência (chamado “planeta-grelha”) que virá realizar o Juramento e a Promessa.

Da faculdade de vocês em abordar esse processo (porque ele já chegou, pelas suas Vibrações vividas ou pela ausência e interrupção das Vibrações que lhes conferem Absolutos), tudo isso é chamado, efetivamente, a tornar-se um momento coletivo e sincrônico nesse Sistema Solar. Somente aquele que oscila entre a consciência limitada e a consciência ilimitada, o Efêmero ou a Eternidade, poderá, por sua vez, ser afetado por suas oscilações, suas interrogações, seus questionamentos, suas dúvidas, mesmo suas renegações.

Este instante (que ninguém conhece a data, porque ele já está atualizado, como lhes disse o Comandante, em todos os planos sutis) chegou mesmo para modificar seus corpos etéricos e para realizar (pela superposição e re-síntese) um novo corpo etérico chamado Éter de Fogo, que vocês vivem através da modificação de sua própria fisiologia.

Quer vocês se tenham tornado, em totalidade, esse novo Éter de Fogo, ou quer vocês estejam em transição para isso, há, bem evidentemente, esses processos de oscilação, de passagem instantânea de um estado de consciência a outro, esta possibilidade em ver também flutuações fisiológicas do humor, das emoções, de seu mental, extremamente rápidos.

Aquele que se instala na Tranquilidade do Absoluto vê isso como exterior ao que ele É. E é realmente isso. Mas, enquanto tu não estás no Centro, no coração do Coração, tu perceberás sempre isso como uma ação de tua própria consciência ou de tua própria reação, da interação entre tua consciência limitada e ilimitada ou ainda entre tua consciência pessoal e a consciência coletiva. Integrar isso é se aproximar, se eu posso dizer, ainda mais do centro do Centro.
 
Nós não temos mais questionamentos, nós o agradecemos.
 
Irmãos e Irmãs em humanidade encarnada, eu lhes proponho alguns momentos de Coração a Coração na Unidade da Luz e da Verdade.
 
Eu rendo Graças por sua Presença e rendo Graças por sua consciência e rendo Graças pelo que nós Somos, todos. Acolhamos, juntos.
 
...Compartilhamento do Dom da Graça...
 
Eu sou UM AMIGO. De meu Coração ao Coração de vocês, unidos no mesmo Coração e com Amor. Até mais tarde.
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Português
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     Nota:    
 
Ponto ER do peito: sobre o eixo do esterno, em sua parte superior, acima do chacra do coração, sobre a protuberância do esterno chamada ângulo de Louis.
 
 
 
 
 
 
Mensagem de UM AMIGO,
pelo site Autres Dimensions
em 24 de novembro de 2012





Rendo graças às fontes deste texto
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1703
24 de novembro de 2012 (Publicado em 25 de novembro de 2012)
Tradução para o português: Dionéia Lages
http://minhamestria.blogspot.com
Áudio: http://www.mestresascensos.com/



 
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