sexta-feira, 11 de julho de 2014

QUESTÕES - O.M.AÏVANHOV - 11-12-2011

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
OMRAAM MIKHAËL
AÏVANHOV
11/12/2011
 
 
 
 
QUESTÕES
 
 
E bem, caros amigos,
eu estou extremamente contente de reencontrá-los.

Então, eu lhes transmito, a todos vocês,
aqui, todas as minhas bênçãos.
 
Hoje, eu nada tenho a anunciar de particular, porque os Arcanjos muito falaram, não é, ontem, e eu vim para ver um pouco o que bloqueia, hoje, no desenrolar do que vocês estão prestes a viver.

Então, eu os convido a fazer todas as perguntas que vocês quiserem.

Eu os escuto.
 
Pergunta: como dialogar, com os próximos, sobre o que vivemos?
 
Então, aí, cara amiga, como vocês constatam e como esta pessoa vive, ao redor de vocês, entre o seu círculo, vamos dizer, familiar, ou afetivo o mais próximo, vocês constatam que vocês têm a impressão, cada vez mais, de viver em dois planetas diferentes.

Nós lhes dissemos que havia seres, hoje (e isso se refere, quando mesmo, à maioria da humanidade), que não estão, absolutamente, nos processos de transformação, no momento, que estão em andamento.

Faz muitos meses que eu digo que tudo está consumado e vocês se dão conta, para aqueles que vivem as Vibrações, de uma maneira ou de outra, que muitas coisas estão prestes a acontecer, no Interior de vocês, mas, também, no seu exterior.

Então, é claro, se vocês estiverem na frente de um próximo que não está, de qualquer maneira, na mesma interrogação, nem na mesma vivência que vocês, vocês jamais, jamais, jamais poderão fazê-lo compreender, eu diria mesmo, aceitar, o que vocês vivem.

Então, o que vocês podem fazer?

E bem, absolutamente nada.

Isso é, para vocês, um desafio, de qualquer forma.

Porque, se lembrem, nós sempre lhes dissemos que vocês estavam, estritamente, no lugar que deve ser o seu, nesse momento.

Então, é claro, há quem tenha uma vida perfeita, ou seja, eles não trabalham, eles não têm um ambiente que os obrigue ao que quer que seja, eles não têm mais filhos para criar, eles praticamente não têm família e eles passam seu dia, praticamente, em Samadhi.

E, depois, há outros que são obrigados a “batalhar”, com seu trabalho, com seus próximos, com a família, porque aqueles que estão ao seu redor não vivem, de forma alguma, a mesma coisa.

E, por sinal, para eles, vocês são loucos, não é?

E, aliás, quando vocês falam de Vibração, eles olham vocês com olhos que dizem: “será que eu chamo ou não o médico?”, não é?

O que é que vocês podem ali fazer?

Estritamente nada.

Mas, através disso, vocês têm uma lição a aprender e esta lição, é uma dupla lição: a primeira é compreender que vocês não podem compartilhar o que vocês vivem.

Tanto quanto podemos compartilhar um conhecimento, isso, os Arcanjos lhes falaram ontem: por exemplo, alguém que se interesse pela astrologia, se vocês são astrólogos, vocês podem ensinar-lhe astrologia.

Por exemplo, se vocês são terapeutas e se vocês se interessam pela energia, vocês podem ensinar o outro a sentir a energia e a compreender o que é a energia.

Mas, pela Vibração da Luz Vibral, vocês, estritamente, nada podem.

E vocês se apercebem de que, por mais que vocês sejam gentis, tentando explicar o que vocês vivem, o outro vai entrar em reação cada vez mais intensa.

Mas isso é normal.

Porque, imaginem que vocês têm, ao seu lado, alguém que diz que vive algo extraordinário.

E se coloquem no lugar do outro que nada vive.

Primeiramente, ele não pode compreender.

Em segundo lugar, mesmo se ele quisesse vivê-lo, é ainda pior, porque ele não compreende porque, ele, ele não vive e vocês, vocês o vivem.

Especialmente se é alguém que está na sua família próxima e que, além disso, está em um processo espiritual.

Porque, naturalmente, aquele que está em um processo espiritual, tem algo de magnífico: é o que chamamos de ‘ego espiritual’.

Porque o ego espiritual, ele sempre quer gargarejar algum tipo de conhecimento.

Ele quer ser aquele que sabe das coisas e, então, ele não compreende que, hoje, há seres que jamais se interessaram, nem pelo esoterismo, nem pela espiritualidade e que, de um dia para o outro, começam a viver estados Vibratórios, porque têm o Coração simples.

Então, tentem explicar isso a alguém que está no ego espiritual.

Ele vai, sem rodeios, ter vontade de estrangulá-los, não é?

Isso é perfeitamente lógico.

Portanto, a lição que vocês têm de aceitar, em relação a isso, se isso se refere a vocês, é ficar em silêncio.

Vocês não podem compartilhar, pelas palavras, nem por impressões, nem por explicações, o que vocês vivem.

E vocês precisam compreender, também, que vocês devem aceitar que cada caminho é diferente.

Não sei quantas almas encarnadas há sobre esta Terra, sete bilhões, dizem.

Vocês têm, todos, um caminho diferente.

E em relação, até mesmo, vocês sabem muito bem, à Luz Vibral, há, entre vocês, quem tem o Canto da alma ou o Canto do Espírito, outros que têm mais a atividade ao nível do sacro, outros ao nível do Coração, outros ao nível da cabeça.

Outros, dentre vocês, vão sentir tal Estrela, tal outra Estrela, ou tal frequência ao nível do Ponto AL.

E outros vão sentir o Ponto KI-RIS-TI, ao passo que um outro não o sente.

Porque, nesse processo de transformações, vocês têm todas as etapas, mesmo se os sinais, os sintomas, as manifestações, estejam em um todo coerente, que está perfeitamente estruturado.

Isso é o que nós lhes explicamos ao longo dos anos.

Mas vocês devem se colocar no lugar daquele que está, talvez, em uma vida extremamente material, onde os valores morais, afetivos, da 3ª Dimensão são muito mais importantes para ele do que qualquer outro plano que ele tenha a fazer.

É isso que cabe a vocês respeitar.

Então, isso vai ser ainda pior para o que eu chamei de ego espiritual, ou seja, aquele que está, por exemplo, em um processo de conhecimento exterior, que vai lhes dizer: “eu, eu estudei durante vinte anos”, “eu pratiquei durante trinta anos”, “faz muito tempo que eu me interesso pela energia”.

E ele não vai compreender porque, ele, ele não vive isso, porque ele está no ego.

Vocês, vocês estão no Coração, não é?

Portanto, respeitem o ego do outro.

É isso, também, estar no Coração.

Eis a lição que é para assimilar, mesmo se isso possa ser, por vezes, muito estranho e muito contraditório: cada um está no lugar correto, nós sempre lhes dissemos.

E vocês não podem julgar, tampouco, porque, quem lhes diz que aquele que está na frente de vocês (seja o mais obstinado, o mais fechado, o mais oposto ao que vocês vivem) não vai, a um dado momento, nesta fase final, revelar-se na Luz?

Vocês não o sabem.

Do mesmo modo que, mesmo se vocês tiverem um Coração enorme, vocês não podem saber o que está por trás da aparência daquele que lhes dá a ver algo que não vai ao mesmo sentido que vocês.

Principalmente se for um próximo, porque, se for um próximo, o que existe?

Há relações, há comunicações, afetivas, sociais, profissionais, etc..

E essas relações, esses condicionamentos, se vocês preferirem, eles são, de qualquer forma, obstáculos à percepção do Coração do outro.

São, também, obstáculos à Comunhão.

Porque, por mais que vocês falem de Comunhão, se o outro não quer vivê-la, vocês podem tentar comungar quanto quiser, ele não poderá vivê-lo, mas é o caminho dele.

Portanto, se vocês são confrontados com isso (que isso seja com seus filhos, com seus pais, com relacionamentos próximos), significa que vocês têm algo a compreender e a transformar, em vocês.

Porque, a principal lição, é vocês aprenderem sobre o desapego.

Quando lhes dissemos, sem parar, que vocês não são esse corpo, que vocês não são essas emoções, que vocês não são esse mental, mas vocês não são o outro, também, em sua personalidade.

Por outro lado, vocês são o outro, no Si.

Então, vão ao Si do outro.

Mas o Si do outro não é, necessariamente, o que lhes dá a ver.

Naturalmente, porque há relações e interações que são como véus, de algum modo, ligados ao afetivo (em relação a um cônjuge, a um filho, a um pai ou a convenções, sociais, morais), que impedem, se vocês quiserem, a Comunhão.

Portanto, permaneçam na comunicação, com essas pessoas, mas não lhes falem do que vocês vivem, porque vocês irão, ainda mais, fazê-los girar a bicicleta (ndr: O.M. AÏVANHOV chama de bicicleta, o mental).

Isso será dramático, para elas, mas também para vocês, na reação.

Portanto, vocês não podem fazer melhor do que ser o que vocês são e Irradiar, como lhes dissemos, o Amor e a Luz.

Mas nenhuma palavra poderá explicar o que vocês vivem.

Vocês podem mostrar-lhe a localização das Estrelas, ou das Portas, e dizer que vocês sentem a Kundalini, e tudo mais.

E ele, imaginem (porque ele leu textos sobre a Kundalini): vocês irão lhe dizer que vocês, sem nada fazer, vocês vivem a Kundalini, ao passo que, nos textos, está escrito que é preciso fazer uma ascese, que é preciso não comer isso, que é preciso não comer aquilo.

A época é profundamente diferente e, durante esta época, como nós já lhes dissemos há vários anos, há uma espécie de separação, mas esta separação, ela não está ligada à personalidade, ela está ligada, justamente, ao Amor, porque a Luz Vibral, ela vem colocá-los e prepará-los para viver, muito exatamente, sua Vibração.

E é preciso aceitar que a Vibração, mesmo daquele que vocês chamam de próximo, hoje, que não vive a mesma coisa que vocês, é sua liberdade imprescritível.

E se vocês aceitam esse princípio, já, vocês verão, isso apenas poderá ir cada vez melhor.

Então, é claro, se vocês estão na Alegria a mais total e que, mesmo em relação aos acontecimentos que (no plano de convenções morais, sociais ou da personalidade) são traumatizantes, vocês sorriem com um ar de felicidade (quando lhes disserem que esta pessoa acaba de perder seu trabalho), ela pode levar a mal, não?

Portanto, tentem evitar atingir os outros.

Permaneçam no que vocês são, ou seja, Irradiem, mas, naquele momento, se vocês veem que a comunicação não avança, de nada serve insistir.

Voltem a Comunhão para o seu próprio Coração e evitem manifestar, no exterior, o que vocês vivem.

É uma garantia, e a lição que há, naquele momento, é para vocês aprenderem a não oprimir ou controlar, mas para ir, ainda mais, ao Interior de vocês, porque no Interior de vocês há a certeza, há a Alegria e há, sobretudo, a ausência de vontade de fazer compreender o que o outro não pode compreender.

Porque, efetivamente, aqueles que Vibram, para os outros vocês são extraterrestres, vocês são loucos, como podemos dizer.

Porque eles não podem vivê-lo, no momento, ou jamais.

Mas é o caminho deles.

E isso faz parte, também, para vocês, do seu desapego, que isso seja um cônjuge, um filho ou um pai.

É exatamente a mesma coisa.

Eis o que podemos dizer.
 
Pergunta: é correto pedir a transmutação de energias para outros, pela Graça divina, aconselhando-os a assumir a responsabilidade, eles próprios, para ascensionar?
 
Então, aí, cara amiga, é você que pode responder a isso.

Tudo depende onde você está, em seu próprio estado Interior, porque, através do que vocês vivem, através dos elementos que nós lhes demos, uns e outros, vocês chegam a mecanismos de vivência Interiores que os fazem, efetivamente, colocar esta questão, a saber: “será que eu devo, ou será que eu posso ajudar o outro?”.

Pedir a Graça da Luz para uma pessoa, por exemplo, isso pode ser considerado como muito louvável.

É um ato de caridade, é um ato de amor humano.

Mas, como você mesma diz, cada vez mais se colocam a questão: “vejamos, se eu devo respeitar o outro e se, eu, eu estou na Unidade, será que eu posso fazer para o outro?”.

Isso é um dilema, eu diria, e importante, mas esse dilema pede uma resposta profundamente diferente para cada um.

Há terapeutas, há médicos que devem continuar a exercer, mesmo na dualidade.

E, depois, há pessoas que chegam a níveis de Consciência, pela Vibração, onde eles colocam cada vez mais questões.

E, efetivamente, o fato de se colocar a questão de como ajudar, fazem-nos compreender que, quando vocês trabalham, ou vocês recaem na ausência de Vibração, ou vocês se elevam, ainda mais, neste estado Vibratório de Unidade.

E aí, assim, você tem sua própria resposta.

Eu não posso trazer-lhe esta resposta do exterior.

Além disso, ela é diferente para cada um e ela é diferente, também, a cada momento do que vocês estão prestes a viver.

Mas é evidente que, a um determinado momento, vocês têm duas atitudes possíveis: ou vocês vivem a Unidade, cada vez mais frequentemente, ou seja, vocês tomam consciência, pela própria Consciência, de que vocês não são mais esse corpo, de que vocês não são mais essas emoções, esse mental, e de que vocês não são, tampouco, aquele que age.

Vocês são muito mais do que isso e vocês são o Universo inteiro.

Ou.

E, depois, há alguém que está aí e vocês têm uma função que é ajudá-lo.

Então, ou vocês recaem na dualidade (e, naquele momento, sua Vibração diminui), ou vocês querem ajudá-lo a encontrar a Unidade.

Mas a questão anterior, eu respondi dizendo que não é possível.

A abertura do Coração, ela não pode ser desencadeada por outra pessoa que vocês mesmos, no Interior de vocês mesmos.

Crer que vocês vão, porque vocês são terapeutas, abrir o Coração de um paciente, isso não pode existir.

Do mesmo modo que nenhum ser, mesmo o CRISTO, pôde abrir o Coração das pessoas.

Ele pôde, simplesmente, preparar o terreno para que os apóstolos e alguns seres se identificassem, na totalidade, ao CRISTO, e se tornassem o CRISTO.

Houve muitos exemplos como esse, mas não foi o CRISTO que atuou.

Ele dizia, aliás, lembrem-se, para o cego que vê: “não fui eu que te salvei, foi a tua fé”.

Então, é claro, quando você se dirige ao outro, existem palavras e meios de comunicação que vão, talvez, sugerir ao outro que a Unidade é uma Verdade, mas cabe a ele fazer o caminho.

Nenhuma energia pode abrir o Coração de alguém.

O Coração abre-se por si mesmo.

É totalmente diferente das iniciações.

Obviamente, vocês podem abrir o 3º olho, é muito fácil, mas o 3º olho não é o Coração: vocês tiveram ainda, ontem, indicações um pouco violentas, parece-me, dos Arcanjos.

Mas é a estrita Verdade.

A energia jamais conduz à Vibração, são dois mundos totalmente separados.

A energia não conduz à Vibração porque a Vibração que vocês vivem, não era deste mundo, antes.

Portanto, não é uma transformação da energia (por exemplo, como dizem nossos amigos orientais: o prana, o chi) que vai se tornar a Vibração.

Isso nada tem a ver.

São duas estruturas, duas características, duas manifestações que não têm, estritamente, nada a ver uma com a outra.

E, portanto, agir na energia, sobre alguém, significa recair, necessariamente, na dualidade, porque vocês consideram que o outro é exterior a vocês.

Então, o problema que se coloca é que, a partir do momento em que vocês vivem a Unidade e que vocês Comungam e que vocês se apercebem de que o outro não é nada mais do que um outro Si, e que não há separação, como vocês fazem?

Ele vem confrontá-los a esse dilema, que é muito importante para resolver.

Então, evidentemente, não há resposta pronta.

É diferente para cada um e deve ser evidente, de algum modo, a resposta.

Será que vocês atuam como vocês faziam antes, será que este ato os mantém na Unidade, ou os coloca em desconforto?

Cabe a vocês decidir, em função disso.

Então, é claro, há quem vá me dizer (mas eu já tinha respondido): “sim, mas se eu paro, a alimentação, ela não cai do céu”.

Sim, ela cai do céu, mas para isso, como eu sempre disse, é preciso soltar os amendoins e é preciso deixar o pote.

E, talvez, a Luz, ela lhes peça isso.

Pode ser que, para uma outra pessoa, ela jamais irá pedir isso, porque a Luz ilumina todas as zonas de Sombra que podem restar.

Que isso seja ao nível das emoções, que isso seja ao nível do mental, que isso seja ao nível dos comportamentos, das relações entre os seres.

Hoje, mais do que nunca, há uma iluminação extremamente potente, pela Luz, que está cada vez mais presente, para obrigá-los, de algum modo, pela Graça da sua Presença, a tornarem-se lúcidos, a tornarem-se Transparentes.

Portanto, nos atos que vocês realizam (para a questão anterior, como para esta), vocês são Transparentes?

Será que vocês são claros, com vocês mesmos?

Será que vocês são claros, com o mundo?

É isso que vem lhes perguntar a Luz.

Mas vocês não podem ser claros, aceitando recair na dualidade para ajudar alguém.

Um não impede o outro, mas é preciso estar lúcido do que acontece, naqueles momentos.
 
Pergunta: o Arcanjo JOFIEL é o Arcanjo da Luz dourada. Mas ele disse que a Luz dourada dos raios era falsificada.
 
É muito simples.

Existe um mundo que está ligado ao corpo de desejo.

O corpo de desejo é o que vocês experimentam através da separação, ou da falsificação, se vocês quiserem.

Vocês sabem muito bem que vocês estão separados, porque vocês estão, vocês, em um corpo, mas vocês não são o outro.

Vocês estão, vocês, aqui neste espaço, neste lugar, neste momento, mas vocês não estão no Sol, não é?

Vocês não são a folha da grama que cresce lá fora, vocês não são a gaivota que sobrevoa o céu, aqui.

Portanto, vocês estão separados.

É o princípio do corpo de desejo: a separação.

Em meio a esta separação, existem coisas que são invisíveis para vocês.

Quando se morre, nesse corpo, vocês vão aonde?

Ao Além, como vocês dizem.

Ou seja, o que não lhes é perceptível, vocês não têm qualquer lembrança.

Vocês podem lembrar, por exemplo, de suas vidas passadas, mas vocês não têm, na imensa maioria dos casos (exceto para aqueles que fazem experiências às portas da morte), qualquer lembrança do que há do outro lado.

Mas, mesmo o que há do outro lado pertence a esta vida limitada e a esta vida separada.

Em meio a esta vida separada, existe um corpo de desejo invisível, que chamamos de corpo astral, aí onde se encontram alguns seres que foram enganados, que foram persuadidos de ter chegado à Luz.

E eles estão em uma Luz, efetivamente, particular.

Esta Luz é a Luz dourada.

É uma Luz onde há, por exemplo, estruturas que foram dissolvidas, há um ano, pelos Arcanjos, como Shamballa (que nada tem a ver com Agartha, hein, eu especifico) e estruturas onde se mantém certo número de seres que haviam recriado uma vida, por assim dizer, mais paradisíaca do que sobre a Terra, com as mesmas estruturas que vocês têm sobre a Terra, mas muito mais etéreas, muito mais bonitas, muito mais leves, já que não há corpo físico, mas há, sempre, um corpo astral.

E esses seres insuflaram ensinamentos, sobre a Terra, onde eles prometiam, a vocês, aceder ao espaço onde eles estão.

E a maioria da humanidade acreditou que era o Paraíso e que o objetivo da transformação ou da evolução, através mesmo da Ascensão, era chegar a este estado.
Mas este estado não é a finalidade.

Não é o objetivo.

Isso é uma ilusão.

Naturalmente que é uma verdade.

É uma verdade como o corpo no qual vocês estão.

Vocês são este corpo, esta pessoa, mas quando vocês vivem a Unidade e o Si, nada mais disso existe.

Então, é claro, a Luz dourada, antes da falsificação, era a Luz do Conhecimento, mas do conhecimento Interior.

Não a projeção em um mundo matricial, alterado, falsificado e, sobretudo, separado.

O corpo de desejo criou uma separação.

Isso é inerente ao desejo, que esse desejo seja procriar, que esse desejo seja aquele de casar, que esse desejo seja aquele de viver uma determinada espiritualidade.

Mas aceder a isso não é viver a Liberdade.

É um estágio.

Alguns seres, que estão situados naquele local, acreditaram ter chegado ao suprassumo de uma evolução, mas nós lhes dizemos que o Espírito é perfeito, por toda Eternidade.

Não há que evoluir.

Isso quer dizer o quê?

Isso quer dizer que esses seres pararam antes do Espírito.

Eles estão no que chamamos de mecanismos da alma, isto é, nos mecanismos da ‘vontade de bem’, do aperfeiçoamento do universo matricial, chamado de 3ª Dimensão, mas invisível.

Portanto, muitos seres humanos, desde quase um século, são enganados por esta busca espiritual, que está ligada a um conhecimento exterior: conhecimento dos ‘raios’, conhecimento da astrologia esotérica, conhecimento dos Mestres, a iniciação do 3º olho, tudo isso é uma ilusão magistral, cujo único objetivo é desviá-los do Espírito.

Agora, é preciso respeitar a liberdade de cada um.

Nós não dizemos que isso seja falso.

Nós dizemos, simplesmente, que isso não é a Verdade absoluta.

É uma verdade relativa.

Lamentavelmente, a consciência cria sua realidade, hoje mais do que nunca.

E se vocês jamais ouviram falar ou Vibraram ao nível da Unidade, o que vai acontecer?

Vocês irão viver o que chamamos, mesmo se isso nada tem a ver com Lúcifer, de ‘iniciação luciferiana’, isto é, a abertura do 3º olho, ou seja, como dizia Buda, o ego espiritual: aquele que vai acreditar que chegou ao ápice, porque os poderes (que nossos amigos orientais nomearam Siddhis) estão presentes.

Porque se torna intuição, tem-se o discernimento, vê-se o outro, vê-se o astral, entra-se em contato com seres e se faz canalização.

E se é persuadido de ouvir vozes (que se ouve realmente), mas quem lhes telefona, naquele momento?

Esses seres vivenciaram a abertura do 3º olho.

Mas a abertura do 3º olho não é a ativação da Coroa Radiante da cabeça.

Então, agora, é diferente, porque todos os seres e as energias, se vocês quiserem, vocês chamam isso de ‘egrégora’, que tendo, de algum modo, trancado a Terra nesta ilusão espiritual, foi dissolvida.

Isso quer dizer que, agora, mesmo se o 3º olho viesse a se abrir (ao menos ter, realmente, um ego espiritual muito forte), vocês não podem mais permanecer confinados ao nível do 3º olho.

A Coroa Radiante da cabeça abre-se e isso não é mais o 3º olho que vocês sentem: é a Coroa Radiante da cabeça.

Os princípios dessas iniciações (onde um ser humano vai transferir algo a outro ser humano), isso não pode ser o Coração.

Isso pode ser o coração, no sentido humano.

Sim, vocês têm bom coração.

Mas ter bom coração, querer a vontade de bem ou falar da evolução, não é viver a Unidade.

Viver a Unidade, o Si, estritamente, nada tem a ver com esses processos espirituais.

Nós não estamos nos mesmos universos, nem nas mesmas energias, nem nas mesmas Vibrações.

Em um caso, vocês permanecem separados.

No outro caso, vocês estão Unificados e vocês são a Verdade, ou seja, o Si.

Vocês são, às vezes, vocês mesmos.

Vocês são, às vezes, o outro Irmão.

E vocês são, às vezes, o inimigo, mas vocês são, também, a folha da grama, vocês são as outras Dimensões, o Universo, vocês sozinhos.

É passar de uma projeção (porque a iniciação, dita luciferiana, do 3º olho, é uma projeção da consciência na ilusão) a uma outra ilusão (mais refinada, mas isso não é a Liberdade).

A verdadeira Liberdade, como isso foi falado, é superar tudo o que está ligado à visão, mesmo do corpo astral.

O que acontece quando penetramos o Estado de Ser, se vocês tem a oportunidade de vivê-lo, e, assim, fora desse corpo?

Vocês não estão mais limitados.

A Consciência não é mais o observador.

Ela não é mais o sujeito.

Ela não está mais condicionada à existência desse corpo de desejo.

O corpo de desejo é, na totalidade, transmutado pelo corpo de Estado de Ser.

Não há mais separação e, naquele momento, somente naquele momento, vocês veem claramente.

Isso não é mais da intuição ou do discernimento, que se aplica à dualidade Bem/Mal, mas é um Estado de Ser que corresponde ao Samadhi o mais perfeito.

Vocês são a Luz, integralmente, e nesta Luz, não há cor, há apenas o branco, porque tudo é branco.

Isso é difícil de exprimir, porque, enquanto pessoas, vocês são limitados por um cérebro, vocês são limitados por percepções, ditas energéticas, mas é quando vocês extraem a própria Consciência das percepções Vibratórias do Supramental que vocês acedem à Unidade e ao Si.

E o Si, estritamente, nada tem a ver com luzes coloridas, mesmo as mais elevadas ao nível do astral.

Portanto, há, efetivamente, uma espécie de influência de determinadas forças, visando manter o confinamento, ou seja, evitar que o ser humano vá mais longe e descubra o Espírito.

Isso quer dizer que, através dos mecanismos de conhecimento da alma, tais como foram revelados desde um século, vocês são impedidos de encontrar o Espírito.

Mas o Espírito não tem que fazer tudo isso.

Quando vocês vivem o Samadhi total, qual a importância de tal raio corresponder a tal ser?

Qual a importância de tal ou tal Luz?

Vocês são o Todo.

Sendo o Todo, vocês não têm necessidade de personalizar o que quer que seja.

Vejam, não é realmente a mesma coisa.

Portanto, o Arcanjo JOFIEL rege e governa a Luz Dourada, que era portada por Lúcifer.

Esta Luz foi transformada por alguns seres.

Pouco importa.

O importante é que, hoje, através da experiência da Vibração das Coroas Radiantes, muitos de vocês acedem ao Si e acedem à Unidade.

E quando vocês atingem esses estados, você não podem mais colocar questões.

Vocês veem claramente a diferença entre ser Transparentes, ou seja, não mais barrar a Luz, não mais distorcê-la para dar uma cor.

Mas vocês estão além de tudo isso.

Então, é claro, há seres que vão se gabar de sua busca espiritual, e de se comunicar com tal Mestre ou com tal outro Mestre, mas não há Mestres.

Vocês são o único Mestre.

Nós não somos Mestres.

Enquanto vocês estão submissos (e isso foi dito também, ontem pelos Arcanjos, mas eu creio que IRMÃO K retornará, também, sobre isso) a uma autoridade exterior, vocês não são o Todo.

É tão simples assim.

Então, isso não quer dizer viver a anarquia, isso quer dizer viver a sinarquia [
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sinarquia], isso não é perfeitamente a mesma coisa.

E as bicicletas começam a girar.
 
Pergunta: se for melhor substituir o “Eu” pelo “Si”, como fica então o “Eu sou Um”?
 
“Eu sou Um” é ainda relevante, porque é “Eu sou Um” que os conduz ao Si.

A afirmação “Eu sou Um” ou “Eu sou” é a primeira etapa que leva a viver a Consciência do Si, ou seja, extrair-se da consciência do “Eu”, da consciência fragmentada.

Mas são palavras, não é?

As palavras são portadoras de uma Vibração.

“Eu sou Um” é uma Vibração.

Agora, aquele que chega ao Si não se coloca mais esse tipo de questão, porque ele vive o Si.

Portanto, “Eu sou Um”, “Eu sou Zé Ninguém”, é a mesma coisa.

Mas, se vocês quiserem, não é porque vocês vão repetir milhares de vezes “Eu sou Um” que vocês irão se tornar o Coração, não é?

É preciso, a um dado momento, sair do ritual, do protocolo ou da prática.

Porque o Si, efetivamente, não tem que praticar, mas vocês têm práticas que são mais apropriadas do que outras para aproximá-los da Unidade.

Mas, depois, como nós sempre lhes dissemos, são vocês, e somente vocês, que podem atravessar a Porta Estreita, ninguém pode fazê-lo em seu lugar.
 
Pergunta: poderia nos falar do som, enquanto Essência de tudo o que existe?
 
O Verbo, a Vibração é a Essência de Tudo.

O Som é uma redução do Verbo.

Quando vocês estão nos mundos Unificados, as Vibrações são, senão, muito mais rápidas do que a Vibração da Luz, tal como vocês as veem neste mundo.

Vocês são Espíritos.

Então, naquele momento, a comunicação e a Comunhão ocorrem segundo uma propagação Vibratória.

Esta propagação Vibratória não se faz segundo os princípios da física, como vocês os conhecem, em linha reta, mas é feita segundo, digamos, a propagação da Luz, ou seja, em todas as direções do espaço e, também, do tempo e das densidades Dimensionais.

O que explica que não pode ali ter sobreposição.

Por outro lado, neste mundo, atualmente, vocês podem, efetivamente (e URIEL muito falou), escutar e ouvir, qual Som?

Primeiramente, o Som interior, ou seja, o Canto da alma e suas diferentes tonalidades.

Em seguida, o Canto do Espírito, que é uma outra oitava.

Posteriormente, vocês têm o Canto ou o Som do Céu.

Depois, vocês têm o Canto ou o Som da Terra, que se reúnem, e tudo isso se reúne, em vocês.

O que dá, para muitos de vocês, a modificação dos Sons tal como vocês os percebem.

Esse Som toma amplitude e, aliás, vocês têm formas de yoga, como o Kriya Yoga [ou Karma Yoga], por exemplo, que os convida a meditar sobre o Som.

E há, efetivamente, uma ligação entre o Som e a Consciência.

A Consciência é Vibração, portanto, a Consciência é Som.

E na penetração da Unidade, gradualmente e à medida que a Unidade se revela, chega um momento em que, na sétima tonalidade do Maha Samadhi, encontra-se o que chamamos de Coro dos Anjos.

Aí, a separação terminou.

Quando o Céu se rasgar, quando o pericárdio se rasgar, ou seja, os últimos envelopes isolantes (isto é, a ionosfera que está ao redor do planeta, e o pericárdio que está ao redor do coração, que estão, eu os lembro, ligados a cargas elétricas, na ionosfera, como nisso que chamamos, como vocês chamam isso, de influxo cardíaco: é a propagação de ondas elétricas), haverá um Som, também.

E o Som que vocês ouvem, agora, é o Som Interior.

É o Canto da Unidade.

É o Canto d’A FONTE.

E quanto mais vocês avançarem, mais vocês irão dar-se conta de que esse Som vai se tornar um canto melodioso aonde vai se exprimir o Coro dos Anjos.

Isso que chamamos de Coro dos Anjos, é claro, com uma representação tal que podemos imaginá-lo quando estamos encarnados.

Mas é o Canto do Universo, é o Canto da Unidade, tão simplesmente, que se propaga de um extremo a outro das densidades temporais, das densidades Dimensionais e dos diferentes espaços, tanto nos Universos como nos Multiversos.

Desse Som, então, efetivamente (por esta alteração, por esta separação da Criação), este mundo foi privado.

Então, o Som participa das irradiações cósmicas e das Partículas novas que chegam sobre a Terra, desde quase trinta anos, agora.

E é isso que desencadeia o Som.

Portanto, o Som é a testemunha da sua transformação.
 
Pergunta: quando temos um problema de saúde, como lidar com isso?
 
Então, agora, caro amigo, você não tem um problema de saúde, porque você não é o seu problema de saúde.

Portanto, não é alguma coisa que temos.

Tudo depende da sua Consciência.

Se a sua Consciência está no medo, se a sua Consciência está na necessidade de resolver, é claro que precisa ser tratado, no sentido humano, da 3ª Dimensão.

Mas se a sua Consciência está no Si, não há qualquer razão para que você seja alterado, no Si, por uma doença.

E mesmo se esta doença pede a morte desse corpo, você não é nem este corpo, nem esta morte, nem esta doença.

Agora, é um problema de Consciência.

Se você tem medo de morrer, é claro que você vai lutar contra a doença.

Mas eu os lembro de que morrer é uma doença fatal sobre este mundo, não é?

A partir daí, cabe a você saber o que você tem necessidade de fazer e de ser.

Naturalmente que todos, quando nós temos um problema de saúde, nós temos tendência a querer resolvê-lo, isso foi explicado, ontem, pelos Arcanjos, especialmente por RAFAEL.

Mas, além disso, você é capaz de ir além disso?

Não é a personalidade que decide, é o Estado de Ser.

Se você vive um problema, ou esse problema desaparece, porque você está na Unidade, ou esse problema vai, em último caso, agravar-se.

Mas será que você é este problema?

Será que você é esta doença?

Toda problemática, é a identificação à doença.

Agora, não basta fazer como o avestruz, ou seja, dizer: “eu não estou doente” e enquanto olhando como isso evolui, porque, naquele momento, isso não é a Verdade.

Isso se chama enganação: não há Transparência.

Portanto, tudo depende, agora, aí também, do nível de Consciência que vocês têm.

Quando eu digo do nível, isso não é uma evolução.

Ou vocês vivem a Unidade, ou vocês não a vivem.

Mas se vocês vivem a Unidade, tentem, por exemplo, quando vocês tiverem uma dor, dizer: “eu não sou esta dor”.

Vocês verão bem o que acontece.

Isso não é uma negação, é aceitar que, não sendo esse corpo, vocês não poder ser afetados pelo que acontece nesse corpo, não é?

Agora, se a sua Consciência lhes diz que é preciso tratar tal ou tal problema, é preciso fazê-lo.

Mais uma vez, não há resposta exterior em relação a isso.

Há seres, hoje, que “captam” doenças explosivas porque, para eles, é a maneira de se Abandonar à Luz e de viver sua Ascensão já que, de todo modo, a morte é uma doença fatal, neste mundo.

Ora, a personalidade irá recusar, sempre, a acreditar em seu próprio fim.

Isso é normal, ela está fundamentada no efêmero e ela se crê eterna.

Vocês conhecem muitos seres humanos que falam de sua morte, principalmente no ocidente?

É aí onde vocês são confrontados, também, com a diferença entre dizer: “eu vivo a Unidade” e, depois, de um golpe, lhes dizem: “vocês vão morrer”.

Ah, de um golpe, não há mais Unidade.

Isso quer dizer o quê?

Cabe a vocês colocar as questões corretas.

Agora, se a sua Consciência está perturbada por um sofrimento, qualquer que seja, e se vocês vivem a Vibração da Luz, aí também, há dois modos de proceder: ou vocês dizem: “a Luz age e eu deixo agir a Luz, mesmo se eu partir, o que parte não é eu”.

Ou vocês não são capazes disso.

Naquele momento, vocês fazem o quê?

Vocês tomam medicamentos, vocês irão ao médico, ao terapeuta.

Mas, ainda uma vez, não há qualquer julgamento e eu não posso dar-lhes conselhos do exterior.

Isso é vocês com vocês mesmos.

Mas, coloquem-se a questão: se vocês têm um sofrimento, em tal ou tal lugar, isso seria dizer que vocês estão identificados a este sofrimento: “eu estou grave”, “eu tenho uma doença”.

Mas o Espírito não pode ter doença, então, o que se exprime, o Eu ou o Si?

O Si diria o quê?

“Eu não sou este corpo” (porque ele o vive realmente), “eu não sou esta doença”, já que eu não sou este corpo.

Como é que, não sendo isso, isso poderia afetar meu corpo, que não é meu?

Vejam a diferença que pode existir com aderir a uma Unidade, por exemplo, como diziam os Arcanjos, conceitualmente.

Eu concebo que a Unidade é uma Verdade.

Mas concebê-lo não é vivê-lo.

Somente a Vibração os faz viver.

E pode ser que vocês tenham, hoje, um problema, ou uma doença, justamente para permitir-lhes superar esta noção de identificação a esse corpo, talvez, para morrer, agora.

Talvez, para partir nesse corpo de Luz, agora.

Mas, justamente, talvez, para tomar Consciência.

Vocês observam o quê?

Hoje, há seres que vivem o Estado de Ser, as Vibrações, a Consciência Unitária, e as doenças desaparecem.

E, depois, outros, ao contrário, terão doenças que aparecem.

Novamente, e eu disse há pouco tempo, será que é a Luz que desencadeia uma doença?

E se vocês vivem a Unidade e o Si, vocês sabem muito bem que a Luz não tem o que fazer da ilusão.

Ora, o corpo de desejo é uma ilusão e uma projeção.

Mas, uma coisa é dizê-lo, outra coisa é vivê-lo.

Então, primeiramente, há a tomada de Consciência.

E, em seguida, além do conceito e da ideia, além da percepção, é preciso vivê-lo.

Porque, enquanto isso não é vivenciado, isso não é a experiência do Si, nem da Unidade, nem do Ilimitado.

É a crença na Unidade.

Mais do que nunca, hoje, as circunstâncias de suas vidas desencadeiam (mesmo que se oponham ao que vocês vivem) o que vai acontecer nesse corpo, o que vai acontecer em sua Consciência.

É o aprendizado da Unidade.

Não há qualquer punição, não há qualquer recompensa: isso faz parte da Ascensão que está prestes a se viver, agora.
Pergunta: é correto praticar a Comunhão reconstituindo uma estrutura geodésica de 24 pessoas?
Reconstituí-la como?

Se for para reconstituí-la fisicamente, isso de nada serve.

É para reconstituí-la no Espírito.

Vocês não têm necessidade de se reunir em 24, mesmo se, nós, nós somos 24 anciãos.

Mas eu posso lhes dizer que viver em 24, isso não é sempre evidente, hein, mesmo nos Planos Multidimensionais.

O que é importante compreender é que é a Consciência que decide.

Desde a Fusão dos Éteres que se realiza no corpo (ou seja, algum tempo depois da abertura da Porta posterior e do CRISTO, a Porta KI-RIS-TI), vocês podem viver a Comunhão a 24.

Mas vocês podem, também, ser o Todo.

Portanto, pode ser que esta etapa venha a ser, para alguns, um patamar.

Mas lembrem-se de que há submúltiplos, também (2, 4, 6, 12), que representam a mesma a coisa.

Mas, o objetivo, não é limitar em 24.

Simplesmente, a estrutura da Luz recorre a um agenciamento particular do que vocês chamam de fóton.

O fóton é apenas uma alteração da Luz, não é a Luz.

Para que houvesse Luz, seria preciso que houvesse um agenciamento específico da estrutura que se assemelha ao carbono, ou seja, um hexágono, não é?

É a Partícula, aliás, de Luz Vibral, que nada tem a ver com o fóton, porque essas Partículas lhes são desconhecidas, já que elas foram retiradas deste mundo.

A Fusão dos Éteres (ocorrendo não no céu, durante os meses de março-abril, mas em seu corpo) permite-lhes, hoje, viver (ao nível do Canal do Éter, das Coroas, das Portas, das Estrelas) a possibilidade de Comungar, além da Comunhão (isso foi dito pelos Arcanjos), de estabelecer-se na Fusão e, pelas Estrelas, na Dissolução.

Então, para alguns, esta etapa, que foi dada por RAMATAN, é útil (ndr: ver o livrete “A Humanidade que começa”) ().

Para outros, ela de nada serve.

Tudo depende daí onde vocês estão na Realização do seu Si, ou seja, da Unidade, do Estado de Ser.

Para alguns, isso será útil, para outros, é supérfluo.

Do mesmo modo, UM AMIGO, lhes deu todo um corpo de ensinamentos do Yoga da Unidade e da Verdade, como houve outros yogas (por exemplo, SRI AUROBINDO, durante a sua vida, falou do Yoga Integral) e cada um foi para o seu yoga.

Mas são elementos que têm uma utilidade, a um dado momento.

Mas, mesmo isso, a um dado momento, vocês não têm mais necessidade, porque isso é também uma ilusão.

Naturalmente, há pontos da Consciência que Vibram no corpo: as Estrelas, as células, os chakras, as Coroas Radiantes, as Portas.

É justamente porque a Consciência Vibra que vocês colocam sua atenção consciente nisso.

É a experiência que vocês vivem, que vocês realizam, pouco a pouco, ou brutalmente, para não mais ser esta experiência.

O que acontece naquele momento?

Tudo para, o corpo paralisa, ele não responde mais, vocês estão na Luz, vocês estão no Si.

Todas as preocupações da vida (dita ordinária, deste mundo) não existem mais, naqueles momentos.

É assim que vocês vivem a Ascensão, à sua maneira.

Portanto, através disso e através do que eu acabo de dizer, realizar a Unidade da Consciência geodésica em 24 Unidades, é o que nós fazemos o tempo todo, nós, os Anciãos, para tentar ajustarmo-nos, eu diria, nisso que nós lhes damos, ao mais próximo da evolução da Terra, nas Dimensões onde nós estamos.

Mas se vocês vivem o Si, vocês não têm necessidade de formalizar o que quer que seja.

Como vocês sabem se vocês vivem o Si?

Não há que se colocar a questão, porque, quando vivemos os Si, nós o sabemos.

Estamos na Alegria permanente e não estamos mais limitados e não somos mais afetados.
 
Pergunta: podemos viver o Si em impermanência?
 
Isso se chama a cenoura e a vara.

As experiências que vocês fazem, da passagem da Consciência limitada do Eu ao Si, é, justamente, para permitir-lhes fazer a experiência do que é um estado da Unidade, do que é o Si e do que ele não é.

A partir daquele momento, vocês irão se estabilizar, no final.

Esse final não é individual, ele é coletivo: é o ‘momento coletivo’.

Naquele final, vocês poderão se instalar, ou no Si, ou no Eu.

Um outro Eu.

Mas não há qualquer hierarquização.

Vocês se instalam aí onde vocês podem Vibrar.

Então, é claro, isso pode ser fatigante, eu o concebo perfeitamente, de passar de um estado a outro, de fazer iôiô, assim.

Porque isso pode estimular o que eu chamava de “yoyotage de la touffe”, não é?, ou seja, a bicicleta que gira sem parar (ndr: o mental): de um golpe eu estou aí, de um golpe eu estou lá.

Mas, é justamente o fato de viver isso que cria o que eu chamaria de aclimatação na Unidade.

Mas chegará um momento em que isso será definitivo, ou em seu tempo individual, ou no processo coletivo.

É o que eu chamei de planeta-grelha, porque, aí, não haverá outra escolha.

Vocês não poderão mais fazer idas e vindas: vocês estarão aí ou aí.
 
Pergunta: como gerenciar o paradoxo de permanecer no corpo enquanto querendo viver o Estado de Ser?
 
Isso conecta ao que eu disse logo acima.

Vocês têm um tempo individual, mas vocês têm um tempo coletivo.

Portanto, efetivamente, quando vocês saem deste estado, qualquer que seja sua intensidade, sua acuidade, vocês se dizem: “ah dane-se, eu tenho ainda um corpo”.

Bem, sim, vocês estão aí até o momento final.

É a boa notícia, isso.

Não é porque o seu tempo individual está quase totalmente cumprido que o tempo coletivo esteja realizado.

Lembrem-se de que é a Terra que decide.

A Terra e, logo depois, o Sol.

Portanto, é preciso se aclimatar, aí também.

Não há outra escolha.

Mas, a um dado momento, mesmo em seu tempo individual, quando vocês estabelecem a Consciência Ilimitada, vocês podem estar totalmente nesse corpo, enquanto não sendo esse corpo.

Não é fácil de explicar.

No momento, vocês vivem o Estado de Ser, a Unidade, a personalidade e vocês passam, de um ao outro, com mais ou menos felicidade, com mais ou menos facilidade, mas no tempo e em intensidades cada vez maiores, não é?

Isso, vocês o veem, vocês fazem a experiência, todo dia.

O Som aumenta, a Vibração aumenta, o Fogo do Coração, as dores no Coração, as dores nos pontos específicos da região torácica tornando-se cada vez mais intensas, ou do sacro, ou da cabeça.

Isso é normal.

Até o momento coletivo, isso vai se amplificar, diariamente.

Mas, o que acontece através disso?

Vocês constatam, para muitos de vocês, por vocês mesmos, que vocês são capazes de fazer idas e vindas, mesmo que sejam dolorosas, quando vocês se despertam nesse corpo com uma maior acuidade de Consciência.

A um dado momento, o que vai acontecer?

Para aqueles de vocês que vão conservar, durante um período intermediário, um corpo físico, vocês terão o corpo físico ao mesmo tempo em que o corpo de Estado de Ser.

Vocês serão, às vezes, a consciência desta personalidade, ainda presente e, ao mesmo tempo, em sobreposição, a Consciência do Estado de Ser.

Ou seja, naquele momento, não haverá mais distância entre sua consciência limitada, esse corpo, e o corpo de Estado de Ser.

Vocês terão vestido (como disse SRI AUROBINDO quando ele foi São João) seus Mantos de Luz, seus Mantos brancos.

É o que nós chamamos, hoje, de Núpcias de Luz, finais.

Naquele momento, vocês irão saber que vocês estão muito perto do momento final coletivo.

Mas isso é preciso, não é?

Vocês o vivem por vocês mesmos, isso é cada vez mais vibrante, mesmo se é, por vezes, para alguns de vocês, eu o concebo, muito difícil de dizer: “ah dane-se, eu ainda estou nesse corpo”.

Mas se vocês estão, realmente, na Unidade, e se vocês se aproximam desse Samadhi, que tenha o corpo ou que não tenha esse corpo, isso nada irá mudar.

Naquele momento, e somente naquele momento, vocês poderão dizer que vocês são, totalmente, o Si e que, mesmo se o corpo existir, não há qualquer importância, porque ele não mais permite a expressão do que chamamos de corpo de desejo.

E vocês constatam, aliás, isso, para muitos de vocês.

Qualquer que seja a maneira que vocês o nomeiem, vocês não têm mais desejo de grande coisa.

O conjunto dos desejos e do que fazia a sua vida, desaparece, e, no entanto, vocês estão sempre aí.

Bem, sim, mas isso é o princípio do acesso à Unidade e da vivência da Unidade: a Realização do Si, ou seja, a dissolução, como nós lhes dissemos, do corpo de desejo, do seu, antes daquele da Terra.

A Alegria é a Essência da Consciência.

Estando na Alegria, vocês nada mais têm a preencher porque não existe mais qualquer falta.
 
Pergunta: existem três Coroas, ao nível da cabeça?
 
Não.

Há uma ressonância que pode dar-lhes a impressão do que eu chamaria de terceira borda, mas há apenas duas Coroas.

Como no cabelo de Buda, vocês têm o ponto central que, efetivamente, pode se alongar e dar a impressão de uma pequena Coroa.

Portanto, podemos dizer, naquele momento, que haveria três Coroas, além do mais que o ponto ER da cabeça se torna cada vez mais Vibrante, nesse momento, para aqueles que sentem esses pontos da cabeça.

Isso é normal.

O ponto ER da cabeça está prestes a terminar, de algum modo, o trabalho ligado à Lemniscata Sagrada, ou seja, a Última Reversão e a Última Passagem.

Vocês sabem, esse artifício que lhes dá a impressão de não mais respirar, que o coração não bate mais, que as dores são terríveis em diversos pontos do peito.

Isso é normal, tudo vai bem: vocês estão prestes morrer.

Não, isso é uma piada.

Vocês estão prestes a renascer.

Lembrem-se, também, do que eu disse, porque isso é muito importante: a um dado momento, quando vocês vivem o Si, que vocês se instalam no Estado de Ser, não são vocês que desaparecem, é o mundo ilusório projetado que desaparece.

É exatamente isso, no momento coletivo.

Não são vocês que desaparecem: é o mundo que desaparece.

Isso relativiza aqueles que dramatizam a Ascensão, porque aqueles que estão na personalidade, no momento final, o que eles vão viver?

Eles vão ver apenas o fogo, enquanto que vocês verão apenas a Luz.

Pergunta: os esquizofrênicos vivem, já, em dois planos de Consciência?

Eles funcionam com uma parte de sua consciência que está na personalidade, e com outra parte que permanece no astral.

Isso não significa que ali estão na Unidade, hein.

A Unidade, o Si, isso nada tem a ver com a esquizofrenia.

Eles têm um pé neste mundo e um pé no outro mundo, mas qual é o outro mundo?

O outro mundo da matriz, ou seja, confinados, o que explica seu delírio, mas não são delírios.

Por exemplo, um esquizofrênico que vai ter um delírio místico, ele lhes diz que vê o CRISTO.

Ele o vê, mas no astral.

A esquizofrenia não é uma Unificação, é uma dissociação.

Mas esta dissociação acontece no mundo físico e no mundo astral, ou seja, no mundo matricial.

Ela nada tem a ver com as esferas Unificadas.
 
Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.
 
E bem, eu lhes agradeço muito por ter feito girar as bicicletas, esperando, como sempre, que todas essas bicicletas que giraram possam servir a muitos de vocês, no período que vocês vivem.

Eu nada acrescentarei enquanto Comandante dos Anciãos, porque nós temos um outro tagarela atrás de mim, que tem muitas coisas a dizer-lhes, e, depois, vocês têm as Estrelas, para encerrar com floreio, eu diria, tudo o que lhes disseram os Arcanjos.

Eu lhes transmito todas as minhas bênçãos e nós iremos viver um pequeno momento de Comunhão no Fogo, se vocês bem o quiserem: essa será minha maneira de render-lhes Graças por toda sua atenção e por todo seu Amor que vocês manifestaram, no plano Vibratório.

Então, eu lhes digo, até muito em breve.

E nós vivemos esses momentos, agora, e juntos, se vocês bem o quiserem.
 
... Efusão Vibratória / Comunhão ...

Caros Irmãos e Irmãs, até breve.
 
 
 
 
Mensagem de OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV,
pelo site Autres Dimensions
em 11 de dezembro de 2011
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
Tradução: Zulma Peixinho
 
 
 
 
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

QUESTÕES REFERENTES Á LIBERDADE, À AUTONOMIA, À VERDADE, AO AMOR, À VIDA E A CONSCIÊNCIA - IRMÃO K - 11-12-2011 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
IRMÃO K
11/12/2011
 
 
 
 
QUESTÕES REFERENTES
Á LIBERDADE, À AUTONOMIA,
À VERDADE, AO AMOR,
À VIDA E A CONSCIÊNCIA
 
 
Eu sou IRMÃO K.

Irmãos e Irmãs na humanidade,
eu rendo Graças pelo seu acolhimento.

Eu transmito toda minha Graça e todo o meu Amor a vocês.
 
Nós iremos, se vocês bem o quiserem (e para prosseguir a lógica do conjunto das minhas intervenções, desde a Autonomia e a Liberdade, a Liberdade, a falsificação do eixo ATRAÇÃO/VISÃO e os elementos que eu dei mais recentemente), nós iremos, hoje, deixá-los exprimirem-se.

O que vocês exprimirem como questionamentos (com relação à Liberdade, à Autonomia, à Verdade, ao Amor, à Vida, à Consciência), eu ali responderei, exclusivamente, hoje, sob o ângulo do Estado de Ser e da Unidade.
Eu lhes peço, então, com insistência, para ir além das ideias e além dos conceitos, para penetrar a própria Essência da Vibração do que eu vou emitir como resposta, chamando-os, não a uma ativação do seu mental, mesmo se isso possa levar à reflexão, mas, sim, deixar-se penetrar pela própria Essência do que eu vou dizer.Isso não é um exercício de estilo, mas, sim, um meio que, eu o espero, irá permitir-lhes ir ainda mais intensamente para a Unidade e para o Estado de Ser.

Eu chamaria sua Atenção e sua Consciência sobre a resposta que pode dar o Estado de Ser, mais do que a personalidade (referindo-os, e a esta Dimensão), e mais do que a resposta a mais completa e a mais ampla com relação, se o podemos dizer, aos mecanismos que estão operando nos mundos Unificados.

Eu os lembro de que esses princípios e esses mecanismos, longe de ser confinantes e condicionantes, são contrastantes.

E de que (por outro lado, é claro, vocês o vivem) existem, realmente, dois mundos: dois mundos cujas leis são profundamente diferentes (se tanto é que podemos falar de leis), cujas características e manifestações são, eu diria, totalmente opostas, ou até mesmo contraditórias.

Pelas experiências que vocês realizam, em sua própria Consciência, vocês começam a apreender-se, de algum modo, da oposição que pode existir entre o estado de Unidade e o estado dual da personalidade.

A experiência da Consciência, em sua limitação e sua projeção, não pode ser nem sobreposta nem transponível ao que é vivenciado na Consciência que acedeu à Unidade, ao Si e ao Ilimitado.

Nós empregamos várias expressões: Si, Eu, fragmentado e Ilimitado, para tentar aproximá-los, não por um ponto, mas mais por uma Porta de saída denominada Desdobramento da Luz (e, portanto, Porta de Luz), permitindo-lhes viver a própria experiência da Unidade, a fim, de certa forma, de fazê-los provar, pela sua Atenção e sua Intenção, o que é a Consciência não ordinária.

Esta Consciência denominada Turiya, que está muito além da consciência de sonho, muito além da consciência da ausência, ou, ainda, da consciência de sono, e que conduz, de qualquer maneira, ao que eu denominaria, do seu ponto de vista, a uma Supra Consciência, nomeada pelo bem amado João, o Supramental.

Ou seja, a alguma coisa que não tem o que fazer, afinal, da atividade mental, que não tem o fazer de tudo o que existe em meio ao corpo de desejo e que representa, de algum modo, uma revolução total, uma mudança de paradigma, fazendo-os passar de um mundo onde existem leis, organizações, hierarquizações, valorizações, a um mundo onde a Liberdade é total, para a Consciência como para o conjunto dos constituintes.

A Autonomia e a Liberdade não podem ser apreendidas de outra forma senão vivendo-as em meio à Unidade.

Naturalmente, em meio à personalidade, podem existir princípios de autonomia e de liberdade, mas reivindicando, ou buscando, sempre, em relação ao mesmo mundo.

Hoje, vocês são cada vez mais numerosos a dar-se conta, pela própria experiência, de que há dois mecanismos que estão operando, dois mundos que não podem ser descritos do mesmo modo, que não podem ser apreendidos da mesma maneira, porque tudo, efetivamente, os opõe, sem, no entanto, que eles sejam confrontáveis ou oponíveis nesta Dimensão (aí onde vocês estão).

O conjunto dos mecanismos que nós lhes trouxemos, Anciãos como Estrelas ou Arcanjos, exprime-se e irá se exprimir sempre (e cada vez mais), segundo um ponto de vista que será aquele do Estado de Ser, não como um princípio confrontante ou opositor (mesmo se é oponível), mas, sim, real e concretamente, como um estado não ordinário da Consciência.

Esta famosa Supra Consciência ou este famoso Supramental ou, se vocês preferirem, para a consciência ordinária, o que eu chamaria de Supra Consciência.

Então, nós iremos praticar isso, juntos e eu os convido, portanto, a me fazer perguntas concernentes a esses princípios de Autonomia, de Liberdade, de Verdade, de Amor, de Vibração, de Consciência e de Vida, a fim de penetrarmos mais adiante, juntos, bem além das minhas palavras, pela Comunhão, a vivência e a experiência da Consciência não ordinária.

Nós podemos, agora, partilhar e Comungar.
 
Pergunta: poderia nos falar sobre a Reversão da Consciência?
 
Querida Irmã, o princípio da Reversão recorre à noção, então, de basculamento, de orientação e de mudança de ponto de vista.

A palavra Reversão recorre, de algum modo, a uma mudança de eixo, a uma mudança de ponto de vista e, sobretudo, ao que eu nomeei a Passagem de um estado de projeção a um estado de introjeção.

Ou seja, o momento em que a Consciência não tem mais necessidade de se voltar, em Atenção e em Intenção, para o corpo de desejo, qualquer que seja esse desejo, e se volta, como se diz do seu ponto de vista, para o interior do Coração, do peito, então, em um espaço particular, em um estado particular, levando a viver esse Basculamento e essa Reversão.

O que está dentro, torna-se fora.

E o que está fora, torna-se dentro.

O que está em cima, torna-se embaixo.

E o que está embaixo, tornar-se em cima.

O que está à esquerda, torna-se o que está à direita.

E o que está à direita, torna-se o que está à esquerda.

É a primeira Reversão.

Há, então, um mecanismo de inversão, se o podemos dizer, ou mais de re-inversão, levando-os a definir uma retidão.

Esta retidão, a um dado momento, não é mais definida por qualquer apreciação de um dentro e de um fora, de uma esquerda e de uma direita, de um em cima e de um embaixo.

Neste momento, essa Reversão que vive a Consciência, traduz-se pela penetração em outros referenciais, onde tudo o que era sistema de organização espacial, temporal, de referências, de alguma forma, não é mais possível.

As referências definidas pelos sentidos ou pelo pensamento não podem mais existir nos mundos Unitários.

Dessa maneira, então, a própria Consciência descobre-se como revertida, desorganizada, basculada.

É o espaço e a Vibração, por assim dizer, onde a Consciência perde todas as referências identificáveis, neste mundo em que vocês estão.

Essa Reversão da Consciência leva-os a viver o outro mundo.

Eu dizia, durante a minha vida, a outra margem.

Toda a problemática (dando que não existe ponto e comunicação entre esses dois mundos, exceto através do que vocês vivem, hoje, no desdobramento da Luz), vocês irão se aperceber por vocês mesmos, é extremamente difícil de descrever, com um mental ou com emoções: o que corresponde à vivência da Consciência, uma vez que ela está Revertida, já que o conjunto das referências, definido como essencial, em seu mundo (como a identificação a um corpo, a uma pessoa, a um espaço, a referências tridimensionais de localização) desaparecem, inteiramente, assim que vocês passam do outro lado.

O outro lado não é aqui.

O outro lado (ou seja, invisível, da morte) é bem o lado que está muito além de um outro lado, ou seja, que não pode ser apreendido por qualquer lei, por qualquer organização, por qualquer hierarquização, por qualquer mental e qualquer sentido.

A própria Consciência se descobre, então, como infinita, não podendo mais se colocar ou se atribuir a um lugar, a uma função ou uma identidade, enquanto estando (como nós mesmos, daqui onde nós estamos) conscientes de uma identidade, mas sem estar submisso, de alguma forma, a esta identidade.

Essa Reversão se acompanha de um desaparecimento do sentimento (porque isso é um) de separação.

O mental, a conceituação, o próprio princípio de separação, ligado ao mental, não pode mais existir.

Vocês descobrem, naquele momento, durante a Reversão, que a Consciência vive um estado onde ela não pertence mais a um corpo, onde ela não pode mais ser identificada a um corpo e, ainda menos, a este mundo, já que a Consciência se descobre pertencer a todos os mundos e que ela própria é a Essência dos mundos.

Trata-se então, efetivamente, de um mecanismo de Reversão total.

Esse mecanismo de Reversão não está inscrito, unicamente, nos limites que eu dei: alto, baixo, esquerda, direita, interior, exterior, mas se inscreve mesmo além desse contexto, nessa palavra que nós podemos empregar que é a Passagem do limitado ao Ilimitado.

Esse mecanismo de Basculamento (porque é um) é reparável, ao nível mesmo desse corpo (e, em particular, pela ativação das Coroas, dos Pontos, da Vibração do corpo, do Fogo do Coração, do Fogo do corpo), levando-os a bascular de um corpo e de uma localização, a uma ausência de corpo (em todo caso, tal como é definido na Dimensão onde vocês estão) e a uma ausência de localização.

Naquele momento, a Consciência está por toda parte, ela não tem necessidade de se projetar, ela está bem introjetada, e é desta introjeção que aparece, então, a Unidade, a Luz, no sentido Vibral.

É por esse mecanismo de aprendizagem dos diferentes basculamentos e reversões sucessivas, que a Consciência se descobre e vive ilimitada e sem qualquer apego, sem qualquer limitação ao que quer que seja e, sobretudo, no que eu nomeei uma Autonomia e uma Liberdade totais (onde não existe qualquer contingência, qualquer contexto, qualquer princípio organizador), já que a Essência da própria Consciência é Liberdade infinita.

A Reversão, as Reversões são os elementos que permitem fazer a experiência independente de um sujeito, porque vocês tomam consciência, se o podemos dizer, de que vocês são a totalidade das experiências (que não estão inscritas em um desenrolar linear ou em uma localização linear), mas escapando, justamente, à tridimensionalidade.

A passagem de um ao outro, essa famosa Reversão, é comparável ao que poderíamos chamar de “tempo zero”.

O tempo zero é o momento em que a Consciência está totalmente alinhada, centrada no instante presente, no que o Arcanjo ANAEL denominou HIC e NUNC, ou seja, AQUI e AGORA, que os faz perceber que AQUI e AGORA não está nesse Ponto específico (que vocês vivem) de Reversão, mas se instala em todos os Pontos, em todos os infinitos.

Este tempo zero é o instante em que o desejo (todo desejo) desaparece e se aniquila, de alguma forma, por completo.

É o instante em que, efetivamente, o mental não pode mais se manifestar, é o momento em que nenhuma emoção vem perturbar a própria Consciência.

A problemática essencial do mundo onde vocês estão, como vocês sabem, é estar cortado ou separado, justamente, deste próprio estado da Consciência que é, no entanto, sua natureza.

Sendo sua natureza, a Consciência ou o Espírito não pode ser limitado por uma experiência, qualquer que seja, já que ela é a própria experiência.

Não uma experiência limitada, mas uma experiência ilimitada e, então, uma experiência ilimitável onde mais nada de reparável, no sentido desta Dimensão onde vocês estão, pode ser mostrado nem demonstrado.

Existe, portanto, um mecanismo de tempo zero onde o conjunto dos contextos normativos da vida em 3ª Dimensão estilhaça-se, onde não há mais subordinação a um corpo de desejo (qualquer que seja, físico ou sutil), onde não pode mais ali haver qualquer absorção de um elemento vindo deste mundo.

Esse processo, vivenciado antes deste período atual de trinta anos que vocês vivem, era, muitas vezes, um processo que eu qualificaria, pela personalidade, de intrusivo, de perturbante.

E esse momento específico, reparável entre todos, para nós que o tínhamos vivenciado (e eu já me exprimi sobre isso, referindo a mim, durante minha última vida), traduz, muito precisamente, uma referência.

E esse momento (esta experiência de Basculamento, de Reversão) foi denominado Despertar.

O Despertar, de algum modo, os extrai de sua Dimensão e os faz descobrir a própria Essência do que vocês são, independentemente de toda lei, independentemente de toda ação/reação, independentemente de todo desejo e de todo mental.

A Consciência descobre-se, então, perfeita, Una, indivisível e Eterna.

No tempo particular desta Terra, esta experiência não é, muitas vezes, brutal, mas progressiva, porque a finalidade comum que pode ser definida (que é o acesso à Realização do Si), hoje, encontra-se modificada, por assim dizer, pelo fato de que esse processo não se refere a uma Consciência entre outras Consciências (do seu ponto de vista), mas, sim, à totalidade das Consciências que vivem como separadas ou divididas sobre este mundo.

A Reversão é, portanto, uma mudança de estado.

É, também, uma mudança, se podemos empregar essa palavra, uma mudança de movimento, uma mudança de tempo (falando, assim, do seu ponto de vista).

Mas o tempo, o movimento, o estado e o que é vivenciado, não pode mais ser referência em relação ao contexto normativo da sua Dimensão e, então, não pode mais ser expresso, porque, desde que ele é expresso, ele os faz sair da introjeção, para fazê-los retornar na projeção (já que a comunicação é uma projeção oriunda da separação e oriunda do confinamento).

A Reversão (Passagem por esse tempo zero) dá-lhes as referências que permitem, somente à Consciência, apreender-se do que se vive nas duas experiências, poderíamos dizer, da limitação e do Ilimitado.

Essas Reversões não são realizadas enquanto o corpo de desejo, sob uma forma ou outra, persiste e permanece, o que é o caso para todos vocês aqui que estão ainda encarnados.

Chegará um momento, denominado coletivo, em que a qualidade da Luz irá se tornar evidência para o conjunto das Consciências separadas, dando acesso a um tempo específico que, aí, será o tempo zero da Ascensão da Terra, que vocês nomearam, também, Estase.

É o momento em que há um Basculamento e uma Reversão, não somente da Consciência humana, mas do conjunto das Consciências separadas deste mundo, sobre este mundo.

Já que a própria Terra irá viver, naquele momento, um Basculamento físico, em ressonância com uma expansão, e concomitante com uma expansão física e Vibral, traduzindo-se por uma modificação considerável, se o podemos empregar esse termo, do contexto de limite da Terra.

Não existe qualquer Consciência que possa extrair-se desse tempo zero, mesmo se, é claro, o futuro da Consciência dos indivíduos for profundamente diferente já que alguns indivíduos, em Consciência, irão de tornar pessoas, de novo, e outros não irão conhecer mais a noção de pessoa, para viver realmente o Estado de Ser, na totalidade (mecanismo nomeado Comunhão e, sobretudo, Fusão e Dissolução).

As Reversões, individuais e sucessivas, que vocês vivem são uma preparação e uma antecipação do momento coletivo da Terra, do tempo zero.

Isso foi ilustrado pela Passagem ao nível do seu corpo (que não é vocês, mas que é o Templo onde se realiza esta Transmutação, essa Reversão), que é a Passagem da Porta Estreita, nomeada Crucificação e Ressurreição, além de toda conotação religiosa, obviamente.

É também, nesse nível, que se situa a Renúncia.

A Renúncia sendo apenas a compreensão do lado ilusório e confinante de todo desejo, correspondendo, na realidade e na verdade, a uma simples projeção ou exteriorização da Consciência, fora da Verdade, pondo fim, assim, à Ilusão, ao Samsara, à reencarnação, às ideias e aos pensamentos, até mesmo, quaisquer que sejam.

Eis o que podemos apreender da Reversão.
 
Pergunta: onde se situam as estruturas Metatrônicas, no processo de Reversão?
 
Os códigos Vibratórios, denominados Metatrônicos, são a restituição das cinco frequências primordiais que foram retiradas, pela encarnação limitada da Consciência.

Eles se localizam, então, no Templo.

Isso foi objeto de várias comunicações, desde o impulso Metatrônico posterior tendo aberto a Porta ao CRISTO e à Liberdade (ndr: ver, na seção
“protocolos”, a Porta KI-RIS-TI das costas).

Esta Liberdade é ilustrada pela Passagem da lagarta à borboleta: lagarta tornando-se um corpo permitindo realizar a alquimia da crisálida e da borboleta.

Isso está ligado à abertura das estruturas isolantes do ser humano, que uma das últimas em questão é o que é chamado de envelope do Coração.

Envelope do Coração que, pela sua própria anatomia, vinha limitar e confinar o Coração.

O Coração Liberado está diretamente conectado ao impulso Metatrônico que é, eu os lembro, simplesmente A FONTE, multiplicada, já que cada um é FONTE.

METATRON está, do mesmo modo, em cada um (em cada Consciência, além deste mundo).

Agora, há mais coisa atrás desta questão, já que o conjunto das estruturas Metatrônicas lhes foi localizado, neste espaço-tempo onde vocês estão, desse corpo, há muito tempo (ndr:
intervenção de METATRON de 15 de agosto de 2009).

Esta representação das estruturas Metatrônicas, tal como eu poderia exprimi-la, pelas minhas palavras e pela Vibração, apenas pode ser vivenciado do interior.

Vocês sabem, existem Dimensões sem qualquer antropomorfismo, mas a característica de todas as Dimensões não separadas é, justamente, não estar separadas, ou seja, estar em Comunhão permanente.

Levando a dizer que A FONTE, presente em um ponto, está presente, integralmente, em cada ponto: que esse ponto seja um átomo, um planeta, um sol ou uma consciência dita humana ou Arcangélica.

Deste modo, então, as estruturas ditas Metatrônicas mantêm a Liberdade, mas não há diferença entre uma estrutura Metatrônica, uma estrutura atômica, uma estrutura de Luz, já que o conjunto da Consciência representa, se o podemos dizer, a totalidade do criado, a totalidade dos potenciais, em seu Ilimitado.

Assim, portanto, eu poderia dar-lhes uma representação: o Anjo METATRON é um Tubo de Luz.

Mas quando vocês representam um tubo de Luz, do lado onde vocês estão, vocês têm apenas uma pálida imagem: uma representação, portanto, mas esta representação, esta imagem, esta ideação, não corresponde à Vibração, mas somente à imagem.

Ora, a imagem, como foi dito há alguns meses, estará sempre submissa a um princípio de falsificação, porque a imagem é apenas uma representação ligada à própria projeção da Consciência.

Nos mundos Unificados, não há necessidade de imagem já que não há representação projetada.

Vocês são a própria Essência da Vibração: assim como não há questão já que tudo é resposta.

A Consciência segue o que eu chamaria de linha de menor resistência, que subtende e que é subtendido pela Atenção e pela Intenção.

Dessa maneira, então, na Unidade, voltar a Consciência, polarizá-la, de qualquer forma, para METATRON, realiza, instantaneamente, a qualidade Vibratória de METATRON.

Vocês experimentam então, diretamente, METATRON, porque vocês o são, na Verdade.

Coisa que é totalmente impossível deste lado do mundo, onde vocês estão, e mesmo do outro lado deste mundo.

Há apenas no outro mundo que vocês têm a capacidade para viver isso, sem vocês representá-lo.

Enquanto existe uma representação, inscrita em uma forma, há limitação.

O próprio princípio do confinamento resulta da imagem, da visão, da representação que criou a Atração e, portanto, a densidade e, portanto, o desejo.

Porque a representação, a forma, a própria identidade, não lhes é acessível.

O cérebro vai, então, construir uma representação, uma imagem e, então, uma projeção.

Esse mecanismo é totalmente ausente no outro mundo.

Ele não precisa existir já que o conjunto do ser e da Consciência é, de maneira imediata, a totalidade dos possíveis.

A ausência de separação não é uma palavra em vão, ela é uma realidade que experimenta, a cada instante e a cada espaço, a Consciência.

Esse princípio explica, de alguma forma, a Eternidade e o Eternizar do Ilimitado, por oposição e contradição com o limitado deste mundo, onde vocês estão confinados porque separados.

A Autonomia e a Liberdade de que falo é, justamente, experimentar o outro mundo.

Não pode existir lei que se sobreponha já que a lei da ação/reação vai criar, de algum modo, se o podemos dizer, ou de-criar, a lei da Graça.

E criar um confinamento onde tudo vai ser submisso a esse princípio de ação/reação e de Dualidade que vocês conhecem perfeitamente, enquanto antagonismo ou complementariedade (e grande princípio imutável) do Bem e do Mal.

A Luz não conhece nem Bem nem Mal: ela É.

O Bem e o Mal são um julgamento de valor inscrito na separação deste mundo onde vocês estão, que não pode existir, de forma alguma, nos mundos não separados.

Os estratos presentes como densidades (Dimensionais, temporais ou espaciais) diferentes, são apenas uma visão, mas esses estratos Dimensionais (de densidade espacial ou temporal diferente) não são nem separados nem compartimentados.

Eles estão, de algum modo, interpenetrados, na totalidade.

A Consciência o vive quando ela está neste outro mundo.

Vocês não podem (mesmo deste lado onde vocês estão, nesse mundo, encarnados) ter qualquer representação nem imagem, porque a imagem se inscreve em uma memória.

Uma imagem irá se inscrever, sempre, no conhecido.

Mesmo na concepção de uma imagem, através da arte, trata-se, em última análise, de uma representação.

E uma representação jamais pode ser conhecida nem vivenciada, ela será sempre projetada e será, então, muito exatamente, o inverso da introjeção.

Assim, portanto, não podemos ir mais longe, em qualquer projeção, já que uma descrição recorre, por si mesma, a um princípio de separação, ou da imagem, ou dos sentidos, ou de ideias.
 
Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.
 
Irmãos e Irmãs na humanidade, além da Vibração, eu os empenho a ler e reler, de Coração aberto, as palavras que eu empreguei, porque essas palavras são a tradução de uma representação, mas que os afasta do sentido comum ou do sentido usual, para levá-los, de alguma forma, eu diria, à Essência, que os faz sair, justamente, de toda possibilidade de dar um significado ou uma interpretação.

Eu sairei, agora, dessas palavras e eu lhes proponho, por minha vez, viver um espaço de Comunhão, já que as Portas, estando em fase de abertura, há cada vez menos dificuldade (do seu ponto de vista) para viver a Unificação da Consciência UNA.
 
Eu agradeço pela sua Atenção, eu rendo Graças pela sua Presença.

Eu lhes digo até uma próxima vez e (como diria UM AMIGO, à minha maneira) do Coração do UM ao Coração do Outro, como do Coração de cada Outro ao Coração de cada UM, vivamos o Si.

... Efusão Vibratória / Comunhão ...
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Francês

Link para download: clique aqui
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Português

Link para download: clique aqui
 
 
 
 
Mensagem de IRMÃO K,
pelo site Autres Dimensions
em 11 de dezembro de 2011
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
Tradução: Zulma Peixinho
Áudio:http://mensagensdeamor.webpt.net
 
 
 
 
 
Related Posts with Thumbnails