quinta-feira, 18 de abril de 2013

SILÊNCIO DA CONSCIÊNCIA. ESTASE E REVERSÃO - RAM - 23-10-2008 - COM ÁUDIO

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RAM
23/10/2008
 
 
 
SILÊNCIO DA CONSCIÊNCIA,
ESTASE E REVERSÃO


Eu sou RAM.

Eu lhes transmito a minha Paz.
Recebam a minha Bênção.

Eu tive a oportunidade de exprimir-me várias vezes sobre o mental, sobre o silêncio, sobre a evolução.

Eu insisti longamente, em muitas ocasiões, sobre o papel do ‘silêncio’ na eclosão de uma nova dinâmica e de um novo estado de consciência.

A consciência é vibração.

A consciência pode apresentar dois movimentos: contração ou expansão.

Entre os dois situa-se a estabilidade.

Do mesmo modo, ela pode involuir ou evoluir.

A consciência é vibração.

A consciência, quando se expande, dilata-se, gera um processo de ‘vibração’.

Esse processo de vibração é percebido geralmente no corpo, em algumas zonas ou na sua totalidade.

A consciência não é linearidade.

A consciência pode ser assimilada a certo número de estratos, desconhecidos uns dos outros, geralmente.

Assim, todos vocês estão aqui presentes, encarnados em um corpo de carne.

Nesse corpo de carne existem a alma e o Espírito.

A vida do corpo de carne torna-se possível por uma ‘contração da consciência’.

Toda encarnação em sua dimensão é uma contração da consciência.

Vocês estão aqui para aumentar a vibração da sua consciência.

A vibração da consciência é, ela mesma, mantida e veiculada pela Luz.

Qual Luz?

Não a Luz visível, mas a Luz da alma e a Luz do Espírito.

Quando o estrato encarnado do seu corpo (que se manifesta habitualmente como personalidade dividida, separada, fragmentada) vai expandir além dos limites do estrato, a vibração vai aceder a outro estado, chamado de «expansão de consciência».

De expansão em expansão vocês experimentam um mecanismo de evolução que vai, gradualmente, fazê-los tomar consciência do que vocês são, do seu lugar, do seu papel e da sua evolução.

Vocês são partículas da eternidade, vocês são partículas da Luz, como tal, vocês são eternidade e vocês são Luz.

Somente o jogo da contração da consciência os faz perder de vista a consciência do que vocês são.

As ferramentas diversas e variadas à sua disposição, que essas ferramentas estejam no campo do que é denominado ‘criação’ (musical, artística), que essas ferramentas situem-se no ‘mundo da natureza’ (as árvores, os minerais) podem ser apoios privilegiados, chaves que podem permitir-lhes cruzar os limiares e aceder a uma consciência mais ampliada, maior.

A consciência é vibração.

A consciência do ser humano na encarnação, que busca o porquê, expande-se e vibra.

A quantidade de Luz presente nesse corpo que vocês habitam pode então crescer.

Seria, contudo, falso crer que essa expansão é linear.

Como seria igualmente falso crer que essa expansão é permanente.

Existe, na dinâmica da consciência, um momento em que, aí também, o ‘silêncio’ deve ser feito.

O silêncio dos sentidos, a retirada da manifestação que ocorre quando do fim da vida de um ser humano na encarnação, passa por uma etapa transitória de parada ou subtraçãoda consciência no mundo exterior.

Do mesmo modo, a passagem de um estado de consciência para outro estado de consciência muito maior e estabilizado.

Não se trata, aí, de uma experiência, mas de uma ‘transformação’.

No momento em que se vive a transformação, há como um processo de silêncio da consciência, quer dizer que, na busca do caminho espiritual (a busca da sua própria Divindade, que é o caminho espiritual) vocês vão, graças a ferramentas interiores como exteriores, como, por exemplo, a meditação, aumentar a quantidade de Luz presente no corpo.

Os cristais são ferramentas que permitem isso também, como ferramentas exteriores.

Todas as meditações, em todas as tradições, induzem um suplemento de alma, um suplemento de Luz e um suplemento de vibração, mas isso é do domínio da ‘experiência’, do mesmo modo que vocês podem experimentar alguns trabalhos com os cristais.

Entretanto, a passagem definitiva de um estrato a outro estrato necessita de um processo extremamente preciso, que corresponde ao que se chama ‘reversão’.

A característica desse momento chamado de ‘reversão’ é que, naquele momento específico, a consciência é obrigada a manifestar-se através do silêncio.

Há parada brutal da expansão.

Isso é denominado, no fim da vida encarnada, a morte.

A passagem do mundo encarnado, manifestada no mundo do Espírito, acompanha-se de uma interrupção específica da consciência.

Hoje, os caminhos evolutivos para os buscadores de Luz são profundamente diferentes,porque vocês estão em um final de ciclo.

Todo final, todo início, se preferirem, acompanha-se de uma reversão e de uma paradada vibração da consciência.

Eu sei que vocês experimentaram (muitos, para alguns de vocês) os cristais, a fim de desenvolver a sua consciência, a fim de trabalhar (sempre no estrato limitado em que vocês estão) com os processos de evolução de novos corpos, de novos chakras e de novas funções.

Mas isso se vive no interior do mesmo estrato de consciência, mesmo se, nesse mesmo estrato de consciência, vocês tenham a impressão de ser profundamente diferentes daqueles que não fazem o mesmo caminho.

Entretanto, vocês evoluem, absolutamente todos, no mesmo estrato de consciência.

Mas esse processo evolutivo no interior de um estrato de consciência chega a um dado momento em que a expansão deve ser parada.

Esse processo poderia ser chamado de ‘estase’.

A estase não é a parada da Luz.

A estase é o momento preciso em que tudo o que foi desenvolvido e experimentado no seu estrato de consciência, em relação às suas novas potencialidades de Luz, deve cessar a fim de deixar o lugar livre para um novo estrato que vocês chamariam de «dimensão quinta».

Em resumo, a passagem de um modo de funcionamento para outro modo de funcionamento necessita de uma passagem específica, que corresponde, de algum modo, a uma morte.

Vocês não podem aceder a isso, ao outro estrato, sem passar por esse instante de ‘estase’.

Então, eu deixaria a escolha a pessoas muito mais qualificadas do que eu para engajá-los nesse caminho, através da sua ferramenta que é o cristal.

O que eu quero que vocês retenham é que o trabalho na consciência pode ser feito no interior de um estrato, mas conduzirá sempre, na finalidade, a fazê-los bascular, pelo processo de estase, em um outro estrato.

A passagem específica desse mundo das suas encarnações, nesse instante preciso, é uma etapa privilegiada, uma vez que ela corresponde ao silêncio da consciência e àestase.

Isso necessita, independentemente das ferramentas que possam ajudá-los, de umalinhamento e de uma centralização total do seu ser no que ele é realmente.

O que vocês são realmente não é o que se deixa ver.

O que vocês são realmente não é a experiência que vocês vivem.

O que vocês são realmente deve primeiramente ser aceito e, posteriormente, integrado.

Vocês são a Luz.

O resto são apenas projeções da ausência de Luz.

O grande desafio que vocês têm a superar é compreender a sua consciência como sendo linear, mesmo no seu desenvolvimento.

Vocês devem integrar, admitir e viver o fato de que ‘a consciência não é linear’.

Ela é linear no seu estrato de evolução.

Mesmo quando ela se expande, ela não tem a possibilidade de cruzar o limiar que separa os estratos.

Para isso, ela deve morrer para ela mesma.

Há um momento preciso, na mecânica da consciência, que deve acompanhar-se, aí também, dessa noção de ‘silêncio’.

Eu disse desde muito pouco tempo que o silêncio era a plenitude, que o barulho era o vazio e que o barulho era a avidez e que o barulho era a violência e a multiplicidade.

É o mesmo para a sua consciência.


A Luz que vocês têm, ou o que vocês vão integrar no seu corpo de experiências, deve induzir uma vibração no nível do conjunto do que faz o seu corpo e a sua encarnação.

Esse processo segue um ritmo diferente para cada alma humana encarnada.

Qualquer que seja o desenvolvimento e o ritmo seguidos por essa consciência que se expande, é um momento localizável entre todos, simbolicamente: aquele em que vocês se abandonam totalmente à Luz e à sua fé na Luz, que é um guia, e que se torna o motor e a manifestação da sua vida encarnada.

Eu disse também, e repito que, depois dessa estase, vocês devem religar-se, a fim de permitirem-se superar a sua personalidade e a sua individualidade, bem além do processo do despertar, ao que é chamado de ‘linhagens’.

As linhagens são múltiplas, mas toda alma humana em encarnação está religada, está em filiação, com várias linhagens.

Quando vocês se encarnam nesse mundo de experiências vocês esquecem, voluntariamente, de tudo isso.

O primeiro encontro com a Luz, chamado de ‘Iluminação’, vai conduzir ao processo do despertar e à constituição de certo número de potencialidades no interior desse corpo humano na encarnação, mas sempre no mesmo estrato de consciência.

A um dado momento da sua experiência de vida, no curso de um evento por vezes benigno, de um evento por vezes marcante, vocês vão se encontrar confrontados com essa noção de estase, de parada, de reversão da consciência que vai então penetrar, ao mesmo tempo mantendo a encarnação, outro estrato.

Isso corresponde ao início da mestria.

A mestria é realizada quando, nos outros estratos de consciência, vocês integram na sua personalidade em encarnação a totalidade das linhagens luminosas das quais vocês são procedentes.

Então, compreendam efetivamente que, quaisquer que sejam as ferramentas (os cristais, a meditação), toda ferramenta, qualquer que seja, vai favorecer, em vocês que buscam a Luz, um trabalho de expansão, mas em meio ao seu estrato de consciência, dando-lhes, por vezes, acesso por amostras, por intervalos, a informações vindas dos outros estratos,mas vocês não estão ainda estabelecidos nos outros estratos.

Estabelecer-se em outros estratos, elevar de maneira definitiva a sua consciência, necessita da passagem pela estase e pela fusão com as linhagens das quais vocês são originários.

Esse processo pode ser chamado de ‘pequena morte’, de porta estreita, não importa.

É um momento único.

Ele é notado depois de um período de expansão em meio ao estrato de consciência no qual vocês vivem.

A um dado momento, essa expansão cessa brutalmente, sem, contudo, que haja contração.

É por essa razão que isso foi denominado «estase» ou «reversão».

É um processo dinâmico, localizável com extrema facilidade, porque vocês passam de um nível de experiência para outro nível de experiência, onde a consciência vai se estabilizar com possibilidades inerentes desse novo estado que é, em particular, não mais estar separado do conjunto dos seus estratos, não mais estar separado, tampouco, da possibilidade de contato com os outros estratos superiores ilustrados pela instalação das linhagens em vocês.

Essa instalação não pode ser assimilada a um processo de canalização, mas, efetivamente, a um processo de ‘fusão’.

Então, eu penso que é possível favorecer a aproximação desse momento, obviamente, através, agora, da própria expansão do seu estrato.

Obviamente, pela ativação dos seus chakras.

Obviamente, por um pré-requisito, que é a constituição do seu corpo de Luz ou corpo imortal.

Quando tudo isso é realizado (pode-se fazê-lo durante várias vidas, mas eu tenho tendência a dizer que, nesses tempos que vocês vivem, isso ocorre com extrema rapidez), será tempo, a um determinado momento dessa experiência, de viver essa estase.

Outro fenômeno que se acrescenta a esse esquema evolutivo: até aí, eu falei de esquema evolutivo pessoal, mas o mundo que os suporta (este planeta, o seu sol, os outros planetas que os acompanham nessa ronda) participam também de um processo evolutivo individuale coletivo.

Vocês entraram, hoje, no momento em que, coletivamente, a estase é possível, tanto individualmente como coletivamente.

Qual é o efeito desse processo de estase coletivo para os seres que não empreenderam o trabalho de evolução de consciência no próprio estrato de manifestação?

Esse processo, se não for sustentado por uma expansão prévia (ou por um trabalho espiritual), vai resultar em uma destruição pura e simples da forma humana que vocês habitam.

Ao passo que se esse trabalho em meio ao estrato tiver sido efetuado, vocês poderão conduzir, literalmente, esse corpo ao novo estrato.

Isso foi chamado, em sua linguagem moderna, de processo de ascensão.

Esse processo coletivo, agora, envolve um número extremamente limitado de almas em encarnação.

Não há que julgar ou que calcular esse número.

É preciso, simplesmente, estar consciente de que esse processo se refere apenas a muito poucas pessoas.

Para aqueles que me conhecem aqui, eu expresso muito frequentemente os meus discursos pelas palavras, obviamente, isso é um primeiro nível.

Eu as expresso, depois, pelo silêncio e, conforme o caso, pela Luz e pela vibração.

Então, antes de responder a vocês, pelo silêncio, e de lhes dar o ensinamento do silêncio, eu tenho a esclarecer também que esse trabalho espiritual não é uma ascese.

Ele não é algo que requer uma revolução total.

Ele requer, simplesmente, estar 'confiante'.

Confiante na Luz e no seu papel na evolução de vocês.

A segunda palavra é ‘desprendimento e abandono’.

A Luz não pode ser encontrada sem desprendimento e sem abandono.

Isso significa transferir a própria vontade, limitada necessariamente, devido à sua manifestação, nesse estrato, para outro nível que apenas quer o seu bem, mas vocês não podem encontrá-lo antes de se abandonar a ele.


Vocês não podem viver a estase individual ou coletivamente, quando isso acontecer, sem passar previamente por esse abandono ou por esse desprendimento.

Eles estão presentes em cada vida humana, em todas as tradições e em todos os mundos, eu diria.

A reversão e a estase não podem acontecer sem isso.

Isso quer dizer também que vocês devem morrer ao seu estrato de vida, para aceder a esse outro estrato.

Então, eu não tenho qualquer ideia de como os seres que têm autoridade guiarão vocês através disso.

Lembrem-se de que eu estou aí para colocar em palavras, em metáforas, na vibração, no silêncio e na Luz, isso.

Antes de responder nesta apresentação pelo silêncio, eu lhes proponho, se vocês tiverem questões em relação a isso, tentar ali trazer uma resposta pelas palavras.


Questão: o que você chama de estratos corresponde ao que nós chamamos de dimensões?

Isso é passível de sobreposição, perfeitamente.

Questão: o que você chama de linhagens?

A linhagem corresponde à sua herança espiritual ligada à sua Fonte e à sua origem.

A linhagem, as linhagens são a manifestação do primeiro momento da exteriorização da Divindade, ela mesma ilustrada pelos Quatro Viventes ou pelas quatro linhagens originais, ligadas aos quatro elementos.

Cada ser (eu não falo, aí, da forma manifestada), cada Unidade de Luz, cada alma, cada Espírito, quando da sua própria criação é, primeiro, separado de si mesmo, do mesmo modo que a Luz original é separada dela mesma.

Vocês, portanto, criaram-se separados de si mesmos em duas partes.

Essa separação em duas partes não é, propriamente dito, a linhagem, mas é o que é chamado de ‘centelha divina’.

Quando vocês criam a sua centelha divina, e se separam da Fonte, vocês são levados a fazer como a Luz original, ou seja, separar-se de si mesmo.

Como vocês se exteriorizam nessa separação?

Criando uma outra chama, em tudo idêntica à sua, que alguns textos, hoje, chamam de chama gêmea.

Há, em algum lugar nesse universo ou em outros mundos, encarnados ao mesmo tempo que vocês ou não encarnados, outra parte de vocês, que vocês passam suas vidas buscando.

Isso é chamado de ‘chama gêmea’.

Primeira etapa.

Essa divisão é possível pela contração da consciência, que desce nos mundos da materialidade e da manifestação nesta dimensão.

Há, portanto, em vocês, um sentimento de incompletude que os faz buscar, durante toda a sua vida e todas as suas encarnações, o seu ‘complemento’.

Isso nada tem a ver com o que vocês chamam de grupos de almas, almas irmãs ou famílias de almas.

Isso é bem anterior àquela noção.

Hoje, durante esses tempos que vocês vivem, que os aproximam da estase, há a possibilidade, para alguns de vocês, de reencontrar o que é chamado de chama gêmea, mas isso não tem o sentido de querer ‘criar’ alguma coisa com o que vocês chamam de chama gêmea.

É uma reconexão à sua Fonte e nada mais.

Agora, os destinos das chamas gêmeas podem ser mais ou menos ligados ou mais ou menos estendidos, isso não tem importância alguma.

O importante é voltar a manifestar em vocês o sentimento de completitude que faz com que vocês nunca mais possam depender de outro ser humano, seja qualquer for.

Vocês não estarão mais na busca de complementaridade, porque vocês irão se tornar, naquele momento, ‘seres completos’.

Essa é a primeira etapa.

Entretanto, a partir do momento em que vocês são exteriorizados, vocês mesmos, na sua chama gêmea (como o Pai o fez no momento da primeira criação), há um suporte obrigatório que subtende o Céu, em todos os sentidos do termo.

Ele mantém as galáxias, ele mantém este mundo, ilustrado através dos quatro pilares da criação, que foram chamados de ‘quatro elementos’, que são a base de toda a vida e de todos os estratos de consciência, desde a sua dimensão até as dimensões mais próximas da Divindade ou da Luz.

As linhagens são a revelação, em vocês, da sua filiação em relação a esses quatro elementos.

Cada um desses elementos foi veiculado de maneira privilegiada pelos seres, humanos ou não.

Isso pode, por vezes, tratar-se de um planeta, ele mesmo desempenhando o papel de filiação.

O controle vai, portanto, corresponder à revelação desses quatro pilares, a fim de fazer de vocês um ser estabelecido na sua Divindade.

Esse processo de reconexão à sua linhagem, à sua filiação, é algo que foi expresso, em diversas correntes tradicionais, como uma ‘fusão’.

Assim (para falar de um mundo que não é o meu mundo de origem, mas que é muito simples para compreender por si mesmo), se vocês tomarem o exemplo daquele a quem chamaram de Cristo, há seres que seguem o caminho de Cristo e que imitam a vida dele, que buscam fazer o bem e se doar eles mesmos, no momento em que eles forem viver a estase a título individual, eles vão fusionar com Cristo.

Assim, eles poderão fusionar as características e os atributos de Cristo como, por exemplo, os estigmas ou os poderes espirituais mais elevados.

Isso existe, do mesmo modo, na fusão das linhagens espirituais, no momento em que vocês entram em estase a título individual e onde vocês chegam na sua Unidade Divina.


Questão: qual diferença você faz entre a alma e o Espírito?

Uma diferença de estrato.

Quando é dito que vocês estão encarnados na totalidade, efetivamente, a sua alma e o seu Espírito permitem a esse corpo ser animado, mas, entretanto, existem parcelas de vocês (a alma, o Espírito, essencialmente) que estão situadas em outros estratos que evoluem por conta própria, um pouco como uma mão que iria dirigir os fios de uma marionete e que iria dirigir os movimentos dessa marionete.

Esse é o papel da alma: segurar os fios e proceder a trama da sua vida, quer vocês tenham consciência disso ou não.

O Espírito é outro estrato, que não conhece a polarização, a manifestação.

O Espírito é a lembrança da sua Divindade, é a centelha que está em vocês.

Este Espírito, quando ele se revela, contribui para a fusão das suas linhagens.


Questão: o que advirá dos seres que não viverão a estase?

A palavra mais exata seria aquela chamada de ‘reciclagem’, a retomada de um novo ciclo.

Vocês sabem, pertinentemente, que a vida evolui segundo ciclos que recomeçam sempre pelos mesmos pontos, em momentos precisos.

É um dom mesmo do Pai.

Então, aqueles que não puderem passar pela estase serão reciclados, do mesmo modo que vocês são reciclados a cada vez que morrem nesse corpo.


Questão: o quinto elemento corresponde ao Espírito?

Não.

O quinto elemento revela o Espírito, mas não é o Espírito.

O Espírito está muito além disso.

O quinto elemento, vocês todos o conhecem, é chamado de ‘Éter’.

Não se trata, propriamente falando, de um elemento, mas de um ‘movimento’, uma vez que os quatro elementos bastam-se a si mesmos.

Trata-se dos Quatro Viventes.

Não há cinco viventes, há quatro deles.

Por outro lado, aquele que assegura a coesão e a reunificação desses quatro elementos é denominado quinto elemento.


Questão: o Espírito corresponde ao Divino na sua totalidade?

Não.

Vocês não podem limitar o Pai ao Espírito ou limitar o Pai ao corpo.


Questão: a fusão das linhagens requer um trabalho com um mestre ou está simplesmente ligada ao processo de reversão?

Vocês podem seguir um mestre durante toda sua vida sem, contudo, viver a fusão com esse mestre ou outro mestre.

A fusão chega para vocês no momento em que vocês entram na estase.

Não há o que se preocupar de buscar isso, isso é.

Eu lhes dou simplesmente os elementos de maneira que, quando isso chegar a vocês, se isso chegar a vocês, isso lhes pareça evidente.

Vocês não poderão obter uma fusão simplesmente seguindo um ser vivo ou um ser morto.

Então, para alguns seres como Cristo, e como outros, vocês podem imitar, fundir-se com essa testemunha da Luz, mas, geralmente, é quando vocês exploraram e expandiram o máximo do seu estrato, quando vocês construíram o que eu chamei de corpo de Luz, que a fusão pode vir a vocês.


Questão: como sabemos em qual nível de expansão nos encontramos?

A questão requer uma dupla resposta.

A primeira: enquanto vocês se colocarem a questão do nível em que vocês estão, significa que vocês ali não estão.

Isso quer dizer que o seu Espírito vacila em meio ao seu estrato.

Lembrem-se de que o processo de fusão, de estase preliminar e de reversão, acompanha-se de um 'silêncio' da consciência.

Esse momento é observável entre todos.

É o momento específico em que, independentemente da construção do seu corpo de Luz, independentemente de todos os seus carismas (dos seus poderes, se preferirem), chega um momento em que, no nível do peito, do que vocês chamam de chakra do coração, vem colocar-se a ‘vibração’, não mais habitual de um chakra, mas a vibração do que eu chamaria de «Eu Sou».

Vocês se tornam presentes a si mesmos, inteiramente.

O resto do mundo torna-se, naquele momento, transparente.

O seu olhar é penetrante, a sua consciência torna-se onisciente.

Quando vocês estão naquele nível, não há mais qualquer questão sobre o nível em que vocês estão.

Enquanto vocês se colocarem a questão, isso prova, simplesmente, que vocês estão simplesmente no interior do seu estrato.

No interior do seu estrato existem, naturalmente, marcadores específicos da sua graduação de consciência.

Esta é a primeira resposta.

A segunda resposta que a sua questão requer é, agora, esta: vocês irão saber que chegaram naquele momento, obviamente, quando sentirem o que acontece no nível do peito, que não é unicamente uma rotação do chakra dito do coração, mas que é a instalação da presença do Eu Sou.

As palavras são bem frágeis para traduzir esse estado.

Mas, a partir do momento em que vocês tocam o Eu Sou, o que vai acontecer?

Vocês se tornam ‘fora do comum’.

Estando fora do comum, vão jogar-lhes pedras, mas também flores, porque vocês se tornam tão fora do seu estrato que vocês escapam aos condicionamentos nos quais se colocaram, mas também nos quais se colocaram todos os outros que vocês conhecem.

Há um antes e há um depois.

A alma em encarnação, o Espírito em encarnação que vive esse momento é capaz, ele mesmo, de definir, no mais exato, o instante em que isso ocorre, porque há um estado de consciência ‘antes’ e há um estado de consciência ‘depois’.

Nada mais é como antes.

Tudo será como depois.

Aí está o que pode ser dito com palavras.


Não temos mais perguntas. Agradecemos.

Então, eu vou agora, se efetivamente quiserem, em relação a tudo o que acabamos de dizer com palavras, permitir-me dizer isso no silêncio.

Então, acolham no seu coração aquilo a que isso corresponde.


... Efusão de energia ...

Se efetivamente quiserem, agora, acolher e receber as minhas saudações de Luz.

Quanto a mim, eu lhes peço urgentemente que mantenham perto de vocês, diante de vocês, este conceito importante sobre o silêncio da consciência, a estase, a reversão, sabendo que isso é uma possibilidade a título individual, e, em breve, a título coletivo, esperando que vocês sejam numerosos a alcançar e a superar esse momento.


Sejam abençoados e eu lhes digo até breve.
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Português

Link para download: clique aqui
 
 
 
 
Mensagem do Venerável RAM,
pelo site Autres Dimensions
em 23 de outubro de 2008
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=251
Versão do francês: Célia G.
http://leiturasdaluz.blogspot.com
Transcrição e edição: Zulma Peixinho
via:
http://portaldosanjos.ning.com
 
 
 

domingo, 14 de abril de 2013

O PODER DA ÁGUA - PROJETOR DE LUZ

 
 
 

 
Masaru Emoto e o poder da água em palestra no Brasil.
 
 
 

 
 
Assista a este filme em tela cheia e
com qualidade máxima de 480p
 
 
 
UM TRANSLÚCIDO DOMINGO A TODOS
 
 
 
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

O PONTO DE VISTA PARA LER O GITA - NISARGADATTA MAHARAJ

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     ADVAITA VEDANTA     
 
NISARGADATTA MAHARAJ
 
O PONTO DE VISTA
PARA LER O GITA
 
 
Numa das sessões, uma distinta dama que visitava Maharaj
fez uma pergunta sobre o Bhagavadgita.

Enquanto ela formulava sua questão nas palavras adequadas, Maharaj, repentinamente, perguntou-lhe: “De que ponto de vista você lê o Gita?”

Visitante: Do ponto de vista de que o Gita é, talvez, o guia mais importante para o buscador espiritual.

Maharaj: Porque você da uma resposta tão tola? Certamente, ele é um guia muito importante para o buscador espiritual; não é um livro de ficção. Minha pergunta é: Qual o ponto de vista do qual você lê o livro?

Outro visitante: Senhor, eu o li como um dos Arjunas do mundo, para cujo benefício o Senhor foi tão generoso expondo o Gita.

Quando Maharaj olhou ao seu redor aguardando outras opiniões, houve apenas um murmúrio geral de aprovação a essa ultima resposta.

M: Por que não ler o Gita do ponto de vista do Senhor Krishna?

Esta sugestão suscitou dois tipos simultâneos de reação de assombro de dois visitantes. Uma das reações foi uma exclamação escandalizada que claramente significava que a sugestão era equivalente a um sacrilégio. A outra foi de um único e rápido bater de palmas, uma ação reflexa, obviamente, indicando alguma coisa como o "Eureka!" de Arquimedes. Ambos os visitantes envolvidos estavam como que embaraçados por suas reações inconscientes e pelo fato de que as duas eram opostas uma à outra. Maharaj deu um rápido olhar de aprovação ao que havia batido palmas e continuou.

M: Muitos livros religiosos são tidos como a palavra de alguma pessoa iluminada. Por mais iluminada que seja uma pessoa, ela deve falar a partir de certos conceitos que achou aceitáveis. Mas a extraordinária distinção do Gita é que o Senhor Krishna falou do ponto de vista de que ele é a fonte de toda a manifestação, isto é, não do ponto de vista de um fenômeno, mas do númeno, do ponto de vista de que ‘a manifestação total sou eu mesmo’. Esta é a exclusividade do Gita.

Agora, disse Maharaj, considerem o que deve ter acontecido antes que qualquer texto religioso antigo tenha sido escrito. Em todos os casos, a pessoa iluminada deve ter tido pensamentos que colocou em palavras e as palavras usadas podem não ter sido muito adequadas para comunicar seus pensamentos exatos. As palavras do mestre poderiam ter sido ouvidas pela pessoa que as escreveu e o que ela escreveu, certamente, seria de acordo com seu próprio entendimento e interpretação. Depois deste primeiro registro manuscrito, várias cópias dele teriam sido feitas por diversas pessoas e tais cópias conteriam numerosos erros. Em outras palavras, o que o leitor de qualquer tempo particular lê e tenta assimilar pode ser totalmente diferente do que realmente o mestre original pretendeu comunicar. Acrescentem a tudo isto as interpolações inconscientes ou deliberadas feitas por vários eruditos no curso dos séculos, e vocês entenderão o problema que eu estou tentando comunicar a vocês.

Disseram-me que o próprio Buda falou apenas na linguagem Maghadi, enquanto seu ensinamento, como foi anotado, está em Pali ou em Sânscrito, o que poderia ter sido feito apenas muitos anos mais tarde; o que agora temos de seus ensinamentos passou por numerosas mãos. Imaginem o número de alterações e acréscimos que foram infiltrados nele por um longo período. Não seria surpreendente que haja agora diferenças de opinião e disputas sobre o que Buda realmente disse, ou quis dizer?

Nestas circunstâncias, quando peço a vocês que leiam o Gita do ponto de vista do Senhor Krishna, peço que abandonem imediatamente a identidade com o complexo corpo-mente quando o lerem. Peço que leiam de acordo com o ponto de vista de que vocês são a consciência desperta – a consciência de Krishna – e não os objetos fenomênicos aos quais ela deu sensibilidade – para que o conhecimento que está no Gita seja verdadeiramente revelado para vocês. Vocês entenderão, então, que, no Vishva-rupa-darshan, o que o Senhor Krishna mostrou a Arjuna não era seu próprio Svarupa, mas o Svarupa – a verdadeira identidade – do próprio Arjuna e, por conseguinte, de todos os leitores do Gita.


Em resumo, leiam o Gita do ponto de vista do Senhor Krishna, como a consciência de Krishna; vocês então compreenderão que o fenômeno não pode ser ‘liberado’ porque ele não tem nenhuma existência independente; é apenas uma ilusão, uma sombra. Se o Gita for lido neste espírito, a consciência, a qual tem se identificado erradamente com o complexo corpo-mente, tornar-se-á consciente de sua verdadeira natureza e se fundirá com sua origem.
 
 
 
 
De: "Sinais do Absoluto"
Dialogos resolutivos com Sri Nisargadatta Maharaj
 
 
 
 
 
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sexta-feira, 15 de março de 2013

VOLTAR A TORNAR-SE CRISTO - YVONNE AIMEE DE MALESTROIT - 30-04-2011 - COM ÁUDIO

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YVONNE AIMEE
DE MALESTROIT
30/04/2011




VOLTAR A
TORNAR-SE CRISTO


Tenho a grande Alegria de intervir nesse Canal.
Eu fui, em minha última encarnação, Irmã Yvonne Amada de Malestroit.
Hoje, eu me apresento a vocês como Estrela KI-RIS-TI.

A vocês todos, meus Irmãos e Irmãs, aqui presentes, e que lerem ou ouvirem o que tenho a dizer-lhes, eu transmito o meu Amor, que é o seu.

Eu começarei, se vocês o permitem, por um breve sobrevôo do que foi minha Vida, não tanto a título de uma memória, mas, antes, a título de exemplo do que vai tornar-se sua Vida, de vocês todos, se vocês o aceitam.
Se vocês acolhem, em vocês, sua Dimensão CRISTO, seu estado CRISTO.

Eu dirigi, em minha vida, uma comunidade religiosa, numa região da França, muito próxima de um lugar mágico, chamado Brocéliande.

Eu efetivamente fiz parte de uma congregação Católica Romana porque, no início do século precedente e até minha morte era muito difícil manifestar esse estado deCRISTO em outros lugares que nesses espaços, ao menos para um Ocidental.

Aqueles que quiserem pesquisar o que foi minha Vida e o que se realizou em minha vida, efetivamente, independente de minha própria vontade ou de qualquer atenção ou desejo de minha parte, encontrarão facilmente.

Hoje, eu represento e eu porto a Estrela CRISTO.
O eixo que foi o meu, em ressonância com minha Irmã Hildegarde de Bingen, que viveu muito tempo antes de mim, esse eixo KI-RIS-TI/REPULSÃO é o Eixo que veio, progressivamente e à medida dos séculos, tentar retificar a Luz alterada (ndr: esquemas na rubrica «protocolos/Yoga Integrativo»).

Em minha vida, muitos mecanismos, que os humanos chamam, hoje ainda, sobrenaturais, foram meu lote quotidiano.
Minhas lágrimas transformavam-se em diamantes, meus vômitos de sangue transformavam-se em cravos e forravam minha cama.
Eu estava em inúmeros lugares ao mesmo tempo, no mesmo corpo físico que eu habitava então.

Eu pude assim intervir, durante a segunda guerra mundial, ao mesmo tempo no monastério, na congregação que eu dirigia e, ao mesmo tempo, a milhares de quilômetros dali.

Eu atravessava numerosos sofrimentos, mas mesmo esses sofrimentos tornaram-se, eles mesmos, estados profundamente diferentes desse sofrimento.

Hoje, vocês serão chamados a tornar-se CRISTO e, portanto, a manifestar essa criação espontânea da Beleza e da Verdade.

Naquela época, aquilo foi chamado milagre, do qual inúmeras de minhas Irmãs e de observadores foram as testemunhas privilegiadas, até um de seus chefes de Estado que assistiu à incorruptibilidade de minha carne, bem após minha morte.

Diferentemente de minhas Irmãs mais jovens que viveram no início do século XX, como Gemma Galgani ou Santa Teresa do Menino Jesus, meu Caminho foi aquele da Fusão Consciente e Integral com o CRISTO.
Eu não fui unicamente uma de suas Esposas, assim como a denominação dada naquela época, mas eu fui Ele mesmo.

Eu me juntei, portanto, em minha vida, ao que é chamada, hoje, essa Androginia Primordial, permitindo realizar a Fusão do Ele e do Ela, como lhes disse minha Irmã Anna.
Isso, eu o vivi em minha vida.

Essa fusão da Androginia dá acesso à dimensão real do ser humano, como Filho Ardente do Sol, Filho do Um, Filho da Eternidade, CRISTO.
Essa Fusão permitiu-me, então, desvendar e revelar uma mestria total da Graça, não no sentido de um controle, mas na manifestação dessa Graça, em múltiplos setores de minha vida, em múltiplos estados de Êxtase que eu vivi então.

Eu fui, portanto, de algum modo, por meu corpo e por meu Espírito, a testemunha privilegiada dessa Androginia Primordial, que corresponde à reunificação das polaridades e permitindo, então, manifestar a totalidade da Verdade nesse mundo de Ilusão.

Eu começava a manifestar isso enquanto, paralelamente, no Oriente, um ser, ele também, compreendeu o que era a chegada dessa Luz: o bem amado Sri Aurobindo.
Na mesma época (ele, no Oriente, e eu, no Ocidente), nós manifestamos (ele, num modo de compreensão, e eu, num modo material) o que era ver essa Luz que voltava e, cada um ao seu modo, densificamos e manifestamos em nossa Vida (nos escritos dele, mas também eu, em meu próprio testemunho de Vida).

Voltar a tornar-se CRISTO ou tornar-se CRISTO, é, portanto, reencontrar sua herança natural.
É redescobrir sua Dimensão, para além da aparência desse Corpo, para além da aparência de tudo o que faz esse mundo.
É entrar na resistência, de algum modo, contra a Ilusão do mundo, não rejeitando essa Ilusão, mas, efetivamente, transcendendo-a, inteiramente.

Tentando por os meus passos nos passos de CRISTO, como Esposa, num primeiro tempo, nesse desejo de Simbiose, em meu desejo de desvanecimento e de dissipação mesmo de minha própria pessoa em Seu Seio, eu compreendi, então, que nós não estávamos separados um do outro.
E eu vim então a manifestar o que meus contemporâneos chamaram os milagres, que são, de fato, apenas o resultado do estado CRÍSTico.

Quando CRISTO veio, há dois mil anos, ele anunciou já seu retorno, bem além das vicissitudes de um corpo, em Espírito e em Verdade, tal como ele partiu.
Eu simplesmente estava adiantada em duas gerações.

Tornando-se Ele, vocês voltam a tornar-se vocês mesmos.
Vocês saem dos papeis.
Vocês saem de toda projeção, de todo desejo.
Vocês saem também de toda dependência.
Vocês saem de toda insuficiência e de toda imperfeição, sem querer, contudo, trabalhar nessas insuficiências e nessas imperfeições, mas, simplesmente, afastando (aparando, de algum modo), os maus ramos.
Mas sem querer fazê-lo, simplesmente por uma tensão.

Assim como o exprimiu minha Irmã de Eixo, Hildegarde de Bingen, essa tensão para Ele, para esse Absoluto, faz com que, a um dado momento da existência humana, realize-se essa Simbiose, essa forma de Fusão conduzida, conduzindo, ela mesma, à Androginia Primordial (bem além da simples identificação, desarmando as armadilhas da personalidade que querem atribuir-se a Luz), tornando-se CRISTO.

Isso necessita passar por certo número de mortes.
Isso necessita passar por certo número de choques.
Isso necessita passar por certo número de desilusões.
E, também, por certo número de sofrimentos.

Mas esses sofrimentos não são buscados, como alguns os buscaram.
Eles surgem por si mesmos, nessa simbiose, porque, voltar a tornar-se CRISTO ou tornar-se KI-RIS-TI, é não mais deixar lugar, em si, para qualquer Sombra.

Como o disseram outras Irmãs, é tornar-se, inteiramente, Transparente para a Luz, não mais existir, independentemente da Luz.
Quer dizer não estar mais presente nesse mundo, ao mesmo tempo estando sobre esse mundo.

Hoje, a humanidade toda, inteira, apronta-se para viver o batismo do Fogo, o retorno do Espírito, o retorno do CRISTO.
Para isso, é preciso deixar, efetivamente, como Ele disse em sua vida, todo o lugar.

O impulso íntimo para Ele, a identificação, depois a Simbiose com Ele, pode-se viver apenas se tudo o que foi ilusório, tudo o que foi resistência, tudo o que foi desejo, tudo o que foi vontade pessoal estiver totalmente aniquilado por esse Fogo do Espírito, transformando-se, vocês mesmos, nesse Fogo devorador, que, no entanto, não queima.

Tornar-se CRISTO é tornar-se rei de Amor, coroado de Sua Coroa, regenerado e ressuscitado no Fogo do Coração.
É deixar passar a Luz.
Tornar-se o receptáculo de Seu Sopro e de Seu Espírito faz com que seu sopro e seu Espírito não possa mais ser assimilado ao que quer que seja nesse mundo.
Em outros termos, é viver a Humildade, a Simplicidade, inteiramente.

Viver a Simbiose em CRISTO é apagar-se totalmente.
É não mais reagir ao que quer que seja ou a quem quer que seja.
Viver apenas para essa Transparência.
Viver apenas para tornar-se isso, sem qualquer outro pensamento, sem qualquer outro desejo, sem qualquer outra vontade.

Para isso, a personalidade deve fundir e desaparecer.
Não por sua própria negação, não por um trabalho próprio, mas nesse ato, tão nobre, que há dois anos o Arcanjo Anael chamava o Abandono à Luz.
Esse Abandono, como ele dizia, é uma Doação de Si, total, à Luz.

O que nós vivemos, uns e outros, nesse mundo, pertence irremediavelmente a algo falso, a algo privado de Luz.

É necessário, para isso, aceitar, bem além da definição do pescador, que nós somos aqui apenas Sombras.
Esqueletos vazios de qualquer Fogo, brilhantes de ausência de brilho, superficialidade.
Sem, no entanto, nos condenar, sem, no entanto, nos julgar, sem, no entanto, condenar quem quer que seja ou julgar quem quer que seja porque, em definitivo, cada Irmão e cada Irmã, mesmo que, hoje, não sirva à Luz, servirá um dia e tornar-se-á essa Luz.

É apenas uma defasagem de tempo, uma defasagem de espaço.
Mas, fundamentalmente, cada Irmão e cada Irmã é, efetivamente, Um em CRISTO, mesmo se ele o recuse.

Então, transcendendo todos esses limites impostos pela Sombra na qual estamos, torna-se possível a nós, pouco a pouco ou de maneira fulminante, viver essa Identificação e essa Simbiose com Ele, e tornar-se real e concretamente Ele.

Aceitar ser um rei de Amor é aceitar não ser rei de ninguém aqui embaixo.
Aceitar tornar-se o CRISTO é renunciar, como Ele, ao reino desse mundo.


Isso pode parecer difícil, é claro, uma vez que, hoje, sobretudo neste período, o culto da individualidade, o culto da personalidade é empurrado ao extremo.
Jamais o sofrimento foi tão grande nesse mundo, devido mesmo a essa reivindicação.

A Sombra reforça a Sombra, mas a Sombra se tornará, um dia, Luz.
Para isso, é preciso que a Luz ilumine a Sombra.
Não há nem Bem, nem Mal, em definitivo.

Viver o CRISTO é viver o Espírito do CRISTO, tornar-se Ele, é transcender o Bem e o Mal.
É sacrificar-se para a Luz e não ser sacrificado pelos outros.
Sacrificar-se a Si mesmo é voltar a tornar-se Sagrado.
É reencontrar a verdadeira Vida.
É viver para além da Dualidade, manifestar esse estado chamado a Unidade, que concorre para estabelecer, permanentemente, sua Alegria, o que quer que viva esse Corpo e o que quer que viva sua personalidade.
É não mais estar identificado aos seus piores sofrimentos, até que estes se transformem, eles mesmos.
É nada reivindicar mais do que ser o CRISTO.
É, sobretudo, descobrir e revelá-lo em Si, porque Ele sempre esteve aí, escondido no mais profundo do Coração, esperando esse momento, esse momento coletivo que chega agora, assinalando o fim da Sombra.

É claro, a Luz dá medo.
Ela dá medo para quem, ou para o quê?
Ela dá medo, obviamente, para aquele que está na Sombra e que julga tudo conforme sua própria Sombra, seu próprio medo.

O Amor é ausência de medo.
A relação humana de amor é asfixiada pelo medo, porque, assim que há amor, há medo de perder o amor.
Isso não é o Amor.

O Amor está além desse medo.
O Amor, justamente, é não mais viver o medo.
É abandonar-se totalmente, pelo processo de Simbiose, a Ele.

Vocês se tornam Ele, em Verdade e em Unidade.
É acolhê-lo na Luz, como dizia o bem amado João, em Unidade e em Verdade, para fazer apenas Um, abolindo a distância, permitindo, então, a tudo o que era do domínio da Sombra, em vocês, desaparecer.

Mesmo o sofrimento, naquele momento, não é mais um peso, mas torna-se uma leveza.
Isso é, certamente, difícil a aceitar pela personalidade, porque, quando a personalidade sofre, ela se torna pesada.
Ela recrimina e manifesta e exprime esse sofrimento.

Mas, para o Ser que se abandona em CRISTO e que se torna CRISTO, o próprio sofrimento não pode mais ser essa densidade e essa gravidade.
Ele se transcende por si, permitindo ser aceso e resplandecente pelo Amor.

Frequentemente foi-lhes feita referência do Coração e, sobretudo, do Fogo.
Sim, o Coração é um Fogo.
O Amor é o Fogo do Espírito.
É um Fogo.
Um Fogo devorador, mas, obviamente, que não devora o Amor.
Ao contrário, que vai devorar tudo o que não é o Amor, a fim de deixar aparecer o Diamante de seu Coração.
Sua dimensão de Filho Ardente do Sol, de KI-RIS-TI, de CRISTO.

É claro, o homem tem medo do Fogo, porque o Fogo representa, para ele, a loucura e o fim da personalidade.
O Fogo representa também o sofrimento, porque o Fogo ilumina.
Ele é uma fonte de água viva vindo grelhar as Sombras, alquimizando-as na Luz do Amor e fazendo-as resplandecer em mil Fogos.

Mas a personalidade não pode compreender o Fogo.
Somente o Amor pode compreender o Fogo.

A Luz é um Fogo.
Esse Fogo destrói a Ilusão, é exatamente o que acontece atualmente sobre esta Terra, é atualmente o que acontece em cada um de vocês, em tempos e em espaços diferentes.

Então, não julguem aquele que, pelo momento, está na resistência em relação a esse Fogo, porque ele está apenas defasado no tempo, mas ele possui estritamente a mesma identidade que vocês, para além da personalidade.

Quando alguns dos Anciões, quando alguns Arcanjos falam a vocês dessa Unidade ou de «Tudo é Um», eles não falam de um conceito ou de uma ideia.
Eles falam, realmente, da Verdade do Fogo, da Verdade do Amor, que não pode ser vivida na consciência e nessa carne.
Porque essa carne viverá sua ressurreição, nesse corpo chamado de Existência ou de Luz, pondo fim à separação.

Então, cada ser humano vive, em seu espaço e em seu tempo, essa Revelação do Fogo, alguns na negação e na recusa total.

Vocês todos conhecem isso, ao redor de vocês, entre seus parentes, que foram atraídos pela Luz e que não puderam tornar-se essa Luz.
Não os julguem.
Eles estão, simplesmente, numa defasagem de tempo e de espaço, porque eu digo, efetivamente, que toda a Terra é chamada, em um momento ou em outro, assim como todos os seus habitantes, a voltar a tornar-se o CRISTO, sem exceção alguma.
E não pode haver, porque toda Consciência é animada pelo Fogo do Amor, mesmo se este não seja reconhecido, ou seja rejeitado ao longe.

O Fogo é o princípio que anima toda a vida, não pode ser de outro modo.
Simplesmente, alguns o rejeitam, por medo, por ignorância, por experiência.
Mas, para além desse espaço/tempo que nós percorremos, uns e outros, não há tempo.
O tempo não é mais o mesmo.

Então, o que lhes parece muito afastado da Luz, hoje, no olhar que vocês levam sobre um ou outro além de vocês, é, de fato, apenas a distância de espaço e de tempo que deve levá-lo a tornar-se, ele também, o mesmo CRISTO que vocês.

Eu quero voltar também nessa noção de Humildade, de Simplicidade.

Na hora em que, hoje, a humanidade e o conjunto desse sistema solar vai viver o que foi chamada a Ascensão, que está vivendo-a, muitos seres humanos, Irmãos e Irmãs (que não estão no mesmo espaço e tempo que o CRISTO Interior), sobrecarregam-se de conhecimentos supérfluos.
Sobrecarregam-se de rituais supérfluos.
Sobrecarregam-se de adoração de algo de exterior a eles, fazendo uma busca exterior, enquanto a única busca a efetuar é a Interior.
Ela consiste em descascá-los, em arrancar-lhes tudo o que não é CRISTO.
Isso não necessita nada mais.

O conhecimento exterior não os levará jamais ao Coração.
Ele dá a ilusão de levá-los ao Coração.
Ele dá a ilusão de controlar e de ir para o CRISTO.
Ora, nada é mais falso.

Agindo assim, alguns de seus Irmãos e de suas Irmãs voltam as costas ao CRISTO e não vão para Ele, mas dele afastam-se.
Mas eles ali voltarão, em outro espaço/tempo.

Então, não os julguem, mas, simplesmente, irradiem o que vocês são.
E não hesitem, sobretudo, em dizer.
Vocês não poderão mudar ninguém, mas, simplesmente dizendo e exprimindo o que vocês vivem, vocês afirmam seu papel de Semente Estelar e de Filho da Lei de Um.

Olhando, nos olhos e no Coração, aquele que põe tempo e espaço entre ele e CRISTO, porque ele renuncia à sua soberania integral, porque ele renuncia à sua própria autonomia e à sua própria liberdade.
Então sim, vocês têm o direito de dizer a ele, vocês têm o direito de irradiar para ele, a fim de que o espaço e o tempo dele aproximem-se, se isso está na ordem das coisas, de sua dimensão de CRISTO Interior.

Viver CRISTO é não mais sofrer, qualquer que seja o sofrimento.
Estar em simbiose com CRISTO é estar na Alegria, quaisquer que sejam os eventos, exteriores ou Interiores, mesmo para esse corpo.

Em CRISTO não existe mais sofrimento.
Mesmo o sofrimento não é mais um sofrimento.
Mesmo a distância não é mais uma distância, porque vocês realizam a Unidade, naquele momento.
A Unidade não é nem Bem, nem Mal.
A Unidade é um estado além da Dualidade e, portanto, além desse mundo, que deve manifestar-se nesse mundo.

Tornar-se KI-RIS-TI é acolher o Fogo.
Esse Fogo devorador que virá queimar o que há a queimar e, ao mesmo tempo, acender o que há a acender, a fim de fazê-los voltar a tornar-se esse Filho Ardente do Sol.

Isso não necessita conhecimento algum.
Isso não necessita qualquer ser exterior, sobretudo agora.
Isso necessita, simplesmente, a Doação de si mesmo.
Essa Doação de si mesmo é um sacrifício.
Mas esse sacrifício, eu repito, não é a negação do que quer que seja.
É, justamente, a aceitação de tudo o que faz a Vida, de tudo o que faz o Fogo, de tudo o que faz o Amor.

Vocês são chamados, uns e outros, a retificar, pela Cruz da Redenção, o Eixo falsificado de que lhes foi feita referência.
Apenas você é que pode retificá-lo em você.
Apenas você é que pode abrir a porta para Ele.
Apenas você é que pode tornar-se CRISTO, por simbiose.
Apenas você é que pode tornar-se borboleta, ninguém mais pode fazê-lo em seu lugar.
É sua incumbência.
É o único modo de reencontrar a Liberdade e a Autonomia.
Não há outro.

Como vocês sabem, nós fomos todos confinados num corpo, privados do acesso Consciente à Luz.
Buscando a Luz no exterior de nós, num ser, num amor, numa posse, numa identificação a uma religião ou a uma esperança, qualquer que fosse.
E isso gira sempre, mais ou menos rápido.


O Amor, infinito e eterno, esse Fogo do Amor, em contrapartida, não conhece transformação.
Ele está aí, de toda a Eternidade, em toda Criação, mesmo falsificada.
É a vocês que cabe realizar sua Dimensão de CRISTO.
Nenhum ser poderá fazê-lo em seu lugar.
E, para isso, vocês devem, certamente, aceitar morrer.
Morrer para si mesmo.
Morrer para o que vocês creem estar fora dEle.
Morrer para uma esperança, qualquer que seja.
Morrer para uma espera, qualquer que seja.
Morrer para o sofrimento, como morrer para o prazer.
Morrer para o desejo.
De algum modo, entrar na Repulsão a tudo isso.

Não de maneira ativa, fazendo, mas, bem mais, tomando consciência de que nada de tudo isso pode ser o objetivo a atingir, porque jamais ele será satisfeito.

A única satisfação pode encontrar-se apenas na Fusão e na Simbiose com CRISTO.
Então, é claro, Ele não portará esse nome nas outras tradições, em outras culturas.
Pouco importa.
É sempre a mesma coisa de que falamos, do mesmo Fogo e do mesmo Amor.

A Redenção não passa pela Crucificação.
Ela passa pela Ressurreição.
A Crucificação é apenas uma imagem, que foi disfarçada.
É simplesmente a Renúncia.
Essa Renúncia, não daquilo que alguns religiosos renunciam no mundo, mas, antes, daquilo que evolui no mundo e que, ao mesmo tempo estando lúcido de que percorre esse mundo, renuncia a todos os atrativos e a todas as seduções.
Não por um ato de vontade, porque a vontade nada pode contra o desejo, mas, justamente, Abandonando totalmente a vontade pessoal a Ele.

Aí está a Ilusão de inúmeras crenças, hoje, que querem fazê-los crer que, trabalhando em vocês mesmos, que trabalhando em seus defeitos, vocês vão se pacificar e vocês vão tornar-se Luz.
Jamais a personalidade, trabalhando na personalidade, poderá encontrar a Luz.
É uma Ilusão.

Ela encontrará circunstâncias efêmeras.
Ela encontrará momentos de prazer, momentos de sentimento de liberação, mas isso não irá jamais, efetivamente, adiante.

Somente o Fogo do Amor, essa Simbiose com o CRISTO, pode despertá-los.
E isso não passa pela vontade.
Isso não passa pelo desejo.
Isso não passa por um trabalho.
Isso passa, literalmente, por sua própria morte a tudo isso.

Vocês apenas podem tornar-se CRISTO assim.
Se vocês não aceitaram isso, vocês não podem penetrar o Fogo do Espírito.

Assim é o sentido do Abandono à Luz.
Assim é o sentido do Abandono e da Fusão a Ele.
Não há meia-medida, porque logo que o Fogo do Espírito os invade, vocês percebem e sentem esse Fogo.
Ele vem queimar tudo o que não é o Fogo.
Ele vem queimar tudo o que não é a Luz.
E vocês percebem, claramente, naquele momento, o que é da ordem da Luz e o que não é da ordem da Luz.

Vocês não podem manter qualquer Ilusão, qualquer que seja.

Tornar-se CRISTO é verdadeiramente um sacrifício, mas um sacrifício de quê?
Da Ilusão, nada além da Ilusão.
E, sobretudo, não da Verdade, bem ao contrário.
É redescobrir e voltar a tornar-se a Verdade, como Ele dizia.
Naquele momento, voltar a tornar-se o Caminho, a Verdade e a Vida, pelo Fogo do Amor e do Espírito.

Todo o resto desaparece.
Todo o resto é aniquilado.
Toda a Ilusão deste mundo desaparece.
Todas as construções mentais, erigidas progressivamente e à medida da Vida, desaparecem.
O Fogo queima tudo.
Tudo o que é acessório.
Tudo o que é inútil.
Tudo o que obstrui e tudo o que torna pesado.

Tal é CRISTO, quando está em Simbiose com vocês.
Tal é o CRISTO, quando vocês abrem-Lhe a porta.
Tal é o CRISTO, quando o Fogo do Amor revela-se.

É um Fogo Ardente como o Sol, o que fez com que alguns dos Anciões identificassem mesmo o Sol como esta Fonte de CRISTO, como o bem amado Comandante dos Melquisedeques (ndr: Omraam Mikhaël Aïvanhov).
O Sol, como João disse (Sri Aurobindo), foi liberado.

Vocês podem tornar-se o Sol, inteiramente e em Verdade.

CRISTO foi chamado também o Logos Solar ou o Princípio Solar.
É exatamente o que Ele é.
Este Fogo que aquece e que queima tudo o que não é Ele.

Quando vocês penetram esse estado, quando se tornam Ele, então o milagre, o milagre da Criação Instantânea, do qual falaram as minhas Irmãs, realiza-se em sua vida.
Tudo se torna Facilidade.
Tudo se torna Evidência.
Tudo se torna Sincronia.
Nenhum mal, nem nenhum bem, pode tocá-los, porque vocês estão na Unidade.

Pretender o bem não é suficiente, porque pretender o bem significa que há já o mal.
Ser para além do Bem e do Mal, é ser Um.
É voltar a tornar-se Ki-Ris-Ti.

Vocês serão chamados, durante este mês de maio, cada um ao seu modo, a voltar a tornar-se esse CRISTO.
Ele vai bater à sua porta, de múltiplas maneiras, que é a mais adaptada para cada um, a fim de desvendar as últimas sombras, fazê-las cair, dissolvê-las.

Para isso é necessário aceitar verem-se.
Não é necessário fugir.
Não é necessário dar as costas a Ele.
Nenhum sofrimento, seja físico ou psicológico, pode impedir CRISTO de estabelecer-se, se vocês o acolhem.
Mas Ele não pode forçá-los.
Ninguém pode forçá-los.
Do mesmo modo que ninguém pode realizar isso em seu lugar, é você mesmo que deve tomar esta decisão.

Vocês estão na aurora do dia novo.
Vocês entraram nesse dia novo.

Então, ninguém sabe quanto vai durar esse dia, porque dependerá da Terra, e também de vocês, do lugar em que vocês estão localizados no tempo e no espaço desta Terra.

Cabe apenas a vocês viver a Verdade do CRISTO.

Naquele momento, vocês saberão, porque vocês vivem esse Fogo.
E esse Fogo não pode enganar, porque ele estabelece uma queimadura: essa queimadura, que não queima, é ligada à própria Luz.

Vocês verão, então, que tudo o que era supérfluo, acessório e inútil será cortado de vocês.
Não são vocês que o fazem, é o CRISTO.
Aceitem.

Olhem-se tal como vocês são.
Olhem todas as crenças.
Olhem todos os estados que são os seus, todos os humores que os percorrem ainda hoje, que são marcadores que, a partir da hora do desaparecimento deles, vocês mostrarão esse Fogo do Amor.

É preciso, para isso, desidentificarem-se totalmente do que vocês creem ser.
Que isso seja, mesmo, o nome dessa identidade ilusória e provisória.
Vocês devem desembaraçar-se de todos os seus hábitos e condicionamentos.
Vocês devem apresentar-se novos, nus, frente a Ele, a fim de entrarem na Simbiose.

A hora chegou de sua Ressurreição.
Isso, as Irmãs e os Irmãos foram numerosos a anunciar.
Cabe a vocês vivê-la, em sua carne e em seu Espírito.

O marcador disso é o Fogo do Coração, essa Presença (aquela que o Arcanjo Uriel, paciente e minuciosamente, instalou sobre a Terra), permitindo-lhes, então, aproximar-se do CRISTO.

A Simbiose está agora à sua porta.
Cabe apenas a vocês, e verdadeiramente apenas a vocês, vivê-la.
Ninguém pode vivê-la em seu lugar.


É uma Revolução Interior que vocês devem efetuar sozinhos, absolutamente sozinhos.
Nesse face a face entre seu corpo efêmero e seu Corpo de Eternidade, chamado Julgamento Final.

Esse Julgamento Final não é uma condenação, é uma Liberação.
Mas, para isso, é preciso ir para além de seus próprios medos.
É preciso ir para sua dissolução, essa pequena morte que é, de fato, a Ressurreição.

Lembrem-se de que, no mundo que percorremos, uns e outros, tudo está invertido, tudo está falsificado, tudo está transformado, justamente, para evitar a Luz.

É tempo, hoje, de viver essa Revelação, e dela fazer sua Revolução Interior.
Não através da negação desse corpo, porque, como sabem, esse corpo é o Templo que acolhe o CRISTO.
Esse corpo deve ser transcendido.
Apenas vocês é que podem transcender a si mesmos.

A Luz está aí.
Todas as Consciências Unificadas da Criação, sem exceção, estão ao redor de vocês.
Elas estarão em breve em vocês, quando o Anjo Metatron vier liberar o que há para liberar em vocês, em 14 de maio.

É naquele momento que será necessário viver sua Ressurreição, sua Simbiose no CRISTO.
Voltar a tornar-se o Filho Ardente do Sol.

Iluminar-se a si mesmo, não por uma iluminação exterior, trazida por qualquer Deus ou qualquer ser humano, como vocês e eu, mas por si mesmos.

A hora chegou de levantar-se, de despertar-se.
A hora chegou de voltar a tornar-se CRISTO.

Como uns e outros o disseram, vocês são os Filhos do Um, os Filhos da Lei de Um.
Vocês são Ele.

Então, pelo momento, talvez, para muitos de vocês isso era apenas um conceito, ou uma busca.
Muito em breve, isso se tornará uma Verdade para viver, e não mais uma busca.

Vocês constatarão por si mesmos que, quando o Fogo do Espírito se revela, todos os conhecimentos exteriores, todos os conhecimentos das histórias, quaisquer que fossem, não têm mais qualquer sentido, se não é o sentido de afastá-los da Luz.

Vocês se aperceberão, então, que nada mais há a compreender além da Verdade de CRISTO em Si.
Todo o resto era feito apenas para desviá-los dessa Verdade essencial.
O mental, as emoções do ser humano são sempre muito fortes para desviar a Atenção de CRISTO.
Mesmo através de práticas ditas religiosas, que consideram o CRISTO como algo de exterior a si.

No conjunto, pode-se dizer que, efetivamente, o conjunto de falsificações, até o presente, funcionou perfeitamente.
Mas não é mais o caso, porque a Luz está de volta.

Progressivamente, pacientemente, desde mais de vinte anos, a Luz restabeleceu seu reino.
E este se descobrirá totalmente nos dias que vêm.

Lembrem-se de que, para cada ser humano, existe um modo único de viver essa Ressurreição.
Pouco importa que isso passe pela morte desse corpo físico, ou pela Ascensão desse corpo físico.
Pouco importa que isso faça de vocês um Guerreiro Pacífico da Luz, que vai manter a Luz até o fim total desta Dimensão.

Cada coisa está em seu lugar.
Cada um, sobretudo, está em seu lugar.
Há apenas que extrair-se de tudo o que é ilusório.
E isso, vocês podem realizar apenas tornando-se CRISTO, vivendo o Fogo do Amor e o Fogo da Luz.
É o mesmo Fogo.

Preparem-se também para viver, em seus corpos, manifestações que, até o presente, não lhes são conhecidas.
Os calores, as agulhadas, o Fogo que vai percorrê-los é um verdadeiro Fogo.
A Luz Interior que vai despertar-se, a Fusão e sua Simbiose em CRISTO, vai transformá-los, inteiramente.
De uma forma para outra forma.
De um mecanismo de pensamento para outro pensamento.

O que era supérfluo eliminando-se, vocês constatarão, por si mesmos, que, quanto mais o Fogo cresce, menos há desejo, e menos há projeção do que quer que seja.

A Luz, efetivamente, e CRISTO, bastam-se a si mesmos.

Quando vocês se tornam Luz e CRISTO, todo o resto se faz de maneira espontânea, natural, sem busca, sem o querer.
Isso se chama a Graça.

É tempo, agora, de sair da Ilusão da Ação/Reação e penetrar, inteiramente, na esfera da Graça.

Naquele momento, vocês se tornarão Criadores de sua própria Realidade.
É nesse sentido que alguns dos Anciões e algumas das Irmãs disseram que lhes será feito exatamente segundo sua Vibração.
Porque vocês se tornarão o que vocês Vibrarem, e se vocês são o Amor, se vocês são o CRISTO, vocês se tornarão isso e vocês criarão isso.

Não haverá mais limite de espaço e de tempo.
O Milagre tornar-se-á seu quotidiano, em todos os sentidos do termo.
Vocês poderão então criar, na sequência deste período, tudo o que vocês podem criar, e de maneira instantânea.
É isso, juntar-se à Unidade.
Voltar a tornar-se CRISTO.
E isso acontece agora.

Aí está o que eu tinha a dar a vocês, como KI-RIS-TI.
Se, em vocês, persistem interrogações, medos ou outras coisas para colocar na Luz, então, eu os escuto.


Questão: fusionar com CRISTO é fusionar com a Fonte?

CRISTO disse: «eu e o Pai somos Um».
Se você se torna CRISTO, então, você poderá dizer: «eu sou Um com o Pai», que é a Fonte.


Questão: a que corresponde o Lírio e a Cruz que lhe foram dados pelo CRISTO?

Correspondem aos múltiplos presentes que o CRISTO me deu.
Houve inúmeros.

A quê correspondem?
Ao Amor, nada mais.
Eu tenho a precisar também que muitos seres humanos, hoje, estão engajados em caminhos de adoração exterior, de ser ou de cultura.

Os seres que viveram a Fusão com o CRISTO, no momento da vida deles, onde quer que estivessem sobre esta Terra, mantinham sobre esta Terra um Farol de Luz.
Esse Farol de Luz é accessível, para além da personalidade, mesmo em nosso túmulo, ou mesmo em nossa urna, em nossas cinzas.
No lugar onde o Corpo permaneceu.
Isso evitará que caiam em adoração diante daqueles que se apropriaram da Luz, e eles são numerosos hoje sobre esta Terra.

Adorem CRISTO, tornem-se Ele, mas não adorem nenhum ser humano, porque o que vocês adorarão naquele momento é do domínio da personalidade, sem exceção.

Quando falo da Simbiose com CRISTO, que eu vivi, estou bem para além da história do CRISTO no corpo de Jesus.
Eu não adorei a Cruz, ainda que seja um dos seus símbolos, que foi desviado, mas adorei o próprio Princípio, CRISTO.
Até tornar-me Ele.


Questão: o simples fato de conscientizar uma Sombra permite a sua superação?

Sim, se você está inteiramente Abandonado à Luz, e se entra em Simbiose com CRISTO.
O que quer eliminar uma Sombra não é nada de outro que a personalidade.


Questão: o que vocês chamam uma Sombra?

Uma Sombra é uma zona de não Luz.
E, portanto, se a zona de não Luz for posta na Luz, ela se torna Luz.
Falo da Sombra em geral.
Esse Corpo, que é o Templo, é também uma Sombra, dado que é uma projeção.


Questão: o sofrimento pode ser uma Sombra?

Inteiramente.
Há um momento em que o sofrimento não é mais sofrimento.
Ele foi iluminado.
Mas não é nunca o olhar externo ou a personalidade que ilumina, é o que queria fazê-los crer a personalidade.
Fazê-los crer que ela tem o controle, que ela tem a compreensão de suas próprias Sombras, o que é falso.


Questão: é necessário completamente desidentificar-se do corpo?

Desidentificar-se da Ilusão do corpo, mas aceitar que esse corpo é o Templo do CRISTO.
Ele é ao mesmo tempo o Templo da Ilusão como projeção, mas é o lugar da Revelação do CRISTO.
Para isso é necessário Fusionar o CRISTO.


Questão: a fusão com CRISTO pode então fazer-se enquanto têm-se ainda Sombras?

Se não tivesse mais Sombra, você seria já o CRISTO.

Questão: a iluminação das Sombras é suficiente para a morte de si mesmo e para o acolhimento do Fogo do Espírito?

Há, é claro, a morte total deste corpo.
O desaparecimento da Ilusão pode fazer-se, em definitivo e na finalidade, apenas a este preço.

Parece-me que, quando encarnamo-nos, somos mortais.
Então, por que recusar encarar esta finalidade, dado que é inevitável?
E que, desta vez, não se traduzirá num retorno eterno à encarnação, mas, efetivamente, à sua Liberação.
De quê vocês têm medo?

Eu esclareço que é apenas nesta sociedade, dita Ocidental moderna, que a morte é vivida como um drama.
Nas múltiplas culturas e tradições, a morte é uma Liberação.
E, no entanto, os seres voltavam.

Tudo é função de seu contexto de educação e de sua própria identificação à Ilusão desse corpo e dessa personalidade, que foi glorificada.
Mas vocês não são isso.

Se vocês estão identificados a esse corpo, estão identificados à morte, porque esse corpo morrerá de qualquer modo.

Como se pode ser identificado ao que é ilusório e efêmero, como um corpo que vive apenas cinquenta ou cem anos?


Não temos mais perguntas, agradecemos.

Então, Irmãos e Irmãs que me escutam agora, que me escutarão ou que me lerão, juntos, vamos Vibrar no Ki-Ris-Ti.

... Efusão Vibratória...

Gratidão, Graça e Bênçãos para seu acolhimento e seu Abandono.

Que a potência do amor e da Luz tornem-se seu Fogo quotidiano.

Talvez até um dia e, em todo caso, até sempre, em outros espaços.




Áudio da Mensagem em Português

Link para download:clique aqui




Mensagem de YVONNE AIMEE DE MALESTROIT ,
pelo site Autres Dimensions
em 30 de abril de 2011





Rendo Graças ás fontes deste texto:
www.autresdimensions.com.
Versão do francês: Célia G.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"EU SOU AQUILO" - SRI NISARGADATTA MAHARAJ

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
      ADVAITA VEDANTA    
 
“EU SOU AQUILO”
[TRECHO]

por
Sri Nisargadatta Maharaj


Onde está a necessidade de mudar o que quer que seja?

A mente está mudando de alguma forma todo o tempo. Olhe para sua mente desapaixonadamente; isso é o suficiente para acalmá-la. Quando ela estiver quieta, você pode ir além dela. Não a mantenha ocupada todo o tempo. Pare-a, e simplesmente seja. Se você der descanso à mente, ela se centrará e recobrará sua pureza e força. O pensar constante a faz decair.

Nada que você faça mudará a si mesmo, pois você não precisa de nenhuma mudança. Você pode mudar sua mente ou seu corpo, mas isso é sempre algo externo a você que foi mudado, não você mesmo. Por que se importar com toda essa história de mudança? Realize de uma vez por todas que nem seu corpo, nem sua mente e nem mesmo sua consciência é você e mantenha-se de pé sozinho em sua verdadeira natureza além da consciência e inconsciência. Nenhum esforço pode levá-lo lá, somente a clareza do entendimento. Não tente reformar a si mesmo, simplesmente veja a futilidade de toda mudança. O mutável mantem-se em mutação enquanto o imutável espera. Não espere que o mutável o leve ao imutável – isso jamais acontecerá. Somente quando a própria idéia de mudança é vista como falsa e abandonada, o imutável pode surgir.

As atividades da maioria das pessoas é sem valor, senão destrutiva. Dominado pelo desejo e medo, eles não podem fazer qualquer coisa de bom.

Os gurus estilizados falam de madurez e esforço, de mérito e aquisições, de destino e graça; tudo isso é mera formação mental, projeções de uma mente viciada. Ao invés de ajudar, eles obstruem. Não corra para a atividade. Nem aprendizagem nem ação podem realmente ajudar.

Não é o que você faz, mas o que você para de fazer que importa.

A atividade não é ação. Ação é oculta, desconhecida, inconhecível. Você pode somente conhecer o fruto. Ação não leva à perfeição; perfeição é expressa na ação. Há uma diferença entre trabalho e mera atividade. Toda a natureza trabalha. Trabalho é natureza. Natureza é trabalho. Por outro lado, a atividade é baseada no desejo e no medo, no desejo de possuir e desfrutar e no medo da dor e aniquilação. Trabalho é pelo todo para o todo, atividade é para si mesmo e por si mesmo.

Sua mente está estagnada nos hábitos de avaliação e aquisição, e não admitirá que o incomparável e o inobtível estão esperando eternamente dentro de seu próprio coração por reconhecimento.Tudo que você tem a fazer é abandonar todas as memórias e expectativas. Apenas mantenha-se pronto em total nudez e vazio. Não faça nada, apenas seja. Apenas sendo tudo acontece naturalmente. Seja nada, saiba nada, tenha nada. Esta é a única vida que vale a pena ser vivida, a única felicidade que vale a pena ter.

Você não pode fazer nada. O que o tempo traz, o tempo levará embora. Este é o fim da Yoga, realizar independência. Tudo o que acontece, acontece na e para a mente, não para a fonte do “Eu sou”. Uma vez que você realize que tudo acontece por si mesmo (chame a isso destino ou vontade de Deus, ou mero acidente), você permanece como testemunha somente, compreendendo e apreciando, mas nunca perturbado. Você é responsável somente pelo que você pode mudar. Tudo que você pode mudar é sua atitude.

Aí mora a sua responsabilidade.
 
 
 
Sri Nisargadatta Maharaj
 
 
 
 
Trecho extraído do livro
“Eu Sou Aquilo” (I Am That, 1973).
 
 
 
 
 
Rendo Graças à fonte deste texto:
 
 
 
 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

SOFRENDO SEU EXPERIENCIAR - MOOJI

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
     ADVAITA VEDANTA    
 
SOFRENDO SEU EXPERIENCIAR
 
 
Entregue a sua existência para a Existência
e mantenha-se em silêncio.
Tudo é a Graça.
 
Se você realmente tivesse o livre-arbítrio e o poder de moldar o seu destino, de criar a sua vida ideal, você iria, muito provavelmente, tirar todos os desconfortos, tudo que desafia o seu ego, tudo que expõe sentimentos de culpa ou vergonha ou qualquer coisa que desafiasse os seus apegos. Você excluiria tudo isso e os substituiria por momentos sabor chocolate. [Risadas] Mas por mais que você tenha se esforçado em construir uma vida segura que satisfizesse sua projeção, ainda sim sua criação não se igualaria, em qualidade e bênçãos, à vida que está se desdobrando sem intenção humana.

Certa vez um homem disse a Sri Nisargadatta: “Maharaj, as suas palavras ressoam profundas em meu coração. Eu sinto seu poder e sei que são verdadeiras. Mas se eu for bem sincero em descrever a minha experiência, teria que admitir que ao longo da minha vida eu estou continuamente experienciando o sofrimento!”. Maharaj respondeu: “Não, isto não é verdade. Você não está experienciando o sofrimento, você está sofrendo a sua experiência.”

Você pode dizer mais acerca das palavras de Nisargadatta, Mooji?

Eu vou lhe contar uma história.

Estando com uma dor muito forte, um homem foi ver o médico. “Como posso ajudá-lo?” perguntou o médico. “Eu estou todo dolorido, doutor”, disse o homem. “Toda vez que eu toco aqui,” ele explicou, tocando próximo a seu coração com seu dedo, “dói! E seu eu toco aqui,” ele acrescentou, tocando seu nariz, “ai! – também dói!” O médico observava, perplexo, conforme o homem continuava. “Quando eu toco aqui,” ele disse, tocando seu estômago, “dói como inferno!” Daí ele debruçou-se na direção do médico e tocou seus cílios com o dedo. “Ai!” ele gritou novamente. Então o médico conduziu um exame físico completo no homem. Finalmente o médico disse, “Senhor eu não consigo achar nada de errado com as áreas que você me mostrou. O problema é que você tem um dedo quebrado!” [Risadas]

O “eu” é este dedo. Onde quer que o “eu” vá, sempre existe um problema. Este “eu” é ego: “Eu gosto, eu não gosto.” O que quer que ele toque, em ignorância, causa dor a si mesmo e aos outros. Entretanto, ele imagina que a dor é causada pelo “outro”. Quando, pela graça, é compreendido que o “eu-ego” é a causa do sofrimento, e que este “eu-ego” foi sonhado no Ser, o sofrimento termina.

A identificação com este “eu” está na raiz do sofrimento. Quando você escolhe o que você deveria experienciar – você sofre. Quando você escolhe de quem você deveria aprender – você sofre. Quando você está constantemente interpretando como as coisas são ou como deveriam ser, o que você merece e o que não merece – você sofre. Onde quer que haja orgulho, apegos, julgamentos ou desejos – há sofrimento. Quando despertamos da ignorância para a nossa verdadeira natureza – o sofrimento é inexistente.

Mas Mooji, como você pode não sentir se existe uma forte dor física?

Tanto a dor como o prazer pertencem ao corpo. Faz parte do pacote. Uma vez que você toma um corpo você experimentará todos os opostos inter-relacionados e todos os contrastes da dança que chamamos vida. Mas isso não quer dizer que você sofre automaticamente porque o corpo está lá. A identidade amplifica o sofrimento. Na observação imparcial e impessoal do funcionamento do corpo-mente, a dor é percebida como um fenômeno natural. A experiência não-pessoal é em si liberdade. Entretanto, para algumas pessoas o sofrimento parece ser um aspecto inescapável da experiência humana. Na esfera da experiência senciente o sofrimento é inevitável. Onde há uma forte identidade física ou psicológica, existirá um sofrimento proporcional – é o imposto por ter uma vida!

Então você diz: “Eu tenho sofrido.” Eu não vou discutir com você a respeito disso. Mas existem também aqueles quem estão sofrendo com uma profunda sensação de gratidão ou até mesmo de alegria por detrás de seu aparente sofrimento. Na verdade não posso chamar isso de sofrimento, porque não há resistência ali. Eles compreenderam e aceitaram que a Graça algumas vezes se manifesta como um intenso queimar interior que purifica o ser de toxinas conceituais e emocionais, e neste sentido eles permanecem em paz.

Eu não sei como eu poderia ficar agradecido quando a dor física ou emocional está latejando!

Não é preciso forçar-se para estar agradecido. Como uma espécie de reflexo condicionado, o sangue corre todo para o centro da atividade, assim como os glóbulos brancos fluem para o local do machucado físico. Neste exemplo, o centro da atividade é onde quer que a sensação do “eu” pessoal palpite, e a atenção que é então colocada na atividade é como o fluir do sangue.

Você não é isso: você está consciente disso. Apenas tenha clareza sobre isso, sem pânico. Se você agarrar-se à intuição, à sensação “eu sou”, e não permitir que isto se conecte com nenhum outro conceito, se você apenas deixar que o “eu sou” incube em si mesmo – imediatamente, alegria e espaço prevalecerão. Espontaneamente existe a silenciosa e intuitiva convicção: “Eu sou o Ser atemporal, sem limites.” Isto não é um ensinamento, mas uma poderosa experiência interna – inexplicável. Felizmente você não tem que escrever uma tese sobe isso. Algo é visto – é o bastante. Você não pode prová-lo e nem precisa prová-lo. Você não precisa falar a respeito, nem mesmo compartilhá-lo. Mantenha-se em silêncio.

Permaneça naquela natural solitude interna.
 
(Longo silêncio)
 
 
Mooji
 
 
 
 
Do livro Antes do Eu Sou
- Diálogos com Mooji -
 
 
 
 
 
Rendo Graças à fonte deste texto:
 
 
 
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