segunda-feira, 14 de março de 2011

A HUMILDADE E A PROFUNDIDADE - TERESA DE LISIEUX – 13-03-2011 - COM ÁUDIO

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TERESA DE LISIEUX
13/03/2011
 
 
 
 
A HUMILDADE E
A PROFUNDIDADE
 
 
Irmãos e Irmãs em Cristo, é-me permitido, hoje, dirigir-me,
porque o momento chegou, a um número muito maior.

Para aqueles que se interessaram pela última encarnação que eu tive, eles sabem talvez que eu disse (e estava entre minhas últimas frases de minha vida) que eu passaria meu Céu a fazer o bem sobre a Terra.

Inúmeros seres humanos que têm orado a mim, desde quase um século, receberam, de minha parte, real e concretamente, Graças.

Maria confiou-me a tarefa delicada, hoje, de falar-lhes, para além desta encarnação, de meu papel, que está também em vocês, inscrito através da Estrela Profundidade [Profundez].

Esta Profundidade que, como eu o espero, demonstra-lhes, pela Vibração de minha Presença, para além mesmo das frases que vou pronunciar, a realidade da humildade.

Primeiramente meu lugar, como Maria lhes disse, é à sua direita.

E se vocês olham, do interior, sua Coroa Radiante da cabeça, vocês verão que estou à direita do ponto IS, IS-IS e que estou também à direita do ponto ER.

Eu sou a ponta posterior do triângulo da Água, porque sou profundamente ligada à Água e, portanto, a Sírius.

Há muito tempo, em outro espaço, em outro tempo, bem além da curva do tempo que vocês vivem, fui aquela que trouxe, com Maria e outras Irmãs (como, ainda que eu não goste dessa palavra, mas é a mais adaptada a esta Terra, Mestre Geneticista de Sírius), a produção da Vida sobre esta Terra onde vocês estão ainda hoje e que viveu tantas deformações.

Assim, de um ponto de vista bem além desse mundo humano, poder-se-ia dizer que eu sou, de algum modo, um Ser muito elevado.

E, no entanto, quando eu vim sobre a Terra, recentemente, eu queria ser a menor porque, efetivamente, vocês podem ser o que for aqui, se vocês são grandes em outro lugar.

Se vocês são grandes aqui, vocês serão pequenos em outro lugar.

Há, de fato, como um princípio de vasos comunicantes.

Vocês não podem ser grandes aqui e grandes em outro lugar, porque quem é grande aqui se faz em detrimento do que é grande em outro lugar.

É nesse sentido que Cristo lavava os pés de seus apóstolos, porque ele era, aqui, o menor, mas o maior.

Aí está porque em toda minha última vida (recoloquem isso também num contexto de há um século, na época em que as forças de resistência à Luz eram as mais importantes), efetivamente, eu mesma como tantas outras, nesse continente ou em outros continentes, vivemos o sofrimento.

O sofrimento não era uma vontade, mas era uma vontade de não mais ser nada, aqui, para ser tudo em outro lugar e juntar-se à Luz.

Isso se manifestava por um sofrimento, cruel e intenso, de meu corpo e também de minha consciência que vivia, naquele momento, esta separação como um drama.

Hoje, sobre esta Terra, mais do que nunca, é-lhes possível viver isso na Alegria, porque as resistências da Terra não existem mais.

Existem apenas as resistências dos homens, mas que nada são agora que as cápsulas que os haviam fechado neste espaço-tempo separaram-se.

Então, se volto sobre minha história, não é para falar-lhes de minha história, porque esta história é a mesma para cada um e cada uma.

Porque vocês têm, efetivamente, uma história, bem além da história de sua vida ou de suas vidas.

E esta história é bem maior do que jamais seria sua história aqui embaixo.

Crer na Luz e crescer na Luz é descrer e decrescer aqui.

O que eu tomei até o auge.

Compreendam bem que não é uma negação.

Não é retirar-se da vida, bem ao contrário, mas é entrar na verdadeira Vida, que nada tem a ver com o que nossos olhos e nossa consciência limitada podem ver.

Então, eu volto um pouco sobre esta história.

Portanto, eu fiz parte das 12 Mães Criadoras na origem deste universo, há mais de 20 milhões de anos.

Minha forma, é claro, absolutamente nada tem de humano, para além desta ilusão e, no entanto, a forma que vocês chamam delfinóide, que é a minha, não faz diferença entre todas as formas e todas as existências.


Eu acompanhei, como todo Ser Criadora, sua própria Criação.

O princípio da Criação, nos universos e nos estados multidimensionais, faz com que toda Criação deva tornar-se superior em Amor, superior (e não vejam aí uma noção de superioridade humana, mas mais uma superioridade de Irradiação) à sua própria Criação, à sua própria Criadora.

Assim, o que eu criei é chamado a tornar-se maior do que eu, porque o maior está ao serviço do menor, e não o inverso.

O princípio de falsificação desse mundo os fez exatamente considerar o inverso porque, nesse mundo, vocês creem que, tendo um status social, empresarial, elevando-os numa pirâmide, vocês vão se tornar maiores.

É exatamente o inverso que é a lei e a regra nos mundos Unificados.

Vocês devem ser cada vez menores, a fim de serem cada vez maiores, quer dizer que, quando vocês são uma Criadora, vocês devem tornar-se menores do que sua Criatura, porque a Criatura, que é seu sangue e sua filiação, é chamada a tornar-se mais luminosa do que vocês.

Toda Luz é Una.

Então, o que quer dizer «ser superior em Luz»?

Isso quer dizer simplesmente: «conduzir sempre mais criatividade, mais Criação e mais Luz» a fim de que uma Criatura se torne, por sua vez, Criadora.

É por isso que Miguel também os chamou Sementes de Estrelas porque, em definitivo, toda Consciência é chamada a tornar-se uma Estrela, um Sol, sem exceção.

Ainda que, em outras Dimensões, as formas de manifestação possam ser afastadas do que se chama uma estrela, tal como nós a vemos quando estamos encarnados aqui.

Então, sim, eu era um grande Golfinho, eu fui aquela que conduziu, com outras, as Matrizes Cristalinas que permitiram o desenvolvimento da Vida carbonada desta Dimensão.

Eu fui, portanto, uma iniciadora desta Dimensão.

A falsificação produziu um confinamento.

O paradoxo deste confinamento é que ele foi desejado por aqueles que eram encarregados de velar pela Criação e que não eram Criadoras.

O paradoxo é que, nesse mundo em que tudo é invertido, vocês devem mergulhar na profundidade, de algum modo extrair-se da vida aparente, penetrar sempre cada vez mais profundamente, despojar-se de tudo o que não é a Luz.

Então, é claro, há muitas camadas, muitos vestuários, se preferem, que impedem a Consciência de viver a Essência da Luz.

Essas camadas são tantos elementos que tornam pesados a alma e o Espírito e os impedem de se encontrarem a si mesmos.

A primeira, é claro, é a importância de si mesmo, a importância que se dá à própria vida, devido ao fato de que ela aparece como limitada, entre um nascimento e uma morte e, portanto, onde é vital, de algum modo, manifestar, num espaço limitado, capacidades de criação (quaisquer que sejam: criação de um emprego, criação de um filho, procriação, criação de um papel).

Tudo o que faz sua vida, nesta Dimensão, que os Orientais chamaram ilusão porque é uma ilusão total.

Quanto mais vocês criam nesse mundo, mais vocês se tornam grandes nesse mundo e mais vocês perdem sua grandeza no Ilimitado.

Então, obviamente, hoje, nesses tempos específicos em que Cristo está de volta em vocês, vocês devem, alguns, derrubar os muros que muitos de nós levamos, na encarnação, anos e anos, vidas e vidas, a construir.

Muros ilusórios que nos davam a certeza de ser algo, reivindicando mesmo o benefício dessas ações passadas, quando estavam inscritas em algo de justo e de bem, enquanto que tudo isso é apenas uma vasta ilusão.

Foi aceitando, muito jovem, em minha última vida, penetrar em profundidade, cada dia mais em profundidade, que eu descobri as virtudes reais da humildade.

Aceitando nada ser, não renunciando ao que eu era, mas, bem mais, encontrando o que eu era, para além do papel que quiseram e que eu quis, eu mesma, percorrer.

Hoje, isso é grandemente facilitado, eu repito.

As resistências não são as mesmas.

Ir na profundidade é voltar a ser humilde.

É compreender que tudo o que os constituem na ilusão não é absolutamente nada, ainda que vocês ali não tenham acesso, com relação à grandeza do que vocês são em outro lugar.

Vocês são Mestres de Luz, vocês são seres de Luz.

Vocês são seres de majestade, na condição de serem os menores aqui.

Mesmo entre os Anciões, alguns deles exprimiram-se sobre isso.

A vivência deles, suas vidas, suas últimas ou outras vidas que eles lhes desvendaram, todos insistiram, sem exceção, nesta noção de ser o menor aqui, porque o único modo de fazer crescer a Luz é aceitar não ser mais nada.

Obviamente, isso não é uma negação da vida, eu repito, mas é remeter ao seu exato lugar o que é da ordem da personalidade, do efêmero e o que é da ordem da Eternidade.

Essa palavra, vocês a ouvirão cada vez mais frequentemente: Eternidade e Unidade.

Porque, quando vocês vão na humildade a mais sincera, quando (mesmo continuando suas atividades ditas exteriores, ilusórias) vocês reconhecem que estas estritamente nada são com relação ao que vocês são, vocês dão já um passo para a Profundidade.

Esta Profundidade que, hoje, vai se tornar cada vez mais importante porque, como lhes disseram, por esse Canal como por outros, muito numerosos seres de Luz, a única porta de saída é o Coração.

Não há outra.

Sair da ilusão apenas se pode fazer pelo Coração.

O Coração é estar ao centro, seja ao centro dos quatro Pilares, ao centro das doze Virtudes, é aceitar a humildade, é vivê-la concreta e realmente.

Eu repito, esta humildade não é uma negação da personalidade, mas é aceitar remeter ao seu justo lugar o que ela é.

E esse corpo também, ainda que seja seu Templo, porque é nele que deve se manifestar o Cristo.

Mas compreender que o que vocês vivem nesse corpo, nesta vida, nada é com relação à Eternidade e estritamente nada é com relação ao que vocês são.

Retenham efetivamente, e eu o repetirei uma última vez, que isso não é uma negação, mas, efetivamente, uma mudança de olhar e de Consciência.

Isso necessita, é claro, ajustes de seus comportamentos, de suas ações, de seus atos, mesmo na ilusão.

Qualquer que seja seu lugar (que vocês o tenham construído ou que lhes tenha sido dado, seja ele o mais alto da sociedade), ele estritamente nada é.

Aceitando conceber isso, assim, virá um momento em que, muito naturalmente, vocês se extirparão da ilusão e descobrirão a Unidade e penetrarão ainda mais em profundidade no que é a Unidade.

Recordem-se que a Unidade é um estado de Ser e que vocês não podem ao mesmo tempo Fazer e Ser.

É um ou o outro.

Virá simplesmente um momento em que, por força de estar na persistência da Luz e da Humildade desdobrar-se-á então o infinito da Vida, desdobrar-se-á então a Unidade, desdobrar-se-á então a Alegria e a Felicidade da consciência.

Naquele momento, vocês captarão instantaneamente o fato de terem tido êxito em transcender e superar a personalidade.

Isso passa, obviamente, pela arma a mais importante e esta arma é a humildade.

Ir na profundidade, redescobrir o que vocês são passa, necessariamente, pelo voltar a tornar-se o menor aqui embaixo.

Estar na devoção não basta, estar no Serviço não basta, porque servir é voltar a tornar-se Luz, como lhes disse um dia o Venerável Comandante.


Mas, para tornar-se Luz é preciso aceitar não ser mais nada.

Enquanto há uma veleidade de apropriação da Luz vocês não podem ser humildes.

A humildade é um caminho que se percorre.

É bem além da abnegação, é bem além da dissolução.

A dissolução da personalidade não é a negação da personalidade.

É a transcendência da personalidade, porque vem um momento em que vocês irão tocar o núcleo desta profundidade e aí, eclodem a Verdade e o Ilimitado.

Naquele momento, vocês são, como dizem os Orientais, um ser Realizado e Desperto.

Esta realização, este despertar (que vocês vivem desde quase uma geração sobre esta Terra) se traduz, para vocês, por percepções Vibratórias que, em minha vida, não existiam e não eram um marcador.

Existem, portanto, nesta época, marcadores formais de seu Despertar.

E esses marcadores não são absolutamente mentais.

Recordem-se de que é diferente estar no Ser e estar no Fazer, porque estar no Fazer exterior os afasta do ser no Ser.

Há movimentos incessantes entre o Ser e o Fazer, entre a Unidade e a Dualidade.

Mas, cada vez mais, a Unidade se desdobra e é isso que colocará fim à Dualidade.

Para vocês como para o conjunto da humanidade.

Ir para a humanidade, ir para a humildade é aceitar.

Aceitar, abandonar-se, acolher palavras que retornarão cada vez mais agora.

Porque, como vocês sabem, os tempos chegaram.

Os tempos chegaram de revelar o que vocês são e não mais permanecerem fechados no que vocês creem Ser, no Fazer, na Dualidade.

A humildade será, para vocês, um elemento importante e motor porque, na humildade, não pode haver qualquer reivindicação exterior.

Há apenas, não uma aceitação do sofrimento, mas uma transcendência do sofrimento, pela própria ação da Luz.

E isso não são vocês que decidem.

E isso não é a Luz que decide.

É o que vocês são, em outro lugar além daqui, que vocês devem reencontrar, reconectar e deixar se manifestar.

O trabalho dos Casamentos Celestes, que se realizou e que continua a se realizar hoje, é exatamente esse trabalho.

Eu sou colocada, como ressonância de Profundidade, em seu próprio DNA, porque eu poderia dizer, como Maria, que vocês são a carne de minha carne, e isso seria verdadeiro.

Eu sou colocada entre Visão, a visão do Coração, aquela que minha Irmã No Eyes desenvolveu.

Eu sou colocada entre o triângulo da Terra e o Triângulo da Água.

Eu sou, portanto, aquela que dá forma à Terra, a argila, se preferem, que dá forma à argila e a faz soprar e insuflar a vida.

Eu tenho, portanto, um lugar privilegiado como Animadora e Criadora de Vida, para portar e suportar esta humildade, porque toda Criação qualquer criação pode apenas existir na humildade, porque é preciso efetivamente ser humilde para aceitar que o que criamos torne-se maior e mais vasto do que nós.

É o grande princípio da Criação.

Tudo se torna sempre mais vasto e sempre maior.

Tudo se cria sempre nos mundos da Unidade.

A lei, chamada nesse mundo da ilusão: «nada se perde, nada se cria» não existe, é claro, do outro lado porque, do outro lado, tudo é Criação permanente e incessante, tudo é expansão permanente e incessante.

Aí está porque a limitação e o confinamento é uma ilusão terrível.

Entretanto, foi-lhes também solicitado para não julgarem e não condenarem, nem sua personalidade, nem aqueles que os confinaram.

É preciso amá-los, porque apenas o Amor é que libera o confinamento.

Não há outro modo.

O confinamento foi criado sob o princípio da Dualidade.

O Amor foi criado sob o princípio da Unidade.

A Fonte é Unidade e vocês são Unidade.

Então, saiam da Dualidade e entrem na Unidade.

Vão para a Profundidade.

A humildade é sua arma.

Em cada gesto que vocês vão realizar na Dualidade, em cada ação que vocês vão efetuar na Dualidade, coloquem-se a questão: «eu vou para a Unidade ou eu vou para a Dualidade?».

«Será que minha personalidade aceita apagar-se?».

Cada vez e sempre.

Isso não é uma submissão, mas, efetivamente, uma liberação.

É para o que eu os chamo e para o que os chama a humildade.

Somente a personalidade crê que há uma submissão.

Mas a verdadeira submissão da personalidade é, de fato, uma liberação da personalidade.

Paradoxo, sempre, dessa reversão que os fez considerar exatamente o inverso, seja na vida comum como na vida espiritual.

O Espírito é grande.

Mas não aqui, em outro lugar.


Não na limitação.

Aí está porque, na limitação, apenas o Coração é que permite encontrar a porta de saída.

O Coração é humilde.

Ele é humilde porque ele sabe que toda a Criação e todas as Criaturas, um dia, juntam-se à Fonte, não perdendo o que quer que seja, mas tornando-se si mesmo a Fonte.

Então, é claro, os sentidos limitados, tais como vocês os vivem, são freios enormes.

O conjunto de muros que foram construídos pela personalidade, progressivamente e à medida das encarnações fecharam, literalmente, cada vez mais, a alma, mas, sobretudo, o Espírito.

Sem o sacrifício dos Elohim, a cada ciclo, reiniciado a cada 50.000 anos, o Espírito teria desaparecido desta Criação.

Esse não era o objetivo.

O objetivo de toda Criação, como eu disse, e de toda Criatura, é elevar-se.

E, para elevar-se, é necessário um apoio e uma base, para que a comunicação e a confiança entre todas as Dimensões não possam ser cortadas.

Sair do confinamento, o seu, como aquele que vivia a Terra, é possível apenas pela maior das humildades, o que a Terra manifestou, sem jamais se rebelar.

Porque é aceitando ser cada vez menor e cada vez mais humilde que se revelam a majestade e a grandeza do que vocês são.

A Terra, como cada um de nós.

Mas é também o modo de reconectar o que havia se rompido, voltar a serem multidimensionais, voltar a manifestarem a Alegria, aquela do Coração, a única que é eterna, aquela que supera e transcende todas as ilusões do confinamento.

Eu lhes repito também que, hoje e a cada dia, isso vai tornar-se cada vez mais fácil, na condição, é claro, de que vocês aceitem acolher esta humildade e esta simplicidade.

Para serem efetivamente vivos, não fugir da vida mesmo nesta matriz, estarem a cada minuto ainda mais vivos, ainda mais conscientes, ainda mais despertos, ainda mais humildes, ainda menores.

É deste modo que a Luz cresce, é deste modo que a Luz se revela, é deste modo que o Coração se abrasa.

A humildade vai tomar, num relevo específico dos eventos que tem a viver esta Terra, quando de sua Ascensão, uma importância essencial.

Nada poderá realizar-se se não há humildade, mesmo nesta Dualidade.

A humildade será, de algum modo, seu salvo-conduto de Luz e de Verdade.

Paramentando-se com o manto da humildade e de sua Vibração, vocês encontrarão cada vez mais seu corpo de Eternidade, aquele que foi chamado pelos Arcanjos o corpo de Existência.

Vocês se tornarão cada vez mais esse corpo de Existência e esta consciência da Existência, despojando-se e despindo-se das vestes da ilusão.

Mas, para isso, vocês devem integrar e superar.

Vocês não têm que rejeitar, vocês têm que transcender.

Esta transformação, esta alquimia, como o disseram algumas Irmãs e alguns Arcanjos, é a realidade do que vocês vivem nesse momento mesmo.

Assim, cada minuto e cada desafio de sua vida é uma oportunidade única para ir para esta humildade.

Não se queixem jamais contra as circunstâncias exteriores, não se queixem jamais contra um próximo ou qualquer um mais distante que vier atingi-los.

Esse é o papel deles, nesta ilusão.

Mas vocês devem ir para além da ilusão.

Nada se produz por acaso no desvendamento da Luz.

Tudo é atração e ressonância.

Essas palavras, vocês entenderam.

Tudo é perfeição também.

A perfeição está para além da aparência, para além do que seus olhos vão ver, para além do olhar da lagarta, como diria o Grande Comandante, mas no olhar da borboleta.

Vocês são chamados, todos, a tornarem-se borboletas.

Mas, para isso, é preciso aceitá-lo.

Aceitá-lo é tornar-se humilde.

Aceitar não ser mais nada aqui é aceitar não ser mais a lagarta.

Então, vocês estão prontos para cruzar esta porta?

É para isso que tudo o que vai lhes chegar e que lhes chega, nos dias e nas semanas que vêm, deve remetê-los, de maneira perpétua, a esta mesma interrogação.

Quanto mais vocês forem para a humildade, mais o que lhes acontecer, nesta ilusão, lhes parecerá fútil e sem importância.

Mas, entretanto, vocês deverão vivê-lo a cada minuto.

A um dado momento, como eu disse, a Profundidade será tal que explodirá o Fogo do Coração para aqueles que não o vivem ainda.

Nesse Fogo do Coração vocês serão religados ao Cristo, à Fonte, de maneira definitiva.

Vocês constatarão, aliás, cada um em suas vidas que, em alguns momentos, o Fogo do Coração se desperta, sem que mesmo qualquer estado de meditação ou de oração tenha sido ativado.

O Fogo do Coração ativar-se-á espontaneamente, cada vez mais frequentemente, nas circunstâncias em que, justamente, vocês forem humildes, mesmo sem o querer, porque vocês o terão integrado.

Naquele momento vocês estarão muito próximos do final desta Dimensão.

Se existe agora um espaço de questionamentos que me daria uma alegria de abrir com vocês, sobre esta noção de humildade e de Profundidade, então, vamos comungar ainda mais agora.

Abram-se a mim como eu estou aberta a vocês e abordemos, se há dúvidas em vocês, para esta noção de humildade e de profundidade.

Vamos.


Questão: quais são as qualidades que permitem transcender os sofrimentos do corpo?

A humildade.

É exatamente o que acabo de falar.

A resistência, ou o sofrimento, que era o lote comum da humanidade (porque a Dualidade é sofrimento, porque há ali privação da Unidade), todo sofrimento vem daí.

Quando se junta às esfera da Unidade e da Luz, o sofrimento não pode mesmo existir, ainda que em pensamento.

Porque tudo é Alegria, tudo é Felicidade, tudo é expansão.

Não existe qualquer força de contração, qualquer limitação.

O próprio corpo desta Dimensão, que era, há muito tempo, eterno, tornou-se perecível e sofredor.

Então, superar o sofrimento pode apenas se fazer pela humildade.

A humildade é, de algum modo, o bálsamo do sofrimento.

Porque todo sofrimento, em definitivo, está aí apenas para recordar a condição efêmera.

Assim, portanto, não mais lutar contra (ainda que isso seja por vezes necessário), mas transcender o sofrimento pela humildade permite ser, efetivamente, um bálsamo que transcende o sofrimento e o faz desaparecer.

Ela o faz desaparecer da consciência.

Olhem, por exemplo, a vida de alguns místicos, no Oriente como no Ocidente, atingidos por diversos sofrimentos e que, no entanto, transcenderam e superaram este sofrimento.

Olhem, por exemplo, o mais precioso representante da Unidade, que não faz parte dos Anciões porque essa foi sua escolha, e que foi atingido por um câncer.

E, quando seus «discípulos» alarmavam-se ou sofriam pelo próprio sofrimento dele, ele próprio demonstrou que era capaz de não estar identificado àquele sofrimento e, portanto, deixar esse plano em toda lucidez, transcendendo o sofrimento pela humildade e pela Unidade.

Assim, portanto, enquanto o olhar da consciência está separado e dividido, o sofrimento é concebido como um elemento bloqueador e limitador, o que é, efetivamente, para a personalidade.

Mas este apelo para entrar na Unidade, na Profundidade e na humildade vai, a um dado momento, encadear um processo em que o sofrimento não pode mais vir perturbar o que quer que seja.

Naquele momento, a personalidade é transcendida, o sofrimento é transcendido.

O que não quer dizer que o sofrimento possa desaparecer instantaneamente.

Esse é, por vezes, o caso, esse, em outros casos, não é o caso.

Então, há apenas uma consciência de Luz e uma Luz bem mais intensa.

As forças de Unidade e de Unificação são efetivamente maiores do que as forças de separação, de sofrimento e de divisão.

É uma balança, de algum modo, tal como eu o exprimi em minhas primeiras palavras.

Tornar-se Luz, tornar-se grande é tornar-se o menor aqui.

Não há, tampouco, que culpar.

Obviamente, qualquer sofrimento é apenas o reflexo de perda de Unidade, mas esta perda de Unidade concerne ao conjunto desse plano de manifestação no qual vocês são parte integrante.

E é nesse conjunto de manifestações ilusórias que convém revelar a Luz.

É o que vocês fazem atualmente.


Questão: levar a consciência sobre sua Estrela pode ajudar a atingir esta humildade?

Minha Irmã, sim, é claro.

Isso será desenvolvido em detalhes dentro de muito pouco tempo, por aquele que se chamou Um Amigo, que encerrará assim e dar-lhes-á as últimas chaves Vibratórias para que vocês apliquem em vocês mesmos, para aproximarem-se, sempre mais, desta humildade e desta Unidade.

Então, sim, é claro, levar sua atenção sobre o ponto Profundidade vai fazer ressoar, em vocês, um circuito novo.

Esse circuito é aquele que vai lhes permitir irem para mais Unidade e para mais Profundidade, efetivamente e, portanto, manifestar cada vez mais humildade.

Como disse Um Amigo, a consciência e a Vibração são uma única e mesma coisa e vocês têm hoje a possibilidade de focalizar sua consciência e fazer emergir a Vibração e a Consciência da Vibração.

É disso que vocês devem se servir, em prioridade, porque esse é o instrumento que existe, hoje, nesta Dualidade, devido ao retorno da Luz, que não estava absolutamente há mais de 30 anos e em minha vida.

É isso que perfeitamente percebeu Sri Aurobindo, o bem amado João, quando ele descreveu a chegada do Supramental e as consequências que isso teria, ao nível celular da sociedade, da humanidade.

É isso que vocês vivem atualmente.

Portanto, sirvam-se da Vibração e sirvam-se da Luz.

Sirvam-se de suas capacidades novas de Atenção e de Intenção.

Então, sim, se vocês levam sua consciência sobre o ponto Profundidade, vocês vão ativá-lo em vocês e isso facilitará sua tarefa.


Questão: como proteger e curar a alma para estar na Unidade com ela?

Mas, minha Irmã, você não pode falar de proteção.

A proteção é um conceito que pertence à Dualidade e, portanto, essa própria palavra de proteção é uma heresia com relação à Unidade.

Vislumbrar uma proteção é ainda vislumbrar uma separação entre o Bem e o Mal.

A Unidade não é nem o Bem, nem o Mal, mas além do Bem e do Mal.

Assim, portanto, em sua própria consciência e nas palavras que você exprime, vislumbrar a noção de proteção é um ato de Dualidade.

A melhor proteção é a Luz, e esta proteção não é de fato uma proteção, ela é sua Verdade íntima.

A proteção pertence à linguagem da Dualidade.


Questão: deve-se então abençoar o sofrimento?

Abençoar é uma palavra bem grande.

Simplesmente, já, num primeiro tempo, aquiescer para transcendê-lo e superá-lo.

O sofrimento, se vocês ali aplicam um remédio ligado à Dualidade, de ação/reação, naquele momento, vocês se afastam ainda e sempre mais da Unidade.

Obviamente, um médico vai curar os males.

Ele vai tentar (através do que ele aprendeu, o que ensinaram a ele, o que foi revelado a ele, pouco importa) aplicar um bálsamo sobre esses diferentes males, sobre esse mal que existe na cabeça ou no corpo.

Mas esta, que foi a conduta normal da humanidade, pelo princípio de Dualidade, hoje, deve ser superada e transcendida.

Vocês nada têm que opor à dualidade.

A Luz não é uma oposição.

A Luz é Vibração, e a Vibração da Unidade é algo que lhes dá todas as respostas.

Mas, enquanto o mental se apreende dela para querer agir contra algo, ou mesmo servir-se da Luz para compensar uma falta de Luz, isso é apenas o reflexo da Dualidade e de um funcionamento na Dualidade.

A Unidade é simples, é um estado de Alegria.

A humildade conduz à alegria.

A Alegria é independente de circunstâncias exteriores e de qualquer sofrimento Interior.

A Alegria desabrocha quando ela é encontrada no Fogo do Coração, quaisquer que sejam os sofrimentos anteriores.

Estes são transcendidos e queimados pelo Fogo do Amor.

Compreendam efetivamente que a Dualidade (sem a intervenção e a manifestação da Luz nos grandes Ciclos) é sem fim, assim como o principio de reencarnação, que é um princípio falsificado, que os obriga sem fim e sem fim a reencarnarem-se.

Somente alguns muito grandes Seres tiveram êxito, por uma manobra de abandono inconcebível à Luz, nas épocas de resistências enormes a esta Luz, para transcender as condições da humanidade.

Hoje, isso está aberto ao maior número.

Ir para sua própria Unidade é superar a Dualidade e não mais se servir da Dualidade.

Como vocês querem superar a Dualidade se vocês raciocinam em termos de Bem e de Mal?

O Bem, como lhes disseram algumas de minhas Irmãs, mantém tanto a matriz como o Mal.

Querer fazer o bem é louvável, mas não confere a Unidade.


Questão: pode-se transmitir a Luz?

Cara Irmã, se você se torna Luz, a Luz se transmite sozinha, ela não tem necessidade de você.

Porque se você quer transmitir a Luz, esse é um ato da personalidade.

Porque você entra no Fazer e você sai do Ser.

Ser no Ser é estar no Fogo do Amor.

O Fogo do Amor não tem necessidade de exprimir, nem de manifestar, nem de querer, porque ele se basta por si mesmo.

Assim, o Cristo não agia.

Bastava olhá-lo, tocá-lo e aproximar-se dele para ser transmutado.

Não era ele que decidia, mas era o Pai, nele.

Assim, vivendo a Unidade, não há mais que projetar o que quer que seja.

Há apenas que ser e, quanto mais vocês entram na humildade do ser, mais a Luz irradia e mais ela age.

A Luz será sempre, como lhes disseram todas as minhas Irmãs e todos os Anciões, muito mais inteligente do que o ego e do que a vontade de fazer o bem.

Ser Unitário é bem além desta vontade de bem, porque vocês se tornam vocês mesmos o Bem, para além do Bem e do Mal.

Qualquer veleidade ou qualquer vontade de projeção de Luz é uma Dualidade.

Vocês acreditam que Melquisedeques como Mestre Philippe de Lyon tenha podido curar tantos seres por uma vontade de cura?

Não, é porque eles eram, uns e outros, os menores e eles nada queriam, a não ser o bem da humanidade, ou seja, ir bem além do Bem e do Mal, reencontrar a Unidade e o Cristo, ou o estado Crístico, nada mais.

E isso bastava para encadear os milagres.

Frequentemente, por trás da vontade de ajuda do ser humano esconde-se, sub-repticiamente, o ego.

Em minha vida, em minha última vida, fui muito frequentemente solicitada para a cura de numerosas almas, mas será que eu pedi, eu, querendo agir?

Não.

Eu pedia à Luz e ao Cristo, meu Bem Amado, para air (que era a Dimensão Ilimitada em mim).

Não era minha pessoa que agia.


Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs, eu me regozijo por ter interagido e me comunicado e comungado com vocês.

Por imitação, eu diria: «eu lhes dou minha Paz» e eu quero efetivamente sua Paz.

Certamente, até breve.


Vocês são o Amor, nada mais, porque tudo é o Amor.

Até breve.
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Português

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Mensagem da Amada TERESA DE LISIEUX,
pelo site Autres Dimensions
em 13 de março de 2011
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
Versão do francês: Célia G.
 
 
 

domingo, 13 de março de 2011

A BUSCA DO CONHECIMENTO INTERIOR - HILDEGARDE DE BINGEN - 13-03-2011 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
HILDEGARDE DE BINGEN
13/03/2011
 
 
 
 
A BUSCA DO
CONHECIMENTO INTERIOR
 
 
Eu sou Hildegarde de Bingen
e eu lhes apresento minhas homenagens,
Irmãos e Irmãs, aqui e em outros lugares.
 
Muitos de vocês, sem conhecerem quem eu era, puderam talvez ler o que eu recebi em minha vida, nesta vida, isso a fim de conduzi-los, hoje, numa compreensão e numa vivência.
 
Eu tive já a oportunidade de me exprimir relativamente ao conjunto de conhecimentos que recebi, naquele momento.
Esses conhecimentos não foram jamais (ainda que isso fosse extremamente interessante para mim) procedentes de um estudo, mas, bem mais, de uma comunicação Interior e, portanto, o que eu chamaria um conhecimento Interior.

É claro, naquela época, não me foi jamais permitido e possível, mesmo na ordem na qual eu evoluía, falar de outra coisa do que de Cristo.

O conhecimento que eu recebi então é chamado um Conhecimento Interior, intuitivo, direto, do Coração.

O Conhecimento de que eu falo é procedente de um movimento da Consciência, da energia, voltada para o Interior.

O conjunto do que eu transcrevi então era, de algum modo, uma forma de comunicação direta à fonte do Conhecimento.
Isso se tornou possível, para além de minha história pessoal, pela possibilidade, justamente, de nada buscar no exterior de mim mesma, mas, efetivamente, buscar no Interior de mim mesma.

Esta fonte de Conhecimento, o conjunto de humanos, sem exceção, a tem em si, partindo do princípio de que este Conhecimento, absoluto e total, do conjunto das leis, mesmo desta Matriz, está presente no Si.

Convém, hoje, colocar e apreciar, no seu justo valor, uma palavra que é a palavra busca.
A busca é um elemento de que se apreende muito rapidamente a atividade intelectual, como uma forma de projeção exterior de algo que não estaria no Interior, mas que exprimiria, unicamente, pelos escritos, pelas reflexões efetuadas no exterior de si.

O conjunto de minhas Irmãs Estrelas, hoje e há alguns dias, conduziram-nos a inclinarem-se no Interior.

A busca possui, portanto, dois aspectos: uma busca que se faz no exterior e uma busca que se faz no Interior.

De fato, a busca Interior não é uma busca, porque a busca evoca, sempre, um movimento, enquanto que, justamente, o conhecimento Interior é a parada do movimento, pelo aparecimento de outro estado de Ser.

Deste outro estado de Ser alguns procuraram explicar os fundamentos na história humana, outros simplesmente descreveram sua experiência, outros, enfim, dos quais eu, captamos, neste outro estado de Ser, uma forma de comunicação, uma forma de sapiência, bem diferente do conhecimento exterior.

Algumas de minhas Irmãs falaram de Profundidade, de Clareza, de Unidade.

Agora, sempre foi anunciado a esta humanidade que o essencial era invisível para os olhos, que o essencial era invisível para a personalidade e que tudo, absolutamente tudo, encontrava-se dentro de Si.
Esta é a estrita Verdade.

Vocês nada podem revelar e desvendar além do que não esteja já presente, nada mais do que não seja exterior a vocês mesmos.

Aceder a este estado e a este espaço do Ser apenas se pode fazer quando há aceitação preliminar dessa constante, de que tudo está dentro, de que tudo está no Interior e de que o exterior representa apenas um aspecto separado, projetado, diferenciado e distanciado de nós mesmos.

Alguns seres, bem antes de mim, disseram: «o que está dentro é como o que está fora, o que está no alto é como o que está embaixo».

O problema é que o fora e o embaixo não mostram jamais a verdade e não se deixam jamais desvendar, mesmo se a projeção exterior obedeça a leis extremamente numeráveis.

Essas leis múltiplas, inumeráveis, hoje, é claro, vocês as conhecem mais do que eu conheci em minha vida.

A problemática essencial atém-se em algo de muito simples.
É que o conjunto da consciência humana coletiva, quando algumas palavras são empregadas, essas palavras fazem ressoar uma vivência própria a cada pessoa, mas, também, inscrita numa forma de bolsa coletiva, de memória coletiva.

Assim, cada palavra, qualquer que seja a língua (mesmo nas línguas as mais antigas), cada palavra é portadora de uma vivência, e esta vivência é, ela, estritamente limitada ao que é perceptível no espaço em que evolui a consciência.

A dificuldade é que, em palavras muito simples, como amor, como luz, como bem ou como mal, ou como ódio ou como sombra são apenas definidas como por pares e por oposições.

A definição, e o que é veiculado por uma palavra é, portanto, tributária da experiência comum, veiculada pela crença, no sentido o mais amplo.

Assim, a luz pode ser assimilada ao que é visto porque, na sombra, nada pode ser visto.

Do mesmo modo o amor, ainda que ali se agregue (como vocês o fizeram nesta época) certo número de apelidos ou qualificativos, é, em resumo, apenas limitado aí, eu repito, pelo conjunto de crenças comuns e de sentidos comuns atribuídos a essa palavra.

Assim, o simples fato de pronunciar a palavra amor vai induzir, na consciência do ser, nas células, na fisiologia, certo número de elementos, procedentes, portanto, de crenças comuns e de experiências comuns, não permitindo jamais aproximar-se do absoluto, ou seja, do que está além da projeção, da aparência e das crenças.

Nesse canal, como em outros, certo número de expressões foi encontrado a fim de sustentar esse déficit de sentido, esse déficit absoluto.
Por exemplo, a Luz tornou-se a Luz Vibral para, efetivamente diferenciá-la da luz do dia que é vista pelos olhos, da luz do sol que é captada pela pele (e por vezes pelos sentidos, mas que é uma luz projetada) e, portanto, não dando jamais acesso ao absoluto.

Assim, portanto, o qualificativo Vibral deixou entender que era possível viver uma Luz que seria, portanto, não visível, ao sentido comum, não perceptível, ao sentido comum, mas cujo qualificativo seria Vibração: Luz Vibral.

O próprio Amor, em sua linguagem corrente, para diferenciá-lo do amor clássico, do sentido comum, foi chamado, por exemplo, amor incondicional, significando, assim, que o amor, por definição, é condicional.

Outras palavras foram (e outras expressões foram) empregadas para qualificar este Amor sem ali colocar a condição de ser incondicional, por exemplo: Fluidez, Unidade, Graça, Atração e Ressonância.
O Conhecimento participa do mesmo processo.

Frequentemente o humano confunde o conhecimento aprendido com o verdadeiro Conhecimento, negligenciando, assim, a etimologia e a própria raiz do sentido primeiro da palavra.
Aí também se encontra uma armadilha, é que a raiz, tal como ela é admitida, não remete jamais à origem primeira, real, da palavra.

Assim, portanto, as palavras tornam-se então portadoras de uma Vibração, de um sentido, de uma crença, bem diferentes de seu sentido dito primeiro.

Assim, falar de luz não é a Luz.

A Luz Vibral não é a luz do dia, mas é uma Luz que não pertence a esse mundo, portanto, invisível aos olhos desse mundo.

Retomando, por exemplo, palavras comuns e frequentemente utilizadas pelos séculos passados e presentes, se nós tomamos, por exemplo, a palavra religião, a origem latina os remete a religare, quer dizer a capacidade de religar: a religião, portanto, religa o homem a algo de outro.
Esse é o sentido que foi dado a ver e a apreender e a compreender, escondendo, com isso, a Vibração da palavra anterior a religare e ao latim, que é religio, nada mais tendo a ver com o latim, nada mais tendo a ver com o sentido de religar, mas cuja raiz, procedente do silabário original, do sumério, quer dizer simplesmente manada.

Assim, nós passamos de um sentido adotado de religião e de ser religado para uma noção, muito mais trivial, que os remete mais a uma noção efetivamente distante do sagrado e efetivamente distante de uma re-ligação qualquer.

Todas as palavras, sem exceção, foram construídas deste modo, porque aqueles que criaram (se é que se possa falar de criação) uma linguagem nesta Matriz conheciam, bem mais do que o humano, a capacidade de Vibração das palavras, ligando-as, para além do sentido comum e para além da crença, a uma origem Vibral, significando, frequentemente, exatamente o inverso do que crê o ser humano.

É preciso, portanto, superar as palavras.

Ora, o conhecimento exterior é baseado em palavras que são lidas e aprendidas.
Ele repousa, portanto, hoje ainda mais do que em minha época, unicamente numa crença e na validação de uma crença, aplicável e reprodutível, eu admito, nesse mundo, mas não em outro lugar.

É claro, o ser humano, evoluindo nesse mundo, acha isso completamente suficiente para explicar a realidade, agir na realidade e modificar esta realidade.

A grande diferença é que o sentido primeiro, o sentido Vibral, é efetivamente diferente do que foi inculcado pela educação, pela observação, pela ciência e mesmo pela religião.

Eu falo disso porque é algo de que eu tomei consciência muito jovem.
Vocês observarão, aliás, que a maior parte dos seres que viveram estados ditos místicos ou Unitários (para adotar a linguagem de hoje) estiveram sempre em questionamento sobre o próprio sentido da Consciência.

Eu não fiz exceção à regra.
Eu expliquei, numa de minhas primeiras vindas nesse canal, o que aconteceu no momento em que eu acessei o verdadeiro Conhecimento.
Conhecimento que, eu os lembro, pode ser decomposto em co e nascimento, ou seja, nascer com [porque, no francês, a palavra é connaissance].

Mas a palavra nascimento, em si mesma, eu os lembro, no sumério, quer dizer a negação da Essência.
Assim, nascer, nesse mundo, é tornar-se a própria negação do que se é.
Paradoxo.

E tudo os remete, inexoravelmente (mas meu propósito não está aí), tudo os remeterá, sempre, inexoravelmente, a esta noção paradoxal.

Eu poderia multiplicar os exemplos ao infinito sobre palavras extremamente correntes.
O objetivo é, simplesmente, fazê-los levantar um grande ponto de interrogação, eu não diria uma angústia existencial, mas, bem mais, o próprio sentido da experiência da vida humana, voltada, portanto, para um exterior, considerado como a única realidade.

Então, é claro, quando da busca dita espiritual, o ser humano vai aplicar os mesmos preceitos, permitindo-lhe apreender seu ambiente à sua busca dita espiritual.

Ora, esta busca é um movimento.
Assim como eu o exprimi, quando de minha primeira vinda nesse canal, a descoberta da verdade é um não movimento e, portanto, uma não busca, mas, mais, uma parada de tudo o que é exterior.

Então, é claro, de acordo com o século, isso pode se chamar contemplação, misticismo, oração, meditação.
Ainda é preciso que esta contemplação, esta busca, esse misticismo, esta oração, esta meditação não tenha outro objetivo que o de parar o movimento de busca, mas, antes, de algum modo (como lhes disseram seres que viveram o despertar, em particular quando desse último século que acaba de se escoar) a suspensão e a parada do tempo.

A saída do tempo permite encontrar a Verdade, e esta Verdade é Conhecimento.

Assim, portanto, vocês devem, antes de qualquer coisa, integrar esse paradigma que é, finalmente (e como, aliás, o disseram muito numerosos sábios ou despertos) que nada há a procurar, porque tudo está já aí.
E sim.

Mas o problema é que o ser humano abre os olhos e nada vê.
É claro, nada há para ver.

Tanto mais que as primeiras camadas que são tocadas nos espaços, ditos Interiores, são as camadas das crenças, as camadas do inconsciente coletivo (chamado também astral, com suas diferentes tonalidades que vocês qualificam de boas ou más), mas são ainda apenas camadas em movimento.

A projeção, a exteriorização, a vida nesse mundo é uma projeção.
E, portanto, encontrar o outro mundo necessita a parada de toda projeção e de todo movimento.

Existe um mecanismo, para além da consciência humana, presente em todas as consciências, e é aí onde eu quero chegar, e, em particular, na consciência de Gaia, Urântia, a Terra (ou Teras ou Uras, segundo suas diferentes denominações).

Os mecanismos da consciência, passando de um estado a outro, acompanham-se, sempre e sistematicamente, de uma noção de reversão.

Quem diz reversão diz parada do movimento para usar num sentido diferente.
A Terra, como todos vocês sabem, nesta época, gira.
Ela gira ao redor do sol com certo número de características precisas.

A passagem do conhecimento do mundo exterior ao mundo Interior, para a humanidade, agora, em sua totalidade (uma vez que é exatamente disso que se trata nesse momento) passa, aí também, por uma parada do movimento e por uma reversão, e por um movimento partindo no outro sentido, como já tem sido assinalado por muito numerosos profetas.

O sol se levantará no oposto de onde ele se levanta atualmente.

Lembrem-se também de São João: as estrelas não estarão mais nos mesmos lugares no céu.
É esta época que vocês vivem.

Se a aparência e o exterior mudam, isso traduz, inexoravelmente, uma mudança Interior.
Essa mudança Interior é aquela que vocês vivem também em sua própria consciência.
Essa mesma que, hoje, de acordo com seu caminho, os coloca frente ao que eu chamaria questionamentos e interrogações novos.

Existe, de fato, uma perda de sentidos e de indicadores que é indispensável para passar de um estado a outro estado.

O que acontece nos mundos Unificados é que a passagem de um estado a outro, de um lugar a outro se faz segundo as leis da Unidade, ou seja, com Fluidez, Graça e facilidade.

O mundo da Dualidade, este, em todo caso, é um mundo de oposições, de ação/reação, de atrito, se preferem, para empregar um termo físico.

A passagem do estado exterior para o estado Interior, da Dualidade à Unidade, é precedido, é claro, por atritos, atritos cada vez mais importantes na consciência do humano.
Isso, muitos seres humanos viveram no final do ano precedente: ritos de Passagem, de Abertura.

Hoje, é a Terra que o vive, com mecanismos de atrito, de superaquecimento, tais como vocês observam em vocês, aliás, como no exterior de vocês.

Existem mesmo Arcanjos cuja função é velar, de algum modo, para efetuar essa Reversão nas melhores condições.

A grande vantagem é que a consciência humana, se ela o deseja ainda, tem ainda a possibilidade de viver essa Reversão, nela, antes que a consciência da Terra e a própria terra a viva, a fim de limitar as forças de atrito e de oposição.

Esse caminho, que inúmeros seres humanos começaram a empreender (para os mais antigos, para os primeiros, desde 1984), foi crescendo.
Inúmeros calendários, aliás, antigos, o explicam perfeitamente.

Vocês entraram, desde o início desse mês de março, num mecanismo de aceleração, não linear, mas logarítmico, exponencial, de algum modo, se preferem, mas bem mais elevado.

Assim, as faculdades de adaptação a esta aceleração serão função das capacidades de cada humano para deixar o movimento efetuar-se sem resistir.
Isso participa, inegavelmente, do que o Arcanjo Anael chamou o Abandono à Luz.
Mas, hoje, eu diria que é, sobretudo, um Abandono à transformação, além disso.
Mas a transformação é procedente da Luz.

Assim, nas circunstâncias de suas vidas (que elas lhes sejam pessoais, próximas, ou que elas sejam planetárias, como é o caso atualmente), de suas capacidades de Fluidez, de suas capacidades para ir no sentido do movimento que, eu os lembro, é uma Reversão, decorrerá sua facilidade para viver essa mudança.

Não é jamais demasiado tarde para começar.

A graça é acessível para todos.
Não há qualquer condição de idade, de saúde, de carma, de conhecimento exterior, que possa se opor a isso.

Vocês são, portanto, convidados hoje, para irem no sentido do movimento.
Esse movimento que precede, acelerando-se assim, a última Reversão.

De fato, esta aceleração do movimento, num sentido, é uma parada no outro sentido, de outro ponto de vista.

Assim, a consciência humana encontra-se confrontada, não mais às suas próprias oposições, suas próprias Sombras, mas a uma mudança à qual ela está sujeita.
Que ela tenha consciência, conhecimento ou não disso.

É nesta última etapa da Terra que o humano tem a última capacidade e a chance de poder seguir esse movimento, mas, para isso, é preciso aceitar o movimento, para isso, é preciso não entrar, aí tampouco, na oposição ao que reclama o movimento da Terra, onde quer que vocês estejam.

Há, portanto, de algum modo, uma conexão a restabelecer.
Esta conexão, este alinhamento é o que vocês vivem, para aqueles de vocês que vivem as Vibrações.
É também o que exprimiu minha Irmã NO EYES ou também SNOW, concernente à sua capacidade para estar na vida, para estar plenamente na vida.

Este ato de estar plenamente na vida não é algo que seja função de uma idade, de um estado de saúde ou de crença, mas, bem mais, de um impulso da alma e do Espírito para se manifestar de um modo ou de outro.

Mais do que nunca a consciência humana é chamada a acompanhar o movimento.

Para alguns de vocês isso pode representar um desafio, uma abnegação nova, uma confiança total ao movimento.

Frente a esse movimento, é claro, certo número de medos, inerentes, podem aparecer.
Como o medo do desconhecido, medo da mudança ou medo da morte.

Nesta etapa, a consciência humana individual e coletiva passará necessariamente por esse choque (como foi chamado por Sri Aurobindo), choque da humanidade.
E é agora.

É um momento em que o que pertence às projeções exteriores vai se ver ameaçado e, portanto, induzir reações, oposições, pavor, medos que serão, obviamente (como o disse o bem amado João) a superar, a integrar para viver a aquiescência, aceitação ao movimento e à Reversão.

Existem exercícios muito simples, para ver e apreciar, de algum modo, suas capacidades para aceitar o movimento.

Simplesmente, imaginando (e o mental é muito forte para isso), por exemplo, que vocês perdem homem, mulher, marido, filho, situação, chaves do carro (qualquer coisa que lhes era útil em sua projeção exterior) e apreciar a projeção do mental nas reações emocionais que ela vai induzir.
E isso é apenas uma projeção.

Isso lhes permitirá já antecipar o que acontecerá ao nível coletivo.

Em resumo, como o disseram grandes neófitos, vocês estão prontos para tudo perderem para tudo ganharem?
Vocês estão prontos para morrer para viver?
Vocês estão prontos, de algum modo, para terem confiança na Vibração que os anima, para a maior parte de vocês que me escutam ou que me leem?
Vocês estão prontos para terem confiança na vida?
Porque é bem disso que se trata.
Não de sua vida, procedente de crenças, de suas próprias projeções (e das nossas, quando estivemos vivos nesse mundo), mas na vida eterna, ilimitada.

Há ainda tempo, eu penso, se lhes restam ainda atividades mentais, de se colocarem essas questões.

Lembrem-se de que são apenas projeções mentais.
Mas essas simples projeções, para alguns de vocês poderão provocar reações violentas, corporais, fisiológicas, emocionais, psicológicas.
Isso lhes dará uma ideia do que vocês terão a viver, onde, no momento vindo, real e não mais projetado, chegar nesta projeção do mundo.

Lembrem-se de que vocês não podem superar o medo combatendo-o.
E isso, o bem amado Sri Aurobindo perfeitamente exprimiu, analisando as etapas sucessivas que vive a consciência humana, individual e coletiva, frente ao que eu chamaria um mecanismo geral de adaptação necessária.

A diferença entre os mundos Unificados e o mundo da Dualidade é que, nos mundos Unificados, quando passamos de uma Dimensão a outra não há não jamais interrupção, mas sabemos, muito precisamente, aonde nós vamos, a Dimensão para onde vamos, o Universo para onde vamos.
O que está longe de ser o caso na consciência da Dualidade.

Existe, portanto, naquele nível, um desafio, e esse desafio pode ser transcendido unicamente pelo Coração, cujo próprio reflexo, nesse mundo projetado, é exatamente a Vibração vivida nas Coroas, nas Lâmpadas, os chacras, os plexos, quaisquer que sejam os nomes que vocês lhes deem.

Há indicadores, indicadores Vibratórios, aí também, perceptíveis ao nível dos sentidos: o som da alma, os coros dos Anjos, o som do Espírito.

Há também a capacidade para experimentar a paz, a serenidade, a alegria, independentemente de qualquer circunstância Interior ou exterior.

Não se trata, portanto, de um estado de humor, mas, efetivamente, de um estado de Ser, profundamente diferente mesmo do que pode ser experimentado num estado de satisfação ou de prazer, qualquer que seja a fonte.

Existem, portanto, muito numerosos indicadores na consciência humana individual, coletiva que, hoje, estendem-se sob seu olhar, sob sua consciência, sob sua vivência, confirmando com isso que o que acontece no Interior acontece também no exterior.

Tudo isso para lhes dizer, e vocês compreenderam, que o conjunto da humanidade encarnada está na aurora de uma perturbação sem precedente que é o nascimento para a Eternidade.

Então, é claro, o mental, desde muito tempo, apreendeu-se da noção de Amor e de Luz para transformá-la ao seu sabor, que é sempre um sabor ou uma faixa de apropriação, enquanto que o que vem é tudo, exceto a apropriação.

Esta liberação é uma emissão, mudando o nível de densidade temporal, espacial, modificando a totalidade dos indicadores ligados às crenças, aos sentidos e às suas vidas.

O único modo de vivê-la, aquiescendo, aceitando-a, situa-se ao nível do Coração, o Coração Vibratório, o interior.

É nesse sentido que Maria os intimou, desde já duas intervenções, para irem ao essencial, consagrarem tempo da Atenção, da Intenção, da energia ao seu interior, porque não haverá mais o exterior, não duvidem disso.

Então, é claro, aqueles que tiverem apenas uma existência exterior não saberão mesmo que existe um interior, exceto se eles têm a oportunidade de reencontrar uma Consciência humana que vive já no interior e possam se colocar as boas questões e abrir os bons canais de recepção.

A maior parte dos elementos que lhes permitem viver o que há para viver foi anunciada desde muito tempo.

Mas o que é anunciado é uma coisa.
É outra coisa vivê-lo, não é?

Eu repito, a única preparação, agora mais do que nunca, é Interior e exclusivamente Interior.

Cabe-lhes, portanto, neste período em que o movimento exterior se acelera, apreender esta chance porque, efetivamente, o Interior torna-se acessível cada vez mais facilmente.

Assim, portanto, o que eu acabo de lhes dar são, simplesmente, elementos que permitem refletir serenamente.

O que é que vocês buscam, realmente?
Sabendo que estando sobre esse mundo, hoje, encarnados (qualquer que seja a idade, a função), é algo que vocês escolheram, livremente.
Eu não falo da encarnação, de maneira geral, mas eu falo da circunstância precisa de sua encarnação nesse momento.

Há, portanto, em vocês, todas as possibilidades para enfrentar e entrar no Interior de vocês mesmos.
Não existe qualquer obstáculo outro além de vocês mesmos e, sobretudo, não exterior.

Aí está o que queria dar-lhes sobre o próprio princípio do que está em curso na consciência humana coletiva e individual e na consciência da Terra, e nos fatos.

É, portanto, um convite para sempre mais interioridade.
Este convite não deve ser concebido como uma busca, eu penso que vocês compreenderam, mas, bem mais, como um desvendamento, no instante, de seu presente.
Parar o tempo, como o escreveram muito numerosos sábios.

Irmãos e Irmãs nesta consciência encarnada se há, para mim, possibilidade de entrar mais adiante nas palavras, explicando, à minha maneira, o que vocês vivem e o que há para viver e se posso ali aportar outras palavras, então, eu posso tentar fazê-lo.
Se tivermos tempo para interagir.
 
Questão: se as palavras foram manipuladas, como então falar agora?
 
E bem, justamente, calem-se.
Esse silêncio é indispensável.

Não somente o silêncio de palavras, é também o silêncio de tudo o que é exterior, é o mesmo silêncio.

Vocês ficariam surpresos de constatar o efeito das palavras, mesmo as mais magníficas dentre elas, quando elas são percebidas sob forma de ondas, com nós percebemos de seu mundo (que era o meu, mas que, hoje, é o seu, uma vez que vocês aí estão).

Simples palavras, portadoras de sentido forte, das quais falei, como Amor e Luz, têm efeitos de ondas totalmente ao oposto do que vocês creem.

Em resumo, isso significa que a solução não estará jamais nas palavras, mas na Vibração, que está além das palavras.

Eu vou tomar um exemplo que é muito simples;
Num primeiro sentido lógico de uma palavra há, primeiramente, sua vivência, sua representação, sua compreensão.

Num segundo tempo, vem a representação, a compreensão e a vivência de uma forma de consciência coletiva chamada inconsciente coletivo.

Num terceiro tempo, vem a Vibração falsificada.

Mas vocês têm a possibilidade, se vocês entram em seu Coração, de se desacoplarem mesmo do sentido primeiro e do sentido segundo da palavra, a fim de que não seja mais portadora da Vibração que ela lhe traz (ou que lhe traz o mundo), mas para que a palavra seja portadora unicamente da Vibração de seu Coração e, portanto, da Essência, além do próprio sentido, primeiro ou segundo ou falsificado.

Naquele momento eu poderia, pela Vibração, empregar uma palavra ao oposto do sentido comum, mas que será portadora e que portará uma Vibração totalmente desacoplada do sentido primeiro da palavra ou da Vibração da pronúncia da palavra.

Eu poderia, por exemplo, dizer um palavrão e esse palavrão estaria desacoplado de seu sentido e de sua Vibração, mas seria, entretanto, o vetor da Vibração de meu Coração.
É o sentido além da palavra.

É assim que se estabelece a comunicação de Coração a Coração.
Ela transcende a palavra.

Aí está o sentido de meu «calem-se».
É desacoplar, de algum modo, sentido primeiro, sentido segundo e sentido falsificado da realidade Vibratória que, ela, não se importa com palavras, ilustradas, aliás, como um dom do Espírito Santo pelos discípulos de Cristo.

O falar em línguas é o melhor exemplo: o sentido não está na língua, o sentido não está na disposição, mas numa Vibração que é totalmente desacoplada dos três sentidos de que acabo de falar.
É isso que vocês devem encontrar através do discurso ou das palavras.
 
Questão: pode-se comunicar unicamente com a Vibração do Coração, no silêncio?
 
É exatamente o que é o mais recomendado e recomendável a partir de hoje.

O importante não é o sentido das palavras e a Vibração da palavra, mas, efetivamente, a Vibração que é emanada do Coração, diretamente, do ser que as pronuncia.

E aquele cujo Coração está aberto, que recebe essas palavras, não busca o sentido das palavras, nem primeiro, nem segundo, nem falsificado, porque ele capta, para além das palavras, a essência direta do Coração.

Não é por acaso se uma de minhas Irmãs falou do francês.

Espíritos abertos falaram mesmo da língua dos pássaros, porque a palavra é apenas um mal.
 
Não temos mais perguntas, agradecemos.
 
Irmãos e Irmãs humanos encarnados, para além das palavras, o Amor e o Coração fazem apenas Um.
 
Assim, meu Amor e meu Coração fazem apenas Um
com seu Amor e seu Coração.

Talvez, até breve, com Amor.
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Francês

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Áudio da Mensagem em Português

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Mensagem de HILDEGARDE DE BINGEN,
pelo site Autres Dimensions
em 13 de março de 2011
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
Tradução: Célia G.

sábado, 12 de março de 2011

QUESTÕES AO ARCANJO ANAEL

Agradecido ao autor desta imagem

QUESTÕES AO ARCANJO ANAEL


Pergunta: como saber se eu realmente vivo a Vibração do Coração?

Bem amada, quem, melhor do que você, pode definir o que você vive?
A Vibração é uma percepção.

A percepção está presente ou ela não está presente. Fora disso, não pode ali haver resposta exterior a si mesma.

Viver a Vibração do Coração é uma etapa.
Viver o Fogo do Coração é outra etapa.
Viver o Samadhi, em sua parte a mais importante, é também outra etapa.
Essas etapas podem se alquimizar juntas.

Apenas você pode saber o que você vive, neste nível.
Qualquer opinião exterior, fosse aquela de um Arcanjo, não significa nada em relação à sua própria opinião.

A Vibração é uma Vibração.
A Vibração existe ou não existe. Apenas você pode conhecê-la, vivê-la ou não vivê-la.

Pergunta: a que corresponde o prurido nos ouvidos?

Bem amada, se excluirmos as causas que eu qualificaria de mórbida ou de doença, em seu sistema de vida, as manifestações de agulhadas, de vibrações ou de prurido no interior dos ouvidos, frequentemente, refletem um dos mecanismos seguintes: ou existe pelo fato da presença da Antakarana e da Vibração e da rotação existente em meio ao chakra denominado Ampola da clariaudiência, uma possibilidade de fricção existindo no interior do ouvido.

Em geral, e no momento atual, pelo fato da modificação de suas fisiologias, pode também manifestar-se certo número de ‘intolerâncias alimentares’, traduzindo-se por prurido ao nível dos ouvidos.

Mas, o mais frequente, eu preciso que se trata da ‘percepção’ da Ampola de clariaudiência e da Antakarana que se constrói, atualmente, de maneira um pouco diferente do que foi o caso até hoje.

Pergunta: como caminhar mais facilmente?

A facilidade, definitivamente, é uma questão de ‘ponto de vista’. Algumas almas, atualmente, experimentam, em seu caminho de Luz, seu próprio confronto com suas próprias sombras.

Deve-se admitir e considerar que as sombras (ou as dificuldades ou resistências) manifestando-se no exterior de seu caminho de vida, qualquer que seja, são, definitivamente, apenas o resultado de sombras ou de medos, se você prefere, existindo no Interior.

Dessa forma, quanto mais vocês se Abandonam à Luz, como eu o defini, mais vocês irão para a simplicidade e mais as resistências desaparecerão por si só.

O aparecimento de uma resistência não implica nem noção de culpabilidade nem noção de compreensão.

Hoje, as coisas são ainda mais diferentes do que foram a 2 anos atrás, no momento em que eu expressei o que era o Abandono à Luz.

Hoje, basta simplesmente pedir que a Luz se instale no que existe como resistência em meio à sua vida.

Isso permitirá iluminar, para você, como para cada um, o que é preciso ser iluminado.
A Luz é Inteligência.

Ela intervém, portanto, desde que vocês mesmos se Abandonem à Luz.

Pergunta: isso é válido inclusive para as coisas materiais?

Totalmente.

Não há domínio que seja separado da Luz. Em geral, o ser humano, até hoje, atraía para ele o que ele tinha medo.

A colocação em Luz atual vai precipitar, literalmente, certo número de circunstâncias de suas vidas, chamando não para uma ação ou para uma reação, mas, literalmente, a uma colocação em Luz da situação pela Luz, correspondendo, aí também, ao Abandono à Luz. Todo resto são apenas preâmbulos à Luz.

Somente a vontade do indivíduo que crê que ele vai poder solucionar tal ou tal problema por ele mesmo. Vocês não podem pretender ir para a Luz e agir por si mesmos.

Chega um momento em que o Abandono à Luz vai colocá-los frente à suas próprias responsabilidades de Abandono à Luz.

O Cristo disse: “o pássaro se preocupa com o que ele vai comer amanhã?” A abundância do Universo proverá as necessidades do ser humano no caminho de Luz. Não pode existir mendicância, exceto em meio a crenças pessoais, enquanto vocês estão com a Luz.

A Luz é doação.
A Luz é abundância.

Se vocês se Abandonam a ela, a abundância será sua recompensa.
Mas não a abundância conforme seu ponto de vista: a abundância conforme as regras da vida, mesmo em meio a esta Matriz.

O que pode parecer, em um primeiro momento, como uma ‘provação’ ou uma ‘privação’ corresponde e responde à visão distanciada e separada.

A partir do instante em que a confiança na Luz se realiza, até levar ao Abandono à Luz, então, como por milagre, as coisas se resolvem por si só.

Não por uma ação pessoal, mas bem mais, pela ação da Luz, no Interior como no exterior. Finalmente, o conjunto dos eventos acontecendo em suas vidas (que isso diga respeito à esfera afetiva, profissional, social, interpessoal ou financeira) apenas está aí para desafiá-los ao Abandono à Luz.

São vocês que dirigem sua vida ou é a vida da Luz que os dirige?
Toda a diferença entre a personalidade e o Estado de Ser situa-se nesse nível, doravante.

Pergunta: como fazer pedidos aos diferentes seres de Luz?

Evidentemente, bem amado, há 2 maneiras de fazer um pedido.

Há um pedido que corresponde a uma solicitação de Luz em relação à personalidade.
Isto não será jamais satisfeito pela Luz.

Em última análise, o único modo de pedir à Luz, é dizer: “que a Luz seja, em si como no exterior de si”.

Enquanto a Luz é utilizada para satisfazer o que mesmo a alma ou o Espírito considera como ‘bom’, nesta vida, não há Abandono total à Luz.

De fato, o único pedido decisivo é: “que a Luz seja”.

A partir daquele momento, há um real e total Abandono à Luz.
Tudo o que é anterior a isso são apenas etapas para a compreensão e a vivência do Abandono à Luz. Portanto, o único verdadeiro pedido é: “que a Luz seja”.

Pergunta: como fazer enquanto terapeuta?

Bem amada, nesse mundo dissociado, os terapeutas serão sempre necessários.
Agora, um terapeuta que se compromete com um caminho para a Unidade e para o Abandono à Luz, não pode mais reivindicar ser terapeuta, pois a terapia, ela mesma, é um ato dual: é levar o ‘bem’ aí onde há o ‘mal’. É não confiar, plenamente, na Luz. Assim, portanto (eu não falo para o doente, mas para o terapeuta) a partir do momento em que este está no caminho para sua própria Unidade, não pode, obviamente, mais ser terapeuta.

Exceto ser terapeuta como o Cristo, ou seja, não pelo fazer, mas por sua própria Presença, como o Cristo que disse: “quem me tocou?”. Isso implica, para vários terapeutas no caminho para a Luz, uma revolução de ‘função’ pode-se dizer, passando pelo Abandono de certo número de condições que guiaram sua vida até hoje, em sua prática, fosse ela considerada a mais brilhante.

Mas a Luz, e em particular a Luz Vibral Unitária, considera que a doença é uma Ilusão ou uma crença, se vocês preferem. Portanto, um terapeuta que descobre a Luz Unitária e Vibral não pode mais, evidentemente, mesmo não tendo consciência em um primeiro momento, considerar que ele vai cuidar de uma doença, qualquer que seja, ou de um desequilíbrio, qualquer que seja.

Porque o único capaz de cuidar de um desequilíbrio é o ser ele mesmo, em seu próprio Abandono à Luz. Portanto, o terapeuta Unitário não pode existir.

Mas, de novo, há necessidade, em meio a esse mundo forjado, de terem ainda médicos, cirurgiões e mesmo a cirurgia pesada porque eu não penso que se vocês tiverem um traumatismo, o mais intenso, vocês seriam capazes até mesmo de transformá-lo, exceto serem suficientemente vocês mesmos em Unidade, mas, neste momento, não há razão para que um acidente ou um traumatismo possa acontecer com vocês.

Pergunta: como terapeuta, é correto acompanhar o outro para reencontrar sua própria Unidade?

Bem amado, o questionamento não tem que ser em relação ao que vocês faz, ao que você não faz.

Se o que você faz está correto, naquele momento, você constatará que sua atividade prossegue. Se o que você faz não está correto, sua atividade parará por si mesma por causa de sua busca de Unidade.

Explicado de outro modo: “reconhecerá a árvore pelos seus frutos”.

O que significa dizer que se sua caminhada Unitária deve se acompanhar de um procedimento de uma atividade dita terapêutica ou de acompanhamento, isto prosseguirá. Não haverá desaparecimento ou dispersão daqueles que lhe pedem a ajuda da Luz. No caso contrário, não haverá mais pessoas para solicitar-lhe o que quer que seja.

Pergunta: a que corresponde a sensação de basculamento, durante as meditações?

Bem amada, os fenômenos de basculamentos ou de oscilações acompanham às vezes a Vibração.

A imobilidade não é a regra.

Alguns vão oscilar, outros vão bascular de frente para trás, lateralmente, pouco importa. Cada um tem sua própria interpretação e sua própria manifestação da influência da Luz Vibral no interior de sua estrutura física.

O mais importante é que o corpo participe e, sobretudo, não ativar qualquer projeção relacionada a uma visualização ou a um fenômeno visual.

Mas se o corpo se expressa, isso está perfeitamente correto para você.
Isso não reflete nem bloqueio nem facilitação, mas bem um ‘modo de expressão’ que corresponde ao que você tem a viver.

Pergunta: eu tenho às vezes a sensação de que algo me atinge nos ouvidos.

Bem amada, pode ali ter, ao nível dos ouvidos, pressão. Pode ali ter alfinetadas e pode ali ter elevação de uma Vibração.

Isso contribui, incontestavelmente, para a ativação da Antakarana e para o recebimento da Luz pelo ponto central denominado ‘ponto ER’, podendo traduzir-se por modificações de sons, de pressões ou de percepções ao nível dos ouvidos.

Pergunta: eu me sinto às vezes leve com um movimento de Vibração circular do corpo.

Bem amado, durante os processos de meditação, que vocês estejam em modo próprio ou estejam em ressonância com certo número de elementos que lhes foram dados por intermédio dos Arcanjos ou ainda dos Anciãos, existem, efetivamente, processos que podem ser vivenciados modificando a corporeidade, modificando a densidade do corpo, a Vibração do corpo.

Os movimentos circulares, as características próprias da circulação da Vibração vão às vezes se refletir por modificações de suas próprias ‘percepções energéticas’.

Dessa forma, a Vibração pode desencadear a percepção de calor ou de frio, independente mesmo da Vibração de calor que está em ressonância e, num certo sentido, da própria reação de suas estruturas sutis ao afluxo da Vibração e da Luz.

Não há, entretanto, tradução precisa ou significado preciso para uma ou para outra das sensações, quaisquer que sejam.

Ainda uma vez, nesse nível, cada um de vocês vai interpretar o acolhimento da Vibração e da Luz Adamantina à sua maneira que lhe é própria.

Portanto, a circulação ou a percepção de uma corrente de ar vai refletir uma predisposição da alma para manifestar estados ‘emocionais’, mesmo se a Luz Adamantina não é feita para isso.

Da mesma forma, o acompanhamento do corpo pela Vibração pode levá-los a viver certo número de mecanismos de movimentos do corpo que traduzem a apropriação da Luz Adamantina pelo corpo e a construção de estruturas Adamantinas ou do corpo de Estado de Ser [corpo de Existência] em meio às suas estruturas físicas e sutis.

Pergunta: como se Abandonar mais à Luz quando se sente uma resistência?

Bem amado, cada ser humano, no caminho, iria reencontrar este medo. Isso prenuncia e antecipa o que o bem amado Sri Aurobindo denominou o ‘choque da humanidade’. Este medo apenas reflete o fim da personalidade tem dificuldade para acabar.

Isso não corresponde a algo de específico a fazer ou a empreender porque vocês todos passarão, em um momento ou outro, por este medo final.
O que você vive é isso.

É a impressão que alguns de vocês podem denominar ‘sentimento de morte iminente’ ou ‘medo do vazio’.

É a etapa, na maioria das vezes, que precede à elevação da Coroa Radiante do Coração.

Essa é uma etapa, de certo modo, lógica e uma passagem lógica correspondendo à eliminação ou à cristalização de seu próprio processo de passagem em meio ao Estado de Ser.

Não há então que agir em relação a isso, mas considerar que vocês observam um processo do estabelecimento da Luz em vocês.

Pergunta: pode-se exercer não importa qual atividade estando-se em um caminho de Luz?

Bem amado, não existem coisas anormais para a Luz.

Existem manifestações muito variadas, em meio a esse mundo dissociado, ao nível de suas atividades.

Existem seres Unitários no exército como na faculdade bem como entre os terapeutas. A diferença não está ao nível da atividade ou do fazer.

A diferença está unicamente na capacidade de conectar os mundos da Luz Adamantina em meio aos espaços Interiores.

A um dado momento, toda atividade que seria contrária ao que vocês têm contatado em seus espaços Unitários Interiores, não poderá simplesmente mais existir.
Isso é denominado ‘impulso da alma’ ou ‘do Espírito’.

Isso diz respeito também às mudanças que vocês conduzem, as quais lhes são orientadas, como a tudo que concerne às suas diversas atividades em todos os setores de suas vidas ainda, nesta Dimensão.

Pergunta: a que corresponde a dor que eu sinto no meu joelho direito?

Bem amada, as dores sentidas nos joelhos, se excluirmos as causas que vocês chamam de doença como artrose ou outra, são, em geral, entre os seres em elevação Vibratória, ligadas a perdas de energia da Kundalini que não chega a voltar espontaneamente, dando, naquele momento, uma dor típica de nevralgia, frequentemente no joelho direito, às vezes no joelho esquerdo.

Pergunta: o que significam dores na região lombar ao acordar?

Existe, atualmente, desde o despertar do Fogo da Terra e do Fogo do Éter, um número cada vez maior de seres percebendo dores no sacro ou na região lombar.

Obviamente, se excluirmos tudo o que é de ordem dualitária, doença, em geral os seres em Vibração começam a perceber Vibrações ou pesos, mesmo dores, ocorrendo ao nível das costas, ou se alongando, ou ao acordar, ou mesmo durante seus processos de alinhamento.

Pergunta: nossos sonhos podem ser sinais nos ajudando no caminho da Luz?

Bem amado, existem quase tantos sonhos como sonhadores.

Cada sonhador pode apresentar uma paleta de sonhos, desde o sonho o mais comum até o sonho profético. Portanto, é-me difícil responder a esta questão, de maneira geral, porque cada sonho, para cada sonhador, tem um significado diferente.

Agora, é inegável que atualmente, desde alguns meses, muito numerosos seres têm sonhos que eu qualificaria de natureza ‘semelhante’, em ressonância com o basculamento e com a mudança de Dimensão.

Que isso tome formas de uma nuvem de fogo ou de um mar de fogo chegando, ou ainda de tsunamis, ou de ondas gigantescas, tudo isso apenas reflete a mudança de paradigma e de Dimensão em curso.

Agora, que certos seres humanos têm informações em sonho, isso é também inegável. Mas, lembrem-se de que no momento atual, cada vez mais, os sonhos seguem um comportamento que eu qualificaria de ‘coletivo’, ligado ao coletivo da humanidade.

Não temos mais perguntas.
Nós lhe agradecemos.



Mensagem do Bem Amado ARCANJO ANAEL.
Pelo site Autres Dimensions,
em 5 de março de 2011



Grato às fontes:
Tradução para o português: Zulma Peixinho
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