sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ENTRE O EGO E O SI - UM AMIGO - 22-10-2010 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
UM AMIGO
22/10/2010
 
 
 
 
ENTRE O EGO E O SI
 
 
Eu sou Um Amigo.
De meu Coração a seu Coração,
gratidão à sua Presença.

Caros Irmãos e caras Irmãs desta humanidade, eu sou aquele que lhes deu o ensinamento desse novo conjunto de yoga.
Este conjunto é aquele que lhes permite, colocando em ressonância, no Interior mesmo de sua estrutura Ilusória, pelos gestos, pelas posições e pelas palavras, a capacidade de Vibrar além da Ilusão e da separação.

Eu sou, como alguns de vocês já sabem, um dos Anciões Melquisedeques.
Nós tentamos, todos juntos, emitir-lhes, para além de qualquer dogma religioso ou cultural, um conjunto de meios tornando-os aptos a Vibrar no Coração, a se aproximarem de sua Verdade, para além desta Ilusão.

Nós nos regozijamos com vocês porque, assim como lhes foi anunciado desde agora três semanas, há a capacidade nova para a humanidade, em sua totalidade, para irem ao nível do Si.

Eu insisti, há alguns dias, e eu desenvolvi longamente as diferenças que podem se manifestar entre o ego e o Si.

O Si, que é uma passagem obrigatória, de algum modo.
A realização do Si é, de fato, a Vibração que lhes permite aceder e que lhes permitirá aceder, no momento vindo, ao seu Veículo Eterno, seu veículo de Eternidade, aquele a que nós denominamos Existência.

A realização da Cruz e dos 4 Pilares (chamados, Atenção, Intenção, Ética e Integridade) é um quadro em meio ao qual vocês podem se aproximar de seu próprio Coração, de sua própria Essência e de sua própria Verdade.

Eu insisti, também longamente, sobre a ressonância e a relação existente entre a Consciência e a Vibração, onde a Consciência é a percepção de certo número de modificações existentes em suas estruturas físicas.

Hoje, um número cada vez maior de seres humanos ativou a Coroa Radiante da cabeça, o Triângulo do Coração, e esta última fase vê, atualmente, o despertar do Triângulo Sagrado e do sacrum, conduzindo ao seu retorno à Unidade, possível de um instante para o outro, em sua trama temporal.

O mais importante, contudo, é se aproximar e Vibrar em sua Presença, em sua Unidade, quer dizer, no Interior de sua Coroa radiante do Coração e do Triângulo da nova Tri-Unidade, revelando e desvendando em vocês a Vibração final, conduzindo-os a experimentar o Si.

Isso passa, obviamente, pela abertura de uma Porta específica, correspondendo à ativação, à passagem desta Porta Estreita.

Jamais as emoções, jamais o mental poderá facilitar-lhes a passagem desta Porta (ndr: passagem do 8º ao 9º corpo).

É, justamente, apenas na parada da atividade mental e emocional que pode se produzir a abertura e o renascimento à Verdade.

Jamais uma emoção, qualquer que seja, jamais uma atividade mental, permitir-lhes-á tocar este estado de Graça, de felicidade e de plenitude.

Não é questão de denunciar, de denegrir ou de prejudicar quem quer que seja, mas, simplesmente, de tomar Consciência de que a Verdade não estará jamais no conhecimento, qualquer que seja, nem na aplicação de qualquer esoterismo ou de qualquer conhecimento dito Interior.

A Verdade pode apenas ser tocada pela Vibração e pela própria Consciência, proporcionando, de maneira instantânea, a felicidade suprema.

A realização do Si não se importa de conhecer os diferentes meios que lhes foram dados em sua estrada, nesta Ilusão denominada matriz e que nós, orientais, a chamamos, desde já muito tempo, Maya.

Vocês não podem sair da Ilusão estudando a Ilusão.
Bem ao contrário, apenas soltando, abandonando-se a si mesmo à Inteligência e à potência da Luz que vocês poderão, no espaço de um instante, voltar sua consciência do ego ao Si.

De fato, a passagem da Porta Estreita é também, a seu modo, uma forma de reversão, um cruzamento, de algum modo.

Em um determinado momento, vocês estão numa consciência limitada, falsificada, onde predomina o medo, onde predomina a tristeza, onde predomina a atividade do mental e das emoções, confinando-os sempre mais nos esquemas condicionados, criados para vocês e condicionadores, fechando-os cada vez mais na Ilusão, na Ilusão também que, um dia, mais tarde, tudo irá melhorar.
Isso não pode ser verdadeiro.

Não pode haver Verdade, não pode haver Alegria no jogo das emoções, no jogo do ego e no jogo do mental.
Justamente apenas cessando todas essas atividades que pode se abrir a Porta do Si, conduzindo-os a viver a Alegria, o Samadhi, o estado de felicidade absoluta relativa a esta descoberta e ao estabelecimento da Consciência nesta Verdade.
É a isso que vocês são chamados, agora.

Obviamente, seu mental, suas emoções, suas estruturas de vida, suas próprias funções nesta vida Ilusória e matricial, vão tudo fazer para afastá-los do que vocês são.
Sejam os parentes que não vivem, evidentemente, a mesma coisa que vocês, sejam suas atividades, aquelas que os «alimentam».

Os jogos de papel e os jogos da sociedade, suas interações sociais são os elementos os mais bloqueadores e os que mais restringem seu acesso a esta Existência e, antes de tudo, ao Si.

Então, o que quer dizer isso?
Isso quer dizer que precisaria fazer desaparecer, de maneira exterior, tudo o que é seu ambiente?
Não, de forma alguma.

Trata-se, simplesmente, de deixar se estabelecer em vocês a Graça.
Não renunciar a viver, mas renunciar a expressar ou manifestar um poder no conjunto de sua vida, quaisquer que sejam os setores, a fim de reencontrar seu poder sobre você mesmo, sua própria mestria.

Isso não é, tampouco, controle.
Querer controlar, querer o bem, querer o mal, querer que tudo vá bem não é a Verdade da Graça.

O Si está bem além de tudo isso.
O Si é a realização de uma Vibração consciente, conduzindo-os a experimentar o Fogo do Éter e o Fogo do Coração, traduzindo-se pelas manifestações diversas e variadas referentes, essencialmente, à região de seu peito.

Alguns seres, atualmente, tocaram esses estados Vibratórios.
Tocar um estado Vibratório é uma experiência.
Viver a experiência não basta para se estabelecer na permanência deste estado.
Isso apenas pode ser mantido por uma Atenção, uma Intenção e, sobretudo, uma Ética e uma Integridade de cada instante, de cada sopro, visando, como eu o fiz quando de minha última vida, a velar, a cada sopro, a não perder esse sopro e esta Verdade.

Esta vigilância não é uma atenção do mental, mas uma Atenção direta da Consciência pura, da Consciência desprovida de qualquer objeto pertencente a esse mundo.

O que não quer dizer, ainda uma vez, que precisaria se retirar desse mundo, mas, bem ao contrário, ali estabelecer toda a Presença do Si, em meio mesmo deste ambiente.

É o único modo, para vocês, de deixar se emanar a Luz de vocês, a fim de se tornarem, como lhes disse o Arcanjo Miguel, os Ancoradores da Luz e os Semeadores da Luz.

Realizando o Si, isso se estabelece a cada minuto de sua vida, pela Vibração do Coração.

Apenas nesta Vibração e nesta Consciência de Alegria que pode se abrir, em vocês, o conjunto de seus potenciais espirituais novos e a promessa, sobretudo, de seu acesso ao seu corpo de Eternidade.

Cada um de vocês tem um destino e um caminho diferente.
Cada um de vocês tem uma origem diferente e um destino diferente.

Não creiam que todo o mundo deva ir ao mesmo lugar, porque não são vocês que decidem, é sua própria Consciência.
Do lugar onde se situa sua Consciência, de seu aspecto limitado ou ilimitado, decorrerá seu acesso ao Ilimitado ou sua manutenção no limitado.
Não pode ser de outro modo.

A lei de atração e de ressonância atuará plenamente.
Como o sabem, os tempos são descontados.
Resta-lhes extremamente pouco tempo para realizar o que vocês são.
Vocês não poderão realizar o que vocês são atrasando-se no que bloqueia, no que incomoda.
Vocês não poderão realizar o que vocês são apegando-se, vocês mesmos, aos seus conflitos, aos seus papéis, às suas Ilusões.

Apenas estabelecendo-se em sua Verdade final que vocês serão úteis ao serviço da Terra, na humildade e na simplicidade.

Assim, se nós insistimos longamente sobre a humildade e a simplicidade, é que não basta viver a experiência do Coração, desta Consciência Ilimitada.
É preciso, também, que esta experiência se torne um estado permanente, senão, há riscos, é claro, para todo ser humano, de se deixar arrastar pelos pólos cefálicos ou os pólos sexuais que são os dois pólos da Ilusão que virão se alimentar, enquanto vocês não estão estabelecidos em seu Coração, enquanto vocês não estão, de maneira definitiva, estabilizados na Vibração da Alegria.
É a época que é assim.

Como o sabem, a Luz vem a vocês e ela vem bater à sua porta.
Ela não pode abrir sua porta.
A porta do Coração, apenas você que pode destrancá-la do Interior e somente do Interior.
A tradução desta abertura, evidentemente, a manifestação da Vibração, quaisquer que sejam os aspectos e, sobretudo, o estabelecimento de sua Consciência na Alegria Interior onde, brutalmente, vocês tomam Consciência de tudo o que não é o real.
Vocês tomam Consciência de que sua existência, na totalidade, não é a Verdade e, no entanto, vocês aí estão.
Mas a diferença é capital, porque ela lhes permite colocar um olhar novo sobre o que vocês são, em Verdade, vem além dos papéis que vocês têm, bem além das funções que vocês ocupam.

É a isso que vocês são chamados e que vocês serão chamados cada vez mais frequentemente.

É claro, é lógico que os seres humanos que não seguiram até o presente um «caminho de despertar» (se é que se possa falar de caminho de despertar para esta Dimensão do Coração) estejam mais aptos a manter a própria Vibração na Consciência Unificada.

Muitos seres vão se encontrar atirados entre dois pólos.
Entre uma verdade ilusória que os arrasta na densidade, o peso, e uma Verdade eterna, que os arrasta para a leveza, para a Alegria Interior e para a felicidade.

É claro, o peso das crenças da Terra é tão grande que ele pode alcançá-los em alguns momentos e levá-los a reagir, a sair de seu estado de Unidade e a novamente se estabelecerem na Dualidade, na ação/reação e no mental.

Esse jogo de vai-e-vem é mais ou menos pronunciado para cada um de vocês.
Quanto melhor vocês conseguirem estabilizar sua Vibração e sua Consciência concomitantemente, ao nível do peito, melhor será e cada vez mais fácil e cada vez mais evidente estabelecerem-se em sua Presença e em sua Unidade.

Eu não desenvolverei mais as distinções e o que separa, opõe, inteiramente, o ego e o Si, porque isso foi dito.

Mas eu gostaria de abrir um espaço de trocas entre nós, se existe em vocês questionamentos relativos a essas manifestações e a essas transformações da Consciência, que vocês vivem, todos e cada um, cada um a seu ritmo.

Se eu posso trazer um esclarecimento, eu o farei, com grande prazer de meu Coração a seu Coração.

Não existe qualquer obstáculo, ainda uma vez, de idade, de condição física ou psíquica, de carma ou do que quer que seja mais, que possa impedi-los de se estabelecerem no Si.

Há apenas as relutâncias e as resistências preexistentes em seu próprio mental, em seu próprio ego, que fará sempre tudo para impedi-los de encontrar a Verdade.

Obviamente, após, uma vez que a experiência do Coração foi vivida, podem aparecer para alguns, não suficientemente pacificados e estabilizados no Coração, as armadilhas.

Evidentemente, alguns seres ali caem alegremente, ou de modo muito mais sutil e de modo invisível, nos primeiros tempos.

Lembrem-se de que a garantia de sua autenticidade e de sua Alegria é a Vibração de seu chacra do Coração e do centro do Samadhi, denominado 9º corpo.

Enquanto vocês não tenham voltado a fechar a porta de passagem do ego ao Coração, é possível, efetivamente, voltar a descer ao ego.
Esse basculamento, esse vai-e-vem entre o plexo solar (Manipura chacra) e o plexo cardíaco (chamado de Anahata chacra) se faz de maneira espontânea.

Ele é, contudo, um momento, localizável entre todos, onde vocês se estabelecem, de maneira definitiva, no Si.
Naquele momento, a Porta Estreita volta a se fechar, porque a Porta do Coração está escancarada e ela não poderá mais voltar a se fechar: vocês passam da experiência do Si para a concretização do Si.

Nesta concretização do Si, da estabilização do Si, o ego não existe mais.

Certamente, vocês podem jogar com o ego, vocês podem jogar, mas vocês sabem que vocês jogam.
Não é a sério, vocês não estão na adesão ao ego, mas seu ego se torna, de algum modo, o veículo do Si, inteiramente.
O que é diferente, obviamente, do que manifestar o ego, e unicamente o ego.

Aí está, meus caros Irmãos e minhas caras Irmãs, meu discurso foi curto porque eu desejo verdadeiramente, se há em vocês questionamentos profundos relativos a essa passagem e a esses dois estados profundamente diferentes do ser humano, de trazer-lhes o que eu puder trazer, agora.
 
Questão: quais poderiam ser as armadilhas invisíveis nas quais é possível recair mesmo após o Coração aberto.
 
A armadilha invisível relaciona-se com particularidades de algumas personalidades ou egos.

A primeira é, obviamente, a vontade do ego espiritual que queria o poder sobre o outro, que é o primeiro dos obstáculos a vencer.

Jamais buscar o poder sobre o outro, mas, unicamente a potência em Si.

A segunda armadilha é ligada às feridas passadas, em ressonância com as falhas ou as fragilidades denominadas sexuais.

A energia do Coração vai então ser desviada em proveito do que eu chamaria de sedução sexual e da atividade sexual desenfreada.
Esta é uma realidade, transformando então o Coração em uma atração sexual, coisa, obviamente, que ele não é.

Isso pode ser invisível para o próprio ser que ali está submisso, num primeiro tempo.
Mas, muito rapidamente, a Vibração existente, que foi vivida como experiência ao nível do Coração, desaparecerá.
 
Questão: quando se contatou o Si, se tem consciência de que a personalidade é apenas um jogo?
 
É exatamente o que eu disse: a Luz não está então mais ao serviço do ego, mas é o ego que se torna ao serviço da Luz.
 
Questão: poderia falar novamente da Ética e da Integridade?
 
A Ética e a Integridade foram definidas, antes de tudo, em outros termos que são o IM e o IS, chamados também, pelo Arcanjo Anael, Hic e Nunc, ou seja, o Aqui e Agora.

Apenas pode haver realização do Si, não simplesmente da experiência do Si, mas de realização do Si, se a Consciência está inteiramente centrada e re-centrada no Aqui e Agora.
Quer dizer que se ela escapa aos seus condicionamentos ou suas crenças vindas do passado e se ela escapa a toda projeção de um objetivo outro que aquele de Ser.
Assim funciona o próprio princípio da sedução sexual, conduzindo-os a encarar o outro como uma presa e para seduzir, de um modo ou de outro.
Esta é uma projeção no futuro, fazendo-os escapar ao Aqui e Agora.

Assim como o peso de seus condicionamentos passados, o peso de suas crenças em um salvador exterior, em uma sociedade com regras e leis estabelecidas por uma moral que estritamente nada tem a ver com a Ética.

A Ética se define com relação a si mesmo e somente com relação à Verdade, capaz que se é ou não, de estabelecê-la em nós e, portanto, no Si.

A moral é definida com relação às leis e às regras fixas existentes na 3ª Dimensão e que estritamente nada têm a ver com o que existe no Si.

O Aqui e Agora, ou a Ética e a Integridade, são dois Pilares que lhes permitem estar no Agora, ou seja, no Coração.

Enquanto vocês não estão alinhados entre a Ética e a Integridade, entre o Aqui e Agora, vocês não podem viver a Dimensão do Coração.

Obviamente, alguns seres, uma vez a realização e a estabilização do Si, uma vez que o chacra do Coração e o corpo de Samadhi são constituídos, podem viajar no passado, no futuro, mas eles estão bem conscientes de que isso é apenas um jogo e, sobretudo, isso não provoca para eles qualquer desperdício de energia.

O que é diferente daquele que vai se servir das energias do Coração e da Consciência do Si para atingir fins egóicos ou pessoais, não tendo nada a ver com o sentido do Serviço, da humildade e da simplicidade.
Isso se chama o ego espiritual, onde uma sexualidade também pode aparecer no âmbito de uma espiritualidade que eu chamaria de sexual.

A armadilha está no baixo e no alto.
É bem por isso que a Consciência do Si corresponde à Vibração estabelecida inteiramente, pela Consciência, no Coração.

A ignição das outras Lareiras é, obviamente, o risco, mas, enquanto o Coração está estabilizado no Coração, enquanto vocês permanecem centrados em seus 4 Pilares, nada de desagradável pode acontecer.
Senão a tradução de um ego espiritual traduziria a negação do abandono à Luz.
Isso foi escrito perfeitamente pela história, nos Evangelhos, daquele que foi chamado Judas.

Naquele momento, não é a moral que é traída, mas sua própria Ética, sua própria Integridade e sua própria Verdade.
A diferença essencial é que, enquanto vocês não tenham vivido a experiência do Coração, mesmo sem ali estar estabelecido e estabilizado, evidentemente vocês não podem conceber o que é a Verdade do Coração, porque isso não pode ser nem concebido, nem explicado pelas palavras.
Isso apenas pode se viver.

Todas as palavras que seriam expressas no assunto desta experiência ou desta estabilização no Si seriam apenas o pálido reflexo da Verdade.

Contudo, alguns seres, efetivamente, utilizaram a qualidade Vibratória do Coração para ali colocar um destino que nada tem a ver com o Coração.

Enquanto seu Aqui e Agora está presente em sua Consciência, a Vibração do Coração pode se estabilizar e se estabelecer de maneira definitiva.

Enquanto vocês estão na reação com um acontecimento, qualquer que seja em sua vida, em seu ambiente, vocês saem de seu Coração.

Lembrem-se de que o Coração não será jamais uma reação.
O Coração não será jamais uma atividade mental.
O Coração é e permanecerá, de maneira definitiva, um estado de ser, traduzindo-se pela Alegria, pelo Ilimitado e, sobretudo, pela ausência de território e de confinamento.

E, sobretudo, ainda mais, pela incapacidade de um ser vivendo ao nível do Coração querer tomar a ascendência ou o poder sobre um outro ser humano.

Aí está o que se pode dizer da Ética e da Integridade.
 
Questão: como se pode acompanhar no caminho?
 
Caro Irmão, isso foi repetido, eu creio, quase por todos os intervenientes que foram humanos um dia: não se preocupe com as crianças.

Não é você que as acompanha, são elas que os acompanharão, no momento vindo.

A criança, antes de 14 anos, está, espontânea e naturalmente, no Aqui e Agora, mesmo se o Coração não está ainda aberto.

Ele se abrirá necessariamente, porque a criança está centrada, totalmente e inteiramente, entre o Aqui e Agora.

No momento vindo, quando da chegada da Luz da Onda Galáctica, quando da chegada das diferentes manifestações das transformações finais, as crianças, muito naturalmente, serão seus mestres, no sentido de que elas terão dominado, nelas mesmas, o que for para dominar.

Apenas a Ilusão desta Dimensão na qual você está mergulhado que o faz crer que há um papel educativo, paternal.

A noção de filiação, no sentido genético, humano, existe apenas nesta Dimensão.
Ela não existe em outros lugares.

Todos os valores que lhes foram inculcados foram devidos mesmo à falsificação.

Alguns poetas disseram: «seus filhos não são seus filhos».
Esta é a estrita Verdade.
 
Questão: o canto e a música podem ser úteis como ferramentas de evolução?
 
Caro Irmão, a partir do momento em que você descobre o Si, você concebe e vive o fato de que não existe qualquer evolução nesta matriz.
Que o próprio princípio de evolução é uma falsificação, fazendo-os crer que vocês podem evoluir.

Então, obviamente, existem, mesmo nesta falsificação, elementos chamados beleza, que seja da natureza, que seja uma curva de um corpo, que seja mesmo a música ou outros aspectos criativos ou artísticos do ser humano que podem conduzi-los à porta do Coração.
Mas isso não bastará para abrir o Coração.
O Si é totalmente independente do belo, do bem ou do bom, porque ele é estabelecido bem além desses limites, impostos por esse mundo.
 
Questão: a música e o canto podem ser um freio ao nosso caminho?
 
Não.
Tudo depende de sua capacidade para se aproximar da Vibração Unitária, qualquer que seja o apoio.
Pode ser a música, pode ser o fato de colher uma flor, pode ser também o fato de se ocupar de um filho.
Tudo o que os coloca no instante presente, os afasta das projeções, os afasta das reações, os afasta de seu mental, é, atualmente, um elemento propício para aproximá-los do que vocês são.
 
Questão: é o mesmo para a dança?
 
Do mesmo modo como os Hayot Ha Kodesh, ou por vezes Sri Aurobindo, podem dar movimentos, da dança ou uma atividade artística para se aproximar do Ser.

Ainda uma vez, isso apenas fará, como eu o disse, aproxima-los.
A Porta apenas pode se destrancar do Interior.

Em resumo, pode ser dito, em outros termos, que vocês não podem contar com nenhum elemento exterior ao que vocês são para realizar o Si, absolutamente nenhum.

Enquanto sua Consciência está voltada para um objetivo exterior, mesmo se esse objetivo é assimilado para encontrar o Coração ou Vibrar o Coração, enquanto vocês projetam sua Consciência para o exterior esperando encontrar algo que vá abrir seu Coração, é um erro de percepção e de Consciência.

Então, é claro, existem capacidades de ressonância e de Vibração colocando-os na Presença, como o fez o Arcanjo Uriel, como eu pude fazê-lo em outras vezes, como vocês o viverão, certamente, através de alguns intervenientes que os colocam em ressonância.

Mas, ainda uma vez, se a ressonância se estabelece, não agradeça àquele que está lá, entre vocês (seja um Arcanjo ou eu mesmo), mas agradeçam-se a vocês mesmos.

O que é importante não será jamais o emissor, mas o receptor.
É uma Ilusão crer que vocês têm necessidade de algo de exterior a vocês para abrir seu Coração.
 
Questão: existe hoje uma forma de sexualidade que poderia aproximar do Ser?
 
A partir do momento em que há Ética e Integridade, a partir do momento em que isso se desenrola num âmbito de algo que é coletivamente adequado e não projetado, não há qualquer banimento possível de qualquer sexualidade.

Tudo depende, ainda uma vez, da Intenção segundo a qual é realizado.

A intenção chamada de Luciferiana remete ao poder sobre o outro, pela cabeça, pelo espírito, pela energia, o que dá no mesmo.

A sexualidade, quanto a ela, vai remeter ao poder sobre o outro, pelo jogo da sedução.
O que não é a mesma coisa, independentemente da sedução.

Obviamente, o ser humano, nas diferentes culturas e tradições que existiram, quaisquer que sejam os povos, sempre manifestou, através da sexualidade, um jogo de sedução inicial.

A sedução, qualquer que seja, é uma caricatura da Verdade, porque ela recorre a uma antecipação da própria consciência, num objetivo projetado que não é o estado de Ser.
 
Questão: a abertura do Coração, apenas podendo se fazer por si mesmo, isso me remete a um sentimento de solidão.
 
Esse sentimento provém do ego.
Aquele que realiza o Coração e se estabelece no Coração, mesmo se ele tem necessidade de certa forma de intimidade com o Si, vai, ao contrário, ao encontro do mundo, porque ele irradia.

O confinamento é talvez também, geralmente, uma prova do ego espiritual que tem a impressão sempre que há uma separação e uma distância entre o Coração e o exterior.

A realização do Si é um estado de dissolução onde não há mais distância e barreira entre, justamente o que faz o Ser e o resto do universo.

Por que haveria então uma necessidade de se excluir do mundo, de se fechar?
Bem ao contrário.
Essa é uma visão ligada ao ego e não ao Si.
O Si é abertura.
O ego é confinamento.
O ego é território, como eu o disse.
Esse território é circunscrito.

Em meio ao Si não há mais território, eis que não há mais distância, não há mais barreiras e não há mais tempo.
 
Questão: é preciso abandonar os eventos ou pessoas que nos afastam do Coração?
 
Não.
A partir do momento em que um ser é incomodado pelo ambiente e o faz carregar o peso de seu não acesso ao Coração, é o ego que se expressa.

O Si não se importa com o ambiente, ainda que seja o mais hostil do mundo e o mais agradável do mundo, isso não mudaria nada no seu estado de Ser.

Há, portanto, apenas a crença em uma perturbação exterior que os afasta do Si.

A realização do Si não é, ao contrário, ainda uma vez, querer se excluir ou fazer desaparecer o que incomodaria qualquer abertura.
A abertura depende apenas de vocês.

Quaisquer que sejam as circunstâncias de sua vida, elas são apenas o que vocês atraíram antes de Vibrar no Coração.

Agora, vocês não podem suprimir o que os incomoda e esperar encontrar o que quer que seja, se não é o ego reforçado.

Busquem o Reino dos Céus e o resto lhes será acrescentado.

O Reino dos Céus está no Interior.
Não há que se buscar no exterior.
Não há que se realizar em outro lugar além do Coração.

Ele é totalmente independente de todas as circunstâncias exteriores, ambientais, familiares, afetivas, de sofrimentos físicos ou psicológicos, devido mesmo à Luz que está presente agora sobre a Terra, com a qual lhes é solicitado se identificarem e entrar em ressonância.

Crer que algo vai poder limitar ou impedir seu estabelecimento na Consciência do Si é uma projeção do ego.
 
Questão: quando se está na fase onde o Si não está completamente conectado...
 
Não há possibilidade de Si não contatado ou meio contatado.

O Si está contatado ou ele não está.
Ele se estabelece ou não.
Este é um outro problema.

Mas, quando ele está contatado, ele está contatado.
Ele não pode estar contatado pela metade.

É justamente tudo o que faz a diferença entre o ego que não viveu a experiência do Si e o ego que tocou o Si e a revelação do Si.

Depois, tudo depende do que vai ser feito.

Será que há estabelecimento e perpetuação da eternidade na Presença no Si ou será que há desvio desta energia para outra coisa que não é mais o Si?

Mas a escolha não pode ser um ou o outro.
O Si é irremediavelmente contatado ou então ele não é contatado.

Não é um processo gradual.

Sri Aurobindo ou Mestre Ram lhes expressou em outras ocasiões: é um switch da Consciência que é perfeitamente localizável pelo ego e pelo Si.
Não há meia medida nesse nível.
Não pode haver.
 
Questão: assim que se tenha vivido esse switch da Consciência, pode-se «perdê-lo»?
 
Sim.
Enquanto não houve estabilização e estabelecimento definitivo no Si.
A maior parte de vocês oscila de um estado para outro, vivem a experiência do Coração, em algumas experiências de meditação ou de alinhamento.
Resta-lhes, depois, fazer este abandono final à Luz, para se estabelecerem, de maneira irremediável, definitiva e eterna, na Vibração do Fogo do Coração.
 
Questão: existe algo que nos estabeleceria definitivamente no Si?
 
Meu caro Irmão, sim, é claro: você mesmo.
 
Questão: sinto-me na confusão com relação ao Si.
 
Quem está na confusão é o ego.
O Si não pode ser, em nenhum momento, confusão.
O próprio princípio da intervenção significa que quem fala é o ego e não o Si.
Ora, o ego não pode apreender, de nenhuma maneira, o Si.
 
Questão: nesse caminho, onde é o lugar para os períodos de recolhimento?
 
Cara Irmã, a vacuidade, ao invés do recolhimento, é um estado propício ao estabelecimento do Si, mas não é o Si.
 
Questão: como saber que o Si está estabilizado?
 
Pela equanimidade da Consciência, pelo estado de Alegria permanente, pelo estado de Samadhi e, progressivamente, pela capacidade para viver as Dimensões outras que a Dimensão falsificada, a capacidade para viver o reencontro com o Anjo Guardião, para viajar na Existência e para reencontrar, de maneira lúcida e Consciente, os seres das outras Dimensões.
 
Questão: isso me parece muito distante para atingir.
 
A distância é o próprio princípio do ego, que faz aparecer algo como muito distante, enquanto que, justamente, isso não pode estar longe, eis que está ao centro.
Este é o próprio princípio da distorção do ego e desta falsificação, da ilusão na qual vocês vivem, de fazê-los crer que tudo é para amanhã ou para outro lugar, enquanto que tudo é Aqui e Agora, no centro, e em nenhum outro lugar.
 
Questão: pode-se encontrar o Si nesse corpo, nesta encarnação?
 
Mas vocês estão aí para isso.
Se vocês não estiverem mais nesse corpo, será tarde demais.
 
Questão: estar no Aqui e Agora é estar permanentemente na criatividade?
 
Cara Irmã, a criatividade é necessariamente uma projeção.
Ela não é o Ser.
A criação ou a criatividade se desenrola na imanência.

Portanto, o termo exato é criação, ao invés de criatividade.

A criatividade é projeção para o exterior de Si, de um objeto ou de um objetivo, portanto, uma manifestação no espelho.

A única coisa que seja para criar é você mesma.
E esta criação não é uma criação.
Ela é uma revelação e um desvendamento.
 
Questão: sob qual forma vamos nos manifestar em nosso novo destino?
 
A forma que é a sua em seu espaço dimensional onde você está estabelecido, no antropomorfismo ou para além do antropomorfismo.

Retenha, contudo, que nos mundos Unificados não há fixação e forma fixa, que é a característica de sua Dimensão dissociada.

Vocês não estão, portanto, limitados de modo algum por uma forma.

Seu veículo, mesmo interdimensional e multidimensional, ou corpo de Existência, tem uma forma mutável e transformável, segundo seus pensamentos, segundo o lugar onde vocês se encontram.

Isso é dificilmente concebível, vocês, que estão habituados a se identificar a esse corpo.
 
Questão: «do outro lado» o corpo será mantido para aqueles que partirão com o corpo?
 
Tudo depende de seu destino.
O fato de partir com o corpo não é um destino, mas é um meio.
Há, portanto, vários destinos, mesmo com esse corpo.
 
Questão: quais são os destinos que supõem uma conservação do corpo?
 
O que é chamada a 3ª Dimensão Unificada, para alguns de vocês.
 
Questão: na 3D Unificada inicia-se, de algum modo, no mesmo nível de evolução para o Si?
 
É claro.
É o objetivo para não mais estar fixo nesta Dimensão, mas viajar livremente como ser multidimensional.

Ora, o peso das crenças, o peso das adesões a esse mundo de vida fez com que alguns seres não pudessem se descristalizar, eles mesmos, desta Dimensão.

Eles devem, portanto, perpetuar a Presença do Espírito e da alma nesse corpo, o tempo de se reparar inteiramente.
 
Questão: a estrutura familiar será reproduzida?
 
Cada um, cada entidade de Consciência irá exclusivamente para onde a leve sua Vibração.
Será que, quando você passa pelas portas da morte, você leva seus filhos, seus pais, com você?

A partir do momento em que as relações, chamadas familiares ou de sangue apenas existem nesta Dimensão dissociada, elas não têm qualquer razão de existir, mesmo nos mundos de 3ª Dimensão Unificada, eis que esses mundos não conhecem a morte, no sentido em que vocês a entendem.
 
Questão: o que a Fonte espera de nós e como servir o melhor possível à Fonte?
 
A Fonte vem simplesmente lembrá-los de seu juramento e de sua promessa: o fato de lembrá-los do que vocês são, que não é absolutamente esse corpo que vocês são.

Que não é absolutamente o que vocês criaram nesta Dimensão onde vocês estiveram (e onde nós estivemos), de algum modo, presos e confinados.

A Fonte nada espera de vocês, simplesmente, que vocês sejam, que vocês realizem o que vocês são.

Ela nada espera, no sentido em que vocês entendem.
Há, simplesmente, que realizar o Si e a Existência.

No Si e na Existência, não há questão, porque não há resposta, tudo é evidência.

Assim, portanto, perguntar o que espera a Fonte, ao nível do Si, nada quer dizer.

Há somente o despertar da promessa e do juramento.
Há somente o ressurgimento do estado de Ser.
O final do véu do esquecimento, o final do véu da separação.

Mas isso é sua responsabilidade.
 
Questão: nas Hierarquias do universo, cada um tem um papel diferente?
 
O papel é ligado, justamente, ao Ser.

Assim, portanto, quando eu falo de destino dimensional, ou quando alguns outros falam de famílias estelares ou de suas linhagens espirituais, trata-se, obviamente, de seus papéis e funções.
 
Questão: por quem são definidos esses papéis e funções, pela Fonte?
 
Por sua própria Consciência e por sua própria Vibração, por suas próprias capacidades para Vibrar em tal universo, em tal multiuniverso, em tal Dimensão ou segundo tal linhagem.
A Fonte lhes deu a Liberdade e a Graça.
 
Questão: o objetivo seria ir explorar outra Dimensão quando se «terminou» de integrar a Consciência de uma Dimensão?
 
O objetivo não é explorar, mas vivê-lo, porque vocês são Livres.
Nada há a explorar, eis que tudo lhes é conhecido, inteiramente.
 
Questão: é normal não se questionar com relação ao que vai acontecer?
 
Cara Irmã, a partir do momento em que você se centra no Aqui e Agora, efetivamente, não há mais qualquer questionamento.

O questionamento é a urgência que nós chamamos, nós, que não vivemos esse tempo, é destinada de algum modo a ser a agulha que vai forçá-los a se recentrar.

A partir do momento em que o Si está realizado, ele está realizado, quaisquer que sejam as circunstâncias exteriores, qualquer que seja o tempo, quaisquer que sejam os acontecimentos, quaisquer que sejam seus acontecimentos.

A partir daquele momento, efetivamente, não há mais qualquer questão nem qualquer questionamento, eis que a realização do Si não é absolutamente limitada a esse tempo linear, mas não se importa com o desenrolar do tempo.

Cada um vive o Si, eu diria, como bem lhe pareça.
As manifestações do Si foram descritas por várias pessoas que as viveram.
Mas, ainda uma vez, vocês são Livres para vivê-lo, eis que vocês estão na Liberdade, como bem lhes pareça.
 
Não temos mais perguntas. Agradecemos.
 
Irmãos e Irmãs na humanidade, de meu Coração a seu Coração, a gratidão de sua Presença e de minha Presença nos preencha, a vocês, como a mim, de Graça.

Eu lhes digo, certamente,
até um próximo dia.




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Mensagem de UM AMIGO,
pelo site Autres Dimensions
em 22 de outubro de 2010





Rendo Graças às fontes deste texto:
Tradução: Célia G.

ESTRELA UNIDADE - GEMMA GALGANI - 22-10-2010 - COM ÁUDIO

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GEMMA GALGANI
22/10/2010
 
 
 
 
ESTRELA UNIDADE
 
 
Que a Luz Vibração do Único esteja com vocês.
Eu sou aquela que foi chamada de Gemma GALGANI.
 
Além disso, eu sou Unidade.

Unidade Vibratória e Unidade absoluta.

Eu acompanho, hoje, pela minha Presença e minha Vibração, a Presença do Arcanjo Uriel.

A Unidade é esta Luz branca, fosforescente e brilhante.

Eu sou também a beatitude.

Permitam-me dar-lhes bênção e Vibração.

Permitam-me, em meio à sua estrutura, de sua alma e de seu Espírito, Vibrar em uníssono com o seu Ser.

Permitam, pela graça que me fez vir até vocês, me estabelecer, com vocês, em comunhão.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Unidade. Nós, vocês e eu, Filhos do Único. Junto.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Que a Alegria da Unidade seja sua Alegria. Vibração e Consciência. Consciência e Vibração. Luz. Vibração. Luz Una. Luz Vibral, sem mancha e sem sombra, imaculada.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Se vocês me acolhem, como eu os acolho, junto, Um e Unidos, na liberdade da graça, no instante presente, além do tempo: Vibração União.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Unidade e pacificação. Unidade, Alegria e graça. Unidade. Vibração. Agora.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Luz verdadeira e autêntica porque Alegria, porque Vibração. Unidade e Alegria, em totalidade. Essa de um Coração radiante de Beleza, de Bondade e de Verdade. Calor e Fogo que não consome. Calor e Fogo. Verdade.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Na Presença e Vibração de Uriel, também, Agora, no instante, fora do tempo: Presença, Unidade e Presença. Roda na Roda.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Silêncio e plenitude. Unidade e Presença.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Desdobramento de Presença e Unidade. Torna-se o Um e o Todo.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Vibração. Vibração de Alegria e de Fogo.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Presença em Unidade. Unidade na Presença. Agora.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Irmãs e Irmãos, unidos em humanidade e em Vibração, Presentes a vocês mesmo e Presentes ao Um. Bênção e graça, em vocês.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Graça de minha Luz. Presença da graça, a de vocês, a nossa, aquela do Um.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Gratidão do Arcanjo Uriel e de minha parte. Amizade e Amor. Vibração.
 
... Efusão Vibratória ...
 
Para logo, em suas estrelas.
Para logo e para sempre,
em Unidade e em Presença.

... Efusão Vibratória ...
 
 
 
 
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Mensagem da Bem Amada GEMMA GALGANI,
pelo site Autres Dimensions
em 22 de outubro de 2010
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
Tradução: Zulma Peixinho
 
 
 
 

AS EMOÇÕES E O CORAÇÃO - SRI AUROBINDO - 22-10-2010 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
SRI AUROBINDO
22/10/2010
 
 
 
 
AS EMOÇÕES E
O CORAÇÃO
 
 
Eu sou Sri Aurobindo.

Irmãos e Irmãs na humanidade,
recebam Graça e Presença.

Sejam agradecidos por sua escuta.
 
Eu volto entre vocês, esta noite, como o fiz há alguns dias, a fim de prosseguir certo número de conceitos relativos às emoções e o Coração.

Eu expressei, há alguns dias, o que era o medo, o que ele representava como secreção.

Hoje, vou além desta noção de medo para tentar fazê-los apreender e integrar a diferença essencial existente entre Coração e emoção.

A emoção se situa, irremediavelmente, na noção de ação e de reação.

A emoção é, por definição, o que põe em movimento, o que é reativo.

O Coração é ausência de movimento.

O ego está no movimento.

A emoção pertence ao ego, assim como o mental.

A emoção tem por objetivo satisfazer um desejo ou fugir de um perigo, ou encontrar um fato, que esse fato pertença a um presente ou a um passado.

Em alguns casos, a emoção pode também surgir de uma projeção do mental no futuro, desencadeando, por exemplo, um medo, uma apreensão.

A emoção, como eu dizia, é secretada, literalmente, pela química de seu cérebro.

Esta emoção se define sempre num âmbito de reação com relação a uma experiência preexistente, submetendo-os, frequentemente, a esta reação imediata.

A característica essencial da emoção é de situar-se na reação a um acontecimento que afeta seu presente, que a origem deste acontecimento se situe no passado, no presente ou no futuro.

Vou tomar um exemplo muito simples para compreender: imaginem, suponham, que uma pessoa os coloque na raiva, quaisquer que sejam o objeto e o assunto.

A raiva vai então se manifestar como reação.

Imaginem agora que vocês tenham decidido, em seu funcionamento, não mais reagir, qualquer que seja o acontecimento e sempre se reportar em 24 horas após o que era o fato que provocava a reação e, portanto, não mais reagir no instante, mas reportar conscientemente esta reação a 24 horas mais tarde.

Nesse caso, o que acontece?

É extremamente simples para compreender.

Frente a uma raiva à qual, de maneira muito lógica, vocês responderiam por um comportamento, por ações, por uma reação, se vocês adotam, de maneira lúcida, postergá-la por 24 horas, o que vai acontecer?

Ser-lhes-ia possível e concebível expressar uma raiva 24 horas após um acontecimento passado?

Não.

Naquele momento, não haverá mais reação.

Evidentemente, este exemplo funciona sobre o princípio da raiva.

O problema do ser humano é que ele está identificado às suas próprias emoções.

A emoção pode também tomar formas agradáveis e não unicamente desagradáveis.

Assim, as emoções agradáveis podem, até certo ponto, fazê-los buscar ativamente por elas, conduzindo então ao que é chamado um vício.

Quer dizer algo que vocês vão tentar reproduzir a fim de novamente provar as mesmas sensações, a mesma emoção.

A emoção do prazer é certamente a emoção que faz suscitar mais comentários e que é certamente um dos motores essenciais desta humanidade, qualquer que seja a forma que toma esse prazer.

Seja um prazer dos olhos, um prazer social, um prazer sexual, um prazer afetivo ou familiar, ou profissional (existem muitos), trazendo um sentimento de satisfação.

Qual é a característica do prazer?

É que ele não é durável no tempo.

É por isso mesmo que o vício ao prazer é certamente a coisa a mais desprezível que um ser humano possa viver porque, cada vez mais serão necessários estímulos cada vez mais intensos para chegar a sentir a mesma sensação e ter a mesma percepção desse dito prazer.

O prazer não é a Alegria.

O prazer é sempre obtido em resposta a uma satisfação.

Que isso se refira aos sentidos, e qualquer que seja o sentido, ou ainda a obtenção de um objetivo desejado e, portanto, de um desejo.

O prazer e seu corolário são, portanto, desejo e satisfação.

O desejo e a satisfação conduzindo ao prazer não são jamais procedentes de fenômenos ligados ao Coração, mas, sistematicamente, ligados ao ego e ao reconhecimento deste ego, seja na satisfação, qualquer que seja, ou na reprodução desse dito desejo.

A emoção os coloca, portanto, permanentemente, numa lei de ação e de reação idêntica à que se encontra na lei de carma.

Os seres humanos, mesmo sem serem terapeutas, concebem perfeitamente que de algumas emoções passadas resultam feridas que se manifestam no presente, no corpo ou no funcionamento psicológico do Ser.

As emoções são ligadas diretamente ao que é chamado de Manipura Chacra, ou corpo astral, também chamado de corpo emocional ou corpo de desejo.

O corpo de desejo tem um funcionamento que eu qualificaria de semi-automático, cuja característica essencial é gerar, permanentemente, um movimento, dando, de algum modo, o sentimento, não real, de satisfação.

De fato, a característica da emoção é nascer e desaparecer e jamais se estabelecer na persistência, a não ser, por vezes, estabelecer-se em alguns vícios, onde jamais há satisfação, mas busca permanente.

A ação e a reação, ligadas ao corpo de desejo, os levam, de maneira inevitável e inexorável, a se afastarem de seu Ser profundo, porque elas atuam literalmente sobre as forças existentes nesse mundo de desejo, esse mundo chamado Maya, no qual a humanidade evolui desde certo tempo.

A maior parte dos ensinamentos, orientais de todo modo, visaram transcender o desejo sob todas as suas formas.

Transcender não quer dizer controlar.

De fato, querer reprimir um desejo, qualquer que seja, não o faz jamais desaparecer, mas o fará sempre reaparecer em um determinado momento, mais tarde.

O controle dos desejos apenas faz remeter seus desejos para mais tarde, não os faz jamais desaparecer.

O desejo é expresso para provocar uma ação de satisfação que é a característica mesmo do corpo de desejo ou corpo astral.

Esse corpo emocional é, portanto, ligado às emoções, de maneira formal, ao Manipura Chacra que é a sede do ego, a sede da apropriação.

A emoção é, portanto, um vetor e a manifestação de um desejo, qualquer que ele seja.

Desejo que, portanto, remete a estruturas ainda mais arcaicas denominadas a vontade.

Vontade que, ela, não está inscrita no cérebro dito emocional – ou límbico – mas diretamente no cérebro arcaico chamado de reptiliano.

O desejo, geralmente, apenas faz manifestar ou traduzir uma vontade.

O que se esconde atrás desta vontade, seja ela chamada de bem ou de bela, é, sempre, e sistematicamente, a satisfação de uma falta, qualquer que seja.

O desejo pode aparecer como sadio e evidente no desenrolar da vida de todo ser humano, mas isso não resiste absolutamente a uma análise mais impulsionada, onde o desejo vai sistematicamente aparecer como uma falta a preencher.

O corpo de desejo, assim nomeado nos ensinamentos orientais, é aquele que se opõe ao aparecimento da Vibração do Coração e ao estabelecimento no Si.

O desejo nutre o ego num jogo sem fim, num jogo de satisfação, num jogo de poder, num jogo de vontade.

Assim, portanto, associar a palavra desejo (mesmo se esse desejo lhes pareça, num primeiro tempo, como muito nobre e muito justificado) faz apenas traduzir, de maneira certamente mais sutil, a aplicação da vontade, correspondendo a um preenchimento de falta.

Todos os desejos, sem exceção, conduzem e se concluem necessariamente pelo preenchimento de uma falta, mesmo se essa falta não possa ser reconhecida como tal pela consciência do ego que fará tudo, justamente, para evitar que vocês tenham consciência dessa falta.

Isso se refere tanto à satisfação de um desejo simples, como o fato de se alimentar, onde, aí, ao nível fisiológico, é evidente que há uma falta de nutrição que provoca o desejo de comer.

Mas é exatamente a mesma coisa no que concerne aos desejos os mais vitais, os mais sociais, os mais sexuais, ou os mais naturais, digamos, do ser humano, que traduzem, portanto, sistematicamente, um princípio de falta.

O ego, distanciado e separado, é, portanto, a caracterizado essencialmente pela falta e por uma insatisfação que não encontrará jamais satisfação em si mesmo, mas que vai fazê-los crer nisso.

De fato, qual é o ser humano que não tenha satisfeito um desejo que seja?

E quem pode dizer que esse desejo jamais se reproduziu?

Quem pode dizer que comeu apenas uma vez e que não voltou a comer?

Quem pode dizer que teve apenas uma relação sexual e que jamais a reproduziu?

O desejo provoca o desejo.

O desejo não pode se satisfazer.

Esta é uma evidência inscrita nas células humanas, inscrita no cérebro, inscrita no comportamento e na própria natureza do corpo do ego ou corpo emocional.

A problemática vai surgir quando o ser humano começar a falar de Coração, porque, geralmente, ao nível do Coração, cada um ali coloca o conteúdo que é veiculado por sua própria consciência.

Um cardiologista vai entender o Coração como uma bomba cardíaca.

Um ser no caminho espiritual vai chamar o Coração de seu objetivo.

Um ser realizado, que definitivamente dissolveu o corpo de desejo, vai falar de realização do Si.

Todos esses seres designam, no entanto, a mesma zona do corpo e a mesma zona de consciência, mas cada um vai traduzi-la segundo suas próprias percepções e segundo sua própria vivência, sua própria experiência.

Então, o que se pode dizer que seja mais correto do que o Coração ser uma bomba?

Que o Coração é afeto?

Que o Coração é sentimento?

Ou que o Coração é o Si?

Toda a diferença está aí.

É que a linguagem, qualquer que seja a língua, faz referência, para uma pessoa, a um conteúdo semântico e simbólico preciso que não é absolutamente o mesmo que os sete outros milhões de seres humanos.

Sem exceção.

Não pode haver definição, portanto, correta, para o Coração, eis que cada um ali coloca uma vivência que é muito diferente.

O Coração nada tem a ver com uma emoção, mesmo se um número importante de seres humanos considere que o Coração pertence ao mundo das emoções.

Todos os caminhos vicinais situam-se nesse nível: conceber o Coração como uma emoção.

O Coração é emoção unicamente ao nível de algumas partes de sua parte física que, aí também, evoluem segundo o mundo da ação/reação, a saber, contração e dilatação que um cardiologista vai chamar de sístole e diástole, ou seja, contração e dilatação do coração, remetendo, aí também, à atração/repulsão, ação/reação, um movimento de contração sendo seguido de um movimento de relaxamento.

Não há, portanto, mais do que um passo, que cruzou o homem, que é assimilar o Coração a uma emoção.

Vários dos Anciões que vieram lhes falar insistiram em algo de essencial, que é o Coração/Vibração e não o coração/bomba.

O Coração/Vibração é uma percepção Vibratória, como seu nome o indica.

Ele é também, e, antes de tudo, uma Consciência.

A Consciência do Si, definida em oposição à consciência do ego.

Eu os remeto para isso à magistral exposição que lhes fez Um Amigo.

No que me concerne, eu atraio sua atenção: se o Coração é um desejo (tal como vocês o nomeiam), se o Coração é uma vontade, ele já não é mais o Coração, porque o Coração não é nem desejo, nem vontade, nem emoção.

O Coração é um estado, além da bomba cardíaca, um estado que eu qualificaria ao mesmo tempo de móvel e de imóvel, mas, sobretudo, que é totalmente desprendido da noção de ação e de reação.

A problemática, e geralmente ao nível do que foi chamado o chacra do Coração: as próprias tradições subdividiram esse Coração em dois aspectos, chamados o mental discursivo ou mental inferior e o mental superior, que eu chamei, em minha vida, de Supramental.

Tudo opõe o Coração mental e o Coração Supramental.

O coração mental é sujeito, como a bomba cardíaca, ao princípio de ação e de reação: eu ajo e eu adoto um comportamento em reação a um aprendizado vivido.

Eu adoto tal conduta social em função de um aprendizado que eu recebi.

O comportamento é, portanto, oriundo do mental inferior.

O mental superior está, ele, num total outro registro, nada mais tendo a ver com a ação/reação, dado que o próprio princípio de revelação do Supramental situa-se nos princípios da Unidade da Luz revelada, desvendada, manifestando-se pela Vibração e pela Consciência, profundamente diferente do que aquela que existe no corpo de desejo.

Muito numerosos místicos estabelecidos no Supramental e no Coração, antes mesmo que o Supramental se revelasse à humanidade na consciência ligada à cabeça, perceberam o que eu chamei, eu mesmo, para vocês, o switch da Consciência: o momento em que a consciência vai passar do corpo de desejo para o corpo de Budado.

Esse corpo de Budado é marcado por um sentimento de impermanência, um sentimento de dissolução, um sentimento onde as barreiras, onde a ação/reação, ou os desejos, apagam-se totalmente.

O Ser encontrado ao centro do Ser não tem, efetivamente, mais qualquer desejo, não está mais identificado às suas emoções ou ao seu mental.

O corpo de desejo, a personalidade, está permanentemente identificado e projetado em seus próprios desejos, conscientes ou inconscientes, e em suas próprias atividades mentais conscientes e cognitivas, ou inconscientes e subconscientes.

O Supramental não se importa com tudo isso.

O Supramental é estabelecimento na vacuidade e, ao mesmo tempo, na Vibração, onde não existe mais nem desejo, nem emoção, nem vontade, nem atividade mental, nem comportamental.

A qualidade da Consciência estritamente nada tem a ver.

A consciência do ego, o corpo de desejo, está em oposição total, em oposição absoluta ao corpo do Ser.

O ego e o Si apenas podem se entender excepcionalmente.

Enquanto exista um desejo em você, que esse desejo lhe pareça justificado e normal (no sentido empresarial ou no sentido de seu desenvolvimento pessoal, ou de sua busca pessoal), não pode ali haver acesso ao Ser.

Toda a sutileza vem daí.

Assim, a maior parte dos ensinamentos os orientou numa busca dita Interior, esotérica ou espiritual, literalmente enchendo-lhes a cabeça que, satisfazendo sua sede de conhecimento de você mesmo, que se apropriando de um conhecimento dado ou um outro conhecimento (exterior a vocês mesmos) vocês iriam chegar ao estágio do Si e do Coração.

Isso é impossível.

O único modo de penetrar o Coração e o Coração do Ser apenas se pode fazer pelo que o Arcanjo Anael chamou um abandono à Luz.

O abandono à Luz é um ato consciente.

Mas este ato consciente não depende do corpo de desejo, ele não depende da vontade, ele não depende, sobretudo, de um comportamento, mas, sim, de uma rendição.

É esta própria rendição, chamada, em outras tradições, de crucificação do ego, que vai permitir a passagem do corpo de desejo ao corpo do Ser.

É por isso que os Yogas, no Oriente, descreveram, do modo o mais minucioso possível, o que acompanha a passagem de um estado de consciência ao outro.

A descrição, tal como foi feita nos Yogas Sutras de Patanjali, a descrição que foi feita pelo Kriya Yoga (por exemplo, e não é limitativo) insistiram amplamente sobre a descrição de certo número de sinais, extremamente precisos, traduzindo a passagem do corpo de desejo ao Coração do Ser, até descrever, mesmo, os sinais correspondentes ao estabelecimento definitivo no Ser.

Coisas, obviamente, que o conhecimento exterior não lhes falará, evidentemente, jamais, justamente para evitar-lhes, de modo por vezes muito malicioso, de ir para seu Ser.

Assim, o ser humano, desde muito tempo, vai de conhecimento em conhecimento, que lhe dá o progresso aparente, o sentimento aparente, de ampliar seu campo de percepção.

Mas não é nada.

A única coisa que se amplia é a cabeça, e unicamente a cabeça, e isso, em todos os sentidos do termo.

O Coração não se importa com qualquer conhecimento ou com qualquer experimentação que não toque o Ser diretamente.

Tudo o que é aplicado ao exterior de si é perdido para o Si e enriquece, de modo interminável, o corpo de desejo.

Assim, portanto, o corpo de desejo não os conduzirá jamais ao Coração do Ser.

Sua vocação, sua finalidade é, justamente, exatamente o inverso do caminho do Coração.

A tal ponto que a falsificação, ao nível espiritual, consistiu em desviá-los de seu Coração para fazê-los ir aos níveis dos quais mesmo Buda, em pessoa, ele mesmo, disse: «quando você encontra os poderes, salve-se rapidamente».

Que faz hoje esse mundo que não está aberto ao nível do Coração?

Tem sede, em seu corpo de desejo, de uma espiritualidade.

Tem sede de conhecimento.

Tem sede de saber quem é.

Tem necessidade de saber o que foi.

Tem necessidade, sobretudo, de saber quem será.

E tem a impressão, esse corpo de desejo, de realizar o Si.

Ora, nada o afasta mais do que esta atitude de espírito e esse comportamento.

Apenas, justamente, parando esse princípio de balanço (ação/reação), justamente parando a consciência no instante, assim como foi denominado «aqui e agora», que pode se revelar e se concretizar o Si.

De outro modo isso é estritamente impossível.

Alguns ensinamentos vão mesmo até elogiar a abertura de funções espirituais que efetivamente Buda dizia para fugir (os poderes da alma) que são, geralmente, e que permanecerão, aliás, os poderes espirituais que estritamente nada têm a ver com a mestria ligada ao Coração.

A ilusão continuará, portanto, com força total, especialmente porque não pode haver qualquer satisfação na abertura do ego espiritual, mas, bem mais, enriquecimento do corpo de desejo que vai, por sua vez, envenenar, literalmente, esse corpo de desejo e fazê-lo ir num caminho onde os desejos vão aparecer como cada vez mais aumentados.

Que se refira aos desvios ao nível da alimentação, que se refira aos jogos de sedução dos outros, no sentido o mais amplo, no sentido da manipulação, da dissimulação e da aparência de verdadeiro.

O corpo de desejo pode apenas sair crescido desse gênero de iniciação que, efetivamente, nada tem a ver com o Coração.

O Coração não será jamais, estritamente jamais, uma iniciação.

Initiare, em latim, quer dizer colocar-se no caminho.

O Coração não tem necessidade de ser colocado sobre o caminho, uma vez que ele É, de toda eternidade.

O jogo do corpo de desejo é, portanto, afastá-los, permanentemente, desta realidade eterna inscrita em vocês, que é o Si que, efetivamente, não tem necessidade de caminho, dado que ele É, de toda Eternidade.

Ele tem somente necessidade, e isso é profundamente diferente, de um reconhecimento e de uma reconexão.

Isso nada tem a ver com qualquer iniciação.

Aqueles que os queriam conduzir para uma iniciação não estão, seguramente, no caminho do Coração, porque o caminho do Coração é o caminho do instante.

Ele não pode se sugerir através de uma iniciação, qualquer que seja, através de um ritual, qualquer que seja, porque o estabelecimento no Ser apenas se realiza quanto todo desejo é transcendido e não reprimido.

Assim como o disse o próprio Cristo: «julgar-se-á a árvore por seus frutos».

Quais são os frutos?

Será que são frutos ligados ao corpo de desejo, com um reforço de impulsos, um reforço da exaltação das emoções, quaisquer que sejam, ainda mais exacerbadas que anteriormente, com um sentimento de prazer ou um sentimento de frustração?

Ou então, ao contrário, será que o caminho do Coração conduz ao desaparecimento do corpo de desejo?

O que não quer dizer que o homem que vive isso não expresse mais desejos fisiológicos.

Simplesmente, não são mais seus desejos que comandam, não é a vontade de reprimir um desejo que comanda, mas o estabelecimento na plenitude ou na vacuidade, que corresponde ao Coração.

O Coração não é, portanto, ação nem reação.

Ele é Ser.

Ele não é, certamente, saber.

Ele é estabelecimento na Presença.

Alguns Arcanjos, entre vocês, os fizeram aproximar deste estado Vibratório especial denominado a Presença.

Alguns de vocês, através das Núpcias Celestes, ou mais recentemente, começam a perceber essas famosas Vibrações.

Obviamente, como o significou e estipulou Um Amigo, existem muito numerosos estados intermediários que permitem conduzir até ao estabelecimento permanente no Coração.

A Consciência do Ser é estabelecida de maneira definitiva no Coração unicamente quando tem acesso ao que é chamado de dois últimos Samadhi: o estabelecimento da Alegria e o estabelecimento da dissolução.

Anteriormente, todo retorno a uma outra realidade, ligada ao ego, é sempre possível, se bem que, quanto mais quem avance no caminho do Ser, se reforça no Ser, ele mesmo.

Apenas alguns egos – corpos de desejos particularmente resistentes, implicados nos comportamentos aberrantes – que vão tentar se nutrir da Vibração do Ser.

Assim que a Consciência comece a se estabelecer no Ser, o corpo de desejo se modifica.

A percepção Vibratória torna-se totalmente diferente.

Retenham que a percepção das Vibrações (ou do que vocês chamam de Energia) nada tem a ver enquanto vocês estão ao nível do ego e ela se torna completamente diferente assim que vocês passam ao nível do Coração.

A Vibração ligada ao ego é uma Vibração de natureza eletromagnética que vai ser descrita e percebida por todos e cada um que tenha desenvolvido sua própria Energia vital.

A percepção da Energia não é absolutamente a tradução da abertura do Coração.

Em um determinado momento, quando das primeiras etapas do estabelecimento na Consciência do Ser, aparece uma nova Energia, que eu qualifiquei, em minha vida, como Energia Supramental, Energia vinda do plano da Cittá, que nada mais tem a ver com a Energia prânica, que se manifesta segundo características totalmente diferentes, cuja própria circulação, no corpo ou ao redor do corpo, nada mais tem a ver com as Energias prânicas.

A característica não é uma circulação, no sentido eletromagnético.

É um Fogo.

É a palavra que pode voltar frequentemente.

Um Fogo ardente que, no entanto, não consome.

Isso pode ser também, quando da realização do último Samadhi ou de suas premissas, um Fogo devorador, picotando o conjunto do corpo extremamente rapidamente, que está ligado à agregação das partículas Adamantinas no canal do Éter ou Sushumna e nos diferentes chacras.

As Energias prânicas podem se manifestar nas emoções.

Elas vão dar, então, correntes de ar girando ao redor da pessoa e podendo fazer crer que há estabelecimento no Ser.

É uma ilusão.

O Ser não será jamais esse tipo de Energia e esse tipo de consciência.

O estabelecimento no Coração é perceptível para aquele que ali se estabelece.

O famoso switch da Consciência é uma realidade quando ela é vivida.

Isso vai se traduzir, instantaneamente, por uma modificação das referidas percepções energéticas, ao nível do corpo, onde as Energias prânicas vão progressivamente deixar o lugar para o que é chamado de Energias Supramentais ou plano da Cittá.

Há, portanto, uma diferença essencial entre a consciência do ego e a Consciência do Ser.

Nas manifestações também, que foram dadas nos Yogas Sutras de Patanjali, ou também nos ensinamentos do Kriya Yoga, o aparecimento de indicadores que são o Nada ou o Canto da alma, os Siddhis, também, que aparecem (os poderes da alma), que são, ainda uma vez, apenas poderes, mas que traduzem, entretanto, um caminho para o Coração.

O Coração é também o estabelecimento na Unidade, da Vibração.

A diferença essencial, também: a Vibração ligada ao corpo de desejo, manifestada ao nível da ilusão (que nós chamamos, com vocês, a ilusão Luciferiana) vai desencadear certo número de coisas ligadas à visão.

Visão surgindo muito precisamente com os olhos fechados, ou seja, ao nível do terceiro olho, o que não é absolutamente quando do estabelecimento no Ser, onde a própria percepção do que é chamado de Luz Luciferiana não existe mais.

A percepção se torna diretamente empática.

Isso poderia se expressar pelas palavras seguintes, mas que não expressam, contudo, a Verdade intrínseca do que é vivido: a visão Luciferiana é uma projeção sobre uma tela denominada mental ou a tela do terceiro olho; a visão do Coração é um conhecimento instantâneo.

Há conhecimento direto, conhecimento estabelecendo-se pela Verdade do que é percebido, na Unidade, e não mais por qualquer identificação visual ligada aos olhos fechados.

Toda a diferença está nesse nível.

As Vibrações, é claro, acompanhando o ego espiritual no corpo de prazer, nada têm a ver.

No corpo de desejo, ou no corpo do ego espiritual, a Energia pode ser muito ampla, mas ela é de natureza diretamente vinda do corpo de desejo.

Ela vai, portanto, envolvê-lo, encantá-lo, exaltá-lo, conduzi-lo a condutas que nada têm a ver com o Coração.

A Energia do Ser, ou corpo do Ser, que se manifesta ao nível do Coração, vai colocá-los em ressonância ao nível do Coração e vai fazê-los participar, mesmo se isso permaneça do domínio da experiência e não do estabelecimento da Vibração, daquele que manifesta esta Vibração cardíaca.

Há uma diferença essencial, também, é que a Vibração do corpo de desejo, no ego espiritual, vai provocar certo número de desvios.

Ela vai arrastá-los, obviamente, na emoção.

Vai exacerbar suas próprias emoções, ao invés de contê-las e controlá-las.

É toda a diferença com a Vibração daquele que está no Coração e, portanto, no corpo do Ser.

Evidentemente, é muito lógico que inúmeros seres humanos sejam seduzidos, literalmente, pelos poderes da alma.

A visão de suas vidas passadas, a visão de certo número de coisas em relação com o terceiro olho pode ser extremamente sedutora e perturbadora.

Mas, em qualquer caso, e toda a armadilha está aí, isso não corresponderá a um estabelecimento no Si.

Quanto mais se desenvolver a Vibração do terceiro olho, mais vocês se afastarão da Vibração do Coração.

Não pode existir, de maneira simultânea, Vibração do Coração e Vibração do terceiro olho.

Em contrapartida, é evidente que, com as Núpcias Celestes, o terceiro olho não está mais limitado à sua parte congruente denominada Triângulo Luciferiano, eis que houve Coroamento, Redenção e, portanto, há realmente chacra existente ao nível do terceiro olho.

Mas o chacra não é unicamente o terceiro olho, ele é o conjunto da coroa percebida ao nível da cabeça.

É já uma distinção extremamente importante.

Em seguida, observem, em vocês, o que se estabelece.

Será que se estabelece, em vocês, a reação?

Será que se estabelece, em vocês, um estado de Paz, de serenidade, de vacuidade e de plenitude ao mesmo tempo?

Ou então, será que se estabelece em vocês uma falta, um desejo, uma necessidade?

Toda a diferença se situa também, em sua consciência, nesse nível.

E, enfim, coisa que não poderá jamais enganá-los, qualquer que seja o aspecto Vibratório – seja nas primeiras etapas do estabelecimento do corpo do Ser, como em sua realização final, denominada Maha Samadhi – obviamente há percepção consciente de uma Vibração existente ao nível do peito.

Coisa que não existirá jamais ao nível do terceiro olho e do ego espiritual.

Certamente, alguns seres puderam viver a experiência inicial de Vibração do Coração, mas não é por isso, se o ego espiritual toma a dianteira, que eles vão se estabelecer na Vibração do Coração.

A emoção participa, irremediável e definitivamente, como eu disse, no corpo de desejo.

O Coração Vibral é tudo, exceto uma emoção.

Ele é estado.

Estado de Ser.

Estado de realização.

Estado de Despertar autêntico e não Despertar Luciferiano.

O acesso ao Si, pela Vibração do Coração, vai conduzir, sobretudo neste período (o que não era possível em meu tempo e também em vários anos após), ao que é chamado o Corpo de Existência.

Certo número de sinais também pode se manifestar, naquele momento, significando que o momento não chegou para aceder a esta Existência, mas para se estabelecerem, cada vez mais duravelmente, no Si.

Naquele momento, podem se manifestar o que eu chamaria de Energias coercitivas ao nível das raízes dos membros, impedindo-os, literalmente, de deixar esse corpo, porque não houve suficiente transcendência o corpo de desejo.

De fato, a Vibração do Coração e o estabelecimento da Consciência, no Ser, vão dissolver e desagregar progressivamente, de acordo com tempos que são diferentes para cada um, o corpo de desejo.

Isso pode se estabelecer instantaneamente, como tomar, apesar da quantidade e da qualidade da Luz que chega até vocês, certo tempo.

Durante esse tempo, é importante respeitar as demandas da Vibração de seu corpo que são, de fato, as demandas da própria Luz que lhes permite evitar as armadilhas.

Aí estão as algumas palavras que tinha necessidade de lhes comunicar, relativas às emoções e ao Coração.

Tenho-me, evidentemente, à sua disposição, para completar esta exposição, se isso é necessário.
 
Questão: o que você entende por respeitar as Vibrações de nosso corpo?
 
Há momentos, quando a Consciência se estabelece no Coração, onde o corpo vai manifestar sentimentos de gravidade, de peso, que não são destinados a impedi-los de viver o Coração, bem ao contrário, mas, unicamente destinados a estabelecê-los ainda mais facilmente no Coração.

A percepção, ou de incômodo, ou de dor, ao nível dos membros ou dos segmentos de membros, vai confortá-los no estabelecimento no Ser.

Não há que lutar contra.

Isso não é um tormento.

Isso não é um impedimento, mas, bem mais, uma direção da Energia, inteiramente, para o Coração.

O relaxamento das extremidades e dos membros poderá se fazer a partir do momento, como eu disse, em que o corpo do desejo for suficientemente dissolvido.
 
Questão: poderia dar ume exemplo de desejo e um método para transcendê-los?
 
Cara Irmã, assim como eu disse, não é possível transcender o desejo lutando contra um desejo, porque ele se voltará, inexoravelmente, sob a mesma forma ou sob outra forma.

Querer lutar contra o desejo é uma ilusão.

Não pode haver luta contra um desejo.

Um desejo corresponde a uma falta e toda falta, na matriz, tem necessidade de ser preenchida.

Assim, portanto, não há exemplo a dar.

Apenas no estabelecimento do Ser que pode se dissolver, começar a se dissolver, o corpo de desejo, mas absolutamente não antes.
 
Questão: aspirar à Existência pode ser uma forma de desejo?
 
Tudo depende se houve abertura do Coração ou não.

Se a Vibração do Coração é ativa, naquele momento, há uma aspiração que não é um desejo, nem uma vontade.

Eu chamaria a isso uma tensão, ligada ao abandono à Luz.

Esta tensão não pertence ao corpo de desejo, eis que ela nasce mesmo da Vibração do Ser.

O que não é de modo algum a mesma coisa.

A partir do momento em que o corpo do Ser não está desperto, naquele momento, a tensão para a Existência reforça o corpo de desejo.

Ela provocará, naquele momento, tanto mais frustração, ou negação.
 
Questão: é o abandono à Luz que vai permitir a dissolução do corpo de desejo?
 
Perfeitamente.

Você pode começar a se estabelecer na Vibração, pela experiência, no Ser.

Coisa hoje extremamente mais fácil do que antes da primeira Onda Galáctica.

É por isso que nós insistimos no fato de que não há qualquer barreira além daquela do ego para aceder à dimensão do Coração.

Obviamente, o modo de ali aceder pode ser diferente para cada um, tanto mais que o corpo de desejo, como eu o demonstrei, é uma oposição importante ao estabelecimento no Ser, porque o corpo de desejo existe apenas porque existem desejos e faltas.

Preencher uma falta, qualquer que seja, não basta para fazer desaparecer o corpo de desejo porque, naquele momento, o corpo de desejo encontrará outras faltas a preencher e é sem fim.

Apenas na realização do Ser ou, em todo caso, começando a viver as experiências do switch da Consciência, como lhes foi proposto, que vocês poderão, pouco a pouco, começar a dissolver e a desagregar, literalmente, o corpo de desejo.

Ainda uma vez, esta dissolução, esta desagregação pode apenas se fazer se há abandono à Luz.

O abandono à Luz, assim como o expôs o Arcanjo Anael, é um dos elementos motores da realização do Si e da Existência.

O abandono à Luz é o abandono de sua própria vontade, correspondendo, assim, às frases pronunciadas pelo Cristo, mas que são bem reais: «que sua vontade seja feita, e não a minha».

Naquele momento, há aceitação da entrega de sua própria vontade, não a uma autoridade exterior, mas a uma autoridade Interior, que é a Fonte e, portanto, a Vibração do Coração.

Então, é claro, desde a associação das novas frequências, uma chave lhes foi dada: o estabelecimento da nova Tri-Unidade.

A ativação do que é chamado de nono corpo favorece a eclosão do que é denominado o Samadhi, favorece, portanto, assim, de maneira direta e indireta, o estabelecimento de sua Consciência no Ser.

É preciso então passar, naquele nível, da experiência ao estabelecimento permanente.

O que apenas se pode fazer pela repetição da própria experiência do Samadhi ou da Vibração do Coração.

Alguns seres ali chegam na primeira vez e se estabelecem de maneira definitiva, instantaneamente, no Coração.

Outros vão ter necessidade, ao contrário, de dissolver progressivamente, pelo estabelecimento da Vibração do Coração, o corpo de desejo.

Tudo é, evidentemente, função de seu próprio caminho e não de sua vontade.
 
Questão: a que corresponde o fato de se despertar com o peito queimando?
 
Isso corresponde, incontestavelmente, ao afluxo da Onda Galáctica e às partículas Adamantinas, partículas da Radiação do Ultravioleta, do Espírito Santo e da Fonte, que se derramam sobre a Terra desde já vários anos.

Agora, isso não basta para fazer um Despertar do Coração, mas são as primícias.

Isso significa que há, efetivamente, acumulação de partículas Adamantinas ao nível do corpo.

O Arcanjo Anael lhes disse, há um ano e meio, desta importância capital do abandono à Luz.
 
Questão: qual é o significado de sentir um apoio muito forte ao nível do terceiro olho?
 
Cara Irmã, isso depende, obviamente, se o Triângulo Luciferiano está invertido ou não.

Ele foi invertido pela ação Micaélica em 16 de outubro, há muito poucos dias.

Assim, portanto, nesse momento, o Triângulo chamado de Luciferiano é chamado a trabalhar Vibratoriamente de maneira muito intensa devido mesmo a essa reversão.
 
Não temos mais perguntas. Agradecemos.
 
Irmãos e Irmãs na humanidade, eu lhes digo e eu o repito, vocês não estão sós, mas apenas vocês, em particular, que podem se estabelecer no Coração, porque é sua decisão, porque é sua escolha.

Cabe a vocês escolher, como foi dito e repetido.

Eu os convido a ler e a reler minha primeira intervenção, há alguns dias, sobre a noção de choque e de medo (ndr:
intervenção de 17 de outubro de 2010).

Vocês ali lançam mão dos mecanismos de funcionamento extremamente precisos do humano, que eles estejam no corpo de desejo ou no corpo do Ser, que serão total complemento com o que eu acabo de exprimir.
 
Irmãos e Irmãs,
meu Amor e a gratidão os acompanhem.

Eu lhes digo até muito em breve.
 
 
 
 
Áudio da Mensagem em Francês

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Áudio da Mensagem em Português

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Mensagem de SRI AUROBINDO,
pelo site Autres Dimensions
em 22 de outubro de 2010





Rendo Graças às fontes deste texto:
Tradução: Célia G.
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