domingo, 3 de abril de 2016

A TRI-UNIDADE DO FEMININO SAGRADO - MA ANANDA MOYI (I) - MARÇO DE 2016

Rendo Graças ao autor desta imagem



Recomenda-se ler as mensagens seguintes
na ordem sequencial em que são publicadas.

MA ANANDA MOYI
(I)

MARÇO DE 2016




A TRI-UNIDADE DO
FEMININO SAGRADO


Eu sou Ma Ananda Moyi, e eu saúdo, em vocês, a Eternidade e o Amor.

… Silêncio…

Eu venho exprimir, por algumas palavras, por minha Presença, o conteúdo do que eu nomearia a nova Tri-Unidade feminina de que eu represento o primeiro termo, como portadora da vibração AL, aquela do Fogo.
Virá, depois de mim, minha irmã Gemma, segundo termo da Tri-Unidade do feminino sagrado.
O terceiro termo, é claro, será Maria.
Nós intervimos, portanto, uma na sequência da outra, assim como os Arcanjos, ontem, comunicaram-lhes informações sobre a Tri-Unidade arcangélica e, sobretudo, uma vivência.
Essa vivência, hoje, parte do mesmo fundamento e concerne, é claro, à criação sagrada, à co-criação sagrada consciente e, também, ao que foi nomeado o feminino sagrado.
Nesse mundo humano de superfície, o princípio feminino sempre acolheu a vida em seu seio e permitiu-lhe desenvolver-se.
A Tri-Unidade é, eu diria, de algum modo, a última forma e a última manifestação de qualquer personalização, de qualquer função, que lhes permite, provavelmente, acolher, em si, a totalidade da Criação e do Incriado que vocês são, que desemboca na Liberação e, para inúmeros de vocês, na Ascensão, propriamente dita.
Eu venho, portanto, colocar e depositar em vocês, por minha Presença, minhas palavras e nossa reunião, aqui e alhures, que permitirão preparar, se posso dizer, e viver seu próprio desaparecimento e a atualização, cada vez mais precisa, em seu plano de consciência ainda presente, do que foi nomeado, por Maria e por inúmeros intervenientes: o mecanismo dos três dias ou da estase.
Alguns de vocês, aliás, vivem, já, esses episódios de estase, de êxtase ou de íntase, em diferentes ocasiões.

A Tri-Unidade do feminino sagrado dar-lhes-á a viver as primícias ou a totalidade do que representa, de algum modo, a preparação final, que os faz viver a Promessa e o Juramento.

Para alguns de vocês, talvez mais raros, isso se traduzirá, também, por um desengajamento não decidido, mas vivido, de todos os engajamentos e de todas as obrigações ligadas à existência de uma pessoa nesse mundo.

Para aqueles de vocês para quem já aconteceu ou está se manifestando, vocês sabem, pertinentemente, que não há fuga da realidade de sua parte, nem uma negação dessa realidade ilusória, mas, sim, um estado de ser que transcende, real e concretamente, apesar da presença de seu corpo e de sua consciência limitada, toda noção de pessoa e toda noção de ação nesse mundo.
É nesses momentos, se vocês os vivem, que vocês são mais o que vocês são, na Luz e na Verdade.
Após os apelos da Luz e as injunções da Luz vem a atualização total da Luz.
A Tri-Unidade do feminino sagrado faz de vocês um recipiente, um receptáculo do divino e do sagrado.

Eu tive a oportunidade, em numerosas reprises, durante todos esses anos terrestres escoados, de falar-lhes do Fogo, da reversão da alma, do êxtase.
Então, eu diria que, para alguns de vocês, isso vai verificar-se agora, quando a Luz propõe-lhes ser e viver, qualquer que seja a agitação do mundo ou a agitação de sua própria pessoa ou de sua própria vida.
Assim, portanto, muitos de vocês viverão momentos cada vez mais intensos na Morada de Paz Suprema, sem o querer, sem o desejar e sem o procurar.
Isso os aproximará sempre mais da dissolução final, preencherá sua pessoa de Vida, de Amor, de felicidade.
Você será preenchido sem poder, necessariamente, identificar uma forma, uma Presença, mas, bem mais, o aspecto da Luz que vem criar a realidade eterna que já está aí, como você sabe, presente.

Há, portanto, uma forma de revelação cada vez maior do que vocês são.
Vocês sabem, isso não passa nem pelo mental, nem pela emoção, nem pela energia.
A vibração do Fogo, é claro, poderá estar presente, e qualquer que seja sua intensidade, ela não poderá incomodá-los, porque sua consciência será absorvida nesse êxtase indelével da Verdade.
Isso se manifestará, para vocês, como uma forma de saída da ilusão, sem rejeitar o que quer que seja desse mundo.
Vocês poderão, então, verificar, por si mesmos, o que vocês são e, também, verificar, por si mesmos, se estão em adequação com a Verdade.
Não mais, unicamente, sob a forma de iluminação, como foi o caso, mas, bem mais, como uma evidência que não sofre qualquer interpretação, qualquer projeção e que não tem necessidade de qualquer esclarecimento.
Aí está Shantinilaya.

Para aqueles de vocês que o viverão, não haverá possibilidade de escapar disso.
É, de algum modo, o momento no qual o que pode, ainda, restar de resistente ou de doloroso em sua Presença e em sua consciência desaparecerá, no momento em que isso se produzir, mas, talvez, também depois.

Eu não posso dar-lhes técnicas, nem respiratórias, nem outras, nem de movimentos, mas vocês observarão que isso sobrevirá no momento, como já havia sido explicado há vários meses, no momento em que as percepções de seu corpo e de sua consciência apagar-se-ão por si mesmas, sem procurá-lo, quando desses momentos.

Isso aumentará sua paz e sua felicidade sem objeto, sua irradiação, sem nada procurar.
Vocês começarão, então, de maneira concreta, a viver sua vida, aqui embaixo, no que há a viver, sem serem afetados por qualquer história que seja, sem serem afetados por uma condição, qualquer que seja, o que lhes dá a viver a Liberdade e a Autonomia da Luz, fazendo de vocês, como eu disse, esse receptáculo perfeito para Aquele que vem e, também, para viver o que há a viver na última fase dessa terceira dimensão.
Então, eu quero, simplesmente, dar-lhes alguns marcadores.

Um desses marcadores que, é preciso dizê-lo, sobrevirá mais facilmente se vocês estão, preliminarmente, alinhados, sem nada procurar: é a percepção de laços, como havia sido o caso há vários anos, ao nível dos tornozelos.
Mas esses laços não estão aí para impedi-los, como foi o caso há alguns anos, de aceder ao corpo de Existência, mas, bem mais, de algum modo, para fixar o corpo de Existência em sua manifestação aqui mesmo, o que os faz transcender, mesmo, a percepção da vibração, a vibração das Coroas e, mesmo, o sentido de estar em contato com uma forma de Luz ou uma consciência de Luz que vem de nossos planos.
Tudo desaparecerá.
Haverá, é claro, outros sinais.

O segundo sinal a aparecer é uma modificação importante e espontânea de sua respiração.
Seu corpo inteiro, antes de desaparecer, tornar-se-á essa respiração.
O inspirar e o expirar acompanhar-se-ão, espontaneamente, de um sentimento de expansão e de contração, preliminar ao desaparecimento dos sinais do corpo e de sua consciência.
O ponto de vista, então, o posicionamento da consciência, naquele momento, não será mais tributário de qualquer forma, de qualquer história, de qualquer sofrimento, nem mesmo de qualquer evolução ou futuro.
A imersão será total no instante presente do aqui e agora.
Vazios de si mesmos, vocês descobrirão o que é «ser o Amor», além de toda condição e de toda prerrogativa desse mundo.
Tornar-se esse receptáculo é participar do retorno de Cristo.
É participar, de maneira concreta, da Ascensão da Terra e da Ascensão dos irmãos e das irmãs que estão no passo e à porta dessa transformação.

Quando isso lhes cair em cima, vocês não poderão discutir, de maneira alguma, sobre o que se produz.
Vocês não perceberão, necessariamente, uma das Coroas ou uma Presença ao seu lado.
É você mesmo consigo mesmo, além de todo véu e além de tudo o que pode fazer a história desse mundo, mesmo neste período.

Os efeitos far-se-ão sentir, sobretudo, no momento de seu retorno, se posso dizer, ao estado normal.
Vocês constatarão, muito facilmente, que, naquele momento, seu coração está repleto de perdão, de evidência, durante tempos mais ou menos longos, segundo a repetição dessas sequências que, eu repito, não podem ser decididas por vocês em sua pessoa, mas que se imporão por si mesmas, qualquer que seja a duração, qualquer que seja a hora e em qualquer circunstância ou condição que seja, porque nada pode frear o feminino sagrado.

Isso lhes dará a ver, também, que a fonte da Luz não está em qualquer lugar alhures, no céu ou em nossas dimensões, mas está integralmente presente, como nós sempre dissemos, no que vocês são.
O conjunto de suas condutas, o conjunto de sua vida, o conjunto de suas relações tornar-se-á totalmente transparente.
Você não poderá mais ser afetado por qualquer dano que seja ou qualquer reação que seja com respeito a você.
É claro, assim como para aqueles que viram minhas imagens, ou vídeos, vocês, talvez, viram o que emanava através de minha pessoa.
Isso não é um jogo nem um papel, mas, sim, a evidência que se instala.
Você ali extrairá cada vez mais força, cada vez mais evidência.

Vocês constatarão, então, uma modificação sem precedente de suas necessidades fisiológicas, sem nada procurar, sem nada querer, porque, naquele momento, tudo lhes parecerá evidente.
Vocês não terão mais que colocar-se a questão de qualquer escolha, em qualquer domínio que seja, realizando, então, o estado Crístico, na totalidade.
Os aspectos vibratórios da consciência poderão ser amplificados após esse estado e essa experiência, e vocês constatarão, depois, que – para alguns de vocês, com extrema rapidez, ou, mesmo, a partir da primeira vez – que é a única evidência, que todo o resto não é estável, não é duradouro e, sobretudo, nada representa aos olhos do que vocês se tornam, aos olhos do que vocês já são – para aqueles que o viveram.

Há poucos meses, minha irmã Maria havia falado do período de Natal, assim como o Comandante, aliás.
É claro, existem, durante este ano nomeado 2016, outros períodos propícios.
Vocês os conhecem tanto quanto eu, eu não vou nomeá-los.
Quer sejam os solstícios, equinócios ou festas ditas religiosas, há, além da história, algo de eterno, algo que não perece jamais, e que se revela, hoje, em vocês.

Seus comportamentos não serão mais ditados pela menor predação.
Vocês observarão, também, que se colocarão, cada vez mais facilmente – sem o querer – no lugar do outro.
Seu ponto de vista não será mais seu ponto de vista, nem o ponto de vista do outro, mas um ponto de vista intermediário, que não depende mais de uma forma, de uma história, de uma relação ou de uma confrontação.
A palavra a mais exata é a palavra «evidência».
Essa evidência não sofre qualquer interrupção pelo mental, qualquer interrupção por qualquer emoção que seja.

Muitos de vocês tornar-se-ão, neste período, antes, mesmo, do Apelo de Maria, saturados de alegria e saturados de felicidade, independentemente de qualquer circunstância ou de qualquer história.
A vacuidade será, naquele momento, cada vez mais perfeita, a transparência tornar-se-á cada vez mais evidente, a humildade, a simplicidade tornar-se-ão, se já não é o caso, seu quotidiano, sem esforço, sem o querer, sem procurá-lo.
Vocês terão, então, naquele momento, esvaziado completamente seu Templo, deixando-o limpo, na integralidade.
Naquele momento, os questionamentos desaparecerão de vocês.
Vocês aquiescerão à Vida, em tudo o que ela pode levar à sua consciência.
Não poderá mais ali haver nem raiva, nem tristeza, nem medo, haverá a Verdade nua.
A quintessência do que vocês são entra, portanto, em manifestação, aqui mesmo, nesse plano.
É a possibilidade de viver esses tempos muito reduzidos que permite isso.

Os Arcanjos falaram-lhes de sua Tri-Unidade, nós lhes falamos de nossa Tri-Unidade, e isso desembocará, para vocês todos, na estase, é claro, mas, antes dela, na verdadeira liberdade.
Essa vivência direta não será mais uma experiência, mas, sim, uma revolução, uma transubstanciação total do que vocês eram, ainda, anteriormente.
Tudo será leve, sem procurá-lo.
Nada poderá afetar esse estado de felicidade integral e essa alegria sem objeto.
Vocês estarão, literalmente, saturados de alegria, como puderam vê-lo em imagens minhas, na encarnação.
Qualquer que seja sua idade e qualquer que seja sua história passada, qualquer que seja, mesmo, sua atribuição vibral, a pureza será tal, que nenhuma zona de sombra poderá permanecer ou alterá-los, tanto ao nível do corpo como dos pensamentos, como de suas emoções.
Eu o repito, também – alguns de vocês já o vivem –, mas a acuidade, se posso dizer, e a intensidade tornar-se-ão cada vez mais presentes, em alguns casos, mesmo, cada vez mais invasivas.

Mas essa invasão não é uma violação de sua pessoa ou de sua história, mas uma verdadeira transcendência de tudo a que você aderiu, mesmo sem crenças, até agora.
Você verá, concretamente, que não existe qualquer diferença entre o irmão e a irmã que você ama e o irmão e a irmã que o irritou ou desagradou.
Você não fará mais, tampouco, diferença entre um irmão e uma irmã, qualquer que seja, de seu plano e de nossas Presenças.
Haverá, aí também, uma unificação total na qual não haverá mais necessidade de nomear nem de identificar quem quer que seja ou o que quer que seja.

Eu lhes disse que havia alguns sinais preliminares a essa última injunção da Luz.
O mais frequentemente, na ordem que eu dei, mas nem sempre.
A sensação de laços nos tornozelos que, talvez, vocês não tenham, jamais, conhecido, ou que, até agora, limitavam seus mecanismos de expansão de consciência até o corpo de Existência.
Isso significa, é claro, em outras palavras, que o corpo imortal, o corpo sem costura, o corpo de glória toma o lugar, definitivamente, aqui mesmo, onde vocês estão, nessa carne, o que realiza, assim, o Juramento e a Promessa, mas, também, a ressurreição do Espírito, a transmutação da carne e de sua pessoa.

A respiração dará essa amplitude.
A vibração pode, agora e já, desaparecer ou, ao contrário, intensificar-se.
Os sons também, percebidos em seus ouvidos, tornar-se-ão cada vez mais fortes e cada vez mais agudos, aproximando-se, inexoravelmente, do Coro dos Anjos e do Espírito do Sol, desvendando-os em vocês, fazendo-os entrar na encarnação, além, mesmo, de sua forma e de sua própria encarnação.

Lembrem-se, também, de que, a partir daquele momento, não pode haver angústia de desaparecimento, de morte, ou de sofrimento, ou de apreensões.
Há apenas a evidência da alegria, a evidência da vacuidade e da transparência.
Ao sair dessa experiência, desses estados, vocês conservarão a alegria.
Vocês perceberão, sem dificuldade e de maneira espontânea, o que foi chamado, há algum tempo, a visão do coração, que é uma visão que não é uma visão no sentido em que seus olhos podem entendê-la, mas uma visão direta, que não tem necessidade nem de forma, nem de cor, nem de ideias, nem de pensamentos, nem de emoções, nem, mesmo, de seu corpo.
Então, naquele momento, vocês serão instalados no silêncio do Coração do Coração.

Não se esqueçam de que vocês não podem procurá-lo.
Isso não depende de vocês, isso não depende de qualquer exercício, mesmo na dança do Silêncio ou no yoga da Unidade.
Eu diria, mesmo, que é o momento no qual vocês relaxam toda vigilância e toda atenção a si mesmos, ao seu corpo, à sua própria vida.
Mas vocês não podem procurá-lo, caso contrário, isso significaria, para vocês, uma fuga da vida.
É preciso, bem ao contrário, deixar o copo encher-se por si mesmo.
Nada desejar, nada pedir, nada sentir, nada perceber.
Esquecer-se de si mesmo, de algum modo.
Isso está além do que vocês chamaram alinhamentos, meditações ou orações.
No limite, isso poderia ser a oração silenciosa do coração, que nada pede e que se encontra a si mesma.

O Fogo do Coração porá fim ao fogo vital, o que explica, já, aliás, e já há numerosos meses, suas flutuações de humor, de energia, de moral e de mental, apesar das certezas interiores e das experiências já vividas, para inúmeros de vocês, correspondentes tanto às Coroas, ao Canal Mariano, aos mecanismos novos de consciência existentes há alguns anos, concernentes às comunhões, às fusões, às dissoluções.
Vocês de nada mais dependem, nem de uma Estrela, nem de uma Porta, nem de uma vibração.
É o desaparecimento, justamente, de tudo isso que lhes permite superar os últimos estratos, se posso dizer, dos reflexos de sobrevivência ou reflexos do orgulho espiritual, de crer-se isso ou aquilo.
Vocês descobrirão, então, se já não foi feito, a exatidão de algumas palavras entre os Melquisedeques: aceitar nada ser aqui embaixo para ser tudo.

Não se esqueçam de que você não pode renunciar de si mesmo, mas que a renúncia o tomará, no momento oportuno para você.
Nada há a fazer.
Naqueles momentos, nada há a observar, nada há a segurar, nada há a ver, nada há a perceber.
Não existe, mesmo, qualquer vontade de desaparecimento, de meditação ou de alinhamento, mas, sim, a evidência da Verdade, a evidência da vacuidade, que permite acolher o canto da Criação e, também, acolher, em vocês, aquele que foi nomeado e que é, ainda, nomeado Hercobulus e os diferentes nomes que vocês conhecem.

Essa evidência tornar-se-á tão natural como o fato de respirar o ar, de alimentar-se, isso se fará de maneira cada vez mais espontânea.
Vocês não poderão, aliás, opor-se a isso, nem reforçá-lo.
Assim é a ação da última personificação nomeada Tri-Unidade do feminino sagrado, que os leva, de algum modo, à fonte da Criação e ao instante que precede toda criação e que engloba todas as criações, que um interveniente muito gritante chamou o Absoluto ou o Parabrahman, mostrando-lhes, aliás, se vocês o vivem, a puerilidade de toda busca espiritual, a puerilidade de toda busca e de toda compreensão.
Vocês voltarão a tornar-se, então, verdadeiras crianças livres e autônomas, inscritas na totalidade do instante presente, quaisquer que sejam as coisas a realizar em sua vida e em suas responsabilidades.
Seu olhar não poderá mais, jamais, ser o mesmo.
Não se inquietem, porque isso será visível por seus próximos, e lembrem-se de que nada há a explicar – sobretudo não – nada há a demonstrar, há apenas que ser isso, se isso lhes acontece.
O resto far-se-á pela Graça, pela Inteligência da Luz e por Cristo.
O Espírito do Sol, o Coro dos Anjos cantarão, permanentemente, em vocês, suas células tornar-se-ão vivas, vocês o percebem.

Há, portanto, um crescimento e uma aproximação, se posso dizer, da Eternidade e do efêmero.
Há, mesmo, sobreposição, vocês já sabem, mas, desta vez, é uma sobreposição, mesmo, da consciência, em seus diferentes estratos, até a a-consciência, de onde sai toda alegria e toda felicidade.
Cristo havia dito, à época: «Busquem o reino dos céus, que está dentro de vocês, e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo.».
Exceto que, agora, vocês não têm, mesmo, mais que procurá-lo, apenas revelá-lo e deixá-lo ser, deixá-lo agir, estar diante de vocês em cada circunstância, a cada reencontro, a cada momento.

A paz crescerá, então, cada vez mais.
Os momentos de desaparecimento serão vividos sem apreensão e sem sinais, e sem perturbações.
Vocês se preencherão, cada vez mais, dessa Luz inefável, de Amor, de Verdade.
Vocês não estarão mais apegados pelas relações humanas, pelas obrigações, pelos papéis que vocês desempenham, mesmo em sua família.
Vocês compreenderam, isso toma cada vez mais importância.
Isso corresponde, diretamente, às Tri-Unidades novas, que vêm calcar-se na nova Eucaristia, mas, é claro, à aproximação, cada vez mais tangível, daquele que pode manifestar-se a qualquer momento agora, Nibiru e, também, Maria, quando do Apelo.

Se vocês vivem isso, então, não se preocupem mais com seu futuro, com sua evolução, com um cenário qualquer, porque vocês não deixarão mais esse estado de alegria e de felicidade, e é a única coisa que importa.
O resto parecer-lhes-á muito longe, muito fútil e muito inútil.
O que viveram os maiores místicos da Terra, vocês o viverão, do mesmo modo.
Alguns levitarão, outros estarão na bilocação, outros terão um êxtase que é um gozo além de qualquer sexo e que leva a um transporte de alma, se ela existe ainda, ao Fogo do Espírito, ao batismo do Espírito e à revelação dele.

Há, portanto, antes, mesmo, do Apelo de Maria, para cada vez mais irmãos e irmãs, esse basculamento que se produz de modo inesperado, espontâneo, que põe fim a todo motor de sofrimento, a toda ilusão de ser uma pessoa ou a toda ilusão de ser desse mundo.
Aliás, vocês constatarão, por si mesmos, se isso se produz, que, tendo vivido isso, vocês não têm necessidade de nada mais, se não é estar no Amor.
O sentido de uma vantagem pessoal, em qualquer nível que seja, não existirá mais.
Na verdade, vocês não terão, mesmo, mais necessidade de escutar-nos, de ouvir-nos, vocês terão apenas necessidade de estar aí e de viver isso.
Porque, além do estado e da experiência inicial, isso permanecerá em vocês e tornar-se-á cada vez mais presente, e vem pôr fim a toda pessoa, a toda história.
Vocês serão, então, transformados, não pela ação de Graça ou o estado de Graça, mas vocês serão, vocês mesmos, a Graça, se já não o são.

A cada dia que passa, haverá cada vez mais oportunidades, até a visibilidade do sinal celeste.
Vocês ficarão insensíveis ao tumulto do mundo, mas vocês estarão presentes e serão amorosos, sem o querer, sem o refletir, porque não haverá outra conduta possível do que estender a mão, tomar em seus braços, olhar e amar aquele que chora, aquele que sofre, aquele que morre, aquele que se vai.
O mesmo amor estará presente por toda a parte, onde quer que vocês olhem, o que quer que vocês façam.
Essa leveza não é uma vã palavra, ela tomará todo o espaço de sua vida e fará de vocês o que nós nomeamos, no Oriente, os bodhisattvas, os seres realizados, liberados, que nada têm a ver com o olhar do outro, que nada têm a ver com o próprio olhar, que fazem o que a Vida propõe a eles fazer, sem mais a mínima questão, a mínima interrogação, e a mínima dúvida, é claro.

Eu atraio sua atenção aos momentos preliminares que já foram evocados, ou seja, os apelos da Luz, que não sobrevêm mais, agora, em horário fixo, mas diretamente; eles podem, mesmo, acordá-los à noite.
Naquele momento, vocês observam que estão suando, quer tenham calor, quer tenham frio.
A regulação térmica, a regulação corporal, em todas as suas coesões, modificam-se, grandemente, nesse momento.
Mas retenham que o essencial de tudo isso é essa alegria que cresce, essa felicidade indizível que se manifesta.
Vocês tomam, mesmo, distâncias com o que pode restar, ainda, de sua pessoa presente, concernente aos seus humores, que vocês qualificavam, anteriormente, de habituais, quer seja a busca de prazer, quer seja a raiva, quer seja o sentimento, quer sejam, mesmo, os medos.
Tudo isso passará, real e concretamente, sem afetar sua consciência, reunificada, de algum modo.

Isso será bem mais do que as experiências de Unidade vividas, assim como Gemma, minha irmã, descreveu-lhes há numerosos anos, uma vez que esse estado será seu estado natural e seu estado permanente, cada vez mais.
O mundo sorrirá a vocês.
A fluidez não terá nem que ser procurada, nem evocada, ela se tornará, ela também, evidente.
Nada poderá resistir à sua alegria, nem em vocês nem no exterior de vocês.
Nada poderá opor-se, tampouco, à Verdade e ao brilho da verdadeira Luz.

Isso os instalará muito mais no instante presente e os tornará disponíveis ao aqui e agora, à Última Presença.
Isso se tornará perceptível não, unicamente, para vocês, mas para todos aqueles que estarão ao seu redor ou que vocês reencontrarão.
Mesmo um desconhecido agirá com vocês de modo totalmente diferente, sem saber porquê, é claro.

O feminino sagrado, a co-criação consciente e a nova Tri-Unidade feminina estão na origem de toda criação, na origem da Fonte e na origem de vocês mesmos.

Vocês ficarão indiferentes às fúrias do mundo, às fúrias dos elementos.
Vocês não serão, de modo algum, afetados e, ao contrário, constatarão que, quanto mais a fúria do mundo desencadeia-se, mais os Elementos desencadeiam-se, mais ao seu redor há raiva, dúvidas, medos, mais vocês ficarão e permanecerão nessa paz, sem nada procurar, sem fechar os olhos, sem agir, sem querer.

Os contatos maravilhosos, para alguns de vocês, que vocês viveram com os povos da natureza ou conosco mesmo, não serão mais uma fonte de interesse, porque vocês terão compreendido que tudo está aí, em vocês, e que o mundo é vocês, e que nada mais há do que vocês, e que o outro é apenas uma parte de vocês, ou a totalidade de vocês, que lhe dá a oportunidade de emanar e de irradiar essa paz e essa alegria sem qualquer intenção, sem qualquer esforço.

Então, lembrem-se: se vocês sentem seus tornozelos que apertam, se a respiração começa a passar, como havia sido explicado, ao nível celular, se um calor ou um frio toma-os de maneira muito intensa, e não depende de uma doença ou de uma temperatura, então, isso se aproxima de vocês, e revela Cristo, revela o sinal celeste e revela, sobretudo, a totalidade da Eternidade.

Vocês redescobrirão, se já não é o caso, a simplicidade da Infância.
Cristo disse: «Felizes os simples de espírito, porque o Reino dos céus a eles pertence.».
Vocês não terão mais reivindicações, mesmo estando plenamente vivos e com o mesmo interesse por toda coisa e por toda pessoa, por toda ação que vocês realizam.

Agora e já, aqui como alhures, ao escutar-me, ao ler-me, isso já pode aparecer em vocês.
Deixem fazer, deixem ser.
Nada peçam, nada projetem.
Estejam disponíveis, sem pedido nem expectativa, e deixem a obra da Luz completar-se em vocês, se já não foi feito.

Vocês sairão da expectativa.
Vocês sairão da esperança.
Vocês sairão de toda dúvida.
Só essa Luz e esse estado serão a verdade, porque isso é a Verdade.

Então, agora e já, nós podemos comungar a essa ideia, a isso, e deixar ser a Luz, aí, imediatamente.
Nada perguntem, nada observem, não se preocupem com nada, deixem a vibração aparecer, desaparecer, pouco importa.
O fogo pode ganhá-los, o frio pode ganhá-los.

… Silêncio…

Abandonem toda veleidade de controlar o que quer que seja nesse processo, sejam o receptáculo perfeito.

… Silêncio…

O coração, naquele momento, poderá ter falhas.
Ele poderá tornar-se ardente e, mesmo, dar, por vezes, a impressão de estar como comprimido.
Não se atrasem nos sinais e sintomas, exceto aqueles que eu lhes descrevi, concernentes aos tornozelos, à respiração, por exemplo.

E aí, Shantinilaya revelar-se-á com firmeza, com uma evidência tal que, mesmo conceitos que, até agora, eram vividos como Cristo, um Arcanjo, nada mais representam, não porque isso seja inútil, mas porque o que se manifestará, então, será tão mais abrangente e tão mais amplo, que não há lugar para uma manifestação fragmentada da Vida, mas, simplesmente, a Vida na totalidade – que não depende, como vocês sabem, de qualquer dimensão, de qualquer origem estelar e de qualquer linhagem estelar, nem de vocês mesmos, nem de qualquer situação como de qualquer ser próximo ou qualquer inimigo.
Vocês vivem, naquele momento, o que é a verdadeira Liberdade.

É claro, alguns de vocês já viveram isso, sem poder colocar palavras.
Mas a aproximação de Hercobulus, que se prepara para girar em torno do Sol, é um elemento maior no processo que se desenrola, e nós, Estrelas, fazemos apenas acompanhá-lo em vocês, por nossa própria ressonância, como o tem feito os Arcanjos.

Vocês não terão mais necessidade de nomear, de chamar, de discernir, de questionar, apenas estar aí, no Amor.
Se a alma ainda está presente, ela viverá seu basculamento definitivo e sua consumação no Espírito do mesmo modo.
Não haverá imagem, não haverá sensação, haverá apenas a evidência.
É nisso que Cristo pôde dizer, também, que Ele virá como um ladrão na noite, criando a transformação final do jogo de papel ilusório nesse mundo e, mesmo, do jogo, eu diria, da Ascensão ou da Liberação.

Vocês descobrirão, então, real e concretamente, que vocês sempre foram livres e que só sua pessoa fazia obstáculo à Verdade, e o mundo também.
Mas vocês não rejeitaram o mundo, vocês permaneceram com os pés nesse mundo.

Não vejam isso como uma recompensa, não vejam isso como uma purificação, mas, sim, como o cumprimento do Apelo de Maria, que vocês já viveram há numerosos anos, quando Maria chamou vocês, ou outra irmã, por seu nome, quer vocês o vivam agora ou há pouco tempo, ou que você não o tenha ainda vivido, isso não fará qualquer diferença.

Vocês constatarão, também, naqueles momentos, e depois, que, mesmo o que era habitual em vocês, quer concirna aos medos, aos limites, não se mantêm mais e representam pesos que se evacuam por si só, sem nada procurar, sem nada querer.
Em seguida, talvez, vocês observarão, então, que as últimas Portas que vocês não haviam sentido ao nível de seu corpo tornam-se sensíveis ou, mesmo, por vezes, dolorosas.
Mas, aí também, essa dor não será percebida como uma dor, nem, mesmo, como um incômodo.
Isso, simplesmente, não será vocês, mesmo se isso lhes concirna.
Vocês não serão mais identificados ao que quer que seja ou a quem quer que seja.
Aí está a verdadeira Liberdade.

Seu sorriso será totalmente independente das circunstâncias.
Vocês se tornarão a calma na tempestade exterior.
Vocês se tornarão o indizível, enquanto tudo vacila.
Aí está a Verdade.
É tempo de vivê-la, é tempo de aquiescer.

Muitos Melquisedeques e outras Estrelas deram-lhes os princípios da humildade, da infância, da simplicidade, para ajudá-los a caminhar nos meandros do intelecto.
E mesmo isso, agora, não tem mais sentido, uma vez que é vivido, nada há a justificar, nada há a tranquilizar.

Então, eu me proponho, aqui como alhures, nesse momento de minha expressão e de palavras que eu portei a vocês, deixar instalar-se isso, se o quiserem, juntos ou sozinhos, pouco importa.
Porque vocês não estarão mais, jamais, sós.
Façamos isso, se o quiserem, agora, enquanto eu paro as minhas palavras, alguns instantes.
Ponham seu corpo de maneira confortável, para que ele não os incomode.
Nada peçam, nada evoquem e, eu diria mesmo, nada observem.
Nada procurem identificar, nada compreender, deixem a evidência instalar-se.

... Silêncio…

O que quer que se produza, não se interessem por isso.
Permaneçam vazios.

... Silêncio…

Eu sou Ma Ananda Moyi, e eu abençoo e comungo a cada um de vocês, na mesma Unidade e na única Verdade.

... Silêncio…

Até logo.





Mensagem de MA ANANDA MOYI
Março de 2016





Agradecimento especial:
Traduzido para o Português por Célia G.
http://leiturasdaluz.blogspot.com.br

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