domingo, 3 de abril de 2016

A TRI-UNIDADE DO FEMININO SAGRADO - GEMMA GALGANI (II) - MARÇO DE 2016

Rendo Graças ao autor desta imagem



Recomenda-se ler as mensagens seguintes
na ordem sequencial em que são publicadas.

GEMMA GALGANI
(II)

MARÇO DE 2016




A TRI-UNIDADE DO
FEMININO SAGRADO


Eu sou Gemma Galgani.

Irmãs e irmãos, eu me apresento a vocês como Estrela Unidade e segundo termo da Tri-Unidade do feminino sagrado.
Minhas palavras vêm completar o que lhes disse minha irmã Ma.
Minhas palavras serão ainda menos numerosas do que as dela, porque a Unidade presente vive-se no silêncio, porque não há mais necessidade de palavras nesse estado, nessa comunhão que nós vamos partilhar.

...Silêncio...

Estejamos juntos, presentes em cada um, na mesma Luz Branca.
Instalemo-nos, juntos, na felicidade.
Nesse espaço sem tempo, no qual nada pode ser diferenciado, nem dividido, nem suprimido, estejamos juntos na Paz do Um, nessa Alegria silenciosa e interior da Morada de Paz Suprema.
Deixemos viver a Vida, deixemos passar o que passa, sem nada reter, sem nada pedir.
Sejamos transportados no Amor, embriagados de Amor no mesmo coração, no qual nenhuma diferença pode emergir ou aparecer.
Sejamos a Paz, a Graça perpétua.
Esqueçamo-nos de nós mesmos, tornando-nos, agora, inteiramente, o coração do Um, com evidência e leveza.

...Silêncio...

Estejamos juntos no coração do Um, no coração do Ilimitado, sem esforço, esquecendo, assim, de tudo o que não é « Isso ».
Acolhamo-nos, acolhamos o mundo, acolhamos o que passa e o deixemo-lo passar.
Nada procuremos que não a Evidência que está aí, que se revela aí, onde nós estamos, aí onde vocês estão, em todo lugar, e põe fim, também, ao espaço e ao tempo.
Sejamos todos os filhos do « sim ».
Sim ao verdadeiro, sim ao belo, sim ao que não morre, jamais.
Sim ao que não pode, jamais, desaparecer.
O que quer que sintamos, aí, nesse instante, isso não nos preocupa.

...Silêncio...

Na plenitude do Silêncio, no qual mesmo as palavras «pleno» e «vazio» nada mais querem dizer e nada significam, porque o Amor, a Luz e a Graça não deixam espaço para outra coisa, sem nada rejeitar.

...Silêncio...

Deixemos todo desconforto, porque todo desconforto pertence ao que faz apenas passar.

...Silêncio...

Deixemos juntos, no coração do Um, manifestar-se ou desaparecer o que deve sê-lo.
Estejamos disponíveis, porque não pode ser de outra maneira.

...Silêncio...

Sejamos o receptáculo de Seu sangue.
Que transcende o tempo e o espaço, como toda história; Ele está aí, Ele se aproxima, Ele emerge no Silêncio de nossa Presença e na Paz de nossa Ausência.

...Silêncio...

A cada silêncio, a Evidência cresce – ela sempre esteve aí.
Em um movimento, que não é um movimento, no que, mesmo a imobilidade, é fulgurância, o coração do Um está instalado.

...Silêncio...

Aí, imediatamente, instalados no «sem-tempo» e «sem-espaço», a cada minuto, «Isso» está aí e «Isso» é.

Na densidade e na completude da Luz, o Amor é tudo o que é, sem depender de vocês, nem de mim, independente de qualquer condição.
Nós nos convidamos, mutuamente, à partilha da Graça que se faz naturalmente, espontaneamente, deixando, assim, as ilusões de toda história desaparecerem na Luz do Um, aí, onde tudo é perfeito.

...Silêncio...

A Graça trabalha, nesse mesmo momento, nos Ateliês da Criação, aí, onde não há nem você nem eu, nem qualquer distância a percorrer, nem nada a juntar-se.

...Silêncio...

Não se preocupe nem com você, nem comigo, porque nem você nem eu estamos aí, apenas o coração do Um está.
Um só e único coração da pulsação primordial da Criação, no qual toda pessoa não é mais do que um recipiente que acolhe tudo que se apresenta.

...Silêncio...

Aí, onde estamos, não há mais lugar nem espaço para outra coisa que não Alegria, a Paz.
Não veja, aí, qualquer propósito ou objetivo.
Veja, justamente, a Vida, na qual nada está distante, na qual nada está faltando, aí, onde o Amor não pode ser procurado, porque ele já está por toda a parte, onde nada pode faltar.

...Silêncio...

Aí, aqui, não há mais ninguém.
Não há nem lenda, nem história, nem cenário.
Não há nada mais do que « Isso » que, no entanto, é tudo e engloba tudo.
Você não é nem você, nem eu e, no entanto, você é cada um.
Você poderá ser o vento na árvore, a água que flui, o Sol que brilha, como Aquele que vem.
Você é tudo isso ao mesmo tempo e, no mesmo tempo, você não é nada disso.
Não há nem contradição, nem antagonismo, há apenas o puro, o verdadeiro.
Há Liberdade, porque nada pode ser apegado ou preso.
Não há necessidade de sonhos, não há necessidade de esperança.

...Silêncio...

Nessa imobilidade há todos os movimentos que aí estão compreendidos.
O Silêncio contém todos os sons e o Verbo contém toda vida, onde quer que ela se inscreva e onde quer que ela seja vivida.
Assim, você descobre que não há distância entre você e eu, e entre você e cada outro.
O sentido de ser uma identidade não existe mais.
Aí esta a paz definitiva, na qual nada pode ser perturbado, na qual nenhuma necessidade pode aparecer.

...Silêncio...

A Vida Una e eterna vive-se agora, além de todo sentido e de toda percepção.

...Silêncio...

Permaneça aí, não se mova.
Assim, nós vivemos o coração do Um e o Branco da Verdade e do Imaculado.

...Silêncio...

Mesmo as minhas palavras parecem perder-se na Infinita Presença.
Apenas o canto do Universo existe ainda.

...Silêncio...

Assim apaga-se o que não é verdadeiro, assim vive-se o autêntico.
Aí, onde você mesmo não é mais do que um ponto infinitesimal que se dilui no coração do Um, mesmo as palavras que saem não são mais as minhas.
Elas não são mais do que a única manifestação tangível do coração do Um, do Espírito do Sol e do Coro dos Anjos.
E mesmo essas palavras e esses conceitos nada mais evocam.
Eles se tornam supérfluos e inúteis, chegando ao ponto em que você se pergunta quem percebe e quem fala.
Aí, onde não há mais sentido nem direção, e onde, no entanto, nada está perdido.
É isso o Nada, é isso o Tudo?
Qual a diferença?
Não há mais nenhuma.

Talvez, você perceba, ainda, o que você poderia nomear de doçura ou paz, mas você sabe muito bem que não é isso, aliás, você não pode nomeá-lo.

...Silêncio...

O Verbo não tem mais necessidade de palavras diante da evidência de «Isso que é».

...Silêncio...

O que quer que seja visto, percebido, ouvido, todo interesse afasta-se.
Aí está o Pleno e o Vazio que, eles mesmos, são desprovidos de sentido e, no entanto, são a evidência, eles também.

...Silêncio...

Então, as palavras tornam-se melodia cantarolada, que tenta acompanhar o que é, apenas pelo prazer de emanar essa co-criação

...Silêncio...

Aí está o Último, no qual nada pode ser rotulado, nem mesmo nomeado, mas, simplesmente, vivido.

...Silêncio...

Aí onde você está, não há necessidade de ornamentos, nem de decoração, eles são supérfluos.

...Silêncio...

Assim, «o amigo» e «o amado» não são mais distintos de você como de mim, como de cada um, como pessoa.

...Silêncio...

E aí, não há mais palavras.

...Silêncio...

Assim, nós nos saudamos na Graça, nessa indizível Presença que é apenas uma ausência ao si e à pessoa.
Eu lhe digo, simplesmente,... a palavra Amor..., que não é uma palavra, nem mesmo um estado.

Eu o saúdo no coração do Um e eu me retiro agora, sem nada retirar do que é.

...Silêncio...

Eu te abraço além de todo braço e através de toda carne.
Até breve.




Mensagem de GEMMA GALGANI
Março de 2016





Agradecimento especial:
Traduzido para o Português por Célia G.
http://leiturasdaluz.blogspot.com.br

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