sexta-feira, 22 de abril de 2016

A LEVEZA - OSHO - ABRIL DE 2016

Rendo Graças ao autor desta imagem




OSHO
ABRIL DE 2016




A LEVEZA


Bem, meus amigos, eu sou Osho, e eu os saúdo, e eu os amo.

Eu venho, hoje, falar-lhes de uma palavra e uma única: a Leveza.
Porque a Leveza acompanha todas as palavras que lhes foram explicadas, em seu sentido o mais íntimo, durante essas Crônicas dos Melquisedeques.

A Leveza é o apanágio do Amor, a Leveza é o apanágio do Verdadeiro, a Leveza nada tem a ver com o peso desse mundo que termina.
O Amor é um fogo, um fogo devorador e no qual, no entanto, nada pode ser grave porque, justamente, o Amor é leve, simples, infantil, espontâneo, natural.

Se você está na alegria e se você está na paz, você se torna leve, qualquer que seja seu peso, quaisquer que sejam suas dores e qualquer que seja seu mundo interior e exterior.
Servir, dar-se a si mesmo é um ato de alívio.
O Amor é leve.
Quanto mais ele é denso, eu diria, mais ele o torna leve.
Eu o convido, portanto, a ser leve, eu o convido a não mais levar-se a sério, a rir e a dançar; eu o convido, por essa Leveza, a deixar a vida fluir.
E não se ocupe mais de sua vida, mas da Vida.
Esteja, eu diria, no sentido da onda, no sentido do vento, no sentido do fogo que é Leveza, e no sentido do ar, que atiça o fogo, sopra sobre a água e eleva-o.

… Silêncio…

A Leveza é o apanágio do ser liberado.
Quer ele seja Sufi, quer seja Oriental ou Ocidental, quer ele seja de hoje ou de há muito tempo, há, sempre, a Leveza.
A Leveza é o sinal maior da Liberdade.
O alívio que está em curso é bem real.
No Amor, nada pode permanecer pesado, nada pode permanecer opaco nem complicado.
O Fogo do Amor eleva-se de seu coração.
Aliás, isso foi nomeado o Coração Ascensional ou a Coroa radiante elevada.

A criança é leve.
Na Leveza não há lugar para o tempo.
Não há lugar para qualquer evento, mesmo o mais importante que deva viver essa Terra.
Na Leveza não pode haver preocupação pelo que quer que seja.
Isso pode ser desconcertante para você porque, nesse mundo, você aprendeu a controlar, dominar, organizar todos os setores de sua vida; e esse mundo necessitava disso.
Mas quando esse mundo morre, o que você quer fazer?
Manter o peso, manter as restrições ou acompanhar a Vida em sua leveza?

Então, divirta-se, dance, cante, ria não, unicamente, no exterior, mas, sobretudo, no interior de si.
Ria de si mesmo, é o melhor modo de servir-se a si mesmo em sua eternidade.
A Vida é um sorriso e um riso permanentes para aquele que é liberado do antigo e liberado dele mesmo.
Tudo é ocasião de Devoção, tudo é ocasião de Amor, tudo é ocasião de Alegria, mesmo o sofrimento, mesmo a dor.

Tornar-se leve não é, tampouco, o fato de sua vontade, é o fato da Evidência da Luz e de sua dança, da Evidência do Amor e da Evidência da Verdade.
Foi dito que a Verdade o libertará, mas ela o torna, antes de tudo, leve, antes de ser vivida na totalidade.
Leveza dos pensamentos, leveza das palavras, leveza da consciência, leveza dos gestos, leveza das relações.
O que não é leve, quer seja em você ou fora, não é a Verdade.
Mas, é claro, quando estamos na Terra, nós somos, todos, habituados à densidade e à gravidade, não há jogo de palavras.
Eu o lembro de que a gravidade é diretamente ligada às forças de compressão e de confinamento, que são dissolvidas.
Restam apenas fantasmas da predação arcaica, tanto em vocês, aliás, como, também, ao seu redor.
Então, o que você quer nutrir?
Você quer nutrir o denso e o sofrimento?
Você quer nutrir a Leveza e a Alegria?
O que você quer absorver?
O que você quer emitir?
O que você é?
Você é leve ou você é pesado?

A Leveza de que eu falo não é, unicamente, um peso físico que seria medido, ou psicológico.
É a Leveza total da consciência e de sua Liberdade.
Liberdade expressada e vivida no interior e que se traduz, hoje, como nós o dizemos há vários dias, nos setores inteiros da humanidade.
Há aqueles, entre nossos irmãos e nossas irmãs, que temem o inferno ou que esperam o paraíso.
Eles ainda não compreenderam que o inferno e o paraíso atuam, ambos, aqui mesmo, que nem um nem o outro existe.
Existe, em definitivo, apenas a Leveza.

A Leveza é transparência.
Ela não se acomoda com qualquer ilusão ou qualquer inverdade.
Então, olhe-se.
Você é leve?
Será que seu humor é leve?
Será que seu sorriso é leve?
Será que seus gestos são suaves?
Você se sente leve?
Eu não falo de seu peso, eu falo de sua consciência.
Se você é Amor, você é leve, e você não pode ser sério.
Como é que o Amor poderia ser sério?
Eu ilustrei isso durante a minha vida.

Siga o sentido da corrente.
Siga o sentido da vida.
Não se preocupe com necessidades comuns e arcaicas já ultrapassadas, mesmo se você as viva ainda.
Vá, também,para aqueles que o aliviam, reencontre-os, partilhe, suas experiências, o que você tem a partilhar.
E você, sobretudo, não se leve a sério.
O Amor é demasiado importante para ser sério – ele é leve.

Então, olhe-se.
Você é leve?
Como o anjo que se eleva por suas asas, e você por seu coração?
Porque o coração eleva-o, verdadeiramente, além de todas as aparências e as ilusões desse mundo, assim como todas as suas vicissitudes.
A chama do Amor o faz tomar altura, não para fugir do que está no solo, mas, sim, para iluminá-lo diferentemente e não mais estar sujeito ao peso e à predação.

Olhe suas relações.
Elas são autênticas, transparentes, simples?
E você sai leve, de toda relação, ou, então, sobrecarregado?

A partir do instante em que você aceita não mais segurar-se a nada e a partir do instante em que você já tenha feito o luto de si mesmo, de sua vida, de suas emoções, você sentirá a Leveza.
Lembre-se de que não é questão de desviar-se de suas responsabilidades, mas, sim, transmutá-las pela lei de Graça e pela lei de Amor, a lei de Um, que não conhece qualquer «dois».

Ser leve é ser sereno.
É ver claramente, é ser Verdadeiro.
Não há qualquer verdade no peso, há apenas restrições, há apenas confinamentos e há apenas ilusões.
Torne-se leve, se já não foi feito, e você verá o Verdadeiro, e você viverá a Verdade.

Se você é leve e se você se eleva, suficientemente, nessa Leveza, você viverá sua humanidade na simplicidade, sua Ascensão ou sua Liberação do mesmo modo.
Eu diria, mesmo, que, quanto mais você se alivia, mais seu mundo alivia-se ao seu redor.
A densidade e o que é pesado nada podem contra o que é leve e alegre.
Tanto mais que essa Alegria e essa Paz, como você sabe, não depende de qualquer satisfação, de qualquer contentamento.
Essa Alegria, essa Leveza não depende de qualquer sucesso, mas, também, de qualquer fracasso.
A Leveza não é concernida pela pessoa e, portanto, se resta o peso, o sério, é que sua pessoa está, ainda, na dianteira da cena.
O Amor não pode ser pesado, ele não pode ser opaco, ele não pode mentir, nem mentir a ele mesmo; esse é o apanágio do ego.

A Leveza acompanha-se de uma forma de despreocupação, que não é um déficit de responsabilidade, mas, sim, a transcendência da responsabilidade, qualquer que seja, aliás.

Quer você tenha uma criança difícil em casa, quer tenha um cônjuge difícil, qual importância?
Seja leve e tudo se aliviará ao seu redor.
Seja leve com seu banqueiro, mesmo se nada haja em sua conta; ele ficará leve com você.
Faça a experiência.
Seja suave com a Vida, com a Luz, e o Amor emergirá de modo cada vez mais flagrante e, por vezes, espetacular e, em outros casos, de modo muito simples, muito humilde.
Seja benevolente.
Seja humilde, porque ser humilde torna leve.
Quando não há mais papel ou função a manter, mas ela se desenrola pela Inteligência da Luz, o resultado disso é a Leveza.

O peso é uma crença.
A seriedade é inerente a esse mundo ou a qualquer forma de organização criada, mesmo nos mundos, para um objetivo específico.
Não creia que todos os velhos barbudos que me acompanham são sérios; eles são, também, leves.
O sério pode prestar-se a uma função, mas o leve permanece no interior.
Felizmente.
Para nós e para vocês.

Esteja cada vez mais presente a essa Leveza, o que quer que lhe sussurrem seus pensamentos, seu mental.
Aliás, você constatará, cada vez mais, que o mínimo pensamento, a mínima busca de explicação gerará muito peso.
O que é pesado vem, sempre, da pessoa, o que é leve vem, sempre, do Amor.
Então, olhe em você o que se alivia.
E se você nada vê aliviar-se, é que, decididamente, você está demasiado pesado.
Mas não julgue, não condene.
Não procure melhorar, progredir porque, aí também, isso se tornaria uma ilusão agora.
Deixe a alquimia viver-se, deixe o Fogo do Amor tudo devorar.
Nada há a perder, é o peso que o faz perder.
A Leveza é, sempre, ganhadora, porque o Amor é, sempre, ganhador, quaisquer que sejam as aparências e qualquer que seja o tempo ilusório que você tenha a viver.

Certamente, muitos de vocês podem achar o tempo longo e pesado.
Mas nada o impede de retornar para a Leveza que você é.
Se você se olha, é pesado, então, não olhe mais.
Olhe onde está a Luz, e aproveite dessa Luz.
Aproveite do masculino sagrado; quanto o masculino arcaico patriarcal é pesado e morto, quanto o masculino sagrado é Leveza.
Seria quase, eu diria, de uma suavidade afeminada, mas não há mais sexo.
Certamente, há órgãos, há funções; certamente, as funções do corpo são mais leves, outras, mais pesadas.

Deixe o leve aparecer por toda a parte.
Deixe a Inteligência da Luz restituí-lo à Alegria.
Não aceite o pesado, mas acolha todo Amor que entra em você, ou que sai de você, mesmo em circunstâncias que lhe parecerão, por vezes, incongruentes.
É verdade que tomar seu banqueiro nos braços todos os dias não é algo fácil.
E, no entanto, é isso que o aliviará.

Perdoe àquele que o ofendeu ou, em todo caso, se você acredita nisso.
Ame ainda mais aquele que o fez sofrer, porque ele é, indiscutivelmente, seu mestre – mesmo se você pudesse qualificá-lo de sombra ou de escuro.
Mas era o escuro e a sombra que você precisava para aliviar-se.

Como ser leve?
Eu o disse: abandonando o pesado e deixando a consciência aparecer.
Qual consciência?
Aquela que é supraconsciente dela mesma, que vem revestir, se posso dizer, o que é pesado, torná-lo menos denso, mais transparente.
Se há Amor há Alegria, você sabe disso.
Se há Amor há Paz.
Se há Amor há Benevolência, há Liberdade e há Autonomia.
E tudo isso pode apenas ser leve.

No Amor não pode existir nem culpado nem responsável, porque tudo é harmonia.
E tudo está em ordem, sem procurar a ordem.

Então, o que a Vida propõe a você viver, em eventos, como disse meu predecessor, que podem ser cada vez mais flagrantes, deixe o Amor ganhar, deixe a Leveza ser.
Você constatará, também – para prosseguir o que disse Um Amigo – que, quanto menos há julgamento em você e, eu diria, mesmo, menos há opinião a dar sobre quem quer que seja ou o que quer que seja, mais você se torna leve.
E se você julga ou se emite uma opinião que é oriunda da pessoa, concernente a outra pessoa, então, você sentirá o peso, esse peso que pode ir até o arrependimento ou a culpa que são, ainda, estratégias da pessoa.
Mas, em definitivo, se você o vê, isso se aliviará.

Você não pode estar no serviço sem Leveza.
É claro, as organizações e os sistemas desse mundo vão tentar fazê-lo entrar nos quadros, mesmo ao nível da espiritualidade: aquele é como isso, aquele é como aquilo.

Desvie sua consciência do que não é leve.
É claro, você pode vê-lo – é, mesmo, desejável vê-lo, tanto em você como ao seu redor – mas, depois, seja leve.
O que foi visto foi iluminado e, de todo modo, o que não foi visto e não está, ainda, suficientemente iluminado, tornar-se-á pesado, para portar ou para viver, que sua oração tornar-se-á, aí também, Leveza e Evidência.

O Fogo do Espírito é um batismo de ressurreição e de regeneração.
O Fogo do Espírito põe um toque final à Ascensão e à Liberação, à sua própria transmutação.
Como é que o que é inteligente e natural poderia ser pesado ou complicado?
E, depois, como disse nosso Comandante: aquele que diz, é aquele que é.
Reflita nessa frase.
O que você emite ao exterior voltará a você – porque tudo é Um – e cada vez mais.
Não há lugar para outra coisa, porque qualquer outra coisa seria muito pesada e tornar-se-ia cada vez mais pesada para portar ou para viver.

A Leveza acompanha o Amor, assim como, como eu disse, a Paz e todos os qualificativos que lhes foram explicitados nesses últimos tempos.

Você não tem que procurar a Leveza.
Ela está aí por si mesma, a partir do instante em que sua consciência deslocou-se levemente.
O Fogo do Amor, o Fogo do Espírito são fogos devoradores que devoram, de fato, apenas as ilusões, as crenças e os pesos.
O Fogo eleva-se, ele o torna mais leve.

A Leveza permite-lhe aceitar, com a mesma alegria, tudo o que se produz, tanto em você como em sua vida.
Porque você sabe que não é nem sua vida, nem esse corpo, que faz apenas habitá-lo.
Quer seja saco de carne, Templo ou maravilha de energia, isso nada muda.
Supere os conceitos, supere, mesmo, as minhas palavras.

Você quer, realmente, ser leve, ou você se segura aos seus pesos, às suas aquisições?
Porque tudo o que é adquirido nesse mundo é um freio à sua Liberdade e, portanto, densifica-o e torna-o pesado.

Tudo o que eu lhe digo, como tudo o que nós dissemos, uns e os outros, é diretamente ligado à manifestação do Amor tangível, por intermédio do masculino sagrado.

… Silêncio…

Lembre-se, também, de que eu sou Osho e, como tal, eu estou «no calor» em seu coração.

Quando há Leveza há fogo.
Quando você se eteriza pela ação da Luz, então, você perde a água, você sua ou, então, de repente, você se torna gelado.
Não há necessidade de explicar, o leve aparece, nesse caso, em você.

Seu corpo experimenta algumas dores?
Se você está, verdadeiramente, doente, vá ver um médico, qualquer que seja, mas o mais frequentemente, são apenas ajustes entre o verdadeiro e o falso, uma transmutação do falso pelo verdadeiro – e, portanto, o Amor – que vem, de algum modo, desdensificar, descristalizar, dissipar e, enfim, evaporar o que não procede do Amor.

… Silêncio…

Faça de toda a sua vida, em cada ato, em cada circunstância, um momento de Leveza e um momento de Paz, para não se deixar levar, se posso dizer, pela cristalização da consciência, quer concirna às utopias positivas desse mundo, quer concirna às ilusões espirituais das forças ditas Luciferianas.
Seja leve, e você não poderá ser apanhado por qualquer fantasma de seu passado, como qualquer fantasma desse mundo.

A Leveza é, também, não cristalizar novamente, em si, um ressentimento, um conflito, uma busca, um medo.
Veja tudo isso que se eleva e desaparece, por vezes, com muita intensidade e muita presença.
Mas essas presenças não são sua presença.

A Leveza é, também, a capacidade de ver ao largo.
Isso quer dizer não, unicamente, aparências, mas ter, de algum modo, a intuição direta da visão do coração, dos prós e dos contras do Amor e não de uma situação, e não de um conflito.

… Silêncio…

A Leveza conduz você, também, a viver Cristo e a segui-Lo, o que põe fim, diretamente, ao nível de suas estruturas efêmeras, à matriz Arcôntica que é substituída pela matriz Crística e, aí também, há o Fogo do Amor.

… Silêncio…

A Leveza impede-o, também, de dar meia-volta na densidade e na satisfação pessoal de qualquer desejo que seja.

A Leveza remove o peso de suas posses, quaisquer que sejam, que, eu o lembro, possuem você.
A Leveza concorre para a Liberdade, mas ela é, também, o marcador da Liberdade.
Na Leveza, nenhuma emoção pode durar.
Ela pode aparecer e reaparecer ainda, mas ela não pode resistir e, sobretudo, ela não pode provocar seus pensamentos e seu mental.
Na Leveza você constata, também, que, em seus alinhamentos no Último ou no Coração do Coração, os pensamentos vão e vêm e não podem mais fixar-se ou, então, fixam-se menos tempo, o que pode provocar um desaparecimento muito mais fácil.

A Leveza é, também, de algum modo, o catalisador de seu desaparecimento.
Ele é o testemunho e o catalisador, ou seja, ele vai permitir realizar o Último – que já está aí, eu o lembro, e que só o ego e suas gesticulações impedem-no de ver e de viver.

… Silêncio…

No feminino sagrado, foi-lhe dito que havia a co-criação consciente expressada nesse mundo ou expressada no outro mundo, aquele que é livre.
Se eu ousasse, eu diria, mesmo, que o feminino sagrado é mais denso e mais pesado do que o masculino sagrado, mas a reunião dos dois dá uma nova Leveza, um novo voo da consciência que permanece com os pés sobre a terra.

Na Leveza a Terra está viva.
Você sente suas pulsações, seus calores, acontecem coisas engraçadas em seus pés.
Isso não é a Onda de Vida, nem sempre, mas é, também, o Fogo da Terra e a Leveza da Terra.

E depois, quando a Leveza cresceu e expandiu suficientemente, há silêncio, porque nenhuma palavra é necessária.
Há apenas sua Presença, e apenas o Amor, com seu cortejo de Paz, de Alegria, de Infância, de humildade, de espontaneidade, de Benevolência.

Quanto mais você estiver leve, mais você o verá e mais você o viverá.
O que eu digo aí não é para anos nem, mesmo, amanhã; isso já começou.
Mas, talvez, você esteja demasiado ocupado por seus pesos para vê-lo e vivê-lo.
Não se inquiete, você será apanhado por isso.
Nada espere, nada aguarde, isso se faz, eu repito, naturalmente, sem esforço.
E quanto mais você for espontâneo, menos você terá necessidade de refletir, de ponderar os argumentos uns após os outros.
As decisões emanarão de você de maneira espontânea e natural, e você ficará surpreso de ver que a decisão, a passagem ao ato chega na preliminar a qualquer discussão interior intelectual oriunda de seus conhecimentos ou de suas experiências, o que põe fim a toda ilusão de controle e de domínio de seus pensamentos, de suas emoções e de sua vida.
Complicando e confundindo, se posso dizer, o que você poderia, ainda, manter em seu histórico pessoal nessa vida ou de outras vidas.

Viver essa Leveza é o passaporte para a Eternidade.
É o testemunho do Amor e é a encarnação do Amor.

… Silêncio…

No Amor e na Leveza, mesmo uma dor importante torna-se leve, muito rapidamente.
No Amor e na Leveza você não tem necessidade de controlar, de dirigir, porque você não é o chefe de orquestra, nem mesmo o ator – você é a Vida.
E você vê a perfeição da Vida, quaisquer que sejam as circunstâncias de seu mundo, dentro e fora.

Tudo isso é realizado não, unicamente, pelo aparecimento da Luz de maneira visível sobre a Terra, também, ao trabalho de Miguel e seu trabalho, assim como o trabalho da Terra.
Mas esse trabalho não é pesado nem denso, ele não é um labor; ele é Liberdade, e ele é espontâneo.

… Silêncio…

Se existe, ainda, em você, o sentimento ou a percepção de viver pesos, qualquer que seja a origem, aparentemente exterior, se ela está em você, se ela é vivida é que você o permitiu.
E isso não pode, jamais, ser de outro modo.
Então, através disso, não nutra a culpa ou uma busca exterior, mas torne-se leve.
Se eu emprego a palavra Leveza ou peso, ou densidade, é porque é assim, muito exatamente, que você o perceberá, no momento em que isso se produzir.
Se isso já se produziu, você apreende, perfeitamente, essa noção de Leveza e de peso ou de densidade.

O Amor o mais ardente, esse Fogo que parece sair de seu coração, mesmo se lhe pareça invasivo e pesado, se ele lhe aparece assim, é que a pessoa faz, ainda, tela, porque eu diria que o Fogo do Coração, quando a Coroa radiante do coração e o Coração Ascensional estão perfeitamente ativos, torna-se um zefir ardente de Amor, e que não tem peso algum.

Tudo o que se desenrola nesse momento, tanto em você como na superfície desse mundo, é apenas um convite ao coração, ao Coração do Coração e à Leveza, e à dança, e à imobilidade.

Quanto mais você vai ou você irá ao sentido da corrente da vida, a vida verdadeira, na qual tudo é Um, mais você constatará a evidência das palavras que nós pronunciamos, que vocês leram durante essa Crônica da Ascensão dos Melquisedeques.

… Silêncio…

Quaisquer que tenham sido suas experiências e suas peripécias, eu diria, desde muito tempo, dez anos, vinte anos, trinta anos, conforme suas idades, o peso e a influência delas diminuem a cada dia.
É por isso que lhe parece perder a memória ou esquecer-se das coisas.
A Eternidade nada tem a ver com suas memórias, isso você sabe, com suas experiências passadas, com suas vidas passadas na ilusão.
Ao tornar-se cada vez mais leve, você constata que não há qualquer progresso a procurar ou a buscar, que tudo está perfeito de imediato, e cada vez mais evidente.
Se está, ainda, obscuro, é que você está, ainda, demasiado pesado.
Então, alivie-se, e acolha.
E deixe emanar o que você é.

De qualquer modo, você nada tem a perder, bem ao contrário, porque tudo já está perdido na ilusão, mesmo seu mundo.
Basta olhar ao seu redor.
Mas o que está perdido nada é, porque o que está morto deve ser enterrado, para que a magnífica Cidade de cristal, nomeada Yerushalaim apareça – em seu coração primeiro – uma vibração de cristal tão fina e elevada que ela o transporta ao êxtase, cada vez mais rapidamente.
E se quando de seus desaparecimentos não há êxtase – você é liberado, é claro – mas isso quer dizer que sua pessoa joga, ainda, um pouco com isso.
Eu quero dizer com isso que, quanto mais você é leve, mais você terá a possibilidade de obervar os mecanismos que se desenrolam em sua intimidade e em sua consciência, quer você esteja em oração, em meditação, sono ou dissolução.

Seja, também, leve e suave com tudo o que você reencontra, mesmo um animal feroz – porque ele não será mais feroz, absolutamente – mesmo com um inimigo ou suposto como tal – ele derreterá antes seu carma,de seu coração, é claro.
Você terá a oportunidade de verificar que nada pode opor-se ao Amor, e nada pode comparar-se a esse Amor, que em nada é sobreponível aos amores condicionados pela carne, pelo sangue, pela emoção, pelo sexo.
É, mesmo, eu diria, a antítese disso.
Isso aliviará todas as suas relações, as mais suaves como as mais difíceis.

É claro, como o conjunto de meus amigos Melquisedeques, nós falamos ao futuro, mas esse futuro já está aí, e vocês são, a cada dia, cada vez mais numerosos a descobri-lo ou a redescobri-lo, eu deveria dizê-lo melhor.
Então, se isso lhe parece difícil, ou demasiado difícil, sobretudo se você já conhece um pouco a Leveza, então, peça a alguém para contar-lhe histórias engraçadas, ou veja um espetáculo que o faça rir.
Divirta-se.
A espiritualidade não pode ser séria porque, caso contrário, ela cai no dogma, no sectarismo, no dirigismo e nas religiões.
A verdadeira espiritualidade é aquela da consciência e nenhuma outra.
Ela não tem necessidade de modelo, ela tem, ainda, menos necessidade de religiões, e ainda menos necessidade de um salvador.

Seja cada vez mais espontâneo.
Espontâneo quer dizer, também, que, por vezes, um palavrão chega aos seus lábios.
Nada bloqueie, mas seja Amor, quaisquer que sejam as palavras.
E seja leve, mesmo se há ressentimento, é o único modo de fazê-lo desaparecer e não tratar o ressentimento ou encontrar a causa dele.

… Silêncio…

É tempo, agora, de parar as minhas palavras, mas eu me permito permanecer com vocês.
Vocês, que estão aí, vocês que me leram, permaneçam, agora, de olhos fechados, e vamos, então, tornar-nos leves, todos juntos.

... Silêncio…

Eu sou Osho.
Eu os saúdo e eu os deixo nessa Liberdade e nessa Leveza.


Até logo.



CADERNOS DE ABRIL DE 2016
CRÔNICAS DA ASCENSÃO
Crônicas dos Melquisedeques – O Masculino Sagrado




Mensagem de OSHO
Abril de 2016





Agradecimento especial:
Traduzido para o Português por Célia G.
http://leiturasdaluz.blogspot.com.br

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